Polícia investigou durante quatro meses

030615-policia-operacaoicaro-cleriston_410_305Durante entrevista coletiva na manhã dessa quarta-feira, o delegado Alcino Júnior divulgou a foto do homem que deu a ordem para matar o agente que levou 10 tiros quando chegava em casa.

Trata-se de Erick Douglas da Silva, que está preso em Dourados no estado do Mato Grosso acusado de vários crimes. Erick é um dos braços fortes da facção nessa região do país. 

Segundo delegado Alcino, a morte de Anderson foi para atender ao pedido de membros do grupo que estão no presídio Francisco de Oliveira Conde, onde o agente trabalhava. 

“O que apuramos é que o agente era considerado pelos presos como ‘linha dura’ e acusado de maus tratos aos detentos e seus familiares. Por isso, queriam sua morte, o que foi prontamente atendido pelos chefes da facção”, explicou.

Foram quatro meses de investigação. A polícia conseguiu descobrir também os matadores do agente. São dois homens Welligton Vieira – o “Gordão” e Anderson Conceição de Lira, o “Profeta”, que vieram de São Paulo para cometer o assassinato.

Os dois estão sendo procurados. Eles foram identificados graças às câmeras de segurança do aeroporto de Rio Branco. O flagrante foi feito quando a dupla embarca de volta para São Paulo poucas horas depois de assassinar o agente.

Ajuda local

A Polícia Civil encontrou a primeira pista poucas horas após o crime. O carro usado para chegar à casa do agente e garantir a fuga era um Escort, que foi abandonado no bairro Caladinho. Os agentes descobriram que poucas horas antes do assassinato, Mario Renan Sampaio, conhecido como “Cérebro” e Diemenson de Souza – o “Mutante”, estavam em uma oficina colocando fumê nos vidros do veículo.

Outro homem, Claudio Martins de Almeida – o “Bola”, é quem vai montar todo o plano e reunir as armas. É na casa dele que acontece a última reunião antes de os dois assassinos seguirem até a casa do agente.

“Esses três envolvidos conseguimos prender poucos dias após o crime, mas, para sabermos quem era o mandante, tivemos que buscar mais tempo. Agora fechamos nossa investigação, apontando todos os acusados e como foi o plano dos bandidos. Falta agora prender os executores”, completou.

O crime é a maior prova da ação do PCC no presídio de Rio Branco. Para matar o agente precisou da ordem de um grande chefe da facção, no caso, Erick. A ação teve um alto custo com passagens, compra do veículo, no qual foram pagos R$ 6 mil, as armas e a hospedagem dos assassinos que ficaram 14 dias em Rio Brando e mudaram três vezes de hotel.

O braço do grupo criminoso no Acre mostrou poder e mandou um recado bem claro de como agem com extrema violência quando são ameaçados.

Fonte:www.agazeta.net