Moradora do Ivete Vargas se revolta com a sequência de assaltos em suas casa

Dora Monteiro/Fotos:Manoela Mesquita

Muro alto cerca elétrica, alarmes, concertinas reforçadas com lâminas pontiagudas cortantes e eletrificadas, não estão sendo suficientes para inibir a ação de vândalos que rondam bairros nobres, periféricos, estabelecimentos comerciais e roubam tranquilamente à luz do dia.

Moradora do Ivete Vargas se revolta com a sequência de assaltos em sua casa
Moradora do Ivete Vargas se revolta com a sequência de assaltos em sua casa

A ousadia dos bandidos ultrapassa todas as barreiras de segurança e deixa a população amedrontada e impotente diante da criminalidade que tomou conta da cidade.

Com medo, moradores estão investindo alto no reforço de sua própria segurança. Escondidos atrás de grades e muros de ferro, eles vivem enclausurados em suas próprias casas e tremem de medo até do barulho de pequenos ruídos mesmo durante o dia.

Seguradoras lucram com o aumento da criminalidade

Diante da onda de violência, quem sai lucrando são as empresas de segurança que oferecem equipamentos e sistema de monitoramento diário como câmeras, alarmes e sensores magnéticos para detectar movimento de pessoas dentro de ambientes fechados.

O proprietário da empresa de segurança Vigiacre, Legy Vasconcelos garante que nos últimos dias a procura pelos serviços ofertados pela empresa apresentou um salto significativo.

 Ele avalia a alta nessa procura ao número de ocorrência por furtos e roubos causados em sua opinião por problemas sociais a exemplo dos grandes centros.

Moradora do Ivete Vargas se revolta com a sequência de assaltos em sua casa
Moradora do Ivete Vargas se revolta com a sequência de assaltos em sua casa

“Temos registrados a instalação mensal de pelo menos dezoito sistemas de monitoramento tanto em residências quanto no poder público e privado”, avalia o empresário.

Aos 76 anos de idade, dona Raimunda da Silva diz consternada que já foi assaltada mais de sessenta vezes em sua casa no bairro Ivete Vargas. O mais surpreendente é que a residência da dona de casa é dotada de todo o sistema de segurança como cerca elétrica, câmera, concertina e sensores magnéticos.

Ela conta que a única explicação para que sua casa desperte tanto a atenção dos meliantes, é a existência de uma mercearia que funcionava no quintal de sua casa e que foi obrigada a fechar depois da morte de seu filho nos idos de 1994.

Demonstrando revolta, dona Raimunda relembra o dia da morte do filho e diz que a tristeza da perda do ente querido somou-se à tristeza de ver o vazio do depósito onde eram guardados os produtos da mercearia quando voltou do enterro do filho. “Eles encostaram um caminhão e levaram tudo, tava só o vazio”, relembra.

Daí em diante, os roubos em sua casa não pararam mais e segundo ela, nada foi recuperado. Ela diz que a polícia foi acionada até o sexto roubo e que depois ela já não comunicava mais porque já sabia que a única iniciativa da polícia era ir até a sua casa, olhava o local e registrava um Boletim de Ocorrência e iam embora. “Cansei, hoje não comunico mais”, relata a dona de casa

fonte-ecos da notícias