Todas as partidas do Brasil na primeira fase vão terminar na madrugada.

Se você lê este texto no momento em que ele foi publicado, por volta das 8h desta terça-feira (9/8), não faça barulho: as jogadoras da Seleção Brasileira feminina de vôlei ainda estão dormindo. 

Depois da vitória por 3 sets a 0 sobre a Argentina, no Maracanãzinho, pela segunda rodada do vôlei olímpico, as atletas ainda nem tinham horário de ir para a cama. O jogo já acabou à 0h07 de terça, horário incomum nas principais ligas da modalidade.

Por causa do horário, as meninas só conseguiriam dormir “de umas 3h para frente”, segundo a ponteira Natália. Como todas as partidas da Seleção Brasileira na primeira fase estão agendadas para avançar na madrugada, esse foi o assunto dominante da conversa das jogadoras com os jornalistas, na saída da quadra.

O discurso oficial, claro, é da importância de se adaptar logo, mas o descontentamento é evidente. “As pessoas terão de começar a pensar mais do lado do atleta, não só da mídia. Esse horário é sacanagem. Imagina um jogo de cinco sets, gente”, desabafou a central Thaísa, uma das líderes do grupo, que se recupera de uma lesão na panturrilha.

O pós-jogo das jogadoras é puxado. Por ordem, elas atendem à imprensa, tomam banho, se trocam, fazem fisioterapia, viajam os 35km entre o Maracanãzinho e o Vila dos Atletas, vão ao refeitório, jantam, sobem para o apartamento, se trocam outra vez e tentam pegar no sono. “O Zé (Roberto Guimarães) pede para não mexer no telefone depois de chegar, isso atrapalha a adrelina a baixar”, conta a ponteira Gabi.

Após vencer Camarões e Argentina, a Seleção Brasileira voltará a jogar nesta quarta-feira (10/8), novamente no último horário da noite, diante do Japão. A partida está programada para as 22h35, mas, por causa dos duelos anteriores no Maracanãzinho, talvez o cronograma não seja cumprido.

Jogos no fim da noite

Por df.superesportes.com.br