Manoel Carlos Lima de Azevedo cumpre pena por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e furto.

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Manoel Carlos Lima de Azevedo, que cumpre pena acima de 25 anos em regime fechado, concluiu essa semana, uma reforma autorizada pelo estado em sua cela, que fica no pavilhão H do presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC). O piso foi trocado por porcelanato. Em uma revista de rotina, agentes penitenciários descobriram o uso pelo detento que é acusado por tráfico de drogas, de um aparelho celular com chip da operadora Claro, um fone de ouvido, pen drive, carregadores, duas televisões e até um peso para prática de exercícios físicos.

A informação repassada por agentes penitenciários de que Manoel é o líder do pavilhão reforça que um esquema de luxo, mordomias e privilégios já virou rotina dentro da FOC para os chefes de facções criminosas que podem estar organizando de dentro do presídio uma série de roubos e assaltos na capital. 

Essa não é a primeira vez que é revelado o uso de celulares e até o livre acesso à internet dentro do maior presídio do Acre. Um advogado criminal que pediu para não ter seu nome revelado informou que além de acompanhar em tempo real o que acontece no mundo do crime, os “gerentes” de pavilhões comandam extorsão de parentes de outros presos na arrecadação de dinheiro e manutenção de suas mordomias.

O diretor do Instituto Penitenciário do Acre, Dirceu Augusto, informou que tem conhecimento da reforma feita na cela e que uma das televisões encontradas no poder do traficante foi retirada, assim como o aparelho celular. O IAPEN não informou como fiscaliza a origem do dinheiro utilizado nas construções.

PRÁTICA É COMUM NA SEGURANÇA PÚBLICA DO ACRE

Em outubro do ano passado, os agentes denunciaram compras orçadas em R$ 2,9 mil autorizada pelo gerente de inteligência e segurança do Iapen-AC, Helder Ribeiro Luiz – que de acordo com eles, estaria respondendo interinamente pelo sistema, para uma outra reforma, desta vez da cela de Odenilson de Souza Paiva.

INTERVENÇÃO

No dia 21 de maio deste ano, em decisão interlocutória, a Vara de Execuções Penais (VEP) através da juíza Luana Campos, decidiu interditar pelo período de três meses a Unidade de Regime Provisório (URP) e a Unidade de Regime Fechado (URF-01).

A medida não durou 72 horas, no dia 23 de maio o secretário de segurança pública do estado, Renir Graebner, protocolou no Tribunal de Justiça do Acre, um documento com garantias de ações para amenizar a superlotação nas unidades do presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC) e também se comprometendo a fazer reformas nos pavilhões no prazo de 45 dias que vence no próximo dia 23.

A garantia do termo de ajustamento de conduta é que após esse espaço de tempo (45 dias), as unidades serão novamente avaliadas. O prazo venceu na primeira semana de julho. Até agora nem a VEP e nem o governo do Acre se manifestaram com relação ao protocolo.

Manoel Carlos Lima de Azevedo que tem regalias inconcebíveis para um sistema prisional cumpre pena por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e furto.

Fonte: Ac 24 Horas