O que se constata, é que até a presente data nenhuma das promessa de Gladson foram cumpridas

Quem já passou da faixa dos 40 anos deve lembrar que na disputa do governo do Acre nos anos 90, a propaganda de um dos candidatos cravou bordão que ficou conhecido de todos à época: “Palavra do candidato, pode cobrar!”.

Reviravolta

O slogan virou folclore justo no exercício do mandato do candidato vencedor, posto que poucas promessas daquelas que desfilaram no horário eleitoral foram cumpridas. Era recorrente amigos cobrarem uns dos outros, por promessas não realizadas, recorrendo à ironia: ‘o que você falou, não cumpriu! foi ‘Palavra do candidato!”’

Manequim

Pois bem! O exercício de memória descrito acima vem a guisa do comportamento do senador Gladson Cameli (PP), que vem despontando no espectro político acreano pelo não cumprimento das promessas lançadas ao público.

Palavras ao vento!

No final do ano passado, Gladson promoveu comício em Cruzeiro do Sul, acompanhado de toda a trupe oposicionista, garantindo aos cruzeirenses e por extensão a todos os acreanos, que as obras de recuperação da BR-364, no sentido Rio Branco a Cruzeiro do Sul, seriam realizadas este ano, posto que recebera garantia do presidente Michel Temer (PMDB) sobre o feito. Daqui a dois, três meses o verão finda e a promessa está pendente.

Isolamento

Matéria que o Página 20 veicula na edição de hoje dá conta que o Rio Madeira está em um de seus níveis mais baixo já registrados em sua história. No início da semana, no ponto em que se encontra com o Rio Abunã, a lâmina d’água registrava apenas 10,08 metros. Já se fala até em desabastecimento do Acre caso o rio seque ainda mais e impeça a navegação das balsas.

Descaso

Enquanto isso, a tão sonhada ponte sobre o Madeira, que teve sua obra iniciada em 2014, durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), está paralisada, abandonada pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Prego batido, ponta virada!

No primeiro trimestre deste ano, o senador Gladson Cameli, jactando-se de sua proximidade com o presidente Michel Temer (PMDB), conduziu comitiva de jornalistas e empresários até o local da edificação da ponte, garantindo que a obra de conexão entre o Acre e Rondônia não teria atrasos em sua execução, posto que com o seu prestígio no Planalto Central garantiria junto ao governo federal recursos suficientes para a edificação da ponte.

Xá comigo!

Em sintese: chamou para si a responsabilidade pela execução da ponte, dando garantias e firmando palavra. No ato acima descrito, ele estava acompanhado do também senador Sérgio Petecão (PSD), dos deputados estaduais Nicolau Júnior (PP) e Jairo Carvalho (PSD) e de técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit). Gladson chamou o evento de “visita técnica”.

Palavra de Cameli, pode cobrar!

O que se constata, é que até a presente data nenhuma das promessa de Gladson foram cumpridas. Cameli é citado como concorrente ao governo no ano que vem, representando o bloco oposicionista. Recentemente o Vox Populi divulgou pesquisa onde o cruzeirense aparece empatado nas intenções de votos com o prefeito da capital, Marcus Alexandre (PT). Os adversários do pepista cravam que quem conhece Gladson não vota em Gladson. Apostam no horário eleitoral para desnudar o senador e mostrar que, como na música, a propalada jóia rara é bijuteria.

Beligerância

Uma nota publicada pelo jornalista Luiz Carlos Moreira Jorge na semana passada praticamente passou despercebida pelo jornalismo político do Acre. A nota relata uma fala do ex-tucano Marcio Bittar (PMDB), que chama o deputado Major Rocha (PSDB) de psicopata.

Semente

O imbróglio envolvendo o deputado Major Rocha e o ex-deputado Márcio Bittar decorre do fato de que Rocha fora apeado de seu cargo de presidente do PSDB no Estado, supostamente, por intervenção de Bittar, Gladson Cameli (PP) e do senador mineiro Aécio Neves, ex-presidente nacional do PSDB.

O ovo da serpente!

Fato é que as desavenças aumentam mais por conta da disputa por uma das vagas no Senado Federal, posto que Sérgio Petecão, teoricamente, é candidato natural à reeleição. O deputado Wherles Rocha (PSDB) tem declarado que é candidato a uma das vagas. Tião Bocalom (DEM), além de Sérgio Petecão, seriam os outros pretendentes às duas vagas para a disputa.

Gladson CameliFonte: Poronga

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