Garimpo e o rastro da destruição e morte

O deputado federal Léo de Brito (PT) é o único que vejo até agora se insurgindo contra a concessão requerida por uma mineradora de Pontes e Lacerda, município de Mato Grosso, para minerar ouro em Cruzeiro do Sul, pegando áreas de preservação e que abrangem inclusive o tradicional igarapé preto e até o cemitério da cidade. É cômico, mas é verdade. Com o garimpo vem a destruição do meio- ambiente, a prostituição, a violência, a droga, pistolagem, enfim, será um desastre para a região. A luta para barrar esta iniciativa não deveria ficar restrita ao deputado Léo de Brito (foto), mas, também deve engajar toda a bancada federal, não importando o partido. O governador Tião Viana, que até aqui ficou calado a este respeito é uma peça importante para brecar este garimpo. Precisa se pronunciar. Por onde um garimpo passa deixa um longo rastro de destruição e morte. Esta é uma questão mais séria que a mera politicagem do  dia a dia do parlamento.

Fogo amigo

A deputada Leila Galvão (PT) está sofrendo ataques ao seu mandato do chamado “fogo amigo”. Que, aliás, de amigo não tem nada. Com qual propósito é que não se sabe.

Sabe de onde vem

A Leila é muito discreta, mas não confundir com palerma, sabe exatamente de onde vêm os ataques, quem posta na rede social, e não esperem que continue apanhando calada.

Alfinetada venenosa.

O setor de comunicação da PMRB mandou nota que o prefeito Marcus Alexandre pagou com seu cartão a sua passagem á Cruzeiro do Sul, não terá diária e não levou a “imprensa oficial”. Para um bom entendedor, foi uma alfinetada venenosa. Em quem? Alguém pega a carapuça?

Pelas mãos do padrinho

Falando em Marcus Alexandre, ele circulou por Cruzeiro do Sul pelas mãos do seu padrinho e mentor da sua candidatura ao governo, senador Jorge Viana (PT), que quer impor o seu nome.

Festa no interior

Será hoje em Cruzeiro do Sul o ato petista que reunirá os quatro candidatos ao governo para a apresentação à militância. É uma estratégia politicamente inteligente a do governador Tião Viana, serve para oxigenar a FPA, promover o debate e avivar as novas lideranças do grupo.

Pesquisas darão o tom

As duas pesquisas que o PT pretende fazer no espaço até o fim de setembro servirão para nortear a escolha do candidato ao governo. Enquanto isso, a campanha dos quatro pré-candidatos continua na rua. Tudo seguindo um roteiro pré-organizado

Surras em série

O Juruá virou uma espécie de quartel general da oposição. As três últimas eleições para a prefeitura de Cruzeiro do Sul foram um desastre para os petistas, levaram uma surra nas urnas do prefeito Vagner Sales (duas vezes) e na última do Ilderlei Cordeiro. Além disso, dos municípios do Juruá, o único que o PT ganhou foi em Mâncio Lima, um minúsculo colégio eleitoral.

Espaço ocupado

O deputado Eber Machado (PSDC) conseguiu ocupar com inteligência o espaço político que o ex-deputado Helder Paiva tinha na Assembléia de Deus. Terá muitos votos na igreja para a Câmara Federal. Eber, para quem não sabe, é um evangélico antigo, ou seja, não é estranho.

O que vale é o voto no plenário

O senador Sérgio Petecão (PSD) não foi o responsável pela derrota do projeto de reforma trabalhista em uma das comissões do Senado. Isso não vale nada, o que vale é o voto no plenário quando a matéria for colocada em votação. Só então poderá ser cobrado.

Melhorou a economia

A equipe econômica do governo Michel Temer é de primeira linha. Mesmo o Planalto enfrentando uma turbulência de denúncias graves contra o presidente, ainda assim a economia apresenta sinais de melhora. Saiu do fundo do poço, onde a ex-presidente Dilma deixou o Brasil.

Uma birra que não se sustenta

Não adianta a birra do prefeito Marcus Alexandre contra o funcionamento do sistema UBER, na capital, por que a modernidade costuma atropelar os que ficam na sua frente. É fatal.

Grande potoca

Esta conversa que os taxistas em contrapartida darão descontos aos usuários é uma balela, uma potoca. Quem vai fiscalizar? Continuarão a cobrar o absurdo atual de uma corrida.

Flaviano sem bengala

O PT, que disparou sua metralhadora no episódio da candidatura do então prefeito Flaviano Melo (PMDB), por ter deixado a prefeitura para ser candidato ao governo, vai virar alvo se o prefeito Marcus Alexandre (PT) deixar o mandato dois anos do fim para disputar o governo. Para os oposicionistas, que usarão o mesmo discurso e metralhadora, o Marcus será o Flaviano sem bengala. E naquela que o pau que bate em Chico, também bate em Francisco.

Melhor não explicar

Quanto mais o deputado federal Major Rocha (PSDB) tentar explicar a sua saída da presidência do diretório regional mais vai ficar sem explicação. Ficou muito mal para o único parlamentar federal do PSDB, no Acre, não ter sido nem avisado de que seria sacado do comando tucano.

Nem mandato tem!

Quando acusa o Márcio Bittar (PSDB) de ser o mentor da manobra, longe de lhe desqualificar, o qualifica. Quer dizer que um filiado sem mandato tem poder para tirar um presidente de um diretório regional? O certo é que o PSDB, no Acre, virou “Casa de Noca”, todos falam, esbravejam e ninguém manda.

Declaração polêmica

O ex-prefeito Tião Bocalon (DEM) voltou com uma declaração polêmica, a de que não existe candidatura imutável por causa da Lava-Jato, e que por isso é necessário se trabalhar uma candidatura que possa ser uma via alternativa. Pontua que, não se pode estar á mercê de um único nome como pré-candidato ao governo. E se alguma coisa acontecer e ele desistir? Indaga. Ontem, Bocalon, Major Rocha, Alan Rick, já faziam um arrastão pelo calçadão.

Não se repetirá a eleição municipal

O que tenho ouvido de integrantes da coligação DEM-PSDB é que não vão aceitar na eleição estadual o que aconteceu na eleição municipal, quando o PP e o PMDB, deram todas as cartas e deixaram os demais partidos da oposição como meros carregadores de bandeiras, na campanha.

Comendo pela beirada

Não se vê espalhafato do deputado Ney Amorim (PT) na sua caminhada de candidato ao Senado (PT). Conheço os bastidores como poucos, e já sei de muitos políticos da oposição que com ele conversaram, e que, já admitem lhe dar o segundo voto para senador. Não pensem que estão enfrentando um Zé Mané, o Ney é extremamente habilidoso. Trabalha para ser o segundo voto da oposição. Na política, se ganha e se perde nos bastidores. Isso é real.

Impressionante como saiu de cena

“Você vai para o PSB e não consegue ver um detentor de mandato que possa ser considerado como “brilhante”, mas mesmo assim passou a ser o queridinho do PT, assumindo o papel que era do PCdoB”. Comentário de um dirigente de partido nanico. É isso mesmo. É impressionante como o PCdoB saiu da cena principal da FPA, nos últimos tempos.

É questão de tempo

Nem prefeito, nem governador, nenhum gestor público tem o poder de brecar a modernidade. Podem até colocar alguns entraves burocráticos, mas serão esmagados. Assim é a questão do UBER em Rio Branco. Não é porque o prefeito Marcus Alexandre é contra que, o serviço não será implantado. Como diz um colega jornalista: “Rio Branco não é uma ilha fora do Brasil”. Não pense o Marcus que a sua decisão foi simpática à população, pelo contrário, foi altamente antipática. A cada motorista do UBER que é parado e os passageiros são obrigados a descer do carro, é mais gente a lhe criticar pela sua estabanada decisão. O perfil da simpatia é como as nuvens, costumam chegar e passar com a mesma rapidez. Não encontrei ninguém – além dos taxistas e donos de empresas do transporte coletivo- lhe elogiando por barrar o UBER. O Marcus pisou no tomate. Não sei quem foi seu conselheiro no episódio, mas troque-o.

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