Gleydison Meireles – da redação de ac24horas

Insatisfeitos com a declaração do Secretário de Administração e Gestão de Pessoas e membro da equipe de negociação da Prefeitura Municipal de Rio Branco (PMRB), Cláudio Ezequiel, que desmentiu os sindicalistas na última terça-feira (16), os servidores municipais invadiram mais uma vez a sede da prefeitura.

Após muita confusão e empurra-empurra, os manifestantes estão neste exato momento na porta do gabinete do prefeito Marcus Viana exigindo uma audiência com o chefe do executivo municipal.

Aos gritos de “A prefeitura é nossa” e chamando o prefeito de “covarde” os manifestantes prometem ocupar o espaço até Marcus Viana decidir receber o comando de greve e negociar diretamente com os sindicalistas.

Invasão_prefeitura_capa700Invasão_in1Os sindicatos afirmam que o município tem recursos de mais de R$ 25 milhões para conceder aumento aos servidores, já Ezequiel diz que se o município atender as reivindicações dos sindicatos, o comprometimento seria de 51,23%.

De acordo com o secretário, a prefeitura tem em seu orçamento aprovado na câmara, para o exercício de 2013, uma previsão de Receita na ordem de 497.743.330,41 e o gasto com pessoal está estimando em aproximadamente em 233.014.934,76 isto significa 46,81% de comprometimento na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Se a prefeitura conceder o aumento aos servidores folha salarial do município chegará a R$ 255 milhões, o que  comprometeria 51,23% da receita com pessoal, atingindo o limite prudencial deste ano.

“Para o ano de 2014 a situação estaria ainda pior, pois estaríamos fechando a folha de pagamento na ordem de 293 milhões com uma previsão de receita que, se aplicássemos a média de crescimento dos últimos 8 anos, não ultrapassaria 257 milhões e estaríamos comprometendo 52,61% da LRF”, explicou o secretário.

Claudio Ezequiel disse ainda que se os gastos com a receita de pessoal atingir o limite prudencial o município fica impedido de realizar concurso e de assinar contrato de convênio para investimento na cidade, afirmando que quem está dirigindo o movimento não está tendo responsabilidades com os servidores e torna evidente uma visão eleitoreira, pois todo o comando é conhecedor dos números que são publicados no portal da transparência da PRMB.

Em contrapartida os grevistas declaram que só retornarão as atividades depois que a prefeitura negociar o aumento salarial dos servidores.