Líderes de partidos “nanicos” da FPA tentam tomar sigla de aliados na marra

Nos bastidores, dirigentes do PHS reclamam que os “donos” de partidos nanicos que não conseguiram a homologação na Justiça Eleitoral
Nos bastidores, dirigentes do PHS reclamam que os “donos” de partidos nanicos que não conseguiram a homologação na Justiça Eleitoral

As desavenças e tentativas de intervenção de partidos no Acre não acontecem apenas nos partidos de oposição. A Frente Popular viveu um verdadeiro setembro negro, com dirigentes partidários que reclamam que o jogo também é bruto e muitas vezes desrespeitoso na coligação de situação.

Nos bastidores, dirigentes do PHS reclamam que os “donos” de partidos nanicos que não conseguiram a homologação na Justiça Eleitoral estariam partindo para o desespero e, para tentativas nada convencionais de negociações para tomar o PHS através de uma intervenção na executiva nacional.

“Na quinta-feira passada, um dirigente que teve seu partido barrado na Justiça ligou para o secretário-geral do PHS, em Brasília, falando mal da executiva estadual do Acre. Ele afirma que não existiria esforço dos dirigentes locais em fazer uma chapa forte, o que é uma inverdade”, diz Manoel Roque.

O secretário geral do PHS disse que foi informando pelo presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, do assédio que estaria sofrendo de algumas pessoas no Acre. “O presidente confia no trabalho que vem sendo desenvolvido aqui. O PHS não sai das mãos dos atuais líderes”, afirma Roque.

Segundo ele, uma articulação semelhante a que destituiu João Marcos Luz, do DEM teria sido levada à Brasília. “Estamos trabalhando uma chapa de candidatos a deputado estadual e federal que entrará forte na disputa com os demais partidos da Frente Popular”, destaca o dirigente partidário.

Ele informa ainda que na próxima reunião dos partidos integrantes da FPA, o PHS vai expor essa tentativa frustrada de intervenção. “já se sabe está a mando de outro dirigente que se diz ser o guru dentre os nanicos, sendo ele o principal interlocutor entre o governo e as siglas com pouca expressão”, enfatiza Roque.

O suposto traidor do bloco seria o presidente do PRP, Julio César, que nas eleições municipais abandonou a FPA e apoiou a candidatura do ex-tucano Tião Bocalom a prefeitura de Rio Branco. Após a derrota, Julinho voltou a negociar espaço na coligação com o governador Sebastião Viana (PT).

 Ray Melo, da redação de ac24horas