Produtores chegam a ganhar até R$ 15 mil por mês. Condições do solo devem ser levadas 

Em uma área de terra de dois hectares, na zona rural do município de Porto Acre
Em uma área de terra de dois hectares, na zona rural do município de Porto Acre

A produção de abacaxi aumentou 20% em relação aos anos anteriores, no Acre, segundo a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof). A expectativa é que a fase de boa colheita continue apresentando resultados positivos durante o verão e até no ‘inverno amazônico’, período de chuvas no Acre.

Em uma área de terra de dois hectares, na zona rural do município de Porto Acre, distante 57 quilômetros da capital Rio Branco, Teodorito Neto resolveu investir na fruta. A produção anual chegou a 22 mil abacaxis comercializados aos mercados e feiras da região. Ele fala que viu no negócio uma alternativa rentável. “Chego a fazer R$ 15 mil por mês, a gente tem mais um lucro em termos financeiros”, comenta.

O abacaxi é cultivado durante o período de estiagem, geralmente, o processo entre plantio e colheita dura um ano, mas as condições do solo devem ser levadas em consideração.

“A preparação do solo faz a diferença no desenvolvimento da fruta. Se a terra for boa, em 12, ou 14 meses a gente está colhendo. Se a terra for meio fraca, o período fica em até 18 meses”, afirma Neto.

Euzebio Texeira é considerado um dos maiores produtores de abacaxi do estado. Ele também viu na produção da fruta a oportunidade de crescimento. O produtor acredita que não tem fruta melhor para investir, pois o custo é baixo e o lucro é bom. “É uma produção rentável. O preço é bom”, destaca.

Para que a plantação esteja sempre nos padrões adequados de desenvolvimento e qualidade, os produtores recebem apoio técnico da Seaprof. Segundo o gerente da Seaprof na Vila do V, Adalberto Costa, a primeira orientação é que o produtor fique atento à área escolhida para o plantio. “É importante que se observe a cultura da área. É essencial que ele possa conhecer o solo, também nas condições químicas”, explica.

Colaborou Aline Vieira, da TV Acre. G1