Polícia firma parceria com Educação para início das aulas do Proerd

Polícia Militar firma parceria com a Secretaria de Educação e anuncia início das aulas do Proerd em 2017.

 Assessoria PMAC 

Com o objetivo de levar a crianças e a adolescentes uma filosofia sobre a conscientização do uso indevido de drogas, a Polícia Militar firmou, novamente, a parceria com a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) para atender cerca de 6.000 crianças do ensino fundamental de escolas públicas do Estado neste ano. O início das aulas do Programa ocorrerão na próxima segunda- feira, 27, em Rio Branco.

De acordo com a Coordenadora do Programa, capitã Eliana Maia, a expectativa é, como comumente, estender o curso para todas regiões do estado, inclusive o Juruá.

"Como todos os anos, iniciamos o projeto sempre na expectativa de levar o curso para o maior número de crianças possíveis. O Proerd é um programa que visa trabalhar preventivamente, de maneira a conscientizar os alunos sobre os riscos do uso indevido de drogas e a prática da violência nas escolas e na sociedade", frisou a oficial.

Neste ano, o Programa, contemplará inicialmente os alunos do quinto e sétimo ano do ensino fundamental da rede pública, objetivando incluir mais alunos dos demais anos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares.

O que é o Proerd?

O Programa Educacional de Resistência ás Drogas e á Violência, é um projeto onde os policiais militares, fardados e devidamente treinados e com material próprio (livro do estudante, camiseta e diploma) desenvolvem um curso de prevenção as drogas, violência e outros fatores sensíveis da sociedade. As instruções ocorrem na sala de aula das próprias escolas.

Polícia Militar firma parceria com a Secretaria de Educação

Acre é único estado brasileiro a cumprir as metas do Censo Escolar 2016

O Acre foi o único Estado brasileiro que conseguiu concluir 100% das etapas do Censo Escolar da Educação Básica 2016.

 Por Mágila Campos 

Alunos do Acre

Pesquisa foi realizada em todos as unidades de ensino do Acre (Foto: Assessoria SEE)

O levantamento de dados estatísticos sobre a situação de ensino no país é realizado em todo o território nacional.

A pesquisa, realizada anualmente pelas 27 Unidades da Federação, consiste na elaboração de um relatório detalhado sobre a situação de todas as escolas e estudantes brasileiros.

No Acre, está à frente do Censo a Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais (Depe), da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE). No ano de 2016, o órgão registrou e atualizou as informações de 268.958 matriculados, de 1.635 instituições da região. Tornando-se assim o primeiro e único a atingir todas as metas do Ministério da Educação (MEC) no ano de 2016.

“Esse é o principal instrumento de coleta de informações da educação básica, uma vez que abrange as diferentes etapas e modalidades de ensino e gera um diagnóstico em âmbito nacional”, explica Glauber Abecassis, chefe do departamento.

De acordo com Abecassis, a explicação para o Acre conseguir se destacar e ficar à frente de todas as grandes metrópoles se deve ao empenho coletivo da SEE e municípios acreanos: “Trabalhamos com escolas públicas e particulares, estaduais e municipais. São quase duas mil escolas, mas nossa equipe trabalhou em conjunto com gestores de todas as localidades, para que conseguíssemos atingir 100%”, comemora.

Etapas

O Censo é realizado em duas etapas.  Na primeira são coletadas informações sobre infraestrutura, dependências, equipamentos, etapas e modalidades de escolarização oferecidas.  Nessa fase ainda é indicado o perfil individual dos alunos: sexo, cor/raça, idade, ciclo de ensino, nacionalidade, local de nascimento, turma, utilização de transporte escolar e se é ou não portador de deficiência.

A segunda etapa do processo é o acompanhamento da Situação do Aluno, fase concluída no último dia 17 de março. Momento em que são informados o movimento e o rendimento do estudante. Se foi aprovado, reprovado, concluiu ou deixou de frequentar a instituição. Também, se o discente foi transferido ou faleceu.

Todas essas informações são inseridas na plataforma Educacenso, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No final é gerado um relatório (Censo Escolar) sobre a educação brasileira, disponibilizado pelo MEC.

Benefícios

Os dados servem para subsidiar políticas públicas de educação, bem como a distribuição de recursos da União a estados e municípios. É também a partir desse relatório, que é calculado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e planejada a distribuição de recursos para alimentação, transporte escolar e livros didáticos, entre outros.

censo

Educação realiza formação continuada em tempo integral, em Rio Branco

As escolas que funcionarão em tempo integral a partir do dia 3 de abril, em Rio Branco.

 Por Stalin Melo 

A Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) realiza até sexta-feira, 24, no auditório da Escola Armando Nogueira, a formação continuada para professores, gestores e coordenadores das sete escolas de tempo integral, cujas aulas iniciam no próximo dia 3 de abril.

O secretário Marco Brandão (SEE), a diretora de Ensino da SEE, Rúbia Cavalcante e a professora Emilly Areal, coordenadora do ensino de tempo integral, participaram da abertura da formação na manhã desta segunda-feira, 20.

“A gente precisa conversar com os educadores para detalhar a proposta pedagógica e que currículo é esse que dialoga com esse jovem do século XXI e para aquilo que ele gostaria de desenvolver para a sua vida”, frisou a coordenadora.

Brandão explicou que a implantação das escolas em tempo integral está sendo trabalhada desde o ano passado e que ela tem práticas diferenciadas e inovadoras.

“Por isso, é preciso que as equipes de todas as sete escolas passem por um processo de formação continuada e isso pressupõe conhecer os objetivos dessa escola, quais são suas práticas, qual o olhar que os profissionais têm que ter e qual o perfil de profissional que se espera”, afirmou.

As escolas que funcionarão em tempo integral a partir do dia 3 de abril, em Rio Branco, são Armando Nogueira, Glória Perez, Boa União, Instituto de Educação Lourenço Filho (IEFL), Escola José Ribamar Batista (Ejorb), Sebastião Pedrosa (no Segundo Distrito) e Humberto Soares.

escola Armando Nogueira

Alto Acre recebe resultados das avaliações da educação

Resultados no início do ano ajudam no planejamento das ações pedagógicas.

 Por Stalin Melo 

Os municípios do Alto Acre receberam os resultados das avaliações do Sistema Estadual de Avaliação da Aprendizagem Escolar (Seape), realizadas no final do ano passado. É o segundo ano consecutivo em que eles são entregues no início do ano letivo.

A apresentação dos resultados foi feita pelo secretário de Estado de Educação e Esporte (SEE) Marco Brandão e pela diretora de Ensino da SEE professora Rúbia Cavalcante. Receberam os resultados as escolas de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri.

O secretário Marco Brandão enfatiza que ao entregar os resultados no início do ano é possível a comunidade escolar redirecionar e fazer as intervenções pedagógicas em tempo a fim de melhorar a qualidade do ensino para os nossos alunos. “Nos ajuda a garantir uma educação de qualidade”, afirmou.

Até o ano passado, as avaliações do Seape foram realizadas para alunos dos 3º e 5º anos do ensino fundamental I, para o 9º do ensino fundamental II e para o 3º ano do ensino médio. Para a avaliação deste ano, que será realizada em outubro, a ideia é estender aos alunos do 6º ano do ensino fundamental I e todas as séries do médio.

A professora Neide Lopes, coordenadora do núcleo da SEE em Epitaciolândia, agradeceu o governador Tião Viana e o secretário Marco Brandão pelo apoio que têm dado aos municípios do Alto Acre. “Estamos felizes porque recebendo os resultados agora a gente pode se preparar, ver onde avançou e melhorar onde precisa”, disse.

Já a professora Leda Santiago, coordenadora do núcleo da SEE em Brasileia, frisou a parceria do governo do Acre com a prefeitura, destacando o trabalho feito nas duas redes de ensino. “Com esse trabalho conjunto teremos condições de melhorar os resultados do nosso município”, destacou.

Educação de Xapuri Acre

Escola aprova 30 alunos para instituições federais, em Rio Branco

A Escola Dom Henrique Ruth, de Cruzeiro do Sul, é bem conceituada. 

 Por Mágila Campos 

Considerada celeiro de bons estudantes no Vale do Juruá, a Escola de Ensino Médio Dom Henrique Ruth, de Cruzeiro do Sul, comemora a aprovação de pelo menos 25 alunos para a Universidade Federal do Acre (Ufac) e outros cinco para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac), na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Entre eles estão José Irlan da Silva Moura, que vai estudar Engenharia Civil na Ufac. “A motivação que eu obtive com os meus professores me ajudou a alcançar esse objetivo”, comemora.

Aliás, a trajetória da Dom Henrique Ruth tem sido marcada por conquistas, ao longo dos últimos anos. Atividades como a Expociência e os projetos de linguagens e de ciências humanas, além dos aulões para capacitar ao Enem, são algumas das alavancas que permitiram uma impulsão na qualidade de ensino.

Por isso, não é de se admirar que da instituição tenham saído estudantes para os programas Jovem Senador e Jovem Embaixador duas vezes.

As participações dos alunos sempre ganham destaques em eventos de cunho científico, como os promovidos pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) além da premiação com medalhas da Olimpíada de Matemática e da Olimpíada de História. A escola também mereceu destaque na Feira Nacional de Ciências, a Ciência Jovem, no ano passado.

Segundo o gestor, Jair Costa, os resultados positivos são frutos de trabalho coletivo e de um quadro de profissional comprometido com a prestação de serviço para a sociedade. “É extremamente gratificante, para nós, profissionais da Educação, contribuir para a realização dos sonhos de nossos adolescentes. Fico feliz de ver grandes profissionais, das diversas áreas do conhecimento, formados na nossa tão querida escola”, diz Costa.

A Escola Dom Henrique Ruth, de Cruzeiro do Sul, é bem conceituada

No Acre matrículas continuam abertas para educação em tempo integral

A discussão sobre educação integral está cada vez mais presente na agenda das escolas brasileiras, principalmente as públicas.

 Por Concita Cardoso 

Inserida nos projetos políticos de governos, os conceitos e práticas inerentes a esse modelo educacional ganharam mais força no debate pela melhoria da qualidade do ensino no país.

No Acre, para fazer a educação integral acontecer, o governo do Estado está fazendo investimentos na ordem de R$ 28 milhões, dos quais R$ 7 milhões são contrapartida do governo federal e outros R$ 21 milhões, de recursos próprios do Estado.

Oito escolas irão funcionar em tempo integral: Instituto de Educação Lourenço Filho, Humberto Soares, Armando Nogueira, Boa União, Glória Perez, Sebastião Pedrosa e José Ribamar Batista (Ejorb), localizadas em Rio Branco.

A meta é atender inicialmente 3.760 alunos. Com matrículas abertas, ainda sobram 493 vagas. As aulas iniciam no próximo dia 3 de abril. Apenas a Escola José Ribamar Batista preencheu as vagas oferecidas.

“A proposta das Escolas Jovens não é apenas o aumento da carga horária. De outro modo, temos um investimento do Estado em uma outra proposta pedagógica que dialoga com o projeto de vida de cada jovem, tendo como pilares excelência na formação acadêmica e na formação para vida baseada nas competências que todo cidadão deve ter no século XXI”, é o que afirma a diretora de ensino da secretaria de Educação, Rúbia Cavalcante.

Ela afirma ainda que nessa modalidade de ensino os alunos terão práticas experimentais em diversos laboratórios. E os professores, por sua vez, terão dedicação exclusiva e serão bonificados por isso.

Experiências inovadoras

Como forma de tornar o ensino mais atraente algumas disciplinas serão optativas. Irá constar também na grade curricular experimentações em laboratórios, construção e participação de projetos sociais que ajudem a comunidade.

“É o princípio educativo operado através de práticas e vivências. É a criação de espaços, oportunidades e condições capazes de possibilitar aos estudantes envolver-se em atividades direcionadas à solução de problemas reais desenvolvendo a capacidade de iniciativa, de atuação colaborativa a partir de seus próprios percursos com o apoio dos educadores e de outros estudantes”, frisou Rúbia Cavalcante.

Nesta primeira etapa, apenas o ensino médio será contemplado. Por se tratar de um processo de construção demorado, e que no Acre começou muito antes, com a formação dos professores, a ideia é que para 2018 essas escolas se estendam para o ensino fundamental e para a zona rural.

Escolas e as vagas que sobram

Armando Nogueira

1º Ano – 18 vagas

2º Ano – 02 vagas

3º Ano – 02 vagas

Glória Perez

2º Ano – 12 vagas

Boa União

1º Ano – 40 vagas

Sebastião Pedroza

1º Ano – 06 vagas

3º Ano – 11 vagas

Lourenço Filho

2º Ano – 105 vagas

3º Ano – 15 vagas

Humberto Soares

1º Ano – 180 vagas

2º Ano – 62 vagas

3º Ano – 50 vagas

Aula

Sindicato dos Professores agradece ao governo pelo novo PCCR da Educação

O reajuste de 19,48% para a Educação foi acordado entre o SinproAcre e o governo do Estado, após diversos debates em sucessivas assembleias.

 Por Ana Paula Pojo 

Num diálogo com o secretário adjunto de Educação, José Alberto Nunes (o Xaxá), nesta segunda-feira, 13, a direção do Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Estado do Acre (SinproAcre) agradeceu ao governo por honrar o compromisso referente ao parcelamento do aumento salarial dos professores. A primeira parcela já consta na folha de pagamento desde o dia 5 de março e no final do mês os valores já devem entrar em conta.

O Projeto de Lei (PL) que determina a valorização profissional dos servidores da Educação, propondo aumento de até 19.48% aos professores, foi encaminhado pelo governador Tião Viana à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), junto a outros 14 PLs, cuja aprovação da casa foi unânime e imediata.

“Reafirmamos o compromisso do governo de estar em plenas condições para promover o reajuste. O governo, por meio da Secretaria de Educação continua reafirmando o compromisso proposto na mesa de negociação com o sindicato para que seja efetivado o pagamento aos servidores. A PGE [Procuradoria Geral do Estado] está à frente para garantir a segurança jurídica do caso”, garantiu Xaxá.

A presidente do SinproAcre, Alcilene Gurgel, disse em nota que a categoria se mantém firme em tudo o que foi acordado com o governo. A direção alertou para que os professores não acreditem em possíveis boatos de que o pacto firmado não será cumprido, haja vista que, como mencionado, as previsões de pagamento já constam na folha salarial.

“Vamos realizar um movimento com responsabilidade, cobrando o cumprimento dos acordos, por isso é preciso esperar o pagamento para que possamos confirmar se é  verdade ou boatos eleitoreiros a suspensão do pagamento”, diz trecho da nota.

O reajuste de 19,48% foi acordado entre a direção do SinproAcre com o governo do Estado, após diversos debates em sucessivas assembleias, visando novas propostas e contrapropostas a serem negociadas e aprovadas.

Professores

Escola receberá R$ 35 mil de edital pró-equidade negra, em Epitaciolândia

A Escola Estadual  Belo Porvir, em Epitaciolândia é uma das dez escolas selecionadas entre mais de 180.

 Por Resley Saab 

A Escola Estadual de Ensino Médio Belo Porvir, de Epitaciolândia, está entre as dez selecionadas na 2ª edição do Edital de Gestão Escolar para Equidade – Juventude Negra, uma iniciativa do Fundo Baobá, do Instituto Unibanco e da Universidade Federal de São Carlos (SP). Os projetos vencedores foram anunciados nesta segunda-feira, 13, em São Paulo.

O projeto “Nos Varadouros da Equidade Racial”, da Belo Porvir, foi um dos escolhidos do total de 185 inscritos este ano, provenientes de todo o país. Cada um vai receber R$ 35 mil como financiamento de suas atividades.

A escola, que está localizada no município de pouco mais de 16 mil habitantes e a 240 quilômetros de Rio Branco, na fronteira com a cidade boliviana de Cobija, tem apenas quatro anos de existência. Ali, dos 660 estudantes matriculados, 133 se autodeclararam negros.

Desde a sua fundação, o corpo docente da unidade tem desenvolvido projetos interdisciplinares para aprofundar a discussão sobre o papel desempenhado pelos negros no Brasil e na própria comunidade, estimulando o protagonismo dos jovens e melhor compreensão do contexto em que estão inseridos.

Hoje, a escola já inclui o tema negritude em seu do plano de curso de diversas disciplinas, por meio de oficinas e reflexões em sala de aula. O projeto “Nos Varadouros da Equidade Racial” dará sequência às oficinas de carga horária complementar e à exploração de temas relativos ao preconceito e ao racismo, promovendo a valorização da diversidade.

A iniciativa pretende oferecer espaços de capacitação alternativos aos alunos, munindo-os de repertórios e habilidades compatíveis com as exigências para uma atuação cidadã e produtiva, inclusive, preparando-os para o mercado de trabalho.

Assim, a exploração desse conteúdo possibilitará a criação de um espaço para que todos sejam tratados com equidade, independentemente de sua raça, contribuindo para a melhoria do clima escolar, com menos violência e intransigências, e com a participação de pais e alunos no processo de aprendizagem.

Nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo, haverá um enfoque mais aprofundado sobre literatura africana e afro-brasileira. Estão previstas atividades para abordar as questões raciais, como roda de conversa, sessões de cinema, noite e dia de talentos (música, dança, teatro, poesias e coreografias afro-brasileiras), exposição de fotografias e sarau literário, entre outras iniciativas.

Além disso, também serão realizadas palestras com temas transversais de interesse dos jovens, como gravidez na adolescência e mercado de trabalho, envolvendo toda a comunidade escolar.

Escola Belo Porvir

Educação realiza formação para classes multisseriadas

Profissionais de 14 municípios e da capital participaram da formação.

 Por Stalin Melo 

A Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), por meio da coordenação de Ensino Rural, realizou até esta sexta-feira, 10, na Escola Heloísa Mourão Marques, a formação continuada para assessores pedagógicos dos núcleos e professores de classes multisseriadas – salas com alunos de diferentes idades e níveis educacionais – de Rio Branco e de outros 14 municípios do Estado.

A formação teve como objetivos centrais o planejamento das ações para que os profissionais possam intervir de maneira eficaz no processo de ensino-aprendizagem, proporcionar uma melhor dinâmica e atualizar os professores sobre as novas práticas pedagógicas e as inovações tecnológicas disponíveis.

O coordenador de ensino rural da SEE, professor Ricardo Oliveira, explicou que a formação foi realizada para os assessores de núcleos no início da semana e entre quarta e sexta-feiras, foi direcionada aos professores de 44 escolas rurais multisseriadas de Rio Branco, sendo um de cada escola.

“A partir dessas formações, os professores têm acesso a programas que ajudam a identificar o nível do aluno quando chega à escola, até onde ele consegue chegar e quais competências e habilidades conseguiu desenvolver ao longo do processo”, explica o coordenador.

Toda essa preocupação do governo do Acre é para que os alunos das salas multisseriadas possam iniciar o ano letivo na próxima segunda-feira, 13.

Além de ramais e projetos de assentamentos no entorno de Rio Branco, a formação atende também diversas comunidades ribeirinhas.

Na capital, entre as escolas que possuem salas multisseriadas estão a Ena de Oliveira, Cumaru, Aberaldo Cordeiro, Floresta, Abrahim Isper Jr., Aguinaldo Moreno e Dona Geralda.

Educação realiza formação para classes multisseriadas

Sem início das aulas, professores podem trabalhar dobrado em Assis Brasil

Pais, alunos, professores e gestores das escolas municipais pedem uma satisfação ao prefeito da cidade, Antônio Barbosa (PSDB), acerca do início das aulas no município de Assis Brasil.

 Por Alemão Monteiro 3 de Julho Noticias 

Prefeito de Assis Brasil Zum

O ano letivo ainda não iniciou na pequena cidade de Assis Brasil. Mesmo assim os professores da Rede Municipal de Ensino são obrigados a cumprir expediente nas escolas municipais onde estão lotados.

Muitos docentes estão revoltados com a situação, já que terão de repor todos os dias de aula perdidos. Ou seja, irão trabalhar dobrado para garantir o cumprimento dos dias letivos conforme determina a legislação.

A professora Graça Bezerra, servidora efetiva da Rede Municipal de Ensino, usou as redes sociais para protestar.

“Ilusão perdida. .. Pensando que aulas iniciariam dia 13/03 e nem esperança … Enquanto isso crianças desocupadas, fora da escola, aprendendo muitas coisas… Professores pertencentes ao quadro efetivo apresentam -se diariamente ao seu local de trabalho, aguardando decisão de pessoas responsáveis …”, desabafou a professora.

A Prefeitura do município, administrada pelo tucano Antônio Barbosa (PSDB), informou que não dispõe de professores suficientes para iniciar o ano letivo. Segundo os gestores, o município está impedido de realizar contratações diretas, também não pode convocar os aprovados no último concurso público e ainda não recebeu autorização para realizar processo seletivo.

A Prefeitura Municipal encaminhou à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei (PL) que pede autorização para realizar processo seletivo em diversas áreas, além de permitir que o prefeito realize contratações diretas e torne regular a situação dos cargos provisórios que estão trabalhando desde o início dessa gestão.

Mesmo com a maioria na Câmara de Vereadores, a gestão encontra resistência para aprovar o PL por haver alguns pontos polêmicos. Por exemplo, autorizar o prefeito contratar apenas por análise de currículo e regularizar a situação de quem já foi contratado sem processo seletivo.

Evelina de Assis Brasil

A relatora do PL, vereadora Ivelina Marques (PT), foi pedir orientação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Precisamos saber do posicionamento do TCE sobre este Projeto de Lei. O município de Assis Brasil realizou dezenas de contratações diretas sem autorização parlamentar e muito menos processo seletivo. Agora o executivo propõe regularizar essa situação por meio deste PL. Acredito que a lógica seria primeiro realizar o processo seletivo, depois a contratação.

Outra situação é permitir que o executivo contrate por meio de análise curricular; isso tem gerado um desconforto entre todos os parlamentares. Temos que estudar bem este PL e se orientar com a corte de contas do estado para não tomar decisão precipitada”, comentou Ivelina.

Sem início das aulas em Assis Brasil