A imagem , postada por Haroldo Sarkis, assessor da prefeitura de Xapuri, em seu perfil no Facebook, denuncia um fato que tem sido recorrente na cidade considerada por muitos como o berço do ambientalismo acreano.

Por Raimare Cardoso 

arvore em xapuri

Os buracos abertos no tronco de uma das mangueiras centenárias que se localizam ao longo da rua Cel. Brandão, certamente com o fito de envenenar a árvore, lembram outros episódios parecidos, ocorridos sempre na calada da noite, sem que até hoje qualquer providência tenha sido tomada.

Quem não se lembra da figueira que sombreava a Casa de Chico Mendes, tombada como Patrimônio Histórico Nacional, ou do benjamin que se situava ao lado da banca de café da dona Maria, ali quase à entrada da agência do Basa?

Posteriormente, uma mangueira situada próximo ao Posto Português também foi vítima do “serial killer” de árvores de Xapuri. Neste último caso, a vítima definhou, suas folhas caíram, os frutos que ainda brotavam amarelaram doentiamente, mas terminou por resistir bravamente à tentativa de um injustificável crime ambiental.

A prática nefanda e covarde consiste em se perfurar o tronco da árvore com uma broca grossa o bastante para permitir que ali seja injetado o veneno.

O que – e quem – estaria por trás desses atos bestiais talvez encomendados por algum interesse escuso? A pergunta apenas será respondida depois que nossos órgãos ambientais resolverem investigar, identificar e denunciar os criminosos ao Ministério Público do Meio Ambiente.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo, Idalino Pedrosa Júnior, informou que um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Geral de Polícia de Xapuri e que o fato foi informado também ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC). Ainda segundo ele, a mangueira passou por um “tratamento”, que consistiu na limpeza da área afetada pelo veneno e na vedação dos três furos feitos no tronco da árvore.