Segundo Sesau, 3 crianças foram contaminadas.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou a morte
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou a morte

 Fonte: G1/Marindia Moura

Bactérias super-resistentes provocaram a morte de duas crianças na Unidade da Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho, durante o mês de setembro. A unidade foi interditada para medidas sanitárias preventivas e transferida para o Hospital Infantil Cosme e Damião. De acordo com o secretário de estado da Saúde, Williames Pimentel, não há motivos para pânico nem preocupação.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou a morte de 12 crianças dentro da UTI pediátrica no último mês, com idades entre um e 14 anos, entretanto, de acordo com órgão, a maioria das mortes se deu por complicações no próprio quadro de saúde. Três crianças teriam sido contaminadas por bactérias super-resistentes, levando duas delas ao óbito.

Mais três crianças com idade entre 1 e 4 anos de vida também foram contaminadas com super bactéria, com quadro grave de lúpus e desnutrição, dois foram encaminhadas de clínicas particulares e outra do Acre.

Duas bactérias foram identificadas dentro da unidade e ambas apresentam um grau de resistência significativo. “Essas bactérias causam infecção, principalmente em paciente de UTI, isso é uma realidade no mundo inteiro”, afirma a microbiologista Tatiana Silva de Carvalho. Segundo ela, qualquer paciente em tratamento intensivo, principalmente com respiração mecânica, está sujeito a contaminação, independente da idade ou do sexo.

De acordo com informações do corpo clínico do hospital, das três crianças contaminadas, duas foram transferidas de unidades particulares da capital e uma do Estado do Acre. Elas têm entre um e quaro anos de vida apresentavam quadros gravíssimos, como lupos e desnutrição.

microbiologista Tatiana Silva de Carvalho
microbiologista Tatiana Silva de Carvalho