Comida seria levada para trabalhadores de obra em complexo penitenciário. Protesto de agentes penitenciários impediu visita íntima a presos.

Impedidas de visitar os detentos do presídio Francisco de Oliveira Conde por causa do protesto dos agentes penitenciários, em Rio Branco, mulheres destruíram pelo menos 50 marmitas que chegaram ao local nesta quarta-feira (4), achando que eram dos agentes. No entanto, segundo o sindicato da categoria, a comida seria distribuída para os homens que trabalham na obra dentro do presídio.

Os agentes protestam contra as mortes de Anderson Albuquerque, de 29 anos, e Edmilson Freire, de 44 anos, executados em menos de uma semana, no final de janeiro e início de fevereiro. Durante o ato, eles cobraram mais segurança para a classe e exigiram equipamentos de segurança como colete, capacetes, luvas, equipamento de raio-X, armamento letal e mais efetivo.

A visitante Anne Gomes, de 24 anos, disse que está revoltada pelo que os agentes estão fazendo ela passar. “Estamos aqui desde as 5h, esse presídio é uma bagunça, esses agentes mandam e desmandam. Nós destruímos essa comida porque se nós vamos ficar com fome eles também vão”.

Entenda o caso
Dois agentes penitenciários foram executados em menos de uma semana, em Rio Branco. O primeiro deles, Edmilson da Silva Freire, de 44 anos, foi morto com seis tiros, em casa, no dia 30 de janeiro. Kelly Tavares, de 22 anos, confessou o crime e disse que agiu por vingança. A suspeita está presa em Sena Madureira.

Já o agente penitenciário Anderson Albuquerque, de 29 anos, foi morto com dez tiros na noite de segunda-feira (2), no Bairro da Paz, nas proximidades da Faculdade Meta (Fameta), em Rio Branco. Albuquerque atuava há seis anos como agente e trabalhava na Unidade de Recolhimento Provisório (URP), do Presídio Francisco D’Oliveira Conde.

Comida ficou espalhada na entrada do presídio
Comida ficou espalhada na entrada do presídio