O Acre possui, proporcionalmente, um crescimento do PIB acelerado, sem deixar de lado suas raízes fincadas na sustentabilidade.

Por Miriane Teles 

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Por trás do design e da matéria-prima amazônica, o amadurecimento do setor moveleiro acreano está estruturado na valorização de cadeias produtivas tradicionais e nas políticas de incentivos industriais. 

No estado existem oito polos moveleiros: dois em obras, três em operação e quatro em transição, etapa em que os empreendedores se adequam para o licenciamento e concessão. Essa realidade se tornou possível desde a redistribuição e a profissionalização da produção manufatureira. Os marceneiros saíram da informalidade dos seus quintais para ocupar as estruturas dos polos moveleiros.

A saúde dos trabalhadores também é observada no processo. Nos galpões que abrigam as marcenarias, o quesito de arejamento é considerado, atendendo ao compromisso fixado pelo governo com o Ministério Público do Estado, a partir do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2011.

O acordo também propiciou o facilitamento de trâmites, como a isenção de taxas para o licenciamento das marcenarias, por parte do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac). Segundo a representante da Sedens, Marcela Fidelis, “concluiu-se que, na maioria dos casos, os empreendedores não podiam cumprir as leis ambientais por dificuldades financeiras”.

Por muitos anos, grandes operações estaduais de fiscalização e apreensão de madeira ilegal estamparam as capas de jornais. As adequações legais se fizeram necessárias para combater desde a poluição e queimadas até a destinação inadequada dos resíduos da madeira.