Segundo foi informado, a Prefeitura responsabiliza a empresa Menezes e Dantas pelo atraso no pagamento dos servidores
BLOG-JERRY CORREIA
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REDEPÚBLICA DE ENSINO MUNICIPAL
Cerca de mil alunos da Rede Pública de Ensino Municipal não puderam estudar nesta terça-feira (24), já que todas as profissionais responsáveis pela merenda e limpeza das escolas paralisaram seus serviços em protesto aos três meses de salário atrasado. Sem os serviços prestados pelas servidoras, as gestoras das escolas municipais foram obrigadas a cancelar as aulas.
 
Uma reunião entre a classe de servidores provisórios, representantes da Prefeitura e vereadores da cidade aconteceu na manhã desta terça-feira na tentativa de solucionar o problema. Contudo, a notícia do representante da prefeitura revoltou ainda mais os temporários. Segundo a informação, o prefeito da cidade, Humberto Filho, deve cancelar o contrato com a empresa terceirizada e os três meses de salários devem ser cobrados na justiça.
 
Segundo foi informado, a Prefeitura responsabiliza a empresa Menezes e Dantas pelo atraso no pagamento dos servidores e, por isso mesmo, resolveu cancelar o contrato que firmou no início do ano. Por outro lado, os temporários questionaram a demora que o prefeito teve para tomar a decisão e o porquê nunca explicou à população as verdades sobre o fato.
 
O prefeito, que não participou da reunião, foi representado pelas secretárias de Educação e Administração, além do Dr. Lauro Fontes, que realiza uma auditoria no município e, na oportunidade, fez uma proposta para solucionar o problema.
 
Os temporários foram convidados a retornarem ao trabalho com a esperança de receber seus vencimentos em dia. Já quanto aos três meses atrasados, os representantes da prefeitura orientaram os servidores a entrarem com a causa na Justiça do Trabalho. Enquanto isso, uma briga judicial deve ser travada entre a prefeitura de Assis Brasil e a empresa terceirizada Menezes e Dantas.
 
Presente na reunião, o vereador Jerry Correia (PT) afirmou que a prefeitura de Assis Brasil foi conivente e assumiu a responsabilidade que acabou com o “desastre que vivemos”. “Já faz muito tempo que pedimos explicações em relação aos contratos com essa empresa, sobre os constantes atrasos nos pagamentos e o não comprimento dos acordos firmados. No entanto, a prefeitura manteve um estreito relacionamento com a empresa e assumiu todas as conseguências que vemos agora. É vergonhoso todas essas pessoas terem que procurar a justiça para receberem seus três meses de salário atrasado. São pais e mães de famílias que foram convidados pelo senhor prefeito para assumir um posto de trabalho, mas agora a prefeitura joga toda a culpa para a tal empresa terceirizada e deixa os trabalhadores e trabalhadoras a ver navio”, desabafou Jerry.  
 
Sem saída, os temporários resolveram voltar ao trabalho e confiar mais uma vez em uma nova proposta da prefeitura.