Mais velho da equipe diz que chegará ao Japão, quando tiver 34 anos.

Foi um dia especial para a ginástica artística masculina do Brasil. O país nunca havia torcido por uma equipe dos homens na final. A primeira vez foi nesta segunda-feira (8/8), na Arena Olímpica do Rio. E, mesmo com a sexta posição, os representantes estavam orgulhosos. Diego Hypólito, principalmente. Mais velho da equipe, ele aproveitou para declarar: continua a competir até 2020, quando terá 34 anos, e quer ir para os Jogos de Tóquio.

Os responsáveis pelo feito histórico foram Arthur Nory, Arthur Zanetti, Diego Hypólito, Francisco Barretto e Sérgio Sasaki. Hypólito foi muito ovacionado em sua especialidade, o solo, justamente onde os outros companheiros falharam e diminuíram as já remotas chances de medalha. Sasaki foi o primeiro e caiu de bunda. Na sequência, Nory pisou fora com os dois pés e piorou ainda mais a situação brasileira. Coube a Diego puxar a nota para cima.

Após uma boa apresentação, o ginasta brincou com uma situação vivida por ele nos Jogos de Pequim-2008. “Eu não tenho mais o nível técnico que tinha naquela Olimpíada. Mas consegui chegar a mais uma final olímpica, depois de anos caindo de bunda, de cara”, lembrou.

Depois de um bom início de Zanetti nas argolas, a equipe foi para o salto. Diego foi o primeiro, com a arena inteira gritando por ele. Após boa execução de Hypólito, Arthur Nory saltou e também agradou ao público e comissão técnica. Sasaki rateou na chegada e saiu desapontado, recebendo apoio dos colegas de equipe. Mesmo assim, recebeu boa nota. Mas depois das notas de Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha, o Brasil terminou a segunda rotação em quarto.

Nas barras paralelas, a equipe foi com Nory, Barretto e Sasaki. Na fixa, mandou ao aparelho o mesmo trio, na quarta rotação, e foi para a quinta e penúltima na 4ª posição geral.

Sasaki foi o primeiro do solo, caiu de bunda e recebeu os baixos 12.100 de pontuação. Na sequência, Nory pisou fora com os dois pés e piorou ainda mais a situação brasileira, com 14.500. Coube a Hypólito puxar a nota do Brasil para cima. O telão da arena mostrou os 15.133. Mas o país acabou a quinta rotação na sexta colocação.

No aparelho final, o cavalo com alças, o Brasil levou o trio Sasaki-Nory-Barretto. Último brasileiro a competir, Barretto, ao fim da apresentação, soltou um tímido “obrigado”, direcionado ao público, enquanto se despedia, já sem qualquer chance de medalha.

“Estou muito satisfeito, viemos sonhando juntos para mostrar que o Brasil está mais perto das grandes potências”, enalteceu Nory, que disputa a primeira Olimpíada da carreira. Ainda assim, os ginastas terminaram à frente de Alemanha e Ucrânia.

Mais velho da equipe diz que chegará ao Japão, quando tiver 34 anos.

Vítor de Moraes – Enviado especial /Correio Braziliense