Homem foi preso na tarde de terça-feira (13), em Natal.
Operação Hecatombe ainda tem um mandado de prisão em aberto, diz PF.

A Polícia Federal do Rio Grande do Norte prendeu na tarde desta terça-feira (13), na zona Norte de Natal, um ex-PM suspeito de participar de um grupo de extermínio apontado como responsável por mais de 20 assassinatos no estado. A prisão faz parte da operação Hecatombe, deflagrada no último dia 6, que já cumpriu 20 mandados de prisão. Uma pessoa ainda é procurada pela PF.

Armas apreendidas durante a operação Hecatombe (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Armas apreendidas durante a operação Hecatombe
(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Durante a operação Hecatombe – uma referência ao sacrifício coletivo de muitas vítimas – também foram apreendidas 29 armas, entre revólveres, pistolas, espingardas e um fuzil. Além disso, mais de 11 mil munições também foram encontradas. Na ocasião, 17 pessoas foram detidas. Entre elas, sete policiais militares. No dia seguinte, uma pessoa se apresentou e também ficou detida. Nesta terça (13), o soldado da PM Rosivaldo Azevedo Maciel Fernandes, que há três anos foi reformado por apresentar problemas psicológicos, também se entregou à Polícia Federal. Ele nega as acusações.

A operação foi realizada nos municipios de Natal, São Gonçalo do Amarante,Parnamirim e Cerro Corá. Ao todo, participaram da ação 215 policiais federais, sendo que 30 deles são do Comando de Operações Táticas Especializado em Operações de Alto Risco, de Brasília.

De acordo com o delegado Alexandre Ramagem, da Divisão de Direitos Humanos da PF, uma delegada de Polícia Civil, um promotor de Justiça e um agente da Polícia Federal estariam marcados para morrer.

Alguns dos investigados possuem antecedentes por homicídio. Um dos suspeitos já foi preso em posse de diversas armas de fogo, supostamente utilizadas nos assassinatos.

Todos os presos devem responder por crimes de homicídio qualificado praticado por grupos de extermínio e constituição de grupo de extermínio. As penas máximas dos crimes cometidos pelos principais integrantes do grupo podem chegar a 395 anos de prisão.

A operação contou com o apoio da Coordenação de Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social do RN

Fonte-G1