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Minutos depois da assembleia que definiu, na noite de quarta-feira 17, a desocupação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (RS), invadida no dia 10 de julho, um grupo de manifestantes, em frente aos quadros dos ex-presidentes da Casa, tirou as roupas para marcar o ato. Em uma imagem que circula nas redes sociais, 22 pessoas aparecem nuas e, acima delas, alguns quadros foram virados de cabeça para baixo, como forma de protesto.

”Há coisas mais importantes para a gente, avaliamos que isso não era muito grave. Não houve consenso (sobre a foto) porque isso sequer foi discutido, mas temos que deixar claro que nos certificamos e não tinha nenhuma criança presente na Câmara”, afirmou Daniel, um dos integrantes do ato de ocupação. Segundo ele, o movimento é “libertário” e “não é possível repudiar ou repreender essa atitude”.

Por volta das 9h desta quinta-feira, os manifestantes deixaram a Casa, conforme acordo firmado em uma audiência de conciliação na noite de ontem com Thiago Duarte (PDT), presidente do Legislativo municipal. A maioria deles ficou em frente ao prédio, enquanto dois grupos acompanhavam a vistoria realizada nas dependências da Câmara e o protocolo dos dois projetos elaborados por eles.

Um é pelo passe livre a desempregados e estudantes, e o outro para abertura das planilhas dos empresários do transporte público. Não houve danos ao patrimônio público. Conforme Duarte, o movimento foi político e “os vereadores que apoiaram quebraram o juramento que foi feito no dia da posse. Ele sinalizou a possibilidade de um processo por quebra de decoro contra vereadores do PT e do Psol, que ajudaram na negociação.