Como alguém pode dar crédito a Bittar quando seu partido já anunciou o fim do Ministério da Pesca.
Possidônio Correia de Alcântara – Historiador

Mirabolâncias de um candidato

Fui acordado ontem, quarta-feira, por uma sobrinha que trabalha a 14 anos na saúde. Ela me ligou dando tantas gargalhadas que até pensei que ela havia surtado, na verdade ela estava lendo na web a noticia de que o candidato Bittar, do PSDB, estava prometendo um décimo quarto salário aos funcionários do setor saúde.

Depois da surpresa, sem pressa fui me dedicar aos fazeres matutinos, inclusive ler o noticiário online. De fato, lá estava a proposta de Bittar: Um décimo quarto salário para quem “cumprir metas”. Ora leitor, todo funcionário público hoje em dia, e já faz tempo, recebe prêmios de valorização de carreira. Da educação, saúde e outros setores, todo mundo já sabe que isso está incorporado em suas carreiras, Bittar está prometendo o que já existe.

O candidato Bittar, que passa todo o seu tempo nos gabinetes de Brasília, e que portanto nada conhece da gestão pública, no desespero para subir algum ponto na preferência do eleitorado, os trata como imbecis, imaginando que o servidor público incauto ainda vá cair na sua lábia.

O candidato tucano deveria, se vivesse aqui conosco, ter estudado mais sobre “a coisa pública”, e sua assessoria precisa corrigir os devaneios, do contrário, a cada lance performático sairão essas mirabolâncias. Assim é.

Ao invés de sair por ai prometendo o que não pode, não sabe e nem imagina saber, o candidato do PSDB precisa ser coerente: Como ele vem falar de valorização do funcionalismo se em sua plataforma está inscrita a privatização de diversos serviços públicos essenciais, como o da produção e abastecimento de água de beber em nosso Estado?

Como alguém pode dar crédito a Bittar quando seu partido já anunciou o fim do Ministério da Pesca e de outros setores da gestão do país? Somente as mirabolâncias do candidato o levam a crer que alguém vai acreditar em suas tonterias. Não somo cegos candidato!

Está no programa do partido do senhor Bittar, para quem quiser ler, uma “reavaliação” dos programas sociais, o cancelamento de ações que o SUS executa, gratuita e publicamente, a privatização de universidades públicas, escolas técnicas e outras áreas.

É um imbiricica de maldades ao Brasil e ao Acre nunca antes vista em nossa história. Mas isso o candidato do PSDB no Acre não diz.

Ao invés de prometer vapor ao eleitorado o PSDB deveria fazer o que a cartilha da boa política manda: Escutar o povo, seus sentimentos, sua inteligência e sabedoria. Mas isso só quem pode fazer é um candidato real, afinal, Bittar é candidato só dele mesmo, e ainda por cima vem aqui nos fins de semana. É virtual, é mirabolante.

Por esses dias, lá em Manoel Urbano, o candidato Bittar passou nas ruas, num desses carrões, vidro fumê e ar condicionado. Parou numa rua e perguntou a uma moradora como estavam as coisas. A mulher, meio assustada e sem nunca ter visto o candidato, chamou o marido que estava dentro de casa. Bittar, então, fez o que sempre faz, saiu dali em sua hilux, de onde ele observa o mundo real e as pessoas. Mirabolâncias de um candidato que não conhece o Acre.

Fonte: Aquiry Noticias