Dos altos valores pagos a taxista para trasportarem pacientes a Rio Branco: Conforme se comprova, no documento de fl. 838 

Alemão Monteiro Com informação do Ministério Público

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Dos taxistas beneficiados com o esquema de transporte de pacientes a Rio Branco.

A farra com o dinheiro público para beneficiar amizade azul com trasporte a capital Rio Branco e principalmente a família do prefeito como diz em depoimento uma das testemunha que abriu o jogo sujo que vem causando esta administração de Everaldo Gomes e deixa a população envergonhada com tantos escândalos.

Veja os  termo de declaração da testemunha

No termo de declaração da testemunha R A S (fl. 589), percebe-se que a Prefeitura Municipal transportou vários pacientes, utilizando se do serviço de taxistas. Quando a Prefeitura utilizava-se de tais serviços, OS PRÓPRIOS TAXISTAS ABASTECIAM SEUS VEÍCULOS.  Logo, não havia gasto com abastecimento de veículo da prefeitura, Pois o combustível já estava incluído no preço dos serviços dos taxista, os quais abasteciam seus próprio veículo 

O esquema era montado para beneficiar os taxistas esposos de funcionárias da Saúde e os amigos do Prefeito.

A testemunha R A S afirmou:  Que recebeu diversos valores, de R$ 2.000,00 a R$ 7.000,00 mil reais. Que realizava tal transporte de 2 a 3 vezes na semana.  Cada viagem para Rio Branco custava em torno de R$ 600,00 reais quando o carro estava lotado.

Estranhamente, no ano de 2013, apesar de vários veículos da Prefeitura estarem sem condições de transportar pacientes e de a Prefeitura ter utilizado o serviço de taxistas, os gastos com combustível são maiores do que os de 2014. Em abril de 2013, foram pagos R$37.776,63 (trinta e sete mil, setecentos e setenta e seis reais e sessenta e três centavos) enquanto em 2014, o gasto foi de R$ 6.290,00 (seis mil, duzentos e noventa reais).

Não é possível entender a matemática apresentada em 2013, pois tinham apenas um total de 15 (quinze) veículos em atividade, utilizavam o serviço de três taxistas, os quais pagavam pelo combustível e tiveram gastos superiores aos da atual gestão (2014), a qual tem 21 veículos em funcionamento e raramente utiliza o transporte de pacientes através dos taxistas. Em 2013, foram gastos R$ 66.450,00 com serviços de taxistas enquanto em 2014 apenas R$1.500,00. Por óbvio, se os pacientes foram transportados por taxistas, não se justifica um gasto tão elevado com combustível em 2013.

Os documento retirado do Portal da Transparência, constam pagamentos realizados a R N S, nos valores de R$ 3.500,00; R$ 3.500,00; R$ 3.500,00; R$ 3.500,00 e R$7.000,00, nos meses junho, agosto, outubro e dezembro de 2013.  Não há justificativa plausível para pagarem tantos taxistas.

Os demais taxistas não tiveram tal oportunidade. Em um município pobre como Brasiléia, poder realizar corridas a Rio Branco, transportando pacientes, com o carro lotado, muitas vezes na semana, representa um benefício aos amigos-taxistas, que não era estendido a todos os taxistas, ferindo o princípio da igualdade.

Esquema para o desvio de dinheiro público

Djalma José Fernandes declarou que o esquema para o desvio de dinheiro público é montado durante o período eleitoral, onde particulares doam dinheiro para a campanha com a promessa de realizar transporte de pacientes a Rio Branco.

Vejamos

A Prefeitura tinha carros e motoristas mas preferia utilizar o trabalho dos taxistas-amigos. Por óbvio, em casos excepcionais, a Administração Pública poderia ter utilizado os serviços de taxistas para transporte de pacientes a Rio Branco, contudo isto não pode se transformar.

Em uma rotina, durante muitos meses consecutivos. Isto demonstra a ineficiência do Administrador Público em consertar seus próprios veículos para transportar pacientes. Um gestor eficiente não pode optar por um serviço mais caro.

Fazendo-se um simples cálculo matemático, é possível perceber que o dinheiro público escorreu pelo ralo, por falta de gestão eficiente. Os taxistas esclareceram que cobravam R$50,00 (cinquenta) reais por paciente. A maior parte dos carros consegue transportar apenas quatro pacientes, o que totaliza um gasto de R$ 200,00 (duzentos reais) para a ida e mais R$ 200,00 (duzentos reais) para a volta.

Enquanto os motoristas da Prefeitura ficavam recebendo salário sem transportar pacientes, os taxistas faziam o serviço.

Isso gerou um desperdício do dinheiro público, visto que, cada viagem custava R$400,00 (quatrocentos) reais aos cofres públicos. O Prefeito pagava entre R$400,00 (quatrocentos) reais a R$600,00 (seiscentos) reais aos taxistas enquanto poderia ter gasto somente R$160,00 (cento e sessenta reais) com combustível. Como foram realizadas inúmeras viagens, por vários meses, comprova-se que o dinheiro público foi desperdiçado. O taxista R N S chegou a ganhar R$7.000,00 (sete mil reais), além de outros valores, conforme documento.

A testemunha DJALMA JOSÉ FERNANDES, perante a Promotora de Justiça, afirmou que a rede montada para desviar dinheiro público era muito maior, tendo em vista que amigos, parentes do Prefeito eram transportados de Brasiléia a Rio Branco e não pagavam suas passagens. Simplesmente mandavam inseri-los nas notas a serem pagas pela Prefeitura. O desvio de dinheiro público é tão grave que são utilizadas várias Secretarias para tentar despistar.

Já aconteceu de lhe pedirem para transportar o proprietário do Hotel Las Palmeiras, José Luiz Revollo e colocar na Nota da Prefeitura como se fosse paciente. Que já transportou pessoas que não eram pacientes, tendo sido colocado como se fossem pacientes. Que o Junior Revollo e a SECRETARIA NELI BRAGA ligaram para ele pegar em Rio Branco o dono do Hotel Las Palmeiras, José Luiz Revollo, quando o declarante achava que ele ia pagar, ele mandava colocar na Nota dos pacientes, a ser paga pela Prefeitura. 

Que estranhava que uma pessoa, que não precisava do transporte custeado pela Prefeitura (José Luiz Revollo) porque tem dinheiro, utilizar-se do dinheiro público para pagar sua passagem. Que José Luiz Revollo, ao invés de pagar a passagem, mandava colocar na Nota. Que na Prefeitura, a SECRETARIA NELI BRAGA decidia se colocava na Nota da Secretaria de Saúde, Gabinete ou Secretaria de Obras.

Os valores pagos aos taxistas-amigos são muito superiores aos que constam nestes autos, tendo em vista que aqui somente estão sendo investigados os desvios realizados na Secretaria de Saúde. No entanto, os pagamentos com transporte através de taxistas eram faturados em outras Secretarias ( Secretaria de Obras e Gabinete).

Afirmou que pacientes deixaram de ser transportados no táxi, para o Prefeito agradar seus eleitores, oferecendo-lhes corridas, a Rio Branco, pagas com o dinheiro público. O Prefeito Everaldo chegou a utilizar os serviços do taxista Djalma para transportar sua família a Rio Branco, pagando tais serviços com o dinheiro público. Vejamos:

Que o Prefeito Everaldo ligava para o declarante pegar a sua filha e esposa no Aeroporto, seus sobrinhos em Rio Branco, sua irmã, que mora no José Braúna. Ao invés de pagarem a corrida, normalmente, colocavam na Nota da Prefeitura.

Dos documentos constantes no Portal da Transparência do Município de Brasiléia.