Jovem da à luz a gêmeas siamesas que dividem o mesmo coração

A direção da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju (SE), informou que no sábado (29), a jovem Gleiciene de Jesus, 21 anos, deu à luz a gêmeas siamesas.

Irmãs siamesas

O avô das crianças está preocupado com o estado de saúde das netas.

Segundo a família, as meninas nasceram de parto cesáreo, unidas pelo tórax e dividindo o mesmo coração. O estado de saúde dos bebês é delicado e eles respiram com a ajuda de aparelhos. “Espero que algum especialista possa avaliar o caso delas, que elas possam melhorar, e até fazer um transplante de coração. Quero minhas filhas de volta. Só Deus sabe o que eu estou passando”, desabafa a mãe das gêmeas, Gleiciene de Jesus.

"Espero que algum especialista possa avaliar o caso delas, que elas possam melhorar e até fazer um transplante de coração. Só Deus sabe o que eu estou passando", Gleiciene, mãe da gêmeas

De acordo com o avô das crianças, Luiz Paulo Barros, um princípio de parada cardíaca já foi registrado. “Queremos às crianças ao nosso lado. O hospital está dando auxilio, mas queremos o apoio dos gestores da saúde, e de pessoas que quiserem ajudar”, diz emocionado o avô, que é pedreiro e está desempregado.

O secretário da Saúde de Nossa Senhora do Socorro (SE), Enock Luiz Ribeiro da Silva, onde da família mora, tomou conhecimento do fato através da reportagem. E disse que na manhã de quarta-feira (3) vai encaminhar uma equipe a residência da família para acompanhar o caso. “Prestaremos a atenção devida”, afirmou.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que vai realizar uma coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (3), para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Dificuldade

Mãe

Gleiciane de Jesus está na segunda gravidez (Foto: Reprodução/TV Sergipe)

A mãe das crianças conta que, aos seis meses, quando houve a suspeita por parte dos médicos de que as gêmeas seriam siamesas, ela fez um exame de ultrassom morfológico em uma clínica particular, mas não pegou o resultado porque não tinha dinheiro para pagar pelo laudo.

E somente aos sete meses, após realizar um novo ultrassom no Serviço de Único de Saúde (SUS) é que descobriu a situação dos bebês. “Inicialmente para mim era uma gravidez normal de gêmeos”, conta.

Essa foi a segunda gestação de Gleiciene que recebeu alta no final de semana, mas até esta terça-feira (2) ainda não reencontrou as filhas por falta de condições financeiras. “Até agora a nossa família não voltou à maternidade porque não temos dinheiro para o transporte”, reforçou o avô das gêmeas.

Pai e a mãe

Do G1 SE, Aracaju

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