Nem carros e motos puderam atravessar pela cidade de Brasiléia, somente a pé. Já pelo da Epitaciolândia, nem andado

Fonte-oaltoacre

Falta de gás de cozinha e gasolina leva a mais um protesto onde fecharam as pontes na fronteira com o Acre – Foto: Alexandre Lima
Falta de gás de cozinha e gasolina leva a mais um protesto onde fecharam as pontes na fronteira com o Acre – Foto: Alexandre Lima

Mais uma vez, os bolivianos da cidade de Cobija (capital de pando/Bolívia), realizam outro protesto por falta de gás de cozinha e combustível no lado boliviano. Outra vez, resolveram que deveriam fechar as duas pontes que ligam ao Brasil através do Acre.

Nem carros e motos puderam atravessar pela cidade de Brasiléia, somente a pé. Já pelo da Epitaciolândia, nem andado. Segundo foi passado por um dos líderes do movimento, Juan Carlos Aguilar, até mesmo o aeroporto estaria fechado para pouso e decolagens.

Reclamam que estão a cerca de uma semana sem o gás e combustível, fato esse que vem afetando a todos do Departamento (Estado) de Pando. Esta seria a sétima vez que o governo deixa faltar e vem irritando a população. O controle da venda e distribuição, vem sendo feita pelas forças armadas no País desde a tomada da Petrobrás em 2007, e vem acontecendo um racionamento.

Militar tenta tomar equipamento

Militar abordou e tentou levar o equipamento para o Quartel Naval no lado boliviano – Foto: Alexandre Lima
Militar abordou e tentou levar o equipamento para o Quartel Naval no lado boliviano – Foto: Alexandre Lima

O cinegrafista profissional Josenir Oliveira, que trabalha para a Tv Gazeta, filiada da Rede Record em Rio Branco, que se encontra na cidade de Brasiléia para fazer outros trabalhos, utilizou do seu helicóptero Drone, que possui uma câmera filmadora para fazer uma cobertura do protesto.

Josenir utilizou a Ponte Wilson Pinheiro que liga Brasiléia à Cobija, para fazer uma tomadas aéreas e passou próximo ao Quartel da Marinha Boliviana. Foi quando um oficial foi até a ponte e achou que deveria impedir o trabalho e levar o equipamento para o Comando Naval.

Mesmo explicando o trabalho que a imprensa brasileira estava fazendo sobre o protesto, foram longos minutos de tensão. O oficial que estava no meio da ponte sozinho, tentava a todo custo levar o equipamento para o lado boliviano com a intensão de ver a imagens e dizendo poderia ter filmado o quartel militar.

Após mostrar as imagens que quase nada mostrava e passar momentos de tensão vendo que o equipamento poderia ser tomado caso chegasse no outro lado, a imprensa foi liberada.

Momento de tensão: A todo momento Josenir e seu Drone eram fotografados por militares na ponte e as imagens foram vistas para poder ser liberado – Foto: Alexandre Lima
Momento de tensão: A todo momento Josenir e seu Drone eram fotografados por militares na ponte e as imagens foram vistas para poder ser liberado – Foto: Alexandre Lima