Para o deputado, fazer brincadeira com esse tipo de assunto não é o melhor caminho a ser seguido.

deputado Moisés Diniz (PCdoB)
deputado Moisés Diniz (PCdoB)

Escrito por Agência Aleac

O 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Moisés Diniz (PCdoB), se solidarizou na sessão desta quarta-feira, 11, com o governador Tião Viana (PT). O mesmo teria sido ameaçado de morte por um presidiário durante depoimento numa delegacia de Rio Branco. Para o deputado, algumas pessoas estão tentando construir argumentos com o intuito de levantar problemas na Segurança Pública do Acre para descredenciar a notícia de que o governador Tião Viana (PT) estaria sendo ameaçado. Segundo Moisés Diniz, ameaça de morte é coisa séria e não deve ser tratada no tom de “brincadeira” por ninguém.

“Acho que a coerência está precisando visitar os gabinetes de todos os deputados do Brasil, isso porque quando os três prefeitos da Frente Popular foram cassados muitos da Frente condenaram a Justiça e membros da oposição a aplaudiram. Quando cassaram o prefeito de Cruzeiro do Sul a oposição condenou a Justiça e alguns membros da Frente Popular aplaudiram a decisão da Justiça acreana. Então, vamos colocar a mão na consciência e sermos coerentes, ameaça de morte é coisa séria e agora estão apontando problemas na Segurança com o intuito de descredenciar a ameaça que nosso governador recebeu. A notícia é grave e não podemos ignora-la”, alertou.

Para o deputado, fazer brincadeira com esse tipo de assunto não é o melhor caminho a ser seguido. Moisés lembrou que na época em que Chico Mendes foi assassinado ninguém levou a sério as ameaças que ele vinha sofrendo. O sindicalista e ativista ambiental foi morto no dia 22 de dezembro de 1988 quando saia para tomar banho no quintal de sua casa no município de Xapuri. A morte do ex-governador Edmundo Pinto também foi lembrada pelo parlamentar que na tribuna lamentou o descaso que na época foi dado às ameaças de morte que o jovem político recebeu.

“Fazer brincadeira com esse tipo de assunto não é o melhor caminho a seguir, foi assim que trataram as ameaças que Chico Mendes sofreu na época, em tom de brincadeira, e hoje nós não temos como trazê-lo de volta. Do mesmo jeito fizeram com o ex-governador Edmundo Pinto, disseram na época que ele queria apenas se promover para fortalecer seu governo e sua morte até hoje pesa no colo dos governadores deste Estado, inclusive no meu porque não conseguimos descobrir quem foi o assassino de Edmundo Pinto. Essa incompetência e esse vazio até hoje permanecem no nosso colo. Portanto, vamos da mais importância a essa ameaça feita a Tião Viana porque isso é coisa séria”, complementou.

O deputado propôs que a Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa recebesse a cúpula da Segurança Pública do Estado com o intuito de apurar os fatos acerca da ameaça de morte. “Acredito que receber a cúpula da Segurança seria uma alternativa plausível para começar a resolver o problema. Devemos apurar os fatos para que então a Assembleia possa se manifestar sobre o caso, de braços cruzados não podemos ficar, a coisa é séria”, disse.

Telexfree

O parlamentar utilizou seu tempo na Explicação Pessoal e parabenizou o deputado Walter Prado (PEN) pela defesa que fez na tribuna a carpinteiros do município de Tarauacá que investiram suas economias na empresa Telexfree e hoje estão passando necessidade por conta do fechamento da empresa. Para Moisés é inaceitável que mesmo com o lamento de mais de 70 mil acreanos a Justiça do Acre se mostre irredutível na sua decisão.

“Às vezes eu me sinto como se estivesse atuando no submundo da lei defendendo a ilegalidade. Decidir fechar uma empresa e atingi-la é natural da democracia, agora não ouvir o lamento de mais de 70 mil pessoas é inexplicável. Walter Prado hoje trouxe o sofrimento desses carpinteiros do interior que investiram tudo nessa empresa e hoje estão passando necessidade, isso é um absurdo, esse sofrimento deve acabar”, disse.

O deputado lembrou que em nenhum momento disse que a decisão da Justiça do Acre estava errada, ele disse que apenas sugeriu que a empresa fosse reaberta para que os divulgadores pudessem provar que a Telexfree não funciona como uma pirâmide financeira. “Em nenhum momento disse que a juíza estava errada, eu apenas sugeri que os trabalhos da empresa fossem liberados para que dessa forma houvesse tempo para confirmar se tratava de uma pirâmide ou não”, concluiu.