Exploração sexual e trabalho escravo são as principais modalidades do tráfico humano

Por Concita Cardoso

 (Foto: EBC Brasil)
(Foto: EBC Brasil)

Em menos de um mês de atuação, o Comitê Estadual de Combate ao Tráfico Humano já registra o primeiro caso desse tipo de crime no Acre. Trata-se de uma jovem de 20 anos, que foi enganada por um parente próximo com a falsa promessa de emprego na casa de um casal na Itália. A ação imediata do comitê permitiu o resgate da moça, que deverá voltar para o Brasil nos próximos dias.

“A família procurou a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos [Sejudh], que acionou os membros do comitê. Por meio da Diocese, detectamos na Itália a Rede um Grito pela Vida, que nos ajudou a localizar a jovem. Ela recebeu os primeiros atendimentos e hoje está em segurança”, afirmou a coordenadora estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Sejudh, Ivana Moura.

Trabalhando alinhado com as diretrizes nacionais de segurança pública, de promoção dos direitos humanos e a necessidade de estabelecer políticas públicas locais de enfrentamento ao tráfico de pessoas, o governo do Estado criou o Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que está atuando em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, Secretaria de Estado de Turismo (Setul), Secretaria Municipal de Assistência Social (Semcas) e Diocese de Rio Branco.

A política pública de enfrentamento ao tráfico de pessoas ganhou mais força após a Campanha da Fraternidade de 2014, da Igreja Católica. A partir daí, a Sejudh, a Diocese e a Secretaria de Turismo (Setul) iniciaram uma parceria na divulgação desse trabalho. O tráfico de pessoas tem como principal modalidade a exploração sexual e o trabalho escravo.