Mais de 50 mil pessoas devem passar pelos dois cemitérios, neste sábado. 

Equipes trabalham na limpeza de cemitérios (Foto: Francisco Rocha/G1)
Equipes trabalham na limpeza de cemitérios (Foto: Francisco Rocha/G1)

s cemitérios São João Batista e Jardim da Paz em Cruzeiro do Sul devem receber 50 mil visitantes neste sábado (2), Dia de Finados. Esta é expectativa dos administradores dos dois cemitérios.

Há quase dez anos trabalhando como coveiro no cemitério São João Batista, o mais antigo da cidade, seu Valdecir Pereira da Silva, de 46 anos, diz que o local está superlotado.

“Os cemitérios já estão lotados. Aqui no São João Batista que tem a mesma idade de Cruzeiro do Sul, 108 anos, já não cabe mais ninguém. Só recebemos quem já tem gaveta pronta”, explica o coveiro.

Para melhorar os ambientes, a prefeitura realizou um mutirão de limpeza que durou duas semanas. Sérgio Moura que trabalha como coordenador do setor de limpeza pública do município, explica que o objetivo é deixar o local confortável para que as famílias possam visitar os túmulos de seus entes queridos.

“Temos que cuidar bem dos nossos cemitérios, principalmente nesta data em que a quantidade de visitantes é muito grande”, diz Moura.

Apesar do trabalho de limpeza feito pelo poder público, as famílias também aproveitam a oportunidade para melhorar o local onde foram sepultados seus entes querido.

Esse é o caso da servidora pública Selete Souza Teixeira. Para ela, é muito importante manter sempre limpo e bem cuidado o local onde estão sepultados os pais e o esposo.

“É uma forma de mostramos o carinho que tenho por eles, a saudade nunca acaba. E quando chega essa data a gente fica ainda com mais saudade, por isso que cuido do local onde eles foram sepultados”, diz.

Quem também faz questão de zelar pelos túmulos de seus entes queridos é a dona de casa Dilva Correia Brito, de 58 anos. Segundo ela, todos os anos faz a pintura das sepulturas da filha caçula e do esposo.

“Enquanto eu tiver vida vou cuidar bem do local onde eles foram sepultados. O amor de mãe e de esposa nem a morte acaba. Para mim zelar pelas sepulturas deles é como se eu estivesse cuidando do meu esposo e da minha filha”, diz a mãe, emocionada.

Francisco Rocha Do G1 AC