SEE divulga lista de classificados do Bolsa Alfabetizador do Programa Quero Ler

Os candidatos deverão comparecer no dia 11 de julho, portando os documentos pessoais nos horários e nos endereços, mencionados no edital.

 Por Thiago Bezerra 

A Secretaria de Educação e Esporte do Acre (SEE) torna pública a 1ª convocação dos candidatos classificados e selecionados para ingressarem no Bolsa Alfabetizador do Programa Quero Ler.

Os candidatos deverão comparecer no dia 11 de julho, portando os documentos pessoais nos horários e nos endereços, mencionados no edital, para receber instrução de como proceder para a formação de turmas e atendimento do Processo Seletivo Simplificado.

As cidades são  Acrelândia, Assis Brasil, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa e Sena Madureira.

A exceção é para os candidatos de Senador Guiomard, que será dia 12 de julho.

O edital com a relação completa encontra-se no site da SEE.

quero ler

Educação e esporte são fomentados com recurso de penas pecuniárias

Verba judicial foi utilizada em projetos que atenderam o público infantil.

Alunos

Na Comarca de Assis Brasil, seis projetos foram beneficiados com o recurso do fundo de penas pecuniárias em 2016, quatro fundamentados na educação e os outros dois em promoção do esporte.  O cadastramento deste ano encerra-se nesta sexta-feira (30).

Entidades públicas e privadas, com finalidade social e sem fins lucrativos, poderão apresentar projetos no Fórum de Assis Brasil, conforme o edital n° 1/2017, publicado na edição n° 5895 do Diário da Justiça Eletrônico (6/6).

Como a Escola Municipal Edilsa Maria Batista, que dinamizou o aprendizado de 310 alunos do 1º ao 5º ano por meio do “Encenando com Gêneros Textuais”.  O recurso foi empregado em materiais para a confecção de figurinos e cenários das peças teatrais.

Segundo o relatório apresentado pela unidade escolar, as crianças aprimoraram sua oralidade, ao mesmo tempo em que foram estimuladas por suas professoras a leitura e criatividade. Então, houve apresentações semanais, que envolviam toda a comunidade escolar.

Já na Escola Infantil Simon Bolivar foi adquirido brinquedos e jogos. Solangy Araújo, que era gestora da unidade escolar, conta que o projeto “Cantos temáticos na educação” fomentou o desenvolvimento de quatro áreas: intelectual, físico, social e emocional, pois as atividades e suas interações permitiram que as 231 crianças tivessem mais momentos de compartilhamento e desenvolvimento de habilidades.

Promoção ao esporte

O “Campeonato Escolar Interclasse de Futsal” mobilizou a comunidade da Escola Estadual Iris Célia Cabanellas Zannini. O investimento em bolas, coletes, placar, apitos, cartões, troféus, medalhas era de R$ 3.158, mas o envolvimento dos atletas e ânimo de todas as turmas não teve preço.

Outro destaque foi o projeto desportivo apresentado pelo 2º Pelotão Especial de Fronteira. O investimento de R$ 2.865,90 foi utilizado para comprar 41 tênis para as crianças atendidas pelo programa Forças no Esporte.

Alunos do Acre

Por GECOM – TJAC

“Instituto de Matemática oferece conhecimentos que servem pra vida”

Mesmo de férias, Saad e os amigos continuam praticando as atividades do local. 

Instituto de Matemática 1

“O Instituto nos dá conhecimentos que servem pra vida.” Estas são as palavras da estudante Jamilly Saad, uma das 18.216 mil pessoas atendidas pelo  Instituto de Matemática, Ciência e Filosofia (IMCF) do Acre.

No instituto ligado à Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Jamilly já fez os cursos de Matemática Lógica, Xadrez e Robótica.

Estudante do 3º ano do ensino médio na escola São João Batista, ela diz que os ensinamentos do IMCF são importantes, porque suprem as carências de formações nessas áreas.

“A matemática é uma especialidade difícil de encontrar em cursos e, quando tem, é muito caro. Por isso acho importante a proposta desse estabelecimento, por ser totalmente gratuita e com professores qualificados”, diz.

O estudante Daniel Oliveira frequenta o IMCF desde 2015 e durante esse tempo já fez seis cursos e uma oficina. “Gosto daqui porque posso aprimorar meus conhecimentos e me especializar em diferentes campos científicos”, explica.

Oliveira está no último ano do ensino médio e diz que vai fazer faculdade de psicologia e que os cursos vão ser um diferencial na carreira, além de muito úteis quando for fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“A escola ensina os conteúdos que estão na grade curricular, que são bons e necessários, mas quem vai além e busca complementar esses conhecimentos, já está um passo a frente da maioria. E aqui é um excelente local para isso, porque tem mestres que ajudam você na sua individualidade”, diz.

Frutos

Daniel é um dos destaques da instituição e o cubo mágico é uma de suas habilidades. Tanto que foi um dos vencedores do 1º Torneio de Cubo Mágico realizado no Acre. “Venci na categoria 3/3 e estou muito feliz. Agora pretendo ajudar o Instituto a levar isso para outras pessoas”, conta.

Sobre o instituto

O IMCF foi criado em 2014 pelo governador Tião Viana. Em três anos de atuação, atendeu 18,216 mil acreanos. Só no primeiro ano de implantação foram 1.234. Em 2015 mais 6.324, e no ano passado, 8.621. Este ano apenas no primeiro semestre foram 2,037.

No espaço são oferecidas atividades educacionais que complementam o currículo escolar, contribuem com o desenvolvimento de novas habilidades e aumentam a qualidade da educação acreana. Todos os serviços são gratuitos e disponibilizados para o público em geral.

De exatas a humanas, o instituto oferta em sua grade cerca de 15 cursos semestralmente. “Buscamos ofertar  atividades inovadoras que possibilitem a formação  da nossa população em diferentes ramos”, explica Alessandro Nasserala, coordenador do espaço.

O IMCF faz parte do Centro de Referências e Inovações para a Educação (CRIE), da Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE). Está localizado no antigo Mira Shopping, centro de Rio Branco.

Instituto de Matemática

Governo contrata mais de 100 servidores técnicos para a Educação

Novos servidores durante a posse, no auditório da SEE; boa parte deles vai atuar também nas escolas da zona rural. 

O governo do Estado do Acre empossou 124 novos servidores do corpo técnico-administrativo aprovados no concurso de 2013 da Secretaria de Estado de Educação e Esporte, a SEE, em solenidade realizada nesta terça-feira, 27, no auditório da instituição.

Ao todo, foram convocados 187 candidatos, os que não tomaram posse na terça têm até o dia 30 deste mês para entregar os documentos. Mais de dois mil aprovados já foram convocados para atuar na Educação.

As novas contratações fazem parte dos esforços da administração do governador Tião Viana pela valorização da rede pública de ensino, garantindo mais qualidade à comunidade escolar de todo o estado.

O ato de assinatura dos contratos com as presenças do gestor da SEE, Marco Brandão, e da secretária de Estado de Gestão Administrativa, Sawana Carvalho, consolida um novo tempo para as escolas que vão contar com mais servidores no suporte à docência, sobretudo, aquelas mais distantes, localizadas na zona rural.

Um dos novos servidores é Ociclay Lima. “Esta é uma oportunidade de realizar o sonho de continuar colaborando com a educação”, diz ele, que é formado em matemática e também leciona por meio de contrato provisório.

De acordo com o programado pela Educação, os novos profissionais começam a trabalhar imediatamente, ou seja, já nesta quarta-feira, 28.

Nas palavras de Brandão, a posse dos novos servidores da casa permite que o governo do Estado do Acre avance significativamente rumo ao que ele classificou de “universalização da Educação”.

“Nossos esforços são por uma Educação cada vez mais inclusiva. Que ela seja pública e gratuita, mas que também seja de qualidade e que possa atender à demanda de nossas famílias. Neste sentido, damos boas-vindas aos nossos novos colegas, que com certeza somarão forças com a gente”, afirmou o secretário Marco Brandão.

saúde no acre

Servidora recém-empossada posa para a foto com o secretário de Educação, Marco Brandão; oportunidade de emprego e de contribuir para o ensino (Foto: Mardilson Gomes/SEE)

Estudantes de escola pública conhecem a Rádio Aldeia FM em Brasileia

A unidade da Fundação Aldeia de Comunicação (Fundac) em Brasileia recebeu na última sexta-feira, 23, uma visita especial: estudantes da Escola Municipal Infantil Os Pastorinhos.

 Por Rayele Oliveira 

Eles conheceram a estrutura da rádio na região, conversaram com os profissionais e viram como funciona os bastidores de uma emissora.Como uma das ações do projeto piloto de comunicação idealizado pela escola para ter uma parceria com a rádio, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer servidores da unidade e uma parte da estrutura que integra a Rede Pública de Comunicação no Alto Acre.

O coordenador da rádio Fernando Oliveira agradeceu a visita dos estudantes e declarou: “Muito importante recebermos a visita do público estudantil. Nós, que realizamos a prestação de serviços de utilidade pública nesta unidade, continuamos de portas abertas para essa e outras parcerias que surgirem”.

Para a diretora da escola Vera Lúcia da Silva, é necessário despertar a consciência das crianças para um veículo tão essencial para a comunicação. “Ficamos muito felizes por poder contar com essa parceria e pela recepção aos nossos alunos na rádio, que é uma emissora tão importante e que precisa ser valorizada”, frisou.

Alunos da escola Os Pastorinhos, durante visita na Rádio Aldeia

Centro de Línguas divulga edital para cursos do 2º semestre

O Centro de Estudo de Línguas (CEL) divulgou nesta segunda-feira, 19, o edital de seleção para os cursos do 2º semestre de 2017. São 655 vagas distribuídas entre os idiomas de inglês, francês, italiano, espanhol e libras.

 Por Mágila Campos 

As vagas são destinadas prioritariamente para alunos do ensino fundamental e do médio, sendo que para o fundamental, o estudante deve estar cursando a partir do 6º ano. A exceção é o curso de libras, que será ofertado para a comunidade em geral.

Em caso de vagas remanescentes nos demais cursos, estas ficarão a disposição da comunidade.

As inscrições abrem em julho, dos dias 24 a 27, e nesta edição poderão ser feitas somente presencial.  Os interessados deverão se dirigir à sede administrativa do CEL. O órgão está situado na Avenida Getúlio Vargas, nº 3030, ao lado da Saudosa Maloca.

As matrículas

Nos dias 24 e 25 de julho serão atendidos, exclusivamente, os alunos da rede pública de ensino. Nos dias 26 e 27, serão atendidos tanto alunos da rede pública bem como a comunidade em geral, sem critério de prioridade.

Os atendimentos serão realizados em horários comerciais, das 8h às 15 horas, com entrega de 200 senhas por dia, a partir das 7h30. O atendimento se dará por ordem de chegada.

Somente poderá efetuar a matrícula o próprio interessado, se for maior de idade. No caso de menores de idades, os pais ou representantes legais (tutor, curador, procurador).

Documentação comprobatória

No ato da inscrição serão exigidos os documentos comprobatórios. Para os alunos da rede pública são obrigatórios, cópia legível do RG ou da certidão de nascimento, xerox do comprovante de endereço, comprovante de matrícula, do ano corrente (declaração escolar).

Os documentos para a comunidade e estudantes da rede privada são os mesmos e ainda uma cópia legível de comprovante de conclusão de ensino médio ou superior e comprovante de matrícula em escola da rede particular, do ano corrente (declaração escolar).

O edital completo encontra-se na página da Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE) http://www.see.gov.br/ e também no mural do CEL. Dúvidas e esclarecimentos podem ser tirados na Secretaria do Centro, no telefone (68) 3228-7667.

Centro de Línguas

Estudantes denunciam golpe na compra de passagens aéreas na Bolívia

“Conheço pessoas de Rondônia, da Bahia, Maranhão e até de outros países como México, que foram enganadas por ele”, disse uma das vítimas.

Johnny Richard sumiu após vender passagens falsas a estudantes

Johnny Richard sumiu após vender passagens falsas a estudantes/Foto:Reprodução

A estudante de do 5º período do curso Medicina em Cochabamba, Samara Tavares Anute, foi vítima de um golpe de passagens aéreas. Já planejando suas férias do meio do ano em família, a acreana comprou as passagens na empresa Viccios Tour no mês de maio, com a data de embarque para o dia 10 de julho e destino a Cobija.

Entretanto, descobriu que se tratava de uma passagem falsa. A estudante afirma que esta não foi a primeira vez que comprava passagens com o empresário Johnny Richard Soto Pinto.

“Uma das pessoas que também foi lesada foi tentar remarcar sua passagem e procurou o Jhonny no Facebook, mas não econtrou. Achando estranho, entrou em contato pelo whatsapp e ele não respondeu. Ao chegar no aeroporto viu que a passagem não existia, era falsa e como foi com o mesmo vendedor eu imediatamente fui verificar a minha, pois pra minha surpresa eu também tinha sido vítima do mesmo golpe”, disse.

Samara disse ainda que ao postar o fato nas redes sociais, descobriu que várias outras pessoas também haviam sido vítimas do mesmo golpe com o mesmo vendedor.

Johnny Richard sumiu após vender passagens falsas

Em conversa com estudante, o empresário afirma que não vai devolver o dinheiro

“Ele emitia as passagens e logo em seguida pedia o cancelamento, ele não enganou só a gente estudante, mas também proprietários de agências de viagem que ele fez parceria para usar o código deles.

Na verdade ninguém esperava, porque vai fazer três anos que eu estou aqui e nesse período eu e alguns colegas só comprávamos passagem com ele,  nunca tinha dado problema [até então]. Ficamos todos chocados e indignados com essa situação, porque somos estudantes e ralamos pra passar as férias com a família”.  

Ainda de acordo com Samara, pessoas de vários lugares do Brasil e de outros países foram lesadas. “Conheço pessoas de Rondônia, da Bahia, Maranhão e até de outros países como México, que foram enganadas por ele”, finalizou.

A estudante, bem como outros clientes que se dizem lesados pelo empresário, chegaram a entrar em contato com Jhonny pelo aplicativo de mensagens WhatssApp. Na conversa que a jovem supostamente teve com o empresário, ele diz que o dinheiro dos estudantes não será devolvido: “Não vai ser feito devolução do dinheiro de vocês. Já gastei tudo, estou em La Paz agora só vendo como sair do país. Não estou nem aí para o que vocês vão fazer, a polícia daqui não faz nada”.

Logo após finalizar a compra

Fonte: contilnetnoticias.com

Educação: Governo cria a Escola de Gestores Escolares do Acre

Marco Brandão destacou a importância da Escola de Gestores no processo de formação dos profissionais. 

 Por Mágila Campos 

Escola de Gestores Escolares

Com visão estratégica voltada para o futuro, a Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), instituiu a Escola de Gestores Escolares do Estado do Acre. O ato que representa um marco para a educação acreana foi realizado na tarde da última sexta-feira, 12, em Rio Branco.

A coordenação que agora integra a estrutura da pasta da educação tem como prioridade ofertar a formação continuada, em serviço, para os profissionais das áreas administrativas e de gestão, de toda a rede pública do Estado.

Sob o comando da Diretoria de Gestão Estratégica e Relações Institucionais, atenderá prioritariamente titulares da direção, servidores da secretaria escolar, das coordenações de ensino, gestão e administrativa, totalizando 252 profissionais de cada segmento.

Durante o lançamento da Escola de Gestores, o secretário da SEE, Marco Brandão, destacou a importância dela no processo de formação dos profissionais e disse que a educação precisa romper as barreiras do tempo e do espaço e se adequar as necessidades exigidas pela geração do século 21.

Lembrou ainda que os cursos serão ofertados na modalidade a distância, que consiste na utilização dos meios tecnológicos como ferramentas no processo de ensino aprendizagem.

“Estamos anunciando para vocês um desafio, que também é nosso. Muito mais do que um curso, entendam isso como um desafio de vida, entendam como um desafio necessário, para que vocês sejam, de fato, os diretores e servidores que as nossas escolas precisam, para que assim possam fazer mais e melhor o que vocês já fazem muito bem. Vamos a luta!”, enfatizou Brandão.

O deputado estadual Daniel Zen, também participou do evento e ressaltou o papel do servidor público no desenvolvimento da educação básica. “A Escola de Gestores vem para aprimorar e desenvolver nos profissionais, as competências e habilidades de gestão e liderança, que são essenciais nos processos educacionais de transformações sociais dos nossos estabelecimentos de ensinos”, destaca.

Léo de Brito, deputado federal que também prestigiou o evento, disse que a educação do Acre já é uma escola de gestores. “A experiência do Acre já é uma experiência de escola de gestores escolares, nós estamos aqui apenas institucionalizando isso. Por que do ponto de vista normativo, o processo de formação continuada é fundamental, já que a gestão está em permanente mudança, e os gestores precisam estar preparados para os novos desafios”, ressaltou o parlamentar.

A Escola

A escola ofertará cursos de formação e certificação na modalidade à distância, por meio da plataforma ead.see.ac.gov.br. Sua criação atende as metas 2 e 3 do Plano Estadual de Educação e a Lei 3.141/16, que regula a necessidade de oferta do curso de certificação para os interessados em concorrerem à função de diretor escolar, com exames de certificação, para um mandato de quatro anos.

Da capital ao interior

A princípio, a Escola de Gestores contará com polos de referência em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Acrelândia, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira, Brasileia e Xapuri. A atuação se dará por meio da parceria com os Centros de Educação Profissional do Estado (CEDUP), que já atuam nas respectivas cidades.

“A nossa equipe [da Escola de Gestores] está há quase três anos trabalhando, aprendendo, buscando os melhores mecanismos, com experiências de outros locais, para trazer para os servidores acreanos essa plataforma, que vai ajudar a se qualificarem melhor para os cargos que exercem. Ela não é uma obra acabada, por que vai ser refeita rotineiramente, para que possa responder com eficácia as demandas das instituições da nossa região”, disse Weyder Oliveira, coordenador do programa.

Ufac assina contrato para construção de bloco acadêmico

O reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Minoru Kinpara, juntamente com representantes da empresa Z Comércio, Serviços, Representações, Importação e Exportação Ltda.

e do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas (CCJSA), assinaram nesta quarta-feira, 7, no gabinete da Reitoria, o contrato de construção de um novo bloco acadêmico para o CCJSA. As instalações atenderão ao curso de Direito.

“Essa é uma conquista do curso de Direito que, apesar de ser o mais antigo da instituição, não conta ainda com espaço próprio”, destacou o reitor da Ufac, Minoru Kinpara. “Não conseguimos garantir essa construção durante os primeiros quatro anos de gestão e trouxemos para esse segundo momento, como uma das nossas prioridades. Nada mais justo para um curso que se destaca com ótimos resultados de seus alunos.”

A construção do bloco acadêmico do CCJSA estava previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional e Planejamento Estratégico da instituição. “O CCJSA está crescendo e temos essa preocupação em nos adequar, de modo a suportar o impacto desse crescimento”, disse o diretor do CCJSA, Francisco Alves. “O curso de Direito possui 53 anos. Essa era um dívida antiga. Estamos ansiosos.”

De acordo com a coordenadora do curso de Direito, Sâmia El-Hassani D’Ávila, o novo prédio trará mais conforto e segurança para professores e estudantes. “Do ponto de vista da estrutura, esse prédio significará um ‘boom’ para o curso de Direito”, comentou. “Funcionamos em um prédio muito antigo, hoje, o que acaba trazendo alguns incômodos, como fiação muito velha e salas pouco adaptadas. O novo prédio trará mais motivação para alunos, docentes e servidores.” 

O curso de Direito conta, atualmente, com cerca de 400 discentes. O prédio do novo bloco acadêmico será construído à direita da gráfica da Ufac, em uma área próxima ao Coliseu e ao Centro de Convivência onde, hoje, funciona o Restaurante Universitário. Após a assinatura da ordem de serviço, a construtora terá até 365 dias para conclusão da obra.

Ufac assina contrato

Por ufac.br

Quero Ler: a persistência pelo aprendizado que transforma vidas

Aos 30 anos, Sandra Apurinã firma o giz nas mãos para, com orgulho, escrever seu nome na lousa de uma das salas de aula do programa Quero Ler. Um ato simples, mas que para a amazonense, natural de Pauini, é uma conquista.

 Por Nayanne Santana 

Quero Ler

Sandra e a filha Adriele ao lado de Josefa, Creuza e Chagas formam uma das turma do Quero Ler (Foto: Diego Gurgel)

Sandra conta que não estudou na infância porque perdeu a mãe ainda criança. O pai era alcoólatra. Com a vida familiar desestruturada, foi crescendo na casa de outras pessoas, auxiliando em serviços domésticos e longe da escola. “Saí de casa cedo para morar com meu ex-marido”, relembra a indígena.

Aos 14 anos, a indígena casou. “Ainda tentei estudar uns dias, mas meu ex-marido era muito ciumento, então parei”, explica a estudante.

Sandra fugiu do ex-marido e veio morar no Acre. “Meu ex-marido era ciumento demais e eu estava numa situação difícil. Meus filhos ficaram com os avós”, detalha.

Depois que se mudou para Porto Acre, a dona de casa decidiu voltar a estudar, mas confessa que mais uma vez deixou a escola. Dessa vez, o alcoolismo foi o que a distanciou da vida estudantil. “Eu bebia demais. Não deu certo também.”

A história de Sandra Apurinã tomou novos rumos quando ela se mudou para Rio Branco e conheceu a professora Creuza Crispim. “Vim trabalhar na casa de uma mulher e o filho da minha patroa conhecia a professora Creuza. Ele perguntou se eu queria estudar e eu disse que sim”, conta.

Mas a ex-doméstica admite que faltava muito às aulas e, mais uma vez, não aprendeu a ler e escrever.

“Meu futuro é meu estudo”, afirma Sandra Apurinã que após as aulas aprendeu a escrever seu nome (Foto: Diego Gurgel)

Escrevendo novos sonhos

Em 2016, enfim, tomou a decisão de priorizar sua alfabetização. “Eu pensei: Sou nova, tenho 30 anos e preciso aprender a ler e escrever”, ressalta a estudante.

Creuza Crispim, professora da rede de ensino do Estado, começou a dar aulas aos 14 anos, quando morava em Belém (PA). Depois, fez Magistério e ao concluir, seguiu para a formação em nível superior em Matemática. “Ela é uma professora muito boa. Dou graças a ela por estar aprendendo”, enaltece a estudante.

Sandra enfrenta uma luta diária para priorizar seu aprendizado. Casou-se novamente e teve mais duas filhas. As aulas de sua turma no Quero Ler iniciam por volta das 19h, mas antes ela precisa deixar a casa e o jantar da família pronto. Ela leva para aula a filha Adrielle, de 5 anos, enquanto a outra, Viviane, 3 anos, fica com o esposo, em casa.

“Estou vivendo o momento mais feliz da minha vida porque estou aprendendo. Já consigo assinar meu nome. Se eu for ao Terminal, sei que ônibus pegar. Dia desses, o pessoal [agentes de endemias] que faz a fiscalização da dengue foi lá em casa e, depois da visita, eles pedem para a gente assinar. Eu consegui assinar meu nome todo. Estou muito feliz mesmo. No último ano avancei mais. Tem palavras que eu já sei”, garante a dona de casa.

Aos 30 anos, Sandra revela que não pretende mais parar de estudar e nutre sonhos de um futuro melhor.

“Meu sonho é passar disso aqui e terminar. Eu falo para o meu marido que não vou mais parar. Ele diz que não vai cuidar de menino, mas eu digo ‘você vai cuidar’. Me arrumo e venho para a aula. Meu futuro é o estudo. É o que eu tenho. Antes, eu não pensava assim. O marido hoje está comigo, amanhã pode não está. Meu futuro é para os meus filhos e, mais na frente, espero arrumar um emprego”, anuncia a estudante.

Tião Viana pontua que Acre investe R$ 26 milhões em educação de jovens e adultos (Foto: Gleilson Miranda)

Força tarefa contra o analfabetismo

O programa Quero Ler, do governo do Acre, executado pela Secretaria de Estado de Educação e Esportes (SEE) iniciou sua segunda etapa em março deste ano com 8.008 alunos em sala de aula, de acordo com Evaldo Viana, secretário adjunto da Secretaria de Educação e coordenador do programa.

“Este mês vamos iniciar mais uma etapa do programa. A previsão inicial era de 12.700 alunos, mas nós já estamos com 14.705 alunos. Em setembro, começa outra etapa de 10.450 alunos. Em fevereiro de 2018, terá início à última fase, com 9.055 alunos”, anunciou o coordenador.

De acordo com Evaldo Viana, ainda serão incluídos também alunos de mais uma etapa do programa Brasil Alfabetizado, cerca de 8.500 alunos. “Para chegar aos 60 mil alfabetizados, meta estipulada pelo governador Tião Viana, ficam faltando mais 2.604 que serão alfabetizados pelos municípios”, completou o gestor.

O secretário adjunto observou que a expectativa do Estado era que se chegasse ao número máximo de 50 mil alunos alfabetizados, porém essa meta foi ultrapassada.

Tião Viana pontua que mesmo diante da crise financeira, o Acre tem investido mais de R$ 26 milhões na Educação pública visando à alfabetização de jovens e adultos.

“O programa Quero Ler é a maior força-tarefa que nós já assumimos como desafio para a educação no Estado. De todo o esforço, de toda grande transformação que a educação do Acre vem passando nos últimos 16 anos, nós temos agora força tarefa para zerar o analfabetismo no Acre”, enfatizou o governador.

A proposta do Quero Ler é dar às pessoas com idade a partir de 15 anos as condições de conhecer as letras, para que possam ler e não sejam analfabetos funcionais.

Tião Viana frisa que isso permite que os alfabetizados possam acreditar mais em si, aumentando a autoconfiança, melhorando suas oportunidades para pensar em trabalho, renda, qualidade de vida e entender melhor os desafios dos tempos atuais.

“Estamos indo aos lugares mais distantes do Acre em busca das pessoas que queiram estudar, das florestas em Marechal Thaumaturgo até às comunidades em Tarauacá, Assis Brasil, nas aldeias indígenas, na Cidade do Povo e em Rio Branco”, pontuou Tião.

Aos 53 anos, Adair do Nascimento decidiu priorizar os estudos (Foto: Diego Gurgel)

A determinação de quem decidiu vencer o tempo

O governador enaltece o trabalho dos educadores e a força de vontade e confiança dos alunos que se dispõem a sair de suas casas todas as noites para participar das aulas. “A leitura é algo revolucionário na vida das pessoas. Obrigado aos mais de 14 mil alunos do Quero Ler e aos mais de mil professores que nos ajudam a vencer esse desafio”, agradeceu.

A mesma gratidão que Tião Viana expressa pelos educadores, o pedreiro Adair do Nascimento, 53 anos, também revela ter pela professora Maria do Socorro.

Adair já está alfabetizado, mas antes de chegar ao mundo das letras e números passou por situações que o constrangeram por não saber ler e escrever. Dentre tantas, uma foi determinante para que ele tomasse a decisão de buscar a alfabetização.

Ele conta que um dia precisou participar de uma audiência no Fórum da capital. Na ocasião, precisou utilizar o elevador, mas como não lia, contou com auxilio de uma mulher que estava no local.

“Eu entrei com ela no elevador e quando ela desceu, sai seguindo-a pelo corredor. Numa certa altura, ela me parou, me olhou e pediu minha identidade”, relata o pedreiro.

Ao olhar o documento de identificação, a mulher notou que Adair do Nascimento não era alfabetizado.

“Ela virou para mim e disse: ‘O senhor estava entrando no banheiro feminino junto comigo. Mas pelo que vi o senhor não sabia disso. Não sabe ler o que está escrito nessa porta’. A mulher era juíza. Poderia ter me prendido. Ela foi educada e me levou até a sala da audiência. Nunca senti tanta vergonha. Daquele dia em diante, resolvi que ia estudar”, expôs Adair do Nascimento.

Promessa feita, promessa cumprida. Adair matriculou-se na escola e começou a estudar. Hoje ele é o aluno com mais frequências nas aulas de uma das turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Professora Raimunda Para, na Cidade do Povo.

“Venho para a aula mesmo com febre, doente. Sei que se eu perder qualquer aula, vou sentir falta no outro dia. Já sei ler, troquei minha carteira de identidade por uma que tem meu nome assinado e sei fazer contas”, indica Adair mostrando seu caderno com cálculos de soma e subtração.

A professora do pedreiro atesta: “Se olhar a caderneta, ele tem todas as presenças. Nem mesmo o cansaço do dia de trabalho vence a vontade dele. Para um professor isso é gratificante de ver. Já o vi aqui com febre, cansado, mas ele estava focado na aula para sempre aprender mais”, conclui a professora Maria do Socorro.

Adair do Nascimento mostra sua nova Carteira de Identidade, agora com sua assinatura (Foto: Diego Guegel)