Integrante da base, PSB decide votar contra reformas de Temer

Executiva Nacional do partido decidiu fechar questão contra reforma da Previdência e trabalhista; PSB comanda um ministério no governo Michel Temer.

Executiva Nacional do PSB decidiu, na noite desta segunda-feira (25), fechar questão contra a proposta de reforma trabalhista do governo federal. O texto do governo deve ser votado no plenário principal da Câmara ainda nesta semana. O partido também decidiu fechar questão contra a reforma da Previdência.

O PSB tem um ministro no governo Michel Temer: Fernando Bezerra Filho comanda a pasta de Minas e Energia. No presidencialismo de coalizão, os partidos que formam a base aliada do governo ocupam cargos na administração pública.

Como contrapartida, o governo espera que esses partidos ofereçam apoio na tramitação de matérias no Congresso Nacional.

Na última semana, Temer já havia falado sobre a dificuldade do governo com o PSB na votação do regime de urgência da reforma trabalhista na Câmara.

“O PSB ontem melhorou a performance, aumentou o número de votos. Eu acho que, com as conversas que estamos tendo, acho possível que mais pra frente haja um aumento significativo dos votos”, declarou o presidente na semana passada.

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), pai do ministro de Minas e Energia, informou que vai recorrer da decisão. Entretanto, o próximo encontro do congresso nacional do PSB, onde o recurso poderia ser analisado, está marcado para outubro, quando as reformas do governo Temer já devem ter sido votadas no Congresso.

Ele ressaltou que a indicação ao ministério não foi feita diretamente pala direção do partido, e sim pelas bancadas do PSB no Congresso. Sendo assim, uma decisão sobre o futuro do ministro caberia às bancadas.

“O cargo está sempre à disposição do presidente da República, porque é ele que nomeia e é ele quem demite. O ministro tem mantido estreita conversa com o presidente para o deixar sempre à vontade no sentido de ter uma equipe ministerial que possa contribuir para a aprovação das matérias que estão tramitando no Congresso”, afirmou.

O presidente do partido, Carlos Siqueira, disse que espera que todos os parlamentares do PSB sigam a orientação da Executiva Nacional. Segundo ele, o estatuto da legenda prevê punições que vão de advertência a expulsão.

Siqueira evitou dizer que o partido passou a fazer parte da oposição ao governo Temer. “Temos procurado contribuir para que o país saia da crise, nas matérias que entendemos que são positivas para o Brasil e para a população (…) Nós podemos nos orgulhar que somos talvez o único partido que não troca posições políticas por cargos”, disse.

Na reunião da executiva, também foi feito debate sobre a reforma política. O partido decidiu se posicionar contra o voto em lista e a favor da proposta já aprovada no Senado que altera o atual sistema eleitoral e cria a chamada cláusula de desempenho.

No encontro, a cúpula do PSB validou uma resolução aprovada em 2014, em congresso nacional do partido, que marca posição contrária à reforma trabalhista. Em seguida, decidiram fechar questão contra o projeto.

Parlamentares que descumprirem a orientação da cúpula do partido, e votarem a favor da proposta, podem ser punidos.

Na reunião da executiva, o PSB também decidiu fechar questão contra a reforma da Previdência proposta por Temer.

PSB

Por Bernardo Caram, G1, Brasília

Ação parlamentar de Alan Rick garante R$ 2,5 milhões para obras do complexo esportivo do Marreirão em Sena Madureira

Deputado Federal Alan Rick garante R$ 2,5 milhões junto ao Ministério do Esporte para obras do complexo esportivo do Marreirão na cidade de Sena Madureira.

 Da Assessoria 

Alan Rick

A ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (PRB) garantiu, junto ao Ministério do Esporte, a aprovação de recursos da ordem de R$ 2,5 milhões para as obras do Complexo Esportivo do Estádio Marreirão, em Sena Madureira, que incluem a ampliação das arquibancadas, construção de alojamentos, vestiários, restaurante e uma quadra de grama sintética.  Os recursos foram garantidos pelo ministro Leonardo Picciani ao próprio deputado no final de março. O projeto já está pronto e as obras serão realizadas pela prefeitura de Sena Madureira.

Na manhã desta quinta-feira, 20, Alan Rick esteve em Sena Madureira e ao lado do prefeito Mazinho Serafim (PMDB), conheceu de perto a realidade do local que deve ter as obras reiniciadas nos próximos meses, uma vez que a prefeitura já dispõe de recursos iniciais para a primeira etapa do projeto.

“Essa obra é um sonho da população de Sena Madureira. Há muitos anos reformas ou tentativas de reformas vem se arrastando aqui sem sucesso e, muitas vezes, com sérios problemas. Agora, graças à ajuda do deputado Alan Rick, que alocou R$ 2,5 milhões no Ministério do Esporte para o nosso município, nossa gestão vai poder reconstruir o Marreirão e resgatar a história do futebol em Sena Madureira.

Alan Rick 1

Aqui teremos um espaço de esporte e lazer de qualidade para os nossos jovens e para toda a população da nossa cidade. Sou grato ao deputado Alan Rick, pelo apoio que tem dado à nossa gestão com esses recursos”, disse o prefeito Mazinho Serafim.

Alan Rick, por sua vez, lembrou que há dois anos vem batalhando, junto ao Ministério do Esporte, pela liberação desses recursos. “ O Marreirão foi palco de uma bela história do futebol em Sena Madureira. Espaço onde grandes times e grandes talentos se apresentavam todos os domingos. Infelizmente nos últimos anos ficou completamente abandonado. Mas essa história está mudando. Graças a Deus, temos essa oportunidade de virar e mudar essa página da história do município”, disse o deputado.

“Não tenho dúvidas de que esse complexo esportivo vai ser uma referência na região. Quero parabenizar o prefeito pelo belo projeto que aqui vai se tornar realidade e, dessa forma, resgatar a história do futebol em Sena Madureira e garantir espaço de lazer para toda a comunidade”, disse Alan Rick.

Alan Rick 2

REVITALIZAÇÃO DE UM ESPAÇO DE GRANDES HISTÓRIAS

O Estádio Antônio Marreiro Filho, o Marreirão, em Sena Madureira, foi inaugurado em 1983 pelo então governador Nabor Júnior. Até a década de 1990, foi a principal praça esportiva do município, onde era realizado, anualmente, o campeonato municipal com times de grande expressão na região, entre os quais o Grêmio, Comercial, Fluminense, Assincra, Vasco da Gama entre outros. Mas o que era um espaço de lazer, hoje é um lugar abandonado.

Com a garantia dos recursos de R$ 2,5 milhões do Ministério do Esporte viabilizados pelo deputado federal Alan Rick, o Complexo do Marreirão deixa de ser um sonho e torna-se realidade. Lá também estão garantidas as obras do estacionamento para deficiente e demais clientes, dois vestiários com banheiro, reforma do túnel de acesso ao campo, construção da praça de alimentação interna, construção de três quiosques de alimentação para o público externo, pavimentação das áreas internas de trânsito e circulação para os frequentadores, implementação de quatro torres profissionais  de iluminação e também a construção de arquibancadas para deficientes, ampliação do muro lateral, além de alojamento com restaurante.

Alan Rick Miranda 1

PP do senador Gladson Cameli e PRB de Alan Rick gravitam na corrupção da Odebrecht

Os dois partidos estão mergulhados em uso de caixa dois e propinas. Um é velho conhecido do Mensalão, o outro foi dos primeiros partidos a aderir a Michel Temer.

Lava Jato

Dois partidos anões, o PP e o PRB, que gravitam em torno das grandes legendas da política nacional nos últimos anos, aparecerem em meio às nebulosas transações da Odebrecht com a Petrobras. O Partido Progressista (PP), que no Acre é liderado pelo senador Gladson Cameli, está na gênese do escândalo de corrupção. O outro é o PRB, cujo astro na cena acreana é o deputado federal Alan Rick.

No caso do PP, é preciso lembrar que o partido foi o primeiro alvejado pela Lava Jato. É que foi um afilhado da legenda, o engenheiro Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras, quem delatou todo o esquema. Foi o primeiro a cair nas garras da PF, assim que o doleiro Alberto Youssef abriu o bico e delatou só uma ponta do esquema na Petrobras.

Paulo Roberto havia sido indicado pelo PP para operar facilidades e levantar recursos, mesmo aquelas que são caracterizadas como propina, nas negociatas descobertas na estatal. Ao abrir a boca, Paulo Roberto deixou descobertos 31 correligionários. O PP figura entre as legendas investigadas desde o início da apuração da roubalheira na Petrobras, tocada a partir de março de 2015.

A outra legenda, cuja principal estrela é o ministro da Indústria e Comércio, pastor Marcos Pereira, também surge mergulhada em denúncias de uso de dinheiro sujo. De acordo com depoimento de um dos executivos da Odebrecht que abriu o esquema para os investigadores, Pereira teria levado R$ 7 milhões da construtora por meio de caixa dois.

A dinheirama foi paga à vista pela empreiteira e teria servido para comprar o apoio do PRB, então presidido por Pereira, à campanha de reeleição de Dilma Rousseff em 2014. O ministro nega qualquer envolvimento e diz que delação não é prova.

Curioso que, mesmo supostamente beneficiado pela Odebrecht, o pastor não hesitou em trair Dilma e embarcar na onda pró-impeachment da petista. Ao aderir na primeira hora a Michel Temer, o pastor Marcos Pereira, hoje licenciado da Igreja, virou ministro de Estado. É o oitavo a constar na lista de autoridades do governo a serem investigados pelo STF. Na lista de Fachin, nada menos que um terço dos ocupantes da esplanada no governo Temer está sob suspeita.

Mensalão

No caso do PP, a situação é bem mais complicada. O Partido Progressista, que já esteve mergulhado no escândalo do mensalão, tendo seus principais dirigentes condenados pelo Supremo Tribunal Federal, é reincidente. Mais uma vez, surge cobrando mesadas para parlamentares e dirigentes partidários. Uma vergonha para quem já teve seus líderes presos e condenados no escândalo do Mensalão.

A legenda está tão enfronhada no novo escândalo da Odebrecht que até agora figura como único partido a emergir do esquema sendo alvo central de uma ação por improbidade administrativa movida pela força-tarefa da Lava Jato. O Ministério Público Federal cobra do PP a devolução de valores que teriam desviados da Petrobras. No total, a legenda será obrigada a devolver R$ 2,3 bilhões em multas e ressarcimento aos cofres públicos.

Os procuradores da Lava Jato querem ainda a perda dos cargos e a suspensão de direitos políticos dos deputados federais Nelson Meurer (PP-PR), Mário Negromonte Júnior (PP-BA), Arthur Lira (PP-AL), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA), além dos ex-deputados Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT), João Pizzolatti (PP-SC) e Mário Negromonte (PP-BA), bem como de João Genu, ex-assessor parlamentar do deputado José Janene. O MPF pediu ainda à Justiça a perda da aposentadoria especial de todos os congressistas.

Gladson

Do Conselho Editorial do ac24horas

Léo de Brito vê ligação entre Gladson Cameli e Ponte do Bilhão

Senador Acreano Cladson Cameli (Pepista) teve o segundo voto mais caro do país nas eleições de 2014.

Léo de Brito

“Todos nós conhecemos as campanhas milionárias que foram feitas pelo senhor Gladson Cameli no Estado do Acre e todos nós sabemos que esses recursos sempre vieram de Manaus”, disse Léo de Brito – Foto: Da Assessoria

O deputado federal Léo de Brito (PT/AC) manifestou opinião que parte do dinheiro da obra de construção da ponte sobre o Rio Negro, no vizinho Estado do Amazonas, tenha vindo parar no Acre para regar as campanhas de Gladson Cameli, hoje senador pelo Partido Progressista. O entendimento do parlamentar petista foi divulgado na manhã desta quarta-feira, 19, através de um vídeo divulgado nas redes sociais. Nele, Brito pede às instituições que realizem investigações para apurar as suspeitas surgidas a partir da delação premiada do ex-diretor de Projeto de Infraestrutura da Camargo Corrêa, Arnaldo Cumplido, que denunciou esquema milionário de desvio de recursos drenados para políticos amazonenses, como é o caso dos ex-governadores e agora senadores Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD).

Pelo raciocínio do deputado petista, no centro desse esquema está o empresário Eládio Cameli, pai de Gladson e proprietário da construtora Etam. De acordo com Cumplido, a Etam era subempreiteira da obra de construção da ponte que liga Manaus à cidade de Iranduba – conhecida como ‘Ponte do Bilhão’, dado ao seu alto custo -, e era a encarregada de fazer os repasses do dinheiro aos políticos amazonenses.

“Essa denúncia é de uma gravidade muito grande. Todos nós conhecemos as campanhas milionárias que foram feitas pelo senhor Gladson Cameli no Estado do Acre e todos nós sabemos que esses recursos sempre vieram de Manaus”, disse Léo de Brito. “Nós estamos pedindo a apuração, estamos pedindo que os órgãos possam fazer essa apuração rigorosa, pois o senhor Gladson e o senhor Eládio Cameli têm muito a explicar à sociedade acreana”, completou.

Cladson Cameli

Gladson se elegeu senador da República pelo PP e teve uma das campanhas mais caras do Brasil – Foto: Agência Senado

Gladson teve o segundo voto mais caro do Brasil

Analisando os custos das eleições de 2014, resta comprovado o grande “poder de fogo” de Gladson Cameli na disputa. Naquele ano, ele se elegeu senador da República pelo PP e teve uma das campanhas mais caras do Brasil. Segundo Léo de Brito, Gladson teve o segundo voto mais caro entre os 27 senadores eleitos, perdendo apenas para a senadora goiana Kátia Abreu (PMDB).

“Kátia gastou R$ 6,9 milhões e recebeu 282.052 votos, o que equivale a R$ 24,71 por voto. Já o Gladson obteve 218.756, gastando R$ 22,46 por voto”, disse o parlamentar, com base em informações colhidas junto ao site Congresso em Foco, edição do dia 15 de janeiro de 2015.

Para Léo de Brito, isso mostra o quanto têm sido milionárias as campanhas de Gladson Cameli, que já se elegeu deputado federal por dois mandatos.

Na sua prestação de contas da eleição de 2014, a construtora Etam aparece como uma das doadoras com maior volume de recursos. Ao todo, foram R$ 1,8 milhão. Mas aparecem, também, como doadoras, outras grandes empresas da área da construção civil, como a Construtora Amazonidas Ltda, que doou R$ 585 mil.

Além dessas, outras empresas investigadas pelas Operações Lava Jato e Carne Fraca também fizeram doações para Gladson Cameli. A OAS doou R$ 100 mil através do Diretório Nacional do PP e a JBS dou R$ 600 mil em três repasses feitos, também, através do Diretório Nacional.

Camargo Corrêa

Ex-diretor de Projeto de Infraestrutura da Camargo Corrêa, Arnaldo Cumplido, denunciou esquema milionário de desvio de recursos – Foto: Reprodução

O passado que condena

Pelo raciocínio do deputado petista, é difícil supor que Eládio Cameli tenha atuado em esquema de corrupção desviando recursos da obra da Ponte do Bilhão e doando apenas para políticos amazonenses, deixando seu filho de fora. E é justamente isso que cabe às instituições instigadas por Léo de Brito investigar. Léo lembra, também, que Eládio já se envolveu em caso semelhante nos anos de 1990, quando participou do esquema para a compra de votos que garantiram a reeleição para o então presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

Eram de Eládio os cheques de R$ 200 mil, usados para o pagamento dos parlamentares acreanos (cerca de R$ 985 mil em valores corrigidos pelo IGP-M até 30 de março) que votaram a favor da reeleição de FHC.

Resta também lembrar que Gladson Cameli, no início das investigações da Operação Lava Jato, foi citado pelo doleiro Alberto Yousseff como um dos parlamentares para quem ele remetia uma mesada que variava de R$ 30 mil a 150 mil, nas legislaturas de 2006 e 2010, quando Cameli era deputado federal.

deputado Cladson Cameli

Imprensa do Amazonas já fala de uma possível delação premiada de Eládio Cameli – Foto: Cedida/Arquivo

Acre participa da 1ª Conferência Livre de Comunicação em Saúde

Reunidos em Brasília, representantes de todos os estados do país, discutem, estratégias de democratização do acesso da população às informações sobre saúde.

 Por Leônidas Badaró 

Acre participa da 1ª Conferência Nacional

Presidente do Conselho Nacional de Saúde discursa durante abertura da conferência (Foto: Susconecta.org)

Organizada pelo Conselho Nacional de Saúde, o principal objetivo é fazer com que a sociedade conheça, de forma mais consciente, o Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecido como uma das principais políticas públicas do mundo.

Participam da conferência cerca de 450 pessoas de todo o Brasil. O Acre está representado pela gerência de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde e por representantes dos Conselhos Estadual e de Rio Branco de Saúde.

Um exemplo da magnitude do evento ficou evidenciado na abertura do encontro, que contou com a presença de diversas personalidades ligadas ao tema, inclusive do ministro da Saúde Interino, Francisco de Assis Figueiredo.

Durante três dias a conferência vai discutir diversos temas considerados de extrema importância para permitir que a sociedade conheça com mais propriedade o SUS. As mesas de discussão estão divididas entre os seguintes eixos: Desafios da comunicação em saúde; Papel da comunicação na defesa na informação em saúde; O SUS na sala de aula; Novas mídias e o SUS; Informação em saúde como direito e Experiência de coletivos de comunicação.

Talita Montysuma, é secretária executiva do Conselho Estadual de Saúde do Acre, e fala sobre a importância da conferência. “Estou muito empolgada em participar desse evento porque se comunicar bem com as pessoas faz toda a diferença. Então, levar as informações até a sociedade é um grande desafio para quem faz parte do SUS”.

O conselho possui 24 conselheiros que representam os trabalhadores em saúde, os gestores e os usuários do sistema.

Já Isabela Sobrinho, presidente do Conselho de Saúde de Rio Branco, explica que a entidade é o elo da população com o SUS. “Nós temos um sistema de saúde forte, ativo e que as pessoas desconhecem. Por isso esse tipo de conferência é de extrema importância”.

A 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde termina nesta quinta-feira, 20, com a realização de mais mesas temáticas e uma palestra com o tema “O preconceito contra o SUS”, que será ministrada pela jornalista Tereza Cruvinel, ex-presidente da EBC, a Empresa Brasileira de Comunicação.

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Representantes dos conselhos de saúde do Acre participam de conferência em Brasília (Foto: Leônidas Badaró)

Governo conhece tecnologia para industrializar produção de macaxeira no Acre

Empresários conhecem experiência desenvolvida em uma das maiores indústrias do ramo no país 

Governador Tião Viana

Buscando potencializar a utilização e a produção de macaxeira no Acre, uma comitiva formada por empresários e gestores estaduais visitou na manhã desta quarta feira, 19, a segunda maior indústria de produção de fécula do país. A empresa Agrícola Horizonte Ltda., localizada em Marechal Cândido Rondon, no Paraná, é uma das principais referências na América Latina, devido à produção em escala e à qualidade do produto final.

A fécula ganha destaque no ramo de alimentos, podendo ser utilizada como matéria-prima de diversos produtos, além de ser uma das bases para a criação de tecidos.

Estiveram presentes na visita os deputados estaduais Jonas Lima e Lourival Marques, o prefeito de Mâncio Lima, Isaac Lima, os secretários de Estado João Neto Thaumaturgo e José Reis, o presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) José Adriano, o governador Tião Viana e empresários do Acre e de Rondônia.

Para o secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Thaumaturgo Neto, é de fundamental importância conhecer novas experiências com o objetivo de potencializar o que está sendo produzido no Acre.

“Hoje, estamos conhecendo o que existe de mais moderno na produção de fécula. O Acre é um grande produtor de macaxeira e precisamos buscar exemplos que potencializem o trabalho dos nossos produtores rurais”, declarou o secretário.

A expectativa é a implantação de três agroindústrias de fécula no Acre. Possivelmente, as localidades contempladas serão as regiões do Juruá, Purus e Baixo Acre.

Tião Viana afirmou que a visita é uma grande oportunidade para conhecer o trabalho desenvolvido por uma das principais indústrias do país. “O nosso desejo é ampliar a produção e o aproveitamento da macaxeira no Acre, gerando valor agregado e mais renda para o produtor”, disse o governador.

No Acre já existem vários produtores que trabalham de forma artesanal, mas que precisam produzir em maior escala e qualidade, por isso se torna de extrema importância a implantação de indústrias que auxiliem essa produção.

A macaxeira já é um produto consolidado no Acre, e com o passar do tempo vem apontando resultados positivos na economia local, o que reflete em um crescente aumento da demanda do produto.

O proprietário da indústria Agrícola Horizonte, Osvino Ricardi, já conhece a farinha acreana e o seu processo de produção. O empresário, que possui clientes em toda Região Norte, ressaltou a qualidade do produto.

Osvino Ricardi

"Conheço muito bem a farinha produzida no Acre e posso afirmar, com toda minha experiência de mais de 40 anos no ramo, que a de Cruzeiro do Sul é a melhor do país” – Osvino Ricardi, Indústria Agrícola Horizonte.

Tião Viana

Texto e fotos: George Naylor || Diagramação : Adaildo Neto

Deputados conhecem projeto de investimento de R$ 1 bilhão do governo do Acre

Deputado Daniel Zen, ficou bastante satisfeito com a apresentação. Deputados ficaram a par dos investimentos do governo em diversas áreas.

Parte da bancada de deputados estaduais do Acre conheceu na tarde desta quarta-feira, 19, em um encontro na Casa Civil, o projeto do governo do Estado para investir de R$ 1,05 bilhão até o fim de 2018 em todos os setores estratégicos do Acre.

A chefe da Casa Civil, Márcia Regina Pereira, e o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, apresentaram os principais programas do governo para os próximos 20 meses, além de ressaltar que só este ano o investimento em todo o Acre será de R$ 775 milhões nos segmentos de: desenvolvimento social e prevenção à violência, infraestrutura, economia sustentável e segurança pública.

Além disso, os deputados puderam ficar a par de resultados positivos de conquistas do governo de Tião Viana e o projeto político que ele representa, iniciado em 1999. Em sua gestão, mais de R$ 3,5 bilhões já foram internalizados no tesouro estadual entre 2011 e 2016. O Acre também comemora a redução de sua taxa de pobreza de 26,6% em 2004, para 10,2% em 2014. E o estado ainda está em segundo lugar no ranking dos que mais investem em saúde por habitante no país.

“Saímos de um PIB de 2,97 bilhões em 2002, para 13,45 bilhões em 2014. O quarto maior crescimento do país. E esse pensamento de que o desenvolvimento só vem com o desmatamento é algo que não existe aqui, pois aumentamos o nosso PIB e reduzimos drasticamente nossa taxa de desmatamento ilegal”, conta Márcia Regina.

Encontro proveitoso

Participaram da apresentação os deputados estaduais Daniel Zen, Leila Galvão, Heitor Júnior, Manoel Moraes, Maria Antônia, Doutora Juliana, Jesus Sérgio e André da Droga Vale.

Eles aproveitaram para tirar dúvidas e entender os desafios do governo do Estado em investir um valor tão alto mesmo num período de crise, gerando emprego e melhoria na qualidade de vida.

O líder do governo na Assembleia, deputado Daniel Zen, ficou bastante satisfeito com a apresentação. “Foi muito importante nos reunirmos aqui para nos apropriarmos das informações, dos projetos prioritários, aqueles recursos que já estão assegurados, as aquisições que ainda vão acontecer, enfim, todos os detalhes”, conta.

A deputada Leila Galvão completa: “Gostaria de parabenizar o governador Tião Viana que tem sido ousado. Mesmo com a crise econômica no país, ele tem driblado as dificuldades e criado alternativas para fechar seu mandato fazendo o maior e o melhor pelo povo acreano”.

Deputado Daniel Zen

Leo de Brito cobra explicações do governo federal sobre fechamento das Farmácias Populares

Mesmo que as farmácias credenciadas continuem operando, a decisão pode prejudicar diversos tipos de paciente.

 Paula Amanda, da Assessoria 

Foi aprovado, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), da Câmara Federal, o requerimento que cobra do Ministério da Saúde explicação sobre o fechamento das 393 unidades do Programa Farmácia Popular, anunciado na última semana.

O documento, de autoria do deputado federal Leo de Brito, solicita que órgão esclareça pontos importantes da decisão como, por exemplo, se vai haver diminuição no tipo de medicamento ofertado.

"Precisamos saber com clareza quais os estados e municipios que serão afetados, se a medida atinge o tipo e número de medicamentos ofertados, se o acesso também sofrerá alterações, todas essas informações são muito importante, diante de uma situação extremamente preocupante", explicou Leo de Brito.

O programa foi criado em 2004, na gestão do ex-presidente Lula, e dois anos depois além de contar com as unidades próprias, foi vinculado ao programa "Aqui tem farmácia", em que os pacientes também poderiam encontrar certos medicamentos, com desconto de até 90%, em farmácias privadas.

Para Leo de Brito mesmo que as farmácias credenciadas continuem operando, a decisão pode prejudicar diversos tipos de paciente. "Atualmente mais de 100 tipos de medicamentos são dostribuidos nas unidades próprias do programa, as farmácias privadas credenciadas distribuem somente 32 tipos, então como é que nós vamos ter uma redução desse tamanho e os pacientes não vão ser prejudicados?", indagou o parlamentar.

Leo de Brito

Depoimento do delator da Odebrecht joga a construtora da família Cameli no centro da rapinagem

Amparada pela Procuradoria Geral do Estado do Amazonas e pelo Tribunal de Contas daquele Estado, a Etam conseguiu um aditivo em torno de R$ 300 milhões ao Consórcio Rio Negro.

Isso pode, Cumplido

O depoimento do delator e executivo da Odebrecht Arnaldo Cumplido escancarou, no âmbito da Lava Jato, o pagamento de propina aos ex-governadores do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), jogando a construtora da família Cameli no centro da rapinagem.

Negócios do papai

Em meio à comemoração, no último feriado, entre os familiares do senador Gladson – em decorrência de seu nome não constar na lista dos envolvidos com o escândalo da Petrobras –, veio a estupefação: à frente do esquema que dragou Braga e Aziz estaria o pai do acreano, o empresário Eládio Cameli.

Plataforma

Tudo giraria em torno da obra da ponte que liga Manaus ao município de Iranduba, no Amazonas, também conhecida como a “Ponte do Bilhão”. A plataforma da ilicitude era um contrato fictício formalizado pelo consórcio que ganhou a licitação da obra.

Meio bilhão

Como demonstra matéria publicada na segunda-feira, 17, no site pagina.net, o contrato original para a construção da ponte foi assinado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e o Consórcio Rio Negro, em 2007, por R$ R$ 574.826.098,12. Parte desse valor (R$ 68.254.917,53) era destinada às obras das vias de acesso à ponte, nas duas margens do Rio Negro, em Manaus e Iranduba.

Mágica política

É nesse momento em que surge a Construtora Etam. Sem participar de licitação, a empresa foi contemplada com um contrato de R$ 68,2 milhões por um termo de cessão assinado com o consórcio Rio Negro. Até a conclusão dos serviços, a Etam recebeu um aditivo de R$ 17 milhões.

Aditivos

Logo os representantes da Etam trataram de subir o preço dos serviços sob a sua responsabilidade em quase 60%.

Jogadas

Amparada pela Procuradoria Geral do Estado do Amazonas e pelo Tribunal de Contas daquele Estado, a Etam conseguiu um aditivo em torno de R$ 300 milhões ao Consórcio Rio Negro.

Bolada

Orçada em pouco mais de R$ 506 milhões, a ponte afinal foi concluída por mais de R$ 1,1 bilhão.

Nada a declarar

Instado a falar sobre o assunto, o senador Gladson Cameli (PP), por meio de sua assessoria, preferiu calar-se. Alegou desconhecer o teor da delação de Arnaldo Cumplido e argumentou não responder pela Etam.

Desdobramentos

Ainda ontem, 18, a imprensa amazonense, durante todo o dia, já especulava sobre a iminência da prisão de Eládio por sua participação na gatunagem.

Mais um delator?

Concretizado o encarceramento, suspeitam os jornalistas manauaras, a racionalidade indica que o próximo passo a ser dado pelo executivo da Etam seria a delação premiada do patriarca da família Cameli.

Adesão ao benefício

Nesse terreno, como demonstram as delações do herdeiro e do patriarca do clã Odebrecht – a frente o príncipe Marcelo e o patriarca Emilio –, para que haja o relaxamento da pena, verdades até então escondidas terão de aflorar, sob pena de inviabilizar uma redução de tempo de cadeia e até mesmo o livramento.

Fala, que te escutamos

É nesse contexto que se aguarda, pois, que Eládio Cameli esclareça onde estão os recursos que, segundo Gladson, foram desviados da construção da BR-364, uma vez que as empresas do clã foram responsáveis por grande parte da construção da obra.

Estamos no aguardo!

Pelo visto, as cobranças do senador pepista, que há bem pouco tempo flamejavam no noticiário local, estão próximas de um desfecho e resultarão numa possível delação do pai, com a consequente revelação dos desvios, que ele, Gladson, afirma existirem na pavimentação da rodovia.

Gladson Cameli

Coluna Poronga / pagina 20

Imprensa amazonense fala sobre delação ou prisão de Eládio Cameli

“A situação no Amazonas é explosiva. Com a Lava Jato e operações dela derivadas, que já chegaram ao Estado, pouco ou quase nada dos nomes de maior expressão da política local ficarão de pé”.

deputado Cladson Cameli

Imprensa do Amazonas já fala de uma possível delação premiada de Eládio Cameli – Foto: Cedida/Arquivo

Esta frase é do jornalista Paulo Figueiredo, que em artigo postado em seu blog (http://blogdopf.com.br/) no domingo, 16, fala da grave situação que vive o seu Estado a partir da delação ex-diretor de Projeto de Infraestrutura da Camargo Corrêa, Arnaldo Cumplido, que denunciou esquema de desvio de dinheiro de obras como a de construção da ponte sobre o Rio Negro, que liga Manaus à cidade de Iranduba e a construção da Arena da Amazônia que sediou jogos da Copa do Mundo de 2014.

No meio dessa negociata relatada por Figueiredo, está o nome do empresário Eládio Cameli, patriarca da família Cameli, uma das mais ricas e influentes do Acre. Eládio é sócio proprietário e dirigente da empresa Etam, que atuou como subempreiteira nas duas obras acima citadas. De acordo com a delação de Cumplido, através da Etam, o consórcio que ganhou a licitação para a construção da ponte, o Consórcio Rio Negro, repassava recursos desviados da obra para o senador Eduardo Braga (PMDB/AM) e Omar Aziz (PSD/AM), entre outros políticos amazonenses.

É nesse cenário que a imprensa amazonense cogita uma eventual prisão de Eládio Cameli. Mais que isso, já fala da possibilidade de Eládio firmar delação premiada, o que tornaria o caso um castelo de cartas e levaria ladeira abaixo outros esquemas de igual ou maior gravidade.

“Não tenho a menor dúvida de que não restará a Cameli e a Lopes – Lopes é o empresário do Amazonas José Lopes que aparece na delação como um intermediário de Omar Aziz – outra opção, a não ser a de ceder à inexorável delação, como o fizeram outros empresários, sob pena de amargarem a prisão pela vida afora, considerando a idade de ambos. Se Marcelo Odebrecht, que chegou a dizer que castigava o filho que apontasse um dedo a outro, fez, não há razão para que os demais não o façam, em circunstâncias semelhantes. É o socorro extremo ao estado de necessidade: ou mata ou morre”, escreve o jornalista Paulo Figueiredo.

Efeito dominó

Um dos que podem, no mínimo, sair bem chamuscado em caso de delação é o próprio filho de Eládio, o senador acreano Gladson Cameli (PP/AC). No âmbito da operação Lava Jato, sobre os desvios da Petrobrás, em seus primórdios, o doleiro Alberto Yousseff citou Gladson Cameli como um dos parlamentares para quem ele remetia uma mesada que variava de R$ 30 mil a R$ 150 mil, isso quando Cameli ainda era deputado federal, no período compreendido entre 2006 a 2014. As investigações dos negócios da família Cameli no Amazonas, no que ficou conhecido como o escândalo da “Ponte do Bilhão”, podem entrelaçar as duas denúncias e a partir daí o desfecho é imprevisível.

Esclarecimentos

Fato é que com a recente descoberta da prática da empresa Etam delatada no Amazonas na última semana, reascendem no meio político as especulações de que as empresas da família Cameli, a partir das ações praticadoa em solo do estado vizinho, tenham sido usadas para financiar as candidaturas de Gladson no Acre, primeiro para deputado federal, depois, para senador.

Cladson Cameli

Um dos que podem, no mínimo, sair bem chamuscado em caso de delação é o próprio filho de Eládio, o senador acreano Gladson Cameli – Foto: Da Assessoria

A empresa Etam também atuou na construção da rodovia BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul, no Acre. Gladson Cameli, por diversas vezes, chegou a afirmar que a obra sofreu desvio de recursos, deixando transparecer conhecimento de causa. Uma eventual delação de Eládio será a oportunidade de esclarecer essa denúncia, colocando em pratos limpos as afirmações do senador cruzeirense quando afirma que houve desvio de recursos na construção da rodagem.

História

A propósito do empresário Eládio Cameli, seu nome surge, ainda, em outro grande caso de corrupção da política brasileira registrado no século passado: a compra de votos para a reeleição do tucano FHC. No citado caso, Eládio apareceu como o personagem que afiançava aos parlamentares acreanos a garantia do pagamento pelos votos registrados em favor da reeleição de FHC. Ainda na esfera do Acre, o escândalo também envolveu o ex-governador Orleir Cameli – tio de Gladson -, e os deputados federais João Maia, Ronivon Santiago, Chicão Brígido, Osmir Lima e ainda o empresário Narciso Mendes, responsável pelas gravações clandestinas realizadas para o jornal Folha de São Paulo por um certo Senhor X, codinome adotado pelo dono do Complexo Rio Branco de Comunicações.

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Fonte: pagina20.net