“A contraproposta da prefeitura não era condizente para a categoria”, argumentou o sindicalista.  
.
SEEINTERIORSem avanços nas negociações, os servidores da rede municipal de educação do município de Cruzeiro do Sul decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado. A categoria reivindica um reajuste de 15%, mas a prefeitura do município ofereceu apenas 3%, o que não corresponde à correção da inflação acumulada do período.  
 
A assembleia geral, segundo Valdenízio Martins, aconteceu no auditório do museu da cidade com a presença de aproximadamente 150 servidores. Isso compromete o encerramento do primeiro semestre do ano letivo, previsto para acontecer na próxima semana.
 
“Não sairemos desta greve de mãos abanando, porque desde a semana passada temos percorrido o gabinete do secretário municipal de Educação”, justificou o representante do núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac).      
 
Segundo ele, desde o começo do ano que os trabalhadores buscam retomar a data base, mas o pleito sempre ficava em segundo plano. Eles aproveitarão a ocasião para cobrar a reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR).
 
“A contraproposta da prefeitura não era condizente para a categoria”, argumentou o sindicalista.  
 
A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Acre), Rosana Nascimento, explicou que a legislação impede a negociação com o Estado, mas como os prefeitos não concorrerem ao pleito, é possível a retomada das negociações por conta da data base. 
“Este é o segundo município acriano que optou pelo movimento grevista, porque a greve dos servidores municipais de Assis Brasil caminha para a segunda semana”, comentou a dirigente  cutista.
 
Ela ressaltou que no mês passado os dirigentes do núcleo do Sinteac mantiveram uma reunião com o prefeito para cobrar o reajuste salarial. Como a categoria foi ignorada, deflagraram o movimento grevista por tempo indeterminado.
 
“A comissão de negociação pleiteia a reposição do reajuste do piso do magistério há  dois anos”, explica Rosana.