Famílias despejadas de terra ocupam sede do Incra em Rio Branco

Terra em que moravam, no Km 95 da BR-364, em Acrelândia sofre disputa.

Famílias improvisam local para dormir na sede do Incra (Foto: Rayssa Natani/ G1)
Famílias improvisam local para dormir na sede do Incra (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Despejadas das terras em que moravam, no Km 95 da BR-364 em Acrelândia, 10 famílias montaram acampamento na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rio Branco. Há pelo menos 10 dez dias, adultos e crianças dormem em colchões no chão do local.

“O motivo de estarmos aqui é reivindicar a terra, que é da União, onde moravam mais de 144 famílias há um ano e meio. Essas  pessoas não têm onde morar”, diz a produtora agrícola Denise Ferreira que foi despejada com o marido, a enteada e a sobrinha.

Segundo o coordenador estadual do Terra Legal, Antônio Braña, o Incra manifestou interesse nas terras que hoje sofrem disputa para que fosse realizada a regularização fundiária. Porém, na área há benfeitorias de fazendeiros que também reivindicam o lugar. 

Paralelo a isso, os fazendeiros entraram com uma ação posseira compulsória contra essas famílias.

“Pelos laudos agronômicos e pelo Terra Legal, os fazendeiros teriam direito de suas áreas. Mas nós, em conjunto com o Incra, a delegacia e o Ministério Público buscamos uma ação conciliatória para ver se havia alguma possibilidade dos proprietários das fazendas aceitarem o pagamento das benfeitorias”, explica.

Braña ressalta que o Incra tem feito o que pode administrativamente para resolver a situação. 

Rayssa Natani Do G1 AC

Crianças dormem no chão do Incra (Foto: Rayssa Natani/ G1)