Jonas disse que precisa economizar R$ 100 mil para conseguir manter os serviços essenciais da cidade

Com a crise econômica e política cercando a gestão do prefeito de Acrelândia Jonas da Farmácia, ele toma uma iniciativa chamada de paliativa: decidiu baixar o próprio salário, do vice e dos secretários. Além disso, vai demitir 40 servidores com cargos comissionados.

Jonas disse que precisa economizar R$ 100 mil para conseguir manter os serviços essenciais da cidade. Nas suas contas, desde abril, o município perdeu mais de um milhão de reais dos repasses federais. E com as quedas de arrecadação, a prefeitura precisa fechar a torneira dos gastos.

O prefeito nem consegue andar na rua tranquilamente. Na frente da prefeitura, um grupo de trabalhadores lhe esperava e pedia explicações. Uma empresa de Porto Velho, Rondônia, contratada para prestar serviços ao município, deixou de pagar mais de 20 funcionários.

A União Assessoria Empresarial Ltda entregou os cheques aos funcionários, mas não depositou o dinheiro. Como a firma não tem sede nem representante no município, sobrou para o prefeito dar explicações, afinal os mais de 100 funcionários prestam serviços ao município.

A Roseli Andres é uma das vítimas, está desde a semana passada esperando seu salário de R$ 549,00. Viúva, mãe de três filhos, ela depende do dinheiro para comprar o alimento da família e pagar a farmácia, que, inclusive, pertence ao prefeito.

O prefeito Jonas da Farmácia alegou que não tem culpa do calote dado nos trabalhadores. A prefeitura repassou o dinheiro para a empresa, que irresponsavelmente deixou de pagar 20% de seus trabalhadores. “Vamos tomar as providências, saber porque a empresa fez isso e cobrar para que isso não mais aconteça.

Os vereadores de oposição culpam o prefeito pela crise econômica. O petista Nericil Rodrigues denunciou que no início do mandato houve um inchaço na folha de pagamento e vários veículos foram alugados e com tanta despesa a crise estava anunciada.

O presidente da Câmara, vereador Claudemir Albuquerque, disse que já enviou um requerimento à prefeitura pedindo todas as informações sobre o contrato feito com a empresa União Assessoria, e quer saber, principalmente, porque se contratou uma firma de Rondônia para terceirização dos serviços.

Vale salientar que o prefeito contratou a empresa sem autorização do legislativo, que também não investigou e nem fiscalizou, agora que surgiram os problemas, a oposição acordou.

O promotor de Justiça de Acrelândia, Teotônio Rodrigues, informou que ter uma conversa extra oficial com o prefeito para saber o que está acontecendo com a finanças do município.

Enquanto isso, alguns trabalhadores esperam receber seus salários e outros estão recebendo o anúncio de suas demissões.

Jonas disse que precisa economizar R$ 100 mil para conseguir manter os serviços essenciais da cidade
Jonas disse que precisa economizar R$ 100 mil para conseguir manter os serviços essenciais da cidade

Adaílson Oliveira, Da TV Gazeta