Vereadores denunciam o abandono de Centro de apoio as mulheres poer parte do Estado desde o início do ano - Fotos: Alexandre Lima

Vereadores denunciam o abandono de Centro de apoio as mulheres poer parte do Estado desde o início do ano

Vereadores denunciam abandono de prédio desde o início do ano

Alexandre Lima

Uma das bandeiras levantadas pelo Estado do Acre, se pode dizer que está a meio-mastro na cidade de Brasiléia. A quase cinco anos funcionando no Município, o Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência (CRMV), onde atendia cerca de 100 mulheres, todas elas vítimas de violência infra-familiar, foi abandonado.

O local que antes funcionava sob administração municipal passada, foi entregue no final do ano de 2012 ao Estado que por sua vez, fechou suas portas deixando um espaço tido como referencia no atendimento às mulheres. Até mesmo a delegacia da mulher funcionava no local.

O presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, Mario Jorge (PSB), juntamente com os vereadores Naldo (PRP) e Benedito Lima (PMDB), estiveram no local e comprovaram o abandono do prédio, onde sequer tem um vigia. Uma van (Kombi) estacionada em frente, acumula sujo junto com o prédio que antes oferecia ajuda.

Já o vereador Bil, disse que havia lutado no início do ano para que o Centro ficasse com o Município, mas por interesse de um grupo politico que queriam fazer politicagem e ‘cabide de emprego’, resultou no abandono por parte do Governo do Acre.

A indignação também era compartilhada pelo vereador Naldo que destacou a falta dos trabalhos junto às mulheres que sofrem de algum tipo de violência. “…Soubemos que pode estar vindo recursos para o Centro, mas não estaria sendo aplicado como deveria, mas está sendo usado como um suposto ‘cabide’ de emprego”, finalizou.

Em tempo, o Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência (CRMV) de Brasiléia, havia se tornado modelo no Estado do Acre, onde recebeu emendas a serem aplicadas e outros benefícios por parte de deputados do Acre. Os vereadores comentaram que poderão estar levando o caso ao Ministério Público para que se abra uma investigação e tentar saber do cancelamento dos trabalhos do Órgão no Município.

Ouça as entrevistas com os vereadores abaixo.