Com votos de Gladson e Petecão, Senado aprova reforma trabalhista

A noite deste 11 de julho de 2017 ficará marcada como aquela em que o Senado brasileiro enterrou 74 anos de história de proteção dos direitos dos trabalhadores.

Foi aprovada nesta noite a reforma trabalhista, que revoga a maior parte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e precariza as relações trabalhistas no País. A reforma foi aprovada por 50 votos a 26, entre esses, votos a favor dos senadores acreanos Gladson Cameli (PP) e Sérgio Petecão (PSD).

Gladson, alias, desempenhou um papel vergonhoso ao tentar intimidar senadoras de oposição que desde cedo ocupavam a mesa diretora da casa. Elas exigiam que a matéria pudesse ser alterada pela casa, ao contrário dos governistas que defendiam a aprovação da matéria sem qualquer alteração.

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Entre as medidas de maior destaque da reforma trabalhista, estão o acordado entre empregados e empresários sobre o legislado, o que deixa em segundo plano os direitos previstos na legislação.

A votação da proposta foi adiada por quase sete horas devido ao protesto das senadoras pedindo alterações no texto. O governo de Michel Temer não quer que a matéria seja alterada para evitar que retorne à Câmara, que atualmente está às voltas com a análise da denúncia de corrupção passiva contra o peemedebista.

Ex-líder do PMDB, agora integrante da oposição, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) lembrou que o governo não tem legitimidade para aprovar a reforma. “Muitas vezes a virtude está na minoria. Foi o que aconteceu nesta noite”, disse.

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Petecão e GladsonCom informações de Brasil 247

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