Por 44 favoráveis, os Senadores votaram por manter Aécio Neves no mandato de senador

Apesar das evidências de que o senador Aécio Neves recebeu propinas da JBS, nos vídeos em que são entregues malas de R$ 2 milhões a seu primo Fred Pacheco, o Senado Federal decidiu manter o mandato do parlamentar.

Por 44 favoráveis, o plenário do Senado decidiu derrubar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que afastou do cargo o senador Aécio Neves (PSDB). 26 senadores votaram por manter o afastamento do tucano. 

Mesmo com as evidências de que Aécio recebeu propinas da JBS, nos vídeos em que são entregues malas de R$ 2 milhões a seu primo Fred Pacheco, a maioria dos senadores optou por devolver o mandato ao principal articulador do golpe parlamentar que arruinou a democracia e a imagem do País. Com a blindagem do presidente nacional do PSDB, Senado se desmoraliza de vez.

Leia abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:

plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, pôs fim ao afastamento parlamentar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido imposto pelos ministros da Corte no último dia 26.

Com os votos de 44 senadores contra a manutenção das medidas cautelares e de 26 favoráveis, os parlamentares impediram o afastamento de Aécio, o seu recolhimento domiciliar noturno e reverteram a obrigação de entregar o passaporte. Não foram registradas abstenções.

A votação ocorre após a maioria dos ministros do STF decidir, na semana passada, que o tribunal não pode afastar parlamentares por meio de medidas cautelares sem o aval do Congresso Nacional. No fim de setembro, a Primeira Turma da Corte havia decidido, por 3 votos a 2, afastar Aécio do exercício do mandato ao analisar pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas dos executivos da J&F.

Debate

Antes de abrir o painel para a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu a palavra para cinco senadores favoráveis e cinco contrários à decisão do Supremo. Para Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros do STF tomaram uma decisão "equivocada". "Não venho a esta tribuna dizer que meu voto será por mera solidariedade ao senador Aécio. Com todo respeito a ele, estou longe de aceitar sua procuração ou sua causa. Não estou nesta tribuna anunciando voto em razão do que envolve o senador. Voto em favor da Constituição. Ministro do Supremo não é legislador, não é poder constituinte. Quem escreve a Constituição é quem tem mandato popular", argumentou.

Já o senador Álvaro Dias (Pode-PR) criticou o que classificou de "impasse" surgido a partir do instituto do foro privilegiado. "A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada pelo Senado, vem na contramão da aspiração dos brasileiros, que é de eliminar os privilégios. Nós estamos alimentando-os. Não votamos contra o senador, votamos em respeito à independência dos Poderes, em respeito a quem compete a última palavra em matéria de aplicação e interpretação da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal", disse.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que visitou Aécio nesta terça-feira (17), também defendeu o parlamentar mineiro. "A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. Algumas pessoas imaginam que ele foi julgado hoje em definitivo. Ele continuará sua jurisdição na Suprema Corte. Não há que se falar em impunidade. Isso até é um desrespeito à Suprema Corte. Os ministros do STF vão, a partir dos autos do processo, se isso virar um processo, porque estamos na fase de inquérito, absolver ou condená-lo, de acordo com as provas que tiver nos autos desse processo", disse.

Mais cedo, o PT havia anunciado voto contrário a Aécio. Antes, havia se posicionado defendendo que o Legislativo tem o poder de revisar medidas cautelares impostas pelo Supremo.

Por Brasil247.com

Resta saber o que o nobre deputado Alan Rick do DEM fará com sua ‘desimportância’

O deputado Alan Rick (DEM), que durante o período em que trabalhou como tele entrevistador jamais expôs uma única ideia e apesar disso ascendeu à condição de deputado federal.

O deputado fez subscrever uma carta aberta, na companhia do Coronel da Polícia Militar Ulysses Araújo, onde o texto desfila posições retrógradas e xenófobas.

É de comer ou beber?

Na missiva subscrita por Rick, vem a condenação a um tal “projeto esquerdista anticristão atual, conectado com o projeto globalista ateu, exemplo de fracasso e degradação moral”, sem que, no entanto,  reste explicado ao distinto público o que isso significa.

Contradição

A tal “carta” do deputado Alan Rick (DEM), além de ridícula em sua ausência de sentido e conteúdo é contraditória, vez que propugna para o país a assunção de um governo honesto e leal à pátria, quando ele, Alan Rick, ora apoia com desvelo o governo de Michel Temer (PMDB), que avaliza a privatização das riquezas nacionais, a exemplo do pré-sal, e o desmonte dos direitos individuais adquiridos ao longo de décadas.

Revelação

A tal “carta” só demonstra a perda de importância do deputado no cenário político acreano, visto que depois de rogar de todas as formas para ser indicado como vice de Gladson Cameli (PP), agora, no afã do protagonismo, abraça como última cartada as teses desposadas por Jair Bolsanaro (PSC), que trafegam alinhadas aos discursos da extrema-direita.

Diagnóstico

No dizer de um interlocutor da coluna, após sucessivas manobras políticas erradas, o fracasso subiu à cabeça de Alan Miranda e a dita “carta” é mais um gesto desesperado de Rick para ser inserido no tabuleiro em que são jogadas as decisões tomadas pelas expressivas lideranças políticas do Acre. Resta saber o que o nobre deputado fará com sua ‘desimportância’.

Por Página20.net

Tião Viana fala sobre Encontro de Governadores e Fórum de Governadores da Amazônia

O governador Tião Viana concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 16, para falar sobre o Encontro de Governadores do Brasil Pela Segurança e Controle das Fronteiras e 16 Fórum de Governadores da Amazônia Legal.

Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, 16, na Casa Civil, o governador Tião Viana falou sobre os dois importantes eventos nacionais que serão realizados em Rio Branco com o objetivo, principalmente, de discutir a questão da segurança pública em caráter nacional, com a necessidade de um amplo combate ao narcotráfico e proteção das fronteiras do país, além das questões específicas da Amazônia Brasileira.

O 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal será realizado dia 26 de outubro como uma relevante força-tarefa sobre assuntos relacionados aos nove estados participantes. Juntos, eles vão debater problemas comuns e políticas públicas que vão fortalecer o desenvolvimento da Amazônia, buscando mais apoio e ações do governo federal. O evento marcará principalmente uma discussão sobre os preparativos para a Conferência do Clima da ONU (COP23) e o funcionamento de um consórcio de investimentos.

Já no dia 27 de outubro, o Acre sediará o Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança Pública e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma emergência nacional, que debaterá junto às autoridades a necessidade de criação de um Plano Nacional de Segurança Pública e uma Força-Tarefa de combate aos crimes transfronteiriços e proteção da soberania do país.

“O mundo vive a mais grave crise ecológica da história das civilizações e vive a ameaça do narcotráfico comprometendo as futuras gerações. Estamos falando de mais de 60 mil mortes por ano no Brasil e um movimento financeiro sem tributação que circula trilhões de dólares”, conta Tião Viana.

Uma união nunca vista

Participam do 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, os chefes do Executivo, assessores e técnicos do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O Fórum de Governadores da Amazônia discutirá também questões de Meio Ambiente, Comunicação e Turismo. Outro ponto que merece destaque é que após a aprovação de criação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável, ocorrida no 15º Fórum, em Cuiabá (MT), as discussões devem avançar agora no sentido de definir o funcionamento do mesmo.

Já no Encontro de Governadores Pela Segurança está confirmada a presença do presidente Michel Temer, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Além de governadores do Brasil, devem participar também chefes de estados subnacionais e embaixadores da Colômbia, Bolívia, Peru, Equador e Alemanha.

Desde o início deste ano, o governador Tião Viana levanta a urgência de haver uma união nacional e efetiva contra o narcotráfico. Com a realização do evento no Acre, ele propôs a ampliação do debate para o âmbito nacional e internacional.

Segundo Tião Viana, há 21 anos o Brasil era o 101º país no consumo de drogas, hoje está em 2º lugar, perdendo apenas para os Estados Unidos, fato que torna mais urgente a questão do enfrentamento.

“O pedido de prioridade nossa é a construção do Sistema Nacional de Segurança Pública, como temos o de saúde e o de educação, uma Força-Tarefa Nacional de combate ostensivo a droga contra os traficantes e proteção e fechamento das fronteiras, porque tudo ocorre a partir das fronteiras abertas”, ressalta Tião Viana.

 Veja abaixo o vídeo com a entrevista completa: 

Manoel Moraes e Tião Viana discutem melhorias para região do Alto Acre

O Deputado Manoel Moraes, saiu satisfeito e confiante do encontro que teve com o Governador Tião Viana. Segundo o parlamentar, a pauta principal da reunião foi o desenvolvimento da região do Alto Acre.

Na oportunidade, Manoel apresentou ao Governador um projeto que visa resolver o problema enfrentado pelos moradores da Reserva Extrativista Chico Mendes, que vêm recebendo notificações, multas e embargos de órgãos como ICMBio e IBAMA.

“Elaboramos um projeto pautado em reflorestamento, recuperação das áreas e plantio em sistema de consórcio de culturas; já ouvimos técnicos da área, o Ministério Público Federal e agora a equipe do Governo irá analisar a proposta”, declarou o Deputado.

Outro tema abordado na reunião diz respeito à área de segurança pública. Manoel levou sua preocupação ao Governador sobre a diminuição do efetivo e possível fechamento do posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, no entroncamento de Xapuri. “Já me posicionei contra isso na tribuna da Assembleia, por entender que as áreas de fronteira não podem ser afetadas pela política de redução de gastos do Governo Federal”, ponderou.

Finalizando o encontro, o parlamentar solicitou a ampliação das obras de infraestrutura que já vêm sendo realizadas na região. Para Manoel, as prefeituras do Alto Acre voltaram a ser administradas por pessoas sérias e competentes, dando a confiança que o Governo precisa para ampliar a liberação de recursos.

“Xapuri virou um verdadeiro canteiro de obras; Epitaciolândia e Brasileia também já estão com outra cara; é preciso manter as obras e ampliar os investimentos, para que possamos contemplar a totalidade de nossas ruas e ramais”, finalizou o parlamentar.

Polícia Federal faz buscas no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima irmão de Geddel Vieira

Agentes da Polícia Federal estão desde as 6h de hoje (16) no gabinete do deputado federal Lúcio Vieira Lima, no prédio da Câmara, em Brasília. Eles chegaram em três viaturas.

A Polícia Federal realiza, nesta manhã, uma batida policial no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), um dos principais articuladores do golpe de 2016.

Aliado de Michel Temer, Lúcio é irmão de Geddel Vieira Lima, que está preso na Papuda, e também tem ligações com o bunker estourado recentemente, onde foram encontrados R$ 51 milhões em propinas, na maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil.

Queda de Lúcio complica ainda mais a situação de Temer, acusado pela procuradoria-geral da República de corrupção, obstrução judicial e comando de organização criminosa.

Imóveis do deputado em Salvador e Brasília também são alvo da Polícia Federal nesta manhã.

Abaixo, reportagem da Reuters:

(Reuters) – A Polícia Federal realiza buscas na manhã desta segunda-feira no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na Câmara como parte das investigações relativas à descoberta de 51 milhões de reais em espécie em um apartamento de Salvador atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, irmão do parlamentar, segundo a TV Globo.

Além das buscas na Câmara, a PF também cumpre mandados no apartamento residencial do deputado em Brasília e em mais dois endereços ligados ao parlamentar em Salvador, acrescentou a Globo.

Procurada, a Polícia Federal não respondeu de imediato.

No mês passado, a Justiça Federal do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal investigações relativas às operações que envolvem Geddel por suspeitas de que seu irmão, que possui foro privilegiado, possa estar envolvido no crime de lavagem de dinheiro. 

De acordo com a Justiça Federal do DF, a operação que encontrou os 51 milhões de reais atribuídos a Geddel em um apartamento em Salvador esbarrou em indícios de que Lúcio também pode ter participado do crime de lavagem de dinheiro.

Por Brasil 247

Jorge Viana anuncia R$ 14,7 milhões em emendas para o Acre

Senador ligou para 22 administradores comunicando a alocação de recursos no Orçamento de 2018. “É minha obrigação, como ex-governador, destinar verbas a todas as cidades do estado”, disse.

O senador Jorge Viana (PT-AC) anunciou, na tribuna do Senado, R$ 14,7 milhões em emendas ao Orçamento de 2018 para todos os municípios do estado do Acre.

“Independente de partido político, estamos destinando verbas a todas as prefeituras”, comentou o parlamentar. “Fui governador e me sentiria muito mal se tivesse que deixar um município de fora”.

Antes do feriado, Viana ligou para todos os prefeitos justificando as escolhas e explicando os critérios adotados para destinar os recursos. Somente para a saúde, o senador destinou R$ 7,3 milhões em emendas orçamentárias para todas as cidades do estado.

O parlamentar anunciou ainda que vai criar um aplicativo para o acompanhamento da execução de todas as emendas apresentadas pela internet.

Isso vai dar transparência e permitir que cada cidadão de cada uma das 22 cidades do Acre acompanhe para onde está indo cada centavo o dinheiro das minhas emendas, explicou. É bom para todo mundo, porque dá transparência e controle social.

Veja a tabela com os valores das emendas apresentadas pelo senador Jorge Viana para cada um dos 22 municípios do Acre.

Deputado Wladimir Costa que Tatuou o nome de Temer no obro era comprado a toda hora, Diz Funaro

Lúcio Funaro revelou ao Ministério Público Federal a estatura moral do deputado Wladimir Costa, que ficou conhecido por tatuar o nome de Michel Temer no ombro.

O corretor financeiro Lúcio Funaro revelou num depoimentos de sua delação premiada ao Ministério Público Federal a estatura moral do deputado Wladimir Costa (SD-PA), que ficou conhecido por tatuar o nome de Michel Temer no ombro. 

Segundo Funaro, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha comprava Wladimir Costa “a toda hora”, quando precisasse de aprovar alguma matéria de interesse da organização criminosa. 

Wladimir Costa é alvo de uma representação no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar, por assediar e ofender uma jornalista da radio CBN.

Brasil247.com

Presidente da Câmara chama advogado de Temer de “incompetente”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou neste domingo de “incompetente” o advogado de defesa do presidente Michel Temer, Eduardo Carnelós.

O parlamentar disparou críticas após Carnelós ter classificado como “vazamento criminoso” a divulgação dos vídeos da delação do operador financeiro Lúcio Funaro, que atingem Temer. “Não teve vazamento. O advogado é incompetente”, disse Maia à Coluna do Estadão.

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara em 22 de setembro, junto com os outros documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) por organização criminosa. O material foi enviado pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, por meio de ofício expedido em 21 de setembro, uma semana após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar a denúncia.

Após receber o ofício da presidente do STF, o secretário-Geral da Mesa Diretora, Wagner Soares, determinou que os vídeos fossem divulgados. Soares assumiu o posto por indicação de Maia. A divulgação do material ocorreu na mesma semana em que o presidente da Câmara disparou duras críticas a Temer e ao PMDB, em razão do assédio dos peemedebistas a parlamentares do PSB com os quais o DEM negociava filiação.

Após Maia criticá-lo, o advogado de Temer divulgou nova nota neste domingo fazendo um “mea culpa”. “”Quando divulguei nota ontem, referindo-me a vazamento que qualifiquei como criminoso, desconhecia que os vídeos com os depoimentos de Funaro estavam disponíveis na página da Câmara dos Deputados. (…) Não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem.”, afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou neste domingo de “incompetente” o advogado de defesa do presidente Michel Temer, Eduardo Carnelós. O parlamentar disparou críticas após Carnelós ter classificado como “vazamento criminoso” a divulgação dos vídeos da delação do operador financeiro Lúcio Funaro, que atingem Temer. “Não teve vazamento. O advogado é incompetente”, disse Maia à Coluna do Estadão.

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara em 22 de setembro, junto com os outros documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) por organização criminosa. O material foi enviado pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, por meio de ofício expedido em 21 de setembro, uma semana após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar a denúncia.

Após receber o ofício da presidente do STF, o secretário-Geral da Mesa Diretora, Wagner Soares, determinou que os vídeos fossem divulgados. Soares assumiu o posto por indicação de Maia. A divulgação do material ocorreu na mesma semana em que o presidente da Câmara disparou duras críticas a Temer e ao PMDB, em razão do assédio dos peemedebistas a parlamentares do PSB com os quais o DEM negociava filiação.

Após Maia criticá-lo, o advogado de Temer divulgou nova nota neste domingo fazendo um “mea culpa”. “”Quando divulguei nota ontem, referindo-me a vazamento que qualifiquei como criminoso, desconhecia que os vídeos com os depoimentos de Funaro estavam disponíveis na página da Câmara dos Deputados. (…) Não poderia supor que os vídeos tivessem sido tornados públicos. Somente fiquei sabendo disso por meio de matéria televisiva levada ao ar ontem.”, afirmou.

“Jamais pretendi imputar ao presidente da Câmara a prática de ilegalidade, muito menos crime, e hoje constatei que o ofício encaminhado a S. Ex.ª pela Presidente do STF, com cópia da denúncia e dos anexos que a acompanham, indicou serem sigilosos apenas autos de um dos anexos, sem se referir aos depoimentos do delator, que também deveriam ser tratados como sigilosos”, acrescentou o advogado do presidente da República.

Na nota divulgada neste sábado, 14, Carnelós criticou as autoridades que permitiram ou promoveram o vazamento, pois, na avaliação dele, elas deveriam “respeitar o ordenamento jurídico”. Ele atacou também a imprensa, afirmando ser inaceitável a “publicidade espetaculosa à palavra de notório criminoso, que venceu a indecente licitação realizada pelo ex-PGR para ser delator, apenas pela manifesta disposição de atacar o Presidente da República.”.

No vídeo da delação, divulgado inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo, Funaro diz que era “lógico” que o ex-assessor especial do presidente Michel Temer José Yunes sabia que havia entregue a ele uma caixa com dinheiro em setembro de 2014. Diz, também, que Temer tentou favorecer empresas que atuam no porto de Santos (SP) durante tramitação da Medida Provisória (MP) dos Portos, em 2013.

Na primeira denúncia apresentada pela PGR contra Temer, por corrupção passiva, a presidente do STF também enviou para a Câmara os vídeos da delação da JBS, que basearam a peça acusatória. Da mesma forma, Rodrigo Maia ordenou que o material fosse divulgado no site da Casa, o que foi feito pela Secretaria-Geral da Mesa Diretora.

Veja documento Abaixo elaborado pela assessoria da Câmara para justificar a divulgação dos vídeos:

Andreza Matais e Igor Gadelha / politica.estadao.com

Funaro cita ‘meta de propina’ do presidente da Caixa para o PP

Em vídeos do acordo de delação, corretor financeiro fala de um 'valor x' ao partido com recursos do banco estatal.

A colaboração premiada do corretor financeiro Lúcio Funaro, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (ST), traz detalhes do suposto esquema de pagamento de propinas ao Partido Progressista (PP), com recursos desviados da Caixa Econômica Federal. Em depoimento ao Ministério Público, Funaro acusou o atual presidente da Caixa, Gilberto Occhi, de desviar recursos para o partido.

Na época, ainda no governo de Dilma Rousseff, Occhi ocupava a vice-presidência de governo do banco estatal. Funaro afirmou no depoimento, conforme reportagem do Jornal Nacional, que foi informado por um empresário que Occhi teria uma meta de repasse de propina para cumprir. “Sabia até que tinha uma meta do Gilberto Occhi, de produzir um valor x por mês”, disse Funaro, em um dos vídeos do depoimento prestado ao Ministério Público. No entanto, ele não soube dizer qual era o valor da meta.

“Qualquer verba da Caixa para sair, tudo quanto é verba do governo, tinha que passar pela diretoria dele. Tinha que passar na vice-presidência dele”, disse Funaro, em relação à atuação de Occhi. “E ele tinha uma meta, que não sei de quanto era. Meta de propina”, reforçou. 

Em resposta ao telejornal, Occhi desmentiu veementemente o que foi dito por Funaro. O atual presidente da Caixa afirmou que nunca pediu nada a ninguém e que sua carreira sempre foi pautada pelo respeito à ética e à lei.

Já a Caixa informou que está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações. O telejornal não obteve resposta do PP.

Multa

Em seu acordo de colaboração premiada, Funaro se comprometeu a pagar uma multa R$ 45 milhões e a cumprir dois anos de prisão em regime fechado. A pena ao todo tem 30 anos e deverá ser cumprida uma parte em prisão domiciliar, uma parte por meio da prestação de serviços à comunidade e outra parcela com a realização de estudos. Essas atividades poderão reduzir ainda mais a pena.

Nos depoimentos ao Ministério Público, além de acusar o atual presidente da Caixa, Funaro afirmou que o presidente da República, Michel Temer, dividiu com Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-homem forte de seu governo, propina da Odebrecht. Nos anexos de sua colaboração, ele afirmou ter buscado R$ 1 milhão em espécie, supostamente pago pela empreiteira, no escritório do advogado e ex-deputado José Yunes, amigo de Temer. Relatou também ter mandado a quantia para Geddel, na Bahia.

Em nota divulgada neste sábado, 14, o advogado de Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, atacou o vazamento "criminoso" dos vídeos com depoimentos de Funaro. E classificou a divulgação da fala do delator como "mais um abjeto golpe ao Estado Democrático de Direito". O advogado disse que as afirmações do "desqualificado delator" são "acusações vazias", sem provas e baseadas no que ele diz ter ouvido do ex-deputado Eduardo Cunha, "que ele já desmentiu de forma inequívoca", assim como o fizeram outras pessoas mencionadas pelo delator.

Por politica.estadao.com

Senador Jorge Viana diz que Temer mergulhou o Brasil na desesperança e pede uma saída

'O presidente da República Michel Temer é chefe de uma quadrilha'. Dito pela Polícia Federal do Brasil numa investigação.

O senador Jorge Viana pedir aos colegas que retomem o diálogo para apaziguar os ânimos e ajudar a construir uma saída para a crise institucional que vive o país. Ele pediu ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que promova uma reunião ampliada dos líderes políticos. "Não podemos dar o calado como resposta ao povo brasileiro", disse. "Se todos nós perdemos na política, nós perdemos, mas quem paga a conta é o povo brasileiro, os 14 milhões de desempregados. Há desesperança".

Apoiado por colegas, Viana defendeu que o Senado assuma algum papel diante da crise. "Nós não podemos ficar numa espécie de zona de conforto, que no fundo é desconforto para todos", alertou. "Porque o conflito agora está entre o Palácio do Planalto e o Ministério Público Federal, o Palácio do Planalto e a Polícia Federal, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal". O senador comentou que o Senado precisa discutir o que fazer. "Aqui é a Casa de Rui Barbosa, aqui é o Senado Federal, tem 190 anos, que sempre teve grupos de mandatários para discutir em momentos de crise", disse.

Viana integra um grupo de parlamentares que começou, ainda nesta quarta-feira, um movimento suprapartidário para estabelecer o diálogo e discutir a conjuntura política, tentando retomar um mínimo de estabilidade, preocupado com o tensionamento entre os Poderes da República. O grupo inclui senadores como Armando Monteiro (PTB-PE), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Roberto Muniz (PP-BA), entre outros senadores. Eles querem tratar do futuro do país, tendo em vista que o governo Michel Temer dá sinais de enfraquecimento político, o que tende a agravar a crise. "Não podemos mais acreditar que o governo que está lá no Palácio vá dar solução para o tamanho da crise que estamos vivendo. Não se trata de gostar ou não do governo. É o mundo real. Agora, e o povo brasileiro? Aguenta mais ainda? O Brasil aguenta?", questionou Viana.

"Nunca pensei que ia ouvir no Senado, no Bom Dia Brasil, no Jornal Nacional, em qualquer veículo de comunicação que a gente ouve, no rádio, ou lê, dizendo assim: 'O presidente da República Michel Temer é chefe de uma quadrilha'. Dito pela Polícia Federal do Brasil numa investigação", advertiu Viana. Ele também questionou o nível de enfrentamento institucional. "O presidente da República pede autorização da Justiça para processar um dos delatores, e a Justiça nega", comentou.

O senador se disse preocupado com o fato de mesmo o presidente interino da República tendo assumido, por conta da viagem de Temer ao exterior, o impasse político continua no horizonte. "Nada pessoal, mas, sinceramente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, virou um cúmplice do Palácio. Deixou de lado a Presidência do Poder Legislativo, que é a Casa do povo, a Câmara Federal, e virou um cúmplice do Palácio", destacou Viana. "E nós estamos precisando de presidente de poder nessa hora, já que estamos vivendo uma crise".

Na tribuna do Senado, o senador acreano disse que no passado se lutava pelo sonho da retomada da democracia. E, agora, o tempo é de sofrimento sem sonho. "O sonho foi embora, porque o modelo político faliu, e a política sem honestidade, sem ética, não tem utopia, não tem sonho. Isso vale para todos nós, para todos os partidos, para todos nós que ocupamos mandato", alertou.

Fonte: Brasil247.com