Casas são construídas em áreas de risco ou de forma desordenada.

É todo mundo junto', diz dona de casa que vive nessa situação.
É todo mundo junto’, diz dona de casa que vive nessa situação.

Uma situação comum em Rio Branco: casas em áreas públicas, particulares,  áreas de risco ou ambiental, de forma desordenada, com um pavimento e em um  mesmo terreno, com pouco espaço para dividir uma casa da outra. É o que aponta um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento de informações territoriais realizado com base no censo demográfico de 2010, mais de 90% dos domicílios da capital são irregulares.

O aposentado José Bento, vive no Bairro Dom Giocondo e fala dos problemas que enfrenta por falta de  estrutura no local. “Temos água só, mas tem que ser filtrada ainda. Não podemos beber porque ela vem suja, questão de esgoto não existe, é a céu aberto. O lixo também é jogado no barranco, não tem quem colete lixo”, critica.

Num mesmo terreno, mas em casas diferentes, mora grande parte da família da dona de casa Antônia Marisa. “É todo mundo junto, os quintais ninguém pode dizer quem é cada um, pois é tudo emendado”, diz.

Ainda segundo a pesquisa, em todo o estado do Acre existem 36.884 domicílios carentes de serviços públicos e de forma irregular. A maior parte desses, estão aglomerados às margens de rios e córregos e  população que ocupa estes espaços são pessoas de baixa renda.

Para evitar o crescimento desse tipo de ocupação a Secretaria de Desenvolvimento e Gestão Urbana tem desenvolvido algumas medidas. “Existe o Plano Diretor, a lei que organiza a cidade, e a partir dele existem outros instrumentos. Um que é importante é a fiscalização urbana no sentido de preservar áreas  institucionais de ocupações que venham a descaracterizá-las”, ressalta o secretário Luiz Rocha.

O secretário explica ainda que nesses espaços não há como promover serviços públicos. “Uma área de risco como a margem de rio, que é sujeita a deslizamentos, não existe estabilidade física para instalar uma estrutura de água, uma via. Por isso essas áreas são rejeitadas para ocupação naturalmente”, diz.

Colaborou Evely Dias, da TV Acre.