O livro ‘Muká, a Raiz dos Sonhos’ foi lançado em Cruzeiro do Sul.

Jornalista fez uso da raiz após três anos na terra indígena Yawanawá.

Vanísia NeryDo G1 AC

jornalista_1A experiência de sonhos e viagens feitas pelo jornalista Leandro Altheman Lopes, de 39 anos, por meio do uso da raiz indígena Muká, na terra indígena Yawanawá, localizada no Rio Gregório, em Trarauacá(AC), é retratada por ele no livro “Muká, a Raiz dos Sonhos”.  O livro foi lançado na Biblioteca Pública, na noite de sexta-feira (6). Leandro é paulista, mas mora em Cruzeiro do Sul (AC) há 14 anos.

Na obra o jornalista conta a experiência pessoal de formação espiritual com o Muká, uma raiz sagrada do povo Yawanawá, que significa “amargo”. De acordo com o autor da obra, antes do Muká, fazia uso da Ayahuasca, chá feito a partir de cipó e uma planta amazônica, o que o motivou a morar na região. Ele explica que a utilização da raiz Muká é feita de forma restrita.

Altheman passou três anos na comunidade indígena Yawanawá, participando de três etapas diferentes da formação dos pajés, realizando dietas diversificadas, desde a ausência de certos tipos de alimentos, a falta de sexo, o preparo espiritual, até estar pronto para usar a raiz. Na Aldeia, após essa  utilização, o escritor vive diversos sonhos que são relatados na obra.

Livro Muká, do jornalista Leandro Lopes

muka“É um livro que possibilita uma viagem, mesmo para quem não é desse universo indígena. Como por exemplo, você pode ler um livro sobre o Egito, e viajar para o Egito, sem nunca ter colocado os pés lá. Esse livro é da mesma maneira, é uma literatura, é para todos, não só para quem admira, para quem gosta do mundo indígena”, relatou o jornalista.

De acordo com Altheman, toda a experiência só pôde ser vivida por ele  através de um chamado por meio de um sonho. “Na verdade não sei se foi eu que busquei Muká, ou o Muká que me buscou. Através dos primeiros sonhos que tive na aldeia eu fui convocado a ir para esse terreiro para viver essa história”, enfatizou.

Segundo o escritor, durante o período de isolamento na floresta a pessoa  sonha,  e através dos sonhos são diagnosticados elementos que devem ser alcançados na vida espiritual. A ideia é fazer o lançamento do livro também em outras cidades.