Governo anuncia início da reforma do Memorial Wilson Pinheiro, em Brasileia

Resgate e preservação da memória, cultura e identidade de uma parte importante da história do Acre. A obra é orçada em um investimento de mais de R$ 156 mil.

É com essa intenção que o governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), anunciou na quinta-feira, 14, o início das obras do Memorial Wilson Pinheiro, em Brasileia, para a próxima segunda-feira, 18.

Avaliada em mais de R$ 150 mil, a reforma também contará com a revitalização do espaço, que sofreu com a enchente histórica de 2015. A previsão de entrega é de 90 dias.

“A ideia é que possamos deixar o máximo possível das madeiras originais, pois é um patrimônio do nosso estado. Além disso, vamos fazer um estudo para pintar com as mesmas cores, deixando o mais parecido possível com o que era”, explica a diretora-presidente da FEM, Karla Martins.

O recurso é fruto dos esforços do governo junto ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

A operação de crédito – que é resultado de um aprimoramento do Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico e Sustentável do Acre (Proacre) e dos bons índices alcançados pelo Estado na gestão de recursos – também possibilitará a reforma e revitalização de outros 17 espaços culturais do Acre, e é orçado num valor que chega a mais de R$ 12,5 milhões.

A prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, destaca o simbolismo da reforma para o município. “Isso demonstra a valorização de uma pessoa que tanto contribuiu para a história da nossa região e do país. Brasileia se sente muito privilegiada, pois o Wilson tem um grande legado, e nossas crianças e jovens poderão ter um contato maior com esse espaço”, salienta.

Quem foi Wilson Pinheiro

Wilson Pinheiro foi líder do “Mutirão contra jagunçada”, episódio em que centenas de trabalhadores marcharam contra bandidos que ameaçavam os posseiros da região. Fundou também o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasileia e foi membro da Comissão Municipal Provisória do Partido dos Trabalhadores na cidade.

Foi assassinado na sede do sindicato – que posteriormente virou o Memorial Wilson Pinheiro – em 21 de julho de 1980, a mando de latifundiários da região.

A filha do seringueiro, Hiamar Pinheiro, fala da gratidão pela reforma do espaço: “Esperei muito por esse momento, e agora, vendo o pontapé inicial de tudo isso, fico muito feliz, pois não é apenas a preservação da memória da minha família, é a valorização de um ponto importante da nossa história de luta”.

Deputados encerram ano Legislativo e Eber Machado chora na despedida do parlamento

Eber disse sair de cabeça erguida e com o sentimento do dever cumprido em seus dois mandatos de deputado estadual.

A sessão solene de encerramento do ano legislativo da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi em homenagem os poderes do Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e a Procuradoria da Geral da República no Acre (MPF).

A abertura foi realizada sob o som do Coral Musical do Vale do Juruá, que além do Hino Acreano, o grupo de 65 crianças também cantou o clássico “O FORTUNA”, de Carmina Burana.

A sessão foi conduzida pelo presidente da casa, o deputado estadual Ney Amorim (PT). Representando a Mesa Diretora, o Deputado Estadual Eber Machado (PSDC), literalmente foi aos prantos ao falar na Tribuna, quando segundo ele, despede-se e não será mais candidato.

Eber disse sair de cabeça erguida e com o sentimento do dever cumprido em seus dois mandatos de deputado.

Encerrada a sessão e os trabalhos legislativos de 2017, os parlamentares só devem retomar suas atividades no primeiro dia útil regimental de fevereiro de 2018.

Justiça Federal inicia julgamento de Vagner Sales, ex-prefeito de Cruzeiro do Sul

Político é acusado de improbidade administrativa pelo asfaltamento da estrada da sua fazenda.

 Por Elson Costa 

A Subseção Judiciária da Justiça Federal em Cruzeiro do Sul realizou na manhã desta quarta-feira (13), audiência de instrução e julgamento de ação cautelar ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), tutelada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusa o ex-prefeito Vagner Sales de improbidade administrativa pelo desvio de finalidade em convênio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que deveria recuperar trechos críticos dos ramais Buritirana, Paulinos, Santa Terezinha, Macaxeiral/Creche, Santa Luzia e Santa Luzia 2, todos em Cruzeiro do Sul.

Segundo a denúncia, Sales utilizou, em proveito próprio, verba referente à pavimentação asfáltica objeto do Convênio 027/2.007 – Suframa, uma vez que, na qualidade de prefeito da cidade, teria arquitetado a mudança do objeto inicial do contrato com o fim de promover a valorização de sua propriedade rural, em detrimento de outros ramais que necessitariam da atuação do Poder Público.

A Justiça Estadual indeferiu o pedido de liminar requerido pelo MPE e, agravada à decisão a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC), negou, por unanimidade, provimento ao referido recurso. Remetidos os autos a Subseção Judiciária da Justiça Federal procedeu-se a intimação do Ministério Público Federal (MPF) que requereu a apreciação do pedido de liminar pelo Juízo. Depois de constatar veementes indícios de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito a Justiça Federal tornou Vagner Sales tornou réu em julho de 2016.

Os advogados do ex-prefeito apresentaram contestação no mês de agosto de 2017 e, no dia 21 de novembro passado, foi marcada da audiência de instrução e julgamento para este dia 13 de dezembro. A juíza Federal Alessandra Gomes Faria Baldini presidiu o pregão onde foram ouvidas testemunhas arroladas pela defesa de Vagner Sales, que estava acompanhado de seu advogado João Tota Filho e as requeridas pelo autor, na pessoa do procurador da República, Vitor Hugo Caldeira Teodoro, que participou por videoconferência.

Abertos os trabalhos, registrados audiovisualmente, a juíza passou a colher o depoimento pessoal de Vagner Sales, advertido da pena de confesso. Em seguida, foi procedida à qualificação e inquirição das testemunhas separadas e sucessivamente, primeiro as do autor e do assistente do município de Cruzeiro do Sul e, depois do réu, que foram ouvidos separadamente sem que um participasse do depoimento do outro. Na audiência também não foi permitido o registro fotográfico ou de vídeo para não constranger as testemunhas.

Foram arrolados como testemunha do MPF João Silva Nascimento, o Todo Feio, autor da denúncia feita através de uma reportagem do jornal Voz do Norte e os produtores rurais Francisco Sérgio Braga de Oliveira, Raimundo Nonato Rodrigues da Silva, João Nascimento de Souza, na condição de informante, e Adalgizo Vieira, moradores nos ramais que foram prejudicados pela decisão do ex-prefeito. O assistente do município de Cruzeiro do Sul, Jonhatan Donadoni, arrolou quatro testemunhas entre ex-secretários e uma funcionária da prefeitura.

Como testemunhas do ex-prefeito Vagner Sales, foram arrolados o empresário José Orion de Freitas, proprietário de fazenda no ramal do Badejo, beneficiado com o asfaltamento, além dos produtores rurais Gutemberg Ibernon de Souza, Francisco Souza e Maria Glaide Alves de Araújo Leite, que moram em comunidades beneficiadas, a maioria deles dos ramais do Badejo de Cima, de Baixo e do Meio. Encerrados os debates orais a juíza, as partes e o assistente, de comum acordo, definiram como prazo final para apresentação de alegações 08 de março de 2018.

Produtores rurais da comunidade prejudicadas pela decisão do ex-prefeito compareceram a audiência como testemunha, mas apenas quatro prestaram depoimentos e os demais foram dispensados na forma da lei. Raimundo Nonato Rodrigues da Silva, da comunidade Santa Luzia, um dos ouvidos, manifestou seu protesto contra a decisão do ex-prefeito e alegou que a população sofreu porque as áreas críticas do ramal que poderiam garantir acesso não foram pavimentadas e os recursos usados para pavimentar a estrada da fazenda de Vagner Sales.

Os produtores rurais Renilson Silva Nery, da Comunidade Santa Luzia do Pentecostes e Júlio César Afonso da Silva, da comunidade Macaxeiral/Creche, que foram dispensados do depoimento também manifestaram seu repúdio ao ex-prefeito que sem pensar na situação dos que vivem nos atoleiros, principalmente na época da chuva, resolveu beneficiar com a pavimentação asfáltica a estrada da sua fazenda. “O Vagner Sales só pensou nele e causou muitos problemas e prejuízos a nossa comunidade e deve ser condenado pelo que fez”, disse.

Segundo informaram os produtores rurais acreditam na condenação do ex-prefeito e depois da sentença devem se reunir para mover uma ação de danos morais e materiais contra o ex-prefeito Vagner Sales, no valor de R$ 2 milhões, para ressarcir os prejuízos causados.  “Queremos justiça porque o dinheiro da Suframa era para atender a necessidade dos produtores rurais com a pavimentação de trechos críticos que facilitariam o acesso nos ramais, inclusive no tempo de inverno”, disse Renilso Nery.

O produtor rural Francisco de Souza, mais conhecido como Sansinha, que é uma liderança da comunidade do Badejo do Meio, avalia que a pavimentação da estrada que passa na frente da fazenda do ex-prefeito Vagner Sales beneficiou muito a população. “A gente gastava três dias de viagem para trazer o produto para o mercado e esse asfalto foi uma benção. Se tem alguém doente trazemos até a ponta do asfalto onde o SAMU já está esperando. Então, para nós do Badejo, que somos em torno de 200 produtores que produzem 500 sacas de farinha por mês estamos muito satisfeitos com o asfalto”, afirmou.

Ex-prefeito de Porto Walter é condenado a devolver mais de R$ 76 mil aos cofres públicos

TCU diz que houve desvio em recursos enviado ao programa nacional da alimentação escolar. Ex-prefeito diz que não foi notificado.

Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as contas do ex-prefeito de Porto Walter, Vanderley Messias Sales. Ele também vai ter que devolver aos cofres públicos mais de R$ 76 mil recebidos por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A investigação foi a pedido do FNDE após alegar que Sales não teria comprovado a aplicação correta de recursos federais repassados ao município.

O dinheiro deveria ter sido usado para ações do programa nacional da alimentação escolar em 2003 e 2004. São justamente esses valores, depositados nesse período, que devem ser devolvidos. Somados, ultrapassam os R$ 76 mil.

O julgamento foi dia 5, mas o acórdão só foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (13). Sales tem 15 dias para comprovar, junto ao TCU, o depósito do dinheiro e, caso ele não cumpra o prazo, o tribunal autorizou a cobrança judicial do valor.

O ex-prefeito disse que não sabia da decisão e que foi pego de surpresa.

“Eu fiquei até surpreso, porque sai da Prefeitura em 2004 e agora que estão julgando as contas. Não fui notificado ainda, mas vou aguardar para poder fazer minha defesa. Ver o que é, de onde saiu esse recurso e onde teria sido aplicado, se foi ou não. O tribunal tem a versão dele e nós temos a nossa”, enfatizou.

Essa não é a primeira vez que o ex-prefeito é condenado por problemas em sua gestão em 2004. Em junho deste ano, ele e o ex-secretário de finanças, Antônio Melo, também foram condenados a prisão no regime semiaberto.

Os dois foram condenados por desviarem recursos do Programa de Atenção Básica sem a devida comprovação da destinação ou a finalidade pública.

Do G1 Acre

Eber Machado concede o título de Cidadão Acreano ao médico Fabrício Lemos

Após se forma em medicina em Cochabamba, na Bolívia, Lemos trabalhou em em Capixaba, Brasiléia, Porto Acre e foi o primeiro diretor da Upa da Baixada.

O diretor-geral do Huerb, Fabrício Lemos, que é considerados pelos pacientes e colegas de trabalho como um dos médicos mais dedicados do Estado do Acre, recebeu na manhã desta quarta-feira (13), das mãos do deputado estadual Eber Machado (PSDC), o título de Cidadão Acreano. Ele nasceu em Brasília em 1980, mas está no Acre desde 1982, quando seus pais se mudaram para trabalhar na cidade de Rio Branco.

“Sou acreano de coração. Aqui me criei, aqui e estudei do do ensino fundamental ao médio e aqui construiu o sonho de ser médico”, diz Fabrício Lemos, que considera uma honra e reconhecimento de sua dedicação profissional receber o título de Cidadão Acreano. 

Segundo o deputado Eber Machado, o médico foi indicado para direção geral do Huerb após a unidade de saúde enfrentar diversos problemas com gestores anteriores. “Ele ganhou a confiança e o apoio dos servidores e, apesar das dificuldades, resgatou a dignidade e humanizou o atendimento na maior unidade de saúde do Estado, demonstrando que não é apenas um bom médico, mas um gestor de mão cheia”.

Atualmente, Fabrício Lemos faz parte dos quadros do Huerb, Urgil e Unimed. Com vários cursos em emergência e urgência, o médico está sendo homenageado pelo quarto ano consecutivo na Assembleia Legislativa. As três primeiras homenagens aconteceram no Dia do Médico. Agora, Lemos recebe título de Cidadão Acreano, uma das mais altas honrarias concedidas pelo Poder Legislativo do Estado do Acre.

Senador Gladson ‘bate o ponto’ no Senado e depois ‘vaza’ para Rio Branco

Ao menos é o que pretende Gladson Cameli (PP) que no último dia 26 de outubro, em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook, admite ter “cabulado” o trabalho para vir fazer campanha no Acre.

O que o leitor diria de um cidadão comum que passa no trabalho, bate o ponto e depois “vaza” para casa? Bom, o cidadão comum que caia na besteira de fazer algo assim pode, no mínimo, ser demitido, mas se for um senador da República, pode acabar sendo eleito governador. 

No vídeo em questão, Gladson diz: “Já passei no Senado Federal para registrar presença e estou agora a caminho do Aeroporto Internacional de Brasília, para irmos para a nossa capital Rio Branco”. O vídeo foi postado às 5h40, horário do Acre, 08h40, horário de Brasília, do referido dia 26 de outubro.

Quase quatro horas depois, às 11 horas no horário da Capital Federal, a sessão deliberativa estava sendo aberta no Senado. No comando da Casa estava o senador Cidinho Santos, do PR do Mato Grosso. Um dos temas discutidos naquele dia era a Reforma da Previdência. O comando da sessão, pouco tempo depois, foi repassado ao presidente da Mesa Diretora, senador Eunício Oliveira (PMDB).

Diversos parlamentares usaram a tribuna para discursos, entre eles estavam, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Ana Amélia, Vanessa Grazziotin, Cristovam Buarque, Armando Monteiro, Benedito de Lira, José Medeiros, Paulo Rocha, Valdir Raupp, Acir Gurgacz, Elmano Férrer, Telmário Mota e Reguffe. Nenhum desses discursos foi acompanhado por Gladson Cameli. Nenhum desses discursos pode ser aparteado pelo senador acreano.

Agenda importante no Acre?

A justificativa de Gladson Cameli para fugir da sessão do Senado e vir para o Acre em plena quinta-feira foi a de que teria de cumprir importante agenda na capita Rio Branco, bem como outras no interior do Estado. A bem da verdade, acontecia mesmo em Rio Branco uma importante agenda política para o Brasil. Tratava-se do 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que teve início justamente naquele dia 26. No dia seguinte, sexta-feira, aconteceu o Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma emergência nacional. Os dois eventos aconteceram no mesmo espaço, no Resort Hotel Amazônia Rio. O estranho é que Gladson Cameli apenas passou pelo segundo evento. Tirou fotos com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e saiu de lá antes mesmo do início.

Há, no entanto, um outro registro de atividade em Rio Branco que contou com a participação do senador Cameli. Trata-se de uma atividade política/partidária, mas que foi anunciada em site que o apoia como “debate sobre situação econômica do Acre”. Nesse evento estavam o ex-defensor público e agora militante político Valdir Perazzo, que atua, também, como advogado da oposição no Acre e o empresário Fernando Lage (DEM), suplente do senador Sérgio Petecão (PSD).

Coincidentemente, esse encontro aconteceu também no dia 27 de outubro. Ou seja, Gladson deixou de participar de um encontro onde estavam presentes governadores de todo o País, além de secretários de Estado, principalmente os de Segurança Pública, parlamentares estaduais e federais do Acre e de outras unidades da federação, além de representantes de outros países, para reunir-se com as lideranças da oposição. O pior é que, para isso, fugiu do trabalho realizado no Senado Federal. 

 Veja abaixo o vídeo postado por Gladson Cameli: 

Depois de briga com Marilete Vitorino, Ilderley Cordeiro renuncia à vice-presidência da Amac

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderley Cordeiro (PMDB), renunciou na tarde de ontem ao cargo de vice-presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), cargo que assumiu em janeiro depois de disputa acirrada.

A renúncia veio depois de uma acirrada discussão com a presidente da instituição, a prefeita de Tarauacá Marilete Vitorino (PSD) durante reunião de prestação de contas do exercío de 2017.

A discussão foi motivada pelo desencontro nos números da prestação de contas apresentada por Marilete. Um bate-boca entre os dois durante a reunião. Ilderley argumentou que os números não batiam, insinuando ser esse o resultado de má administração. Após a discussão, Ilderley anunciou sua renúncia durante um longo discurso.

A luta por espaço político

A renúncia expõe o nível de conflito que existe entre os partidos que formam a oposição no Acre e a luta por espaços políticos. Para se eleger presidente da Amac em janeiro deste ano, Marilete contou com o fundamental apoio de Ilderley Cordeiro. A vitória significou a quebra de uma tradição que garantia ao prefeito da capital Rio Branco, a presidência da Asmac. Também significou uma vitória da oposição no Acre diante da Frente Popular, que governa a capital e o Estado. Naquele momento, a eleição de Marilete, aparentava um novo rumo da oposição marcado pela união de suas forças políticas.

Agora, 11 meses depois, está fica claro que essa união não passou de um acordo de momento que não se sustentou diante dos projetos pessoais.

Marilete tem problemas com a administração

Em se tratando de administração pública, parece que Marilete Vitorino é uma espécie de Rei Midas ao contrário. Tudo que põe a mão estraga. Assim está sendo em Tarauacá, onde sua administração como gestora tem se mostrada desastrada e pouco zelosa para com o patrimônio. Esse fato está se repetindo na administração da Amac, onde seque as contas estão batendo.

Deputado Moisés Diniz faz denúncia no Ministério Público contra preços abusivos das passagens Aéreas

O deputado Moisés Diniz deu entrada numa Representação no MPF para fins de instauração de inquérito civil para apuração da prática de atos de abuso do poder econômico das empresas "Gol Linhas Aéreas e Latam Airlines".

Segundo o parlamentar acreano, a empresa GOL LINHAS AÉREAS vem cobrando preços de passagens abusivos e incompatíveis com a regra geral do mercado nos trechos Rio Branco – Brasília – Rio Branco e Cruzeiro do Sul – Rio Branco – Cruzeiro do Sul.

Como forma de comprovar a denúncia, o parlamentar solicitou a empresa GOL LINHAS AÉREAS o valor de passagens em alguns trechos, nacionais e internacionais, para comparar com trechos aonde se praticam os preços abusivos.

“Uma passagem no trecho Rio Branco – Cruzeiro do Sul – Rio Branco, com ida em 1º de março e retorno em 3 de março, de 2018, custa r$ 460,00, ficando o valor da hora de voo em r$ 418,00, enquanto uma passagem na mesma empresa e no mesmo período, entre Rio Branco – Porto Velho – Rio Branco, custa r$ 239,00, ficando a hora de voo em r$ 240,00”.

Moisés apresentou, também, preços do período de alta temporada, quando os voos estão sempre lotados.

O trecho Rio Branco – Porto Velho – Rio Branco, com ida em 18 de dezembro e volta em 28 de dezembro, de 2017, custa r$ 554, ficando a hora de voo a um custo de r$ 560,00, enquanto o trecho Rio Branco – Cruzeiro do Sul – Rio Branco fica em r$ 1.557,00, fazendo a hora de voo ter um custo de r$ 1.600,00.

O deputado apresentou ao MPF alguns trechos, com ida em 1º de março e retorno em 3 de março, de 2018, na mesma empresa e, em alguns trechos, em aeronaves maiores e mais modernas.

Brasília – Manaus – Brasília custa r$ 395, voo com duração de 2h56m, ficando a hora de voo a um custo de r$ 154,00.

Brasília – Palmas – Brasília custa r$ 218,00, voo com duração de 1h15m, ficando a hora de voo a um custo de r$ 189,00.

Brasília – Porto Alegre – Brasília custa r$ 336,00, voo com duração de 2h33m, ficando a hora de voo a um custo de r$ 142,00.

Brasília – Bogotá – Brasília custa r$ 1.716,00, voo com duração de 9h34m, ficando a hora de voo a um custo de r$ 183,00.

Brasília – Lima – Brasília custa r$ 2.183,00, voo com duração de 14h28m, ficando a hora de voo a um custo de r$ 152,00

Brasília – Rio Branco – Brasília custa r$ 983,00, voo com duração de 3h10m, ficando a hora a um custo de r$ 322,00.

“O que se observa é que o valor da hora de voo para o Acre e no interior do Estado, em qualquer época, é 100% maior do que o valor dos trechos de todas as outras regiões”, explica Moisés.

Sobre os preços praticados pela empresa LATAM AIRLINES, o deputado apresentou dois trechos e seus respectivos valores, em período de alta temporada, como forma de comprovar o abuso contra os passageiros do Acre.

Brasília – Rio Branco – Brasília, com saída em 18 de dezembro e volta em 28 de dezembro, de 2017, custa r$ 3.668,00, voo com duração de 3h20m, ficando a hora de voo a custo de r$ 1.146,00.

Brasília – Porto Alegre – Brasília, com saída em 18 de dezembro e volta em 28 de dezembro custa r$ 1.673,00, voo com duração de 2h33m, ficando a hora de voo a custo de r$ 718,00.

Moisés diz que o único argumento vinculado ao custo operacional se desmorona, quando se apresenta dois trechos que são utilizados: a mesma aeronave, os mesmos comissários e o voo sendo realizado no mesmo dia, sendo um trecho uma sequência de outro, como é o caso do voo que sai de Cruzeiro do Sul, faz escala em Rio Branco e segue para Porto Velho.

“Fizemos questão de apresentar exemplos do período de alta temporada, como forma de demonstrar que também não se sustenta o argumento das empresas aéreas de que o valor alto nos trechos para o Acre e para Cruzeiro do Sul se deve ao fato de existir voos com baixa ocupação de passageiros”, argumenta.

O deputado do PCdoB pede que o Ministério Público Federal solicite um relatório de voo dos últimos 12 meses, nos trechos Brasília – Rio Branco – Brasília e Cruzeiro do Sul – Rio Branco Cruzeiro, para identificar que a quantidade de passageiros, maior ou menor, não interferiu no preço das passagens.

Ao fim, o parlamentar pede, na ação judicial, a redução dos preços das passagens nos trechos Brasília – Rio Branco – Brasília e Cruzeiro do Sul – Rio Branco – Cruzeiro do Sul, de acordo com o custo da hora de voo praticado nas outras regiões do país, a devolução da diferença paga aos passageiros que compraram passagens nesses trechos mencionados, nos últimos cinco anos, e a aplicação de multa diária, em caso de reincidência. 

Deputado Angelim volta a defender que a Caixa Econômica seja 100% pública

O parlamentar reafirmou ainda sua posição radicalmente contrária à privatização da instituição.

Foi aprovado na Câmara dos Deputados, com voto favorável do deputado federal Raimundo Angelim (PT-AC), um Projeto de Lei que permite o aporte de recursos para que a Caixa Econômica Federal se capitalize e dê continuidade ao “Projeto Minha Casa Minha Vida”, com o devido enquadramento nos princípios internacionais de regulação bancária. 

“A Caixa não pode deixar de ser o banco da casa própria, do saneamento básico, da poupança, do Fies, do Bolsa Família e dos municípios. Isso só é possível com a manutenção do seu caráter 100% público. Como prefeito da capital do meu Estado, senti no dia a dia do meu mandato a importância da Caixa para todos nós. ”, disse Angelim.

Na discussão do projeto foi reconhecido por praticamente todos os partidos com representação na Câmara dos Deputados que a Caixa Econômica Federal sempre teve um papel importante na história do desenvolvimento econômico, urbano, rural e social do Brasil, com papel fundamental na garantia do crédito imobiliário, especialmente para os mais pobres.

Na oportunidade, Angelim destacou também que praticamente todo cidadão brasileiro já foi beneficiário de algum serviço da Caixa, mesmo que indiretamente. “É ela que paga o PIS/PASEP, que gere nosso Fundo de Garantia, que financia a casa própria, a agricultura familiar, que opera a poupança e o penhor e que é o agente financeiro da maioria dos programas sociais. Isso só é possível porque a Caixa é 100% pública e tem forte papel social,
perfil do qual os brasileiros não podem e não vão abrir mão”, enfatizou.

Segundo Angelim, desde 1861 a Caixa mantém seu compromisso com a população, sobretudo com os setores mais carentes. “Os servidores da Caixa lembram, através de um manifesto intitulado “Carta de Recife”, que houve uma época em que o cotidiano na empresa foi conduzido exclusivamente pela lógica do mercado e da competição privada, entre os anos de 1995 e 2002, período em que a Caixa e outros bancos públicos foram gradativamente preparados para tornar-se um espaço de obtenção de lucro para a iniciativa privada. Isso mudou a partir de 2003 com o Governo Lula, quando essas instituições reassumiram funções que as tornaram imprescindíveis para o desenvolvimento e para a regulação do sistema financeiro”, disse.

Por último Angelim, alertou que a Caixa, a serviço dos brasileiros, está novamente ameaçada e o governo de Michel Temer que, por sua vez, deixa mais claro a cada dia os planos de privatizá-la. “O primeiro passo é transformar o banco em Sociedade Anônima, decisão que afronta a Lei 13.303/16, aprovada pelo Congresso Nacional. Quero aqui reafirmar meu compromisso na defesa da Caixa como um banco 100% público para o bem de quem mais precisa.”, concluiu.

Ilderlei Cordeiro renuncia vice-presidência da Amac; Marilete afirma que pedido de afastamento seria por “problema pessoal”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PMDB), não durou sequer um ano na vice-presidência da Associação dos Municípios do Acre (Amac).

Ele renunciou ao cargo na tarde desta segunda-feira, 11, durante uma reunião extraordinária na sede da entidade, em Rio Branco, em que estavam presentes 15 dos 22 prefeitos do Acre incluindo a atual presidente da associação, a prefeita Marilete Vitorino (PSD), que ele ajudou a eleger, e outros membros da atual diretoria da Amac.

A reunião desta segunda foi fechada e serviu para uma prestação de contas interna da Associação dos Municípios Acre. A reportagem tentou falar por telefone com o prefeito de Cruzeiro do Sul, mas ele não atendeu as ligações.

Circula a informação nos bastidores de que Ilderlei teria ficado contrariado com a prestação de contas e na hora da reunião se levantou da mesa anunciando aos presentes sua renúncia. O anúncio pegou todos de surpresa.

Marilete teria ficado desapontada com o peemedebista, aquele que foi um dos principais articuladores no começo de 2017 para que ela se tornasse a presidente da Associação dos Municípios do Acre.

Procurada, Marilete Vitorino lamentou e confirmou o pedido de renúncia, mas explicou que Ilderlei só pode se afastar do cargo, conforme prevê o estatuto da entidade, em reunião ordinária.

Ela disse que em nenhum momento o prefeito de Cruzeiro do Sul falou de “roubo” ou prestação de contas da associação. O problema de Ilderlei seria com o atual coordenador da Amac, Márcio Neri, que está no cargo indicado por ele, informou a prefeita.

“Foi ele mesmo quem indicou o Márcio. O problema é pessoal entre ele e o Márcio. Ele diz que o Márcio ficou arrogante. E disse também que ficou chateado pelo aumento que eu dei aos servidores da Amac. Fica até difícil pra mim, porque eu gosto dos dois. Eu me dou muito com o Ilderlei. É meu amigo”, lamentou a prefeita.

Ilderlei ajudou Marilete a assumir a presidência da Amac

Ilderlei Cordeiro, pelo menos aparentemente, era um forte aliado da atual presidente. Foi ele que encabeçou, em dezembro de 2016, antes mesmo de tomar posse como gestor municipal, uma espécie de rebelião entre os prefeitos eleitos e sugeriu mudanças no estatuto interno da associação com o objetivo de destituir o então presidente da entidade, o prefeito de Rio Branco, Marcus Viana, para eleger como mandatário da instituição um prefeito de oposição.

O prefeito de Cruzeiro do Sul conseguiu convencer seus colegas de que com a Amac sob seu poder, o prefeito de Rio Branco, que era apenas cotado para ser candidato a governador, poderia usar a estrutura para ser promover eleitoralmente. Ele também questionava o fato de o regimento interno não prever alternância na presidência da entidade.

O estatuto que até janeiro de 2017 dizia que apenas o prefeito da capital deveria exercer o cargo de presidente da Amac foi mudado por sugestão de Ilderlei. Estava a caminho uma articulação para que o peemedebista se tornasse presidente da entidade, mas por falta de consenso, à época, entre os prefeitos oposicionistas em torno do nome do cruzeirense, a sorte caiu sobre Marilete. A prefeita de Tarauacá venceu Marcus Viana pelo critério de idade após empate de 11 a 11 na eleição interna entre os 22 prefeitos.

“Eu vim de Tarauacá para votar no Ilderlei e acabei virando a presidente”, recorda.

A eleição da prefeita oposicionista foi comemorada pela oposição e recebida como uma importante vitória sobre o governo e uma espécie de presságio de derrota do PT nas urnas em 2018.

Por Ac24horas