Agendamento de cirurgias no estado sofrerá mudanças a partir de julho

Reunião discute mudança do agendamento de cirurgias para a Central de Regulação. 

 Por Jorge de Oliveira 

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), tem procurado criar alternativas para agilizar os procedimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. O objetivo é sempre o de atender a população com um serviço mais ágil e eficaz.

A partir do dia 1° de julho, o Acre terá novidades em um dos atendimentos mais importantes oferecidos pela saúde: as cirurgias.

É que, a partir dessa data, o mapa de cirurgias, que hoje é de responsabilidade da Central de Agendamento de Cirurgias (CAC), vai passar a ser feito pela Central de Regulação Estadual.

Na prática, a mudança significa que os médicos reguladores passam a ser responsáveis por fazer o processo de agendamento das cirurgias, analisando diversos fatores, desde os exames pré-operatórios do paciente, avaliação de risco, capacidades de cirurgias diárias e até a disponibilidade do material necessário para o procedimento cirúrgico.

O objetivo dessa transferência, além de facilitar o processo de agendamento das cirurgias, é a criação de uma plataforma única para fornecer ao paciente a informação sobre a fila de espera para a realização de determinadas cirurgias.

“Vai ser um grande avanço para o estado, pois tira qualquer possibilidade de clientelismo, de alguém passar na frente. Com essa fila única, o usuário vai poder saber o seu lugar na lista de espera, como acontece com os transplantes”, diz a enfermeira Lúcia Carlos Luna, coordenadora da Rede de Urgência e da Central de Regulação de Leitos da Sesacre.

Com essa mudança, o médico regulador vai entrar em contato com o médico que indicou a cirurgia e irá definir as prioridades para o agendamento da cirurgia, levando em conta a situação clínica de cada pacientes e a capacidade de procedimentos que podem ser realizados.

“A fila única faz com que seja concedida prioridade ao paciente de acordo com as necessidades técnicas e reais dele”, enfatiza a doutora Paula Mariano, uma das médicas reguladores da Central de Leitos do Estado.

Reunião discute mudança

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