Por Francisco Valadares Neto

Sem dúvidas a duplicação da Avenida Marinho Monte, situada na cidade de Brasiléia, tornou aquilo que, no linguajar popular, chamamos de “novela mexicana” na media em que parecem intermináveis as discussões e, sobretudo, a operacionalização do projeto.

Acenos políticos, falta de tino administrativo, discursos eloquentes e “para torcida” são alguns ingredientes que temperam o sonho e, agora pesadelo, dos munícipes, notadamente daqueles que residem e exercem suas atividades em referida via pública.

A incapacidade e incompetência da administração (atual) são latentes, merecendo, neste ponto, destaque a desastrosa administração do atual alcaide municipal, o qual, desde o inicio de seu mandato eletivo, demonstrou não saber regras básicas administrativas e, tampouco, ter qualquer tino para gerir a coisa pública e atender os anseios da população. 

Afinal, não se pode conceber que um município carente de recursos, por inoperância administrativa, tenha devolvido numerário necessário para o cumprimento e execução de convênio referente a duplicação da via pública citada anteriormente.

Mas, caberia a ele e em razão de sua condição, executar a obra e, se não fez até agora, só resta atestar a sua incompetência para gerir a coisa pública.

Além dessas considerações, outro fato chamou atenção do advogado Valadares.

Conforme amplamente divulgado em veículos de comunicações, o atual gestor municipal não compareceu a audiência pública ocorrida em 24 de setembro de 2014, mas, se fez representar.

Quanto a ausência, nada a questionar, na medida em que o prefeito municipal, desde o seu primeiro dia de mandato, não aparece sequer nas sessões inaugurais da Câmara Municipal de Brasiléia. Quem dirá para prestar esclarecimentos sobre a execução da obra da Avenida Marinho Monte.

Entretanto, quanto a representação dele no ato assinalado anteriormente indagável se as declarações prestadas por seu assessor de comunicação da Administração Pública foram repassadas pelo prefeito municipal ou se partiram de si mesmo.

Se as declarações foram prestadas em razão de orientações repassadas pelo prefeito, não andou bem o assessor em asseverar que o ato era eminentemente político, na medida em que, ainda que tivesse esse cunho, encontravam-se presentes os residentes e comerciantes de referida via os quais, como cidadãos, tem o direito de reivindicar o fim da “novela mexicana”.

Por outro lado, se as declarações foram prestadas em caráter intimo e sem qualquer interferência ou orientação, andou pior ainda em razão de, salvo conhecimento de que exerce o cargo de assessor de comunicação junto a Administração Pública, referida pessoa, até onde sei, jamais residiu ou exerceu qualquer atividade em prol da sociedade brasileense, encontrando-se aqui para ocupar cargo público.

O desdém, a frieza, a falta de conhecimento, de reconhecimento de erros e a indiferença não caíram bem. Aliás, nem era o local para isso, pois autoridades constituídas e, sobretudo, os munícipes, encontravam-se presentes ao ato para tentar ajudar que a inoperância e irresponsabilidade da Administração Pública fossem sanadas ou remediadas.

E, diante desse quadro, torna-se imprescindível que, ante a inoperância administrativa, a sociedade civil e os poderes e órgãos legalmente constituídos adotem medidas emergenciais e indispensáveis para a solução do problema dos moradores e comerciantes da Avenida Marinho Monte.

Afinal, poeira, barro e buracos, dentre outros, lhes retiram o sossego, a paz, a tranquilidade, bem como experimentam prejuízos materiais que comprometem seus próprios sustentos e de seus familiares, na medida em que os impostos e taxas continuam sendo cobrados, mesmo diante da redução de suas arrecadações em razão do estado precário da via pública.

O Ministério Público do Acre, a Associação Comercial de Brasiléia, dentre outros órgãos, devem procurar mecanismos para coibir e responsabilizara aqueles que, por alguns motivos conhecidos, insistem em não realizar as obras imprescindíveis a coletividade, notadamente a da duplicação da Avenida Marinho Monte.

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