Prefeitura De Brasileia Está Construindo Escola Com Refugo E Madeira Vinda Da Bolívia

Fernando Oliveira

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Mestre de Obras Olavo Coelho da Silva

SAM_2844A Prefeitura de Brasiléia, comandada por um grupo político acostumado a escândalos, acaba de assinar mais um no currículo que merece investigação pelos órgãos fiscalizadores, agora irregularidade vem na área da educação no município.

A equipe do site sentinela da fronteira foi convidada para comprovar o atraso no inicio do ano letivo ocasionado pela demora  nas obras de uma escola do município localizada na comunidade do km 26 para atender alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental.

Para surpresa geral, foi constatado que a referida escola está sendo feita com refugo (restos de madeira de outra escola demolida), e outra parte da madeira está sendo comprada na irregularmente Bolívia conforme disse o mestre de obras Olavo Coelho da Silva.

“Estamos dentro dos 20 dias de trabalho, desde que agente começou e estamos fazendo o máximo de esforço para concluir ela buscando madeira da Bolívia que é por vez, a gente paga um tanto de madeira e tal dia tem que tá lá senão outros que já pagaram também levam a madeira”, conta seu Olavo.

Para não justificar falta de conhecimento do poder público quanto a compra de madeira do lado boliviano, nosso entrevistado reforça que o transporte da madeira da Bolivia até a ponte que liga os dois países é pago pela empresa que faz a construção e no lado brasileiro a prefeitura presta sua ajuda levando a madeira em transporte público.

Nos foi informado ainda que a obra está orçada em 100 mil reais e para a conclusão  faltam 20 duzias de madeira no valor de 115 reais cada dúzia que virão do país vizinho.

O mestre de obras comentou que a empresa vencedora no processo de licitação ( OCS ), não entregará a escola no período previsto por volta de 15 de maio e que já informou ao prefeito Everaldo e a secretária de educação.

Fachada da Escola Municipal, construida no valor de 100 mil reais com refugo e madeira da Boilivia/Imagem Fernando Oliveira

Fachada da Escola Municipal km 26, orçada no valor de 100 mil reais feita com refugo e madeira da Boilivia/Imagem Fernando Oliveira