Para Márcio Bittar, declarações de Sebastião sobre rompimento com a PF mostra o lado fascista do PT

Ray Melo, da redação de ac24horas

O deputado tucano questiona ainda, qual seria a briga que existe entre a administração petista do Acre e a Polícia Federal.
O deputado tucano questiona ainda, qual seria a briga que existe entre a administração petista do Acre e a Polícia Federal.

O primeiro secretário da Câmara dos Deputados, Márcio Bittar (PSDB) disse que ficou estarrecido com as declarações do governador do Acre, Sebastião Viana (PT), que durante uma palestra para militares na Biblioteca Pública de Rio Branco teria anunciado o rompimento de relações institucionais do Governo do Acre com a Polícia Federal (PF).

O rompimento teria ocorrido após a deflagração da Operação G7 – que prendeu 15 pessoas acusados de crimes de formação de cartel, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude em licitação e desvio de verbas públicas da Saúde no Governo do Acre. Sebastião Viana afirmou que existe uma briga entre seu governo e a PF.

“O certo é que este tipo de atitude mostra bem a nossa diferença. Existe um equívoco dentro do PT, é uma coisa que não vai mudar amanhã nem se eles conquistarem mais três administrações. A visão do governador do Acre se assemelha ao fascismo. Ele acredita que o Estado através de seu partido está acima de tudo e de todos”, diz Márcio Bittar.

O deputado tucano questiona ainda, qual seria a briga que existe entre a administração petista do Acre e a Polícia Federal. “Que briga é está? Ela seria por causa de um processo da PF que está apontando corrupção em alguns procedimentos da administração pública? Qual o acreano que não sente cheiro de coisa errada nas obras da BR-364 e no programa Ruas do Povo?”

Márcio Bittar afirma que as acusações de corrupção em projetos do governo fazem parte de rodas de conversas em todas as esferas. “Em qualquer bairro ou cidade do Acre temos relatos de obras mal feitas. A PF fez o seu trabalho. O governo ao invés de baixar a cabeça republicanamente e esperar o desfecho ataca uma das instituições mais respeitadas do país”.

Segundo o líder tucano, os mandatários petistas deveriam esperar o pronunciamento da Justiça, para que possam ter um atestado de inocência não conquistar na força. “É preciso que ele (Sebastião Viana) compreenda a importância do cargo que ocupa. Se amanhã a PF desenvolver uma ação de combate ao tráfico internacional, ele vai se negar a apoiar a instituição?”, questiona Bittar.

O deputado acrescenta que a PF seria um órgão subordinado ao executivo nacional, que por sua vez é gerido pelo PT. “O governo federal será que pensa desta mesma forma? Este órgão compõe um poder e está subordinada ao executivo nacional. Quando ele diz que a PF está cometendo uma injustiça deixa uma interrogação: A justiça só é justiça quando inocenta a ele?”

Para Márcio Bittar, o governador Sebastião Viana deu “mais uma amostra da diferença de pensamento que temos. A minha visão e liberal, a dele é absoluta. Ele não respeita as instituições. Na visão dele os interesses próprios superam tudo. O PT vem à frente de tudo. Se o sujeito tem uma carteira de filiado ao PT, ele acha que é o ponto principal”.

O parlamentar finaliza suas declarações lembrando que o governador e os senadores do PT também agrediram e afrontaram o judiciário do Acre. “O senador Aníbal Diniz chamou uma desembargadora de mal resolvida, porque ela proferiu uma decisão desfavorável ao PT. Eles acreditam que um melhor pagamento subordina os magistrados ao executivo”, destaca Bittar.

“A ética, verdade e Justiça que ele se refere deveria ser aplicada ao Ruas do Povo, que se acaba com as chuvas. Estas obras são feitas com dinheiro de empréstimos que todos os acreanos vão pagar. As declarações do governador são típicas de um partido que se acha dono do Estado. Eles fazem tudo para mudar os resultados de eleições e não cumprem sequer resultados de referendos”, finaliza o líder tucano.