Professora acreana é destaque na Região Norte por utilizar a plataforma Educ

A ferramenta possui mais de seis mil objetos digitais de aprendizagem. O uso das tecnologias tornam as aulas mais inovadoras do que só o quadro e o giz.

Por Mágila Campos e Thais Farias / Assessoria

Rosineide Bonfim é professora do ISJ de Rio Branco (Foto: Mágila Campos)

Tarefas de casa por rede social, jogos online, interatividade pela internet. Acha impossível conduzir a Língua Portuguesa dessa maneira? A professora acreana Rosineide Bonfim, não! Muito pelo contrário, ela até tornou-se um dos destaques na Região Norte do país por ser a educadora que mais utilizou ferramentas digitais no ensino público do Acre.

Professora no Instituto São José (ISJ), na capital, há mais de três anos, ela ousou ao estabelecer o uso de ferramentas tecnológicas em sala de aula para otimizar o seu plano pedagógico. Atualmente a Plataforma Digital Educ é  uma peça fundamental em seu método de ensino/aprendizagem.

“Educar e ensinar na era das mídias digitais não é tarefa fácil, e poderia ser ainda mais difícil se eu não tivesse apoio de plataformas onlines que facilitassem a minha troca de informações com os meus alunos, dentro e fora da escola”, afirma Rosineide.

Por conta disso, a professora foi selecionada para participar do IV Encontro da Rede de Lideranças da Escola Digital, com a coordenadora do Núcleo de Educação Tecnológica (NTE) da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Gleice Moreira. O encontro  ocorre esta semana, em São Paulo.

“Serão dois dias de reunião com representantes das secretarias estaduais de educação do Brasil para debatermos o uso da tecnologia nas escolas e conhecer as conquistas das diferentes redes de ensino que já customizaram a sua plataforma”, diz a coordenadora.

A plataforma acreana

Educ é uma plataforma educacional do Acre, conectada com a era tecnológica. A ferramenta foi customizada pela SEE e possui mais de seis mil objetos digitais de aprendizagem, os chamados ODA – animações, infográficos, vídeo aulas e jogos, que são disponibilizados gratuitamente à comunidade escolar.

A plataforma está disponível para todos os professores do Estado. Os softwares auxiliam no planejamento pedagógico e na dinamização das aulas. Online, dá para trabalhar gêneros diversos com histórias em quadrinhos, poemas, trava-línguas e curta-metragem.

A professora do ISJ se apropriou disso e a instituição já colhe os frutos do empenho de Rosineide baseado na plataforma Educ, já que as turmas em que ela ministrou as aulas alcançaram nota máxima na Prova Brasil, avaliação para diagnóstico, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).

Reflexos no ensino

O Instituto onde a docente leciona é atualmente uma instituição que funciona como escola pública, por contrato de subvenção social, atende hoje 1.288 alunos, abrangendo ensino fundamental I e II e ensino médio.

Para a professora, o destaque foi uma grata surpresa já que inclinou o interesse pelas novas tecnologias há pouco tempo, incentivada pela coordenadora geral da escola, Irmã Cirlanda. Ela que há quatro anos, não possuía nenhuma rede social, hoje já é mestra no assunto.

“Para mim foi surpreendente porque iniciei minha formação digital há pouco tempo, mas, desde então, não larguei mais as plataformas digitais como ferramenta da educação. Tive um choque de realidade por meio dos cursos digitais e fui me qualificando a cada dia mais, em relação às mídias. Foi um esforço grande, mas deu resultado”, frisa Bonfim.

Na Educ, é possível criar objetos de aprendizagem que colaboram com o que é tratado em sala de aula. “Temos uma revista muito bacana sobre literatura, que trato com eles por meio da plataforma e eles podem ver também o lado bom da internet, que é o da aprendizagem”, ressalta Rosineide.

Além disso, a docente explica que o uso dos softwares estreitam os laços entre professor e aluno e extrapolam os muros da escola. “Temos jogos que diferenciam poema e poesia, grupos em aplicativos em que realizamos simulados aos finais de semana, tudo isso é fantástico, porque eu converso de igual para igual com os alunos, por meio dessas ferramentas”, conta.

A coordenadora do NTE, da SEE, ressalta que a professora do ISJ é um exemplo de que os aplicativos dão muitas possibilidades para inserir a tecnologia no cotidiano da escola. “O uso das tecnologias tornam as aulas mais inovadoras do que só o quadro e o giz”,  ressalta Gleice.

E que hoje em dia o professor pode otimizar o seu plano pedagógico com esse tipo de recurso. “Ela conseguiu se destacar, porque ela gostou muito de alguns objetos e então favoritou. A plataforma possibilita que o usuário possa compartilhar os objetos que encontra para os outros utilizarem as mesmas ferramentas”, diz. É uma espécie de validação do conteúdo, a pessoa conhece, utiliza e divulga.

Através do Quero Ler, luz das palavras chega a mais 400 pessoas em Sena

“Tem gente que diz que papagaio velho não aprende a falar, mas eu aprendi”, relata Apolinário da Costa.

Segunda etapa do Quero Ler em Sena Madureira encerrou com 443 jovens e adultos formados (Foto: Sérgio Vale)

Representou uma grande conquista para 443 jovens e adultos de Sena Madureira: a certificação de que agora eles sabem ler e escrever. E tudo isso só foi possível através do programa de alfabetização Quero Ler, criado pelo governador Tião Viana para alfabetizar todas as pessoas fora da idade escolar no Acre.

Com o auditório da Escola Dom Júlio Mattioli lotado principalmente de pessoas idosas, o governador Tião Viana pode comemorar o alcance do Quero Ler a 49 mil pessoas em todo o Acre, sendo 2.600 só em Sena Madureira.

“Estamos já na reta final deste programa, na busca das últimas turmas para proclamar o fim do analfabetismo neste programa que emociona. A palavra tem a magia do viver. E com o Quero Ler estamos pagando uma dívida histórica com 60 mil pessoas em todo o Acre que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever quando deveriam”, declarou Tião Viana.

Uma graça alcançada

Entre os formandos da turma do Quero Ler de Sena Madureira estava a senhora Maria Dias dos Santos, de 61 anos. Filha de um regatão e casada com um regatão, Maria não teve a oportunidade de estudar quando jovem. Com quatro filhos, todos já formados, ela viu a oportunidade no programa e pensou “Por que não?”. Acabou participando de uma turma em que a professora foi sua própria filha.

“Eu trabalhei 27 anos fazendo salgadinho e hoje tenho todos os filhos formados. E agora com todos os filhos criados, eu entrei no Quero Ler e vou continuar estudando. A experiência foi muito boa. A gente conhece amigos e tudo foi muito bom. Eu amei e a professora ainda foi minha filha, então a coisa ficou melhor”, conta a simpática senhora.

Também formando da turma, Apolinário da Costa, de 75 anos, fez questão de agradecer ao governador pela oportunidade.

“Tem gente que diz que papagaio velho não aprende a falar, mas eu aprendi. Meu pai dizia que enquanto houver fé, há esperança. E foi através desse governo que eu aprendi a ler e escrever, que eu aprendi qual assento vai na ‘vovó’ e qual vai no ‘vovô’”, brinca o senhor.

Última etapa

Segundo o coordenador do programa Quero Ler, Evaldo Viana, cerca de 1.200 pessoas ainda faltam ser alfabetizadas em Sena Madureira. Ainda assim, o município tem sido um dos mais desafiadores em reunir essas pessoas, por isso ele pede a toda população que ajude a identificar alunos para a terceira e última etapa do programa.

“Hoje obtivemos o compromisso da sociedade de encontrar essas pessoas que faltam ser alfabetizadas e em breve teremos um novo edital para buscar novos alunos para o Quero Ler. Em vários municípios já batemos a meta, vamos entrar na última etapa e ainda faremos uma etapa extra para fortalecer a leitura e escrita de alguns que ainda tenham dificuldades. Vamos fazer o serviço completo”, conta Evaldo.

Quase cinco mil alunos iniciam aulas em tempo integral nesta segunda

Vagas remanescentes: Em 2018, 4.400 alunos já estão matriculados nas Escolas Integrais.

Por Dayana Soares  / Assessoria

As aulas das escolas de ensino em tempo integral iniciam nesta segunda-feira, 19.  No Acre, este ano, a modalidade atenderá 4.400 alunos em dez escolas: sete na capital Rio Branco e três do interior.

Implantado em 2017, este é um novo modelo de ensino médio voltado à valorização do desenvolvimento das competências e habilidades individuais dos jovens, que se preocupa com a vida do jovem após a escola.

O estudante permanece na unidade escolar durante dois turnos e toda a dinâmica das disciplinas ensinadas é voltada para o jovem e seu projeto de vida.

Vagas remanescentes

De acordo com a coordenação geral das escolas de ensino em tempo integral, as matrículas ainda estão abertas para vagas remanescentes.

Em Rio Branco, as sete escolas integrais são: Armando Nogueira, Glória Perez, Instituto de Educação Lourenço Filho (IELF), José Ribamar Batista (EJORB). Sebastião Pedrosa, Humberto Soares e Escola Jovem Boa União.

Quem deseja ter o filho nestas escolas, deve procurar a instituição pretendida o mais breve possível, haja vista que as vagas estão prestes a esgotar.

Ufac lança campanha cuidando da água do planeta Neide Santos

A coordenadora do Parque Zoobotânico Cristina Boaventura destacou que as ações conjuntas reúne parcerias dos três Estados na tríplice fronteira.

A Universidade Federal do Acre (Ufac), em parceria com a instituição internacional Woods Hole Research Center (WHRC) realizou na segunda-feira, 12, o pré lançamento da campanha Cuidando da Água do Planeta, à partir da região de Madre de Dios/Peru, Acre/Brasil, Pando/ Bolívia (Map).

O ato realizado no centro de convenções da Ufac foi uma previa da campanha que de fato acontecerá dia 22 de março de 2018 em Rio Branco/ AC, na Praça Plácido de Castro, a partir das 14h, na data em que é comemorado o Dia Mundial da Água.

Essa campanha está sendo viabilizada pela Ufac através do Parque Zoobotânico, WHRC, Fundape, por meio do Projeto Map Resiliência, patrocinado pela Fundação MacArthur, em parceria com o Governo do Estado/ SEE/SEMA. Prefeitura de Rio Branco, Sebrae, WWF, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

O objetivo é realizar ações estratégicas integradas de educação, relacionadas ao tema água, objetivando alcançar um maior número de indivíduos, com vistas na gestão integrada da bacia tri nacional do rio Acre.

A região MAP é conhecida como a tríplice fronteira. Os três países estão unidos no sentido de colaboração e troca de informações, a fim de minimizar os impactos negativos socioambientais que ocorrem na região, relacionados ao tema água.

A coordenadora do Parque Zoobotânico Cristina Boaventura destacou que as ações conjuntas reúne parcerias dos três Estados na tríplice fronteira, todos focados no objetivo comum de minimizar os impactos que a destruição ambiental provoca nos cursos d´gua dessa região de fronteira.

Escola Vitória Salvatierra inicia ano letivo de 2018 em Brasileia

Após passar por 2 grandes enchentes escola Vitória Salvatierra inicia ano letivo 2018 reformada.

A Prefeita Fernanda Hassem participou nesta segunda-feira, 12, da abertura oficial do ano letivo da Escola Infantil Vitória Salvatierra, destacando o compromisso da gestão com a educação do município. A escola passou por uma reforma para poder receber os funcionários e estudantes com prédio novo e mais aconchegante.

Na programação foram realizados hasteamento das bandeiras, momento de oração e apresentação musical pelas crianças.

“Faço questão de participar da abertura do ano letivo de cada escola do município, participar do dia a dia nas instituições de ensino, só dessa forma conhecemos as dificuldades e os avanços já realizados. E hoje na escola Vitória Salvatierra principalmente, já passou por duas enchentes, 2012 e 2015, ficando totalmente submersa e infelizmente não tinha passado ainda por nenhuma reforma”destacou Fernanda Hassem, Prefeita de Brasiléia.

O evento foi prestigiado por secretários e assessores, vereador Edu, Maria Auxiliadora (Dora) Gestora da escola e equipe, Presidente do SINTEAC José Almeida, Tenente Arleudo Comandante do Corpo de Bombeiros, Charlene Salvatierra, filha de Vitória Salvatierra, Pastora Ana da MBCI de Brasiléia, gestores de escolas, além de pais e alunos.

A gestora da escola Vitória, Dora, falou a respeito da abertura do ano letivo. “Hoje eu só tenho a agradecer, primeiramente a prefeita Fernanda, secretária Ramiege Rodrigues e a todos os membros da equipe Vitória Salvatierra pelo trabalho e empenho para retomada dos trabalhos nesse ano de 2018. Hoje temos uma escola mais agradável, bonita, acolhedora e tudo isso nos incentiva cada vez mais a trabalhar com amor, carinho e dedicação com os nossos alunos”, informou Dora.

O Tenente Arleudo do Corpo de Bombeiros do Alto Acre falou da satisfação em trazer seu filho para a escola. “Para mim é uma grande satisfação poder representar os demais pais na abertura oficial do ano letivo da escola. A educação se faz em conjunto os pais com a escola e a sociedade, nós enquanto pais, não temos que nos preocupar com os filhos somente em deixá-los na escola temos que fazer nossa parte também em casa”, disse Arleudo.

A Secretária de Educação, Ramiege Rodrigues, principal responsável por acompanhar os trabalhos de reforma em cada escola falou da importância da ação que está sendo realizada pela prefeita Fernanda e toda equipe.

“Hoje nós finalizamos a abertura do ano letivo 2018 das escolas urbanas, aqui na escola Vitória Salvatierra, onde houve um retardamento do início do ano letivo devido em virtude das melhorias e reparos que estavam sendo realizadas nessa escola”, finalizou Ramiege.

Candidatos têm dificuldade com inscrição no Fies, MEC nega problema

Veja o calendário do processo abaixo: A lista de pré-selecionados na chamada regular pode ser consultada no site do programa.

Apesar do relato de alguns internautas sobre falhas no sistema de inscrição do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Ministério da Educação (MEC) garante que não há problema com o sistema. 

Nas redes sociais, estudantes reclamam que não é possível clicar no botão Prosseguir, para finalizar a inscrição. O MEC explica que a complementação das informações pode ser feita até quinta-feira (8). “Portanto, o sistema será habilitado a qualquer momento desta terça-feira, 6, para o complemento das informações, seguindo previsão no edital”, diz a pasta.

Ansiedade

Os resultados do Fies só foram liberados nos últimos minutos desta segunda-feira (5), o que acabou causando ansiedade nos candidatos, que relataram seu descontentamento nas redes sociais. “Sou a favor do Fies aumentar 100 vagas a cada minuto de atraso”, disse um internauta. “A criminalidade no Brasil tá grande mesmo, sequestraram até o botão de ‘prosseguir’ do Fies, disse outro candidato.

Segundo o MEC, o horário da divulgação foi esticado por causa da necessidade de validar as informações, para evitar erros, em virtude de ser um novo processo, e também por conta da prorrogação do prazo de inscrições.

Veja o calendário do processo:

De 6 a 8 de março: complementação da inscrição no Fies Seleção pelos candidatos pré-selecionados na chamada única na modalidade do Fies.

12 de março: resultado da pré-seleção na modalidade do P-Fies, para renda familiar de até cinco salários mínimos.

Até 30 de março: candidatos participantes da lista de espera na modalidade do Fies em que forem pré-selecionados deverão complementar sua inscrição no Fies Seleção. O prazo é de três dias úteis, a contar da divulgação da pré-seleção.

Por Agência Brasil

Governo abre edital com 150 vagas para professores indígenas

Certame representa um marco na educação dos povos indígenas. Vagas são distribuídas para as 43 etnias do estado.

O governo do Estado deu um grande passo rumo à melhoria e valorização da educação indígena acreana, ao divulgar na manhã desta quarta-feira, 28, no Diário Oficial do Estado (DOE), o processo seletivo simplificado para professores indígenas.

São 150 vagas distribuídas para todas as 43 etnias do estado. Com isso, todos os 12 municípios acreanos onde há terras indígenas serão contemplados.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Marco Brandão, realizar o processo seletivo é um desafio e demonstra a ousadia do governador Tião Viana num momento histórico, “em que nenhum estado brasileiro se preocupou tanto com a educação dos povos indígenas quanto o Acre”.

Inscrições

As inscrições serão no período de 28 de fevereiro a 21 de março e podem ser feitas por meio do formulário de inscrição disponível no endereço eletrônico www.sga.ac.gov.br. Para efetivar a inscrição o candidato precisa preencher o formulário de inscrição online e entregar juntamente com a documentação solicitada no edital.

Em Rio Branco, o local é a Coordenação Escolar Indígena da SEE, localizada no Centro de Referências e Inovações Tecnológicas (Crie). Os candidatos que não dispuserem de acesso à internet podem realizar a inscrição num posto de atendimento do Núcleo da Secretaria de Educação nos municípios.

As localidades que dispõem de postos de atendimento são Assis Brasil, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Manoel Urbano, Jordão, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Os cargos são para nível médio e superior. O certame compreenderá uma única fase e será apenas por análise curricular. O resultado final será divulgado dia 10 de abril, no Diário Oficial do Estado do Acre (www.diario.ac.gov.br).

Valorização indígena

O coordenador da Educação Indígena na SEE, Paulo Roberto Nunes, explica que os critérios do concurso, bem como outros documentos normativos que servirão para criar em legislação as categorias Escola e Professor Indígena, foram construídos coletivamente com as lideranças indígenas. “É uma luta que vem sendo demandada pelas lideranças e professores indígenas e está sendo atendida pelo governador e equipe.”

Para o assessor especial dos Povos Indígenas do Acre, Zezinho Yube, o concurso representa um ganho muito importante para os povos indígenas. “O governo está realizando um concurso público específico para os professores. É o reconhecimento de uma educação diferenciada”, destaca.

Yube lembra ainda que o governo tem incluído os povos indígenas nas políticas públicas e se tornado referência na Amazônia e em outros países nesse diálogo com as populações indígenas e tradicionais.

Colégio Tiradentes inicia ano letivo com orientações de supervisores

A partir da próxima segunda-feira, 12, serão colocadas em prática as disciplinas curriculares, com os professores da rede estadual de ensino.

A Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio da Coordenação do Colégio Militar Tiradentes, o primeiro de Rio Branco, juntamente com o Dom Pedro II, deu início nesta segunda-feira, 5, às aulas referentes ao ano letivo 2018. No total, a instituição vai atender 560 alunos do 6º ao 9º ano, os quais foram distribuídos nos turnos da manhã e da tarde.

O espaço conta com uma estrutura nova, com banheiros, bebedouros, um grande refeitório e 12 salas de aula. Um dos diferenciais do colégio militar é que, além de disciplinas comuns da base curricular, como português e matemática, o corpo de estudantes também terá no currículo regulamentos que definem “regras” de convivência, assim como instruções típicas do meio militar, como doutrina cívico-militar e ordem unida, por exemplo.

Segundo o major Agleison Correia, diretor do colégio, a expectativa em torno da experiência é a melhor possível. “A Polícia Militar encabeça esse projeto com o objetivo de auxiliar e ser mais um parceiro da Secretaria de Educação para oferecer uma formação mais cidadã. Temos uma estrutura boa, e à medida que formos avançando vai melhorar ainda mais e, com certeza, temos condições de ofertar um ensino de qualidade, que é isso que nós buscamos”, disse.

Conforme a proposta pedagógica, nesse primeiro momento, as instruções serão ministradas por oito supervisores militares, que permanecerão à frente das turmas nos dois turnos.

“Todos precisam estar envolvidos: pais, professores, alunos e supervisores militares, cada um cumprindo seus deveres e responsabilidades. Nós acreditamos que dá certo. Neste primeiro dia, os alunos se mostram bastante ansiosos, mas naturalmente vão incorporando a rotina do colégio”, declara o diretor militar.

Máximus Gabriel, de 13 anos, estudante do 9º ano, falou sobre o que espera do colégio gerido pela Polícia Militar. “Eu já esperava essa formalidade. Espero que seja um lugar de aprendizagem, onde eu possa focar nos estudos e estar preparado para a vida. Que aqui a gente tenha responsabilidade e saiba respeitar qualquer pessoa, seja militar ou não. Nesse primeiro dia está sendo muito bom, o ambiente é agradável, bem arejado.”

No próximo dia 12, iniciam-se as aulas da Escola Militar D. Pedro II (coordenada pelo Corpo de Bombeiros) e também das demais escolas de ensino médio.

Já no dia 19, é o início do ano letivo nas escolas de ensino em tempo integral e Educação de Jovens e Adultos (EJA), que este ano passará a oferecer também ensino diurno.

Governo paga reajuste a mais de 15 mil servidores da Educação

Pelo menos 15,7 mil servidores da Secretaria do Estado de Educação e Esporte do Acre (SEE), receberam a terceira parcela do reajuste salarial que vem sendo concedido desde 2017.

Por Resley Saab

São professores e técnicos de apoio efetivos e temporários e provisórios. Lembrando que os provisórios recebem 90% dos vencimentos dos efetivos. Para os professores, a terceira e última parcela garante um reajuste total de 19,48%. Para os demais servidores, ele é de 23,75%, com isso, o professor em início de carreira, que ganhava R$ 2.010, passou a receber em fevereiro o equivalente a R$ 2.402.

Na opinião do secretário de Educação, Marco Antonio Brandão, “a oportunidade de ingresso no serviço público tem sido uma preocupação constante” da administração Tião Viana. “Trata-se de uma valorização justa, em consonância com o que merecem nossos servidores”, diz Brandão.

Aliás, essa é uma prioridade do governo, que ao longo dos últimos anos, tem garantido a realização de concursos e empossado novos servidores, nas mais diversas áreas, principalmente na Segurança Pública, na Saúde e na Educação.

Em março de 2017, o governador Tião Viana assinou decreto que reajustou os salários de mais de 24 mil servidores públicos estaduais, aumento acatado pelos sindicatos dos trabalhadores.

Professoras agradecem pela valorização

Professora Leilane Gomes, da escola estadual Boa União, em Rio Branco (Foto: Stalin Melo)

Há três anos lotada na escola Jovem Boa União, a professora Leilane Gomes de Souza ressalta “que todos os professores merecem o reconhecimento, e o governo tem feito isso”.

“Desde que entrei na Educação tenho crescido muito como profissional. E o que mais me alegra é ter aqui na escola uma gestão de excelência, que auxilia o professor, de modo que possamos evoluir profissionalmente e como pessoas também”, diz Souza.

“O governo tem sim valorizado, tanto a categoria, quanto tem se preocupado com os estudantes”. “E se for aberto um novo concurso eu vou fazer de novo”, ressalta, visivelmente, satisfeita com a profissão. Leilane Souza é do concurso de 2013 e foi chamada em 2015. É formada em Artes Cênicas pela Ufac e leciona a disciplina de artes.

Sentimento semelhante é compartilhado pela professora Maria José Pinho da Silva, uma veterana de 25 anos dedicados ao ofício do ensinar. Formada em Pedagogia, já foi coordenadora pedagógica e atualmente leciona na escola Ramona de Castro.

“Percebo que esse avanço salarial não é somente para os professores, mas também para o pessoal de apoio, e isso é gratificante. A gente sabe que, apesar da crise que pela qual o país está passando, o governo vem cumprindo com a sua palavra, com o seu compromisso em dar aumento para o funcionário público”, destaca Silva, que acredita que a motivação por partes dos profissionais aumentou em sala de aula.

 

Brasileia terá primeira escola de tempo integral do Alto Acre

Alto Acre terá a maior escola nessa modalidade de ensino no estado. Escola receberá alunos de Brasileia, Epitaciolândia e também da Bolívia.

Por Mágila Campos 

Quatro municípios acreanos compõem a regional do Alto Acre. E o primeiro deles a receber o novo modelo de ensino do Acre é Brasileia. A cidade foi contemplada  com uma escola de tempo integral, que funcionará já em 2018.

As aulas se iniciam no primeiro semestre do ano letivo e vão funcionar na Escola Estadual Kayrala José Kayrala. Até o momento a instituição já registrou 748 matrículas, mas tem capacidade para 800 alunos. Com isso a escola se torna a maior nessa modalidade de ensino no estado.

Como o novo modelo de ensino é uma novidade na região, o secretário de Estado de Educação e Esporte, Marco Brandão, reuniu-se com os pais e responsáveis pelos alunos, que já estão matriculados, para apresentar o novo método para a comunidade. As matrículas ainda continuam abertas.

Durante o encontro, o chefe da pasta da educação explicou que o novo sistema educacional vem para revolucionar o processo de ensino-aprendizagem, porque coloca o jovem no centro do processo pedagógico.

“É uma nova escola que nasce para instigar e valorizar o desenvolvimento das competências e habilidades dos nossos jovens. Eles serão os grandes protagonistas, porque terão autonomia para construir a escola que sonham”, destaca Brandão. Ele falou sobre a adequação da Kayrala para receber o novo método educacional. “A escola já conta com 18 salas de aulas, laboratórios e refeitórios equipados, mas alguns espaços serão ampliados para melhor atender nossos estudantes.”

O secretário lembrou também que o estabelecimento está recebendo climatização, ampliação de banheiros e vestiários, e até o início das aulas, previstas para 12 de março, o órgão estará pronto para receber os estudantes.

“A escola já possuía uma boa estrutura, e por isso, foram necessários apenas alguns ajustes. Algumas coisas levam um pouco mais de tempo para serem concluídas, mas trabalhamos para oferecer o melhor para nossa população”, complementou a coordenadora do núcleo da Secretaria de Educação no município, Lêda Santiago.

Na reunião, alguns pais trataram sobre questões como estrutura da instituição, alimentação e regime escolar. E receberam os esclarecimentos das principais dúvidas quanto ao ensino e à infraestrutura do espaço.

Odineia Tangoa,  mãe de Maiqueliny Silva, uma das estudantes matriculadas na instituição, disse que está feliz pela implantação do regime integral na região. “É uma novidade para todo mundo, né? Matriculei minha filha porque acredito que esta nova escola vai fazer muita diferença na formação dela”, conta.

Já a filha diz que está ansiosa. “Eu pensei que ia só passar mais tempo na escola, mas pelo que o secretário falou vai ser divertido porque vou escolher o que quero estudar e poder tomar decisões na escola. Estou muito contente, até porque antes eu ficava um horário sem fazer nada mesmo”, diz.

Ensino integral

O protagonismo juvenil é um dos diferenciais da escola integral. É um estabelecimento de ensino que, além do currículo comum, os estudantes poderão escolher os assuntos e projetos em que desejam se especializar. Na prática, representa uma ruptura com o modelo tradicional de ensino.

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