Crianças e idosos são os mais atingidos por essas doenças. No Hospital de Urgência e Emergência 

Raimundo Pinho faz nebulização para combater a falta de ar e o cansaço (Foto: Álefe Souza)
Raimundo Pinho faz nebulização para combater a falta de ar e o cansaço (Foto: Álefe Souza)

Calor, fumaça ocasionada pelas queimadas, baixa umidade do ar, variações bruscas de temperatura. Esta é a situação do Acre e de outras cidades da Região Norte no período denominado verão amazônico.  As mudanças climáticas desta estação ocasionam vários problemas respiratórios como amigdalite, laringite, otite, crises de asma, além de rotavírus e conjuntivite.

Crianças e idosos são os mais atingidos por essas doenças. No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), a maior parte dos casos atendidos na ala pediátrica é de problemas respiratórios. Os sintomas geralmente são os mesmos: febre, dor de cabeça, tosse seca, cansaço, rouquidão, ardência na garganta, narinas e olhos e, nos casos mais graves, dificuldades para respirar.

Para a pediatra Eleonice Pinheiro, os cuidados que devem ser tomados nesta época do ano são simples. “Beber muito líquido, evitar aglomeração e, se não tiver umidificador de ar em casa, deixar uma toalha molhada ou um balde ou bacia com água em cima de um móvel alto no ambiente. Ter uma alimentação saudável, a base de frutas e verduras, também colabora para o fortalecimento do sistema imunológico”, diz.

A pequena Maria Júlia, seis meses, está em observação em um dos leitos da ala pediátrica do Huerb. Ela apresenta quadro de tosse, febre, diarreia e cansaço. A mãe, Kátia Sueyma, afirma que os sintomas começaram há mais ou menos uma semana e que a criança não apresentou melhoras, mesmo com o uso de antibióticos. “Além do tempo quente, há aquela fuligem de queimadas todo tempo caindo no chão da casa da gente. É difícil até respirar”, comenta.

A nebulização é uma das alternativas para aqueles que sofrem com problemas respiratórios, e principalmente em crises de asma, de bronquite e rinite/sinusite, pois melhora a respiração e leva o medicamento em forma de partículas diretamente ao pulmão, fazendo com que haja uma ação mais rápida. Raimundo Pinho, 41, precisou se submeter a esse tratamento, pois já teve pneumonia e sofre quando a temperatura muda. “Sinto falta de ar e muito cansaço, e a inalação me faz respirar melhor”, garante.

Maria Júlia, 6 meses, está há uma semana com tosse, febre, diarreia e cansaço (Foto: Álefe Souza)
Maria Júlia, 6 meses, está há uma semana com tosse, febre, diarreia e cansaço (Foto: Álefe Souza)

Álefe Souza (Assessoria Sesacre

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