Situação de Brasileia piora por causa dos igarapés. Everaldo apresenta o documento onde decreta Estado de Emergência oficial em Brasiléia.

Por Paula Alcântara 3 De Julho Noticias

Brasiléia

Assis Brasil registrou muita vazante entre 6 horas da manhã de ontem (domingo) e 6 horas desta segunda-feira: Saiu de 11, 38 metros para 7, 27 metros. É um indicativo de que a situação deve piorar em Brasileia e Rio Branco.

Entre Epitaciolândia e Brasileia, a ponte está interditada, isolando por terra a ligação com a Estrada do Pacífico. O centro de Brasileia está completamente alagado. Casas estão submersas.

Às 7 horas da manhã desta segunda-feira, são várias famílias desabrigadas em Brasiléia e Epitaciolândia. A situação em Brasileia se agrava devido aos igarapés. Descendo o Rio Acre, de Assis Brasil à Brasileia são 15 igarapés que transbordaram, tornando maior não apenas o volume, mas a velocidade das águas. 

O prejuízo desta cheia está igual a cheia de 2012 porque a informação prévia permitiu à comunidade preparar-se com antecedência. Faltam apenas quatro centímetros para se alcançar a marca de 2012, quando se registrou a pior cheia da história de Brasileia. 

O decreto de calamidade pública

Momento em que Everaldo apresenta o documento onde decreta Estado de Emergência oficial em Brasiléia.
Momento em que Everaldo apresenta o documento onde decreta Estado de Emergência oficial em Brasiléia.

00059.MTS_.Still001-660x371Devido à enchente que atinge a cidade de Brasiléia e Epitaciolândia. De acordo com a última medição do Corpo de Bombeiros, feita às 11 horas desta segunda-feira, o nível do Rio Acre no município é de 14, 85 metros. Mais de 580 famílias já foram desalojadas e desabrigadas, atingindo cerca de 1.640 pessoas.

O estado de calamidade pública pode ser declarado quando há chuvas e alagamentos fora de controle, associados a desastres como deslizamentos de terra. Com o decreto reconhecido pelo governo federal, a prefeitura poderá fazer compras sem licitação e receber verbas federais.

O governador Tião Viana conversou com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e pediu que seja enviado ao Acre um representante da Defesa Civil Nacional para acompanhar a situação do Estado, sobretudo de Brasileia, que pode sofrer a maior cheia de sua história nos próximos dias.

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