Governo oferece curso de Orientação e Mobilidade a professores

Professores do AEE, sala de aula comum e comunidade podem se inscrever. 

 Por Eduardo Gomes Assessoria 

Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), de sala comum e comunidade poderão participar do curso de Orientação e Mobilidade oferecido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Esporte do Acre (SEE).

A formação, ofertada na modalidade presencial e a distância, vai repassar aos participantes técnicas para o desenvolvimento de atividades práticas de localização e locomoção.

A capacitação será conduzida pelos profissionais do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP-AC).

Serão ofertadas 26 vagas, sendo 12 para professores do AEE e sala comum, três para servidores do CAP, duas para pessoas com deficiência visual e nove vagas para a comunidade.

O curso tem carga horária de 60 horas e as inscrições poderão ser realizadas nos próximos dias 23 e 24 de outubro na sede do CAP-AC.

Para se inscrever é necessário apresentar cópias do RG e CPF, original e cópia do certificado de conclusão do ensino superior ou médio, declaração original da escola onde o profissional está lotado (para os professores).

As aulas serão realizadas no CAP-AC de segunda a sexta-feira, das 18 às 21 horas. O centro de apoio está localizado na Rua José Gomes de Freitas, nº 650, Bairro 7º BEC, em frente à Delegacia Central de Flagrantes (Defla). Para receber os certificados os alunos deverão ter pelo menos 75% de frequência no curso e serem aprovados nas atividades práticas e teóricas

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (68) 3226-3826.

Juíza determina posse da chapa 2 vencedora da eleição do Sinteac

Como se sabe, as eleições para o Núcleo do SINTEAC em Epitaciolândia ocorreram no dia 4 de agosto de 2017, e transcorreram normalmente, de acordo com o que foi previsto no Regimento Eleitoral, elaborado pela Comissão Eleitoral.

Ao final, a Chapa 2 se sagrou vencedora das eleições, recebendo um total de 134 (cento e trinta e quatro) votos, contra 114 (cento e quatorze) da Chapa adversária, sendo que a ata de eleição e posse da nova Diretoria do SINTEAC em Epitaciolândia foi devidamente lavrada no Cartório da cidade.

Ao depois, a Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre se deslocou até a cidade de Epitaciolândia, para anunciar que havia anulado as eleições, em razão da falta de entrega de alguns documentos, muito embora não tenha apontado qualquer irregularidade ou fraude no processo eleitoral.

Dessa forma, por entender que a decisão do SINTEAC foi tomada de modo arbitrário, desproporcional, sem o mínimo de razoabilidade, sendo que os problemas que porventura tenha ocorrido poderiam ser resolvidos de forma bem menos prejudicial para todas as partes, sobretudo para os membros da Chapa 2, que venceram a eleição por meio do voto, foi ajuizada ação perante a Vara Cível da Comarca de Epitaciolândia, a fim de que houvesse a anulação do ato que cancelou as eleições, para determinar que a Chapa 2, “Nova Gestão, SINTEAC em Ação”, fosse declarada como legítima vencedora das eleições.

Em decisão liminar, a Juíza da Vara Cível da Comarca de Epitaciolândia deferiu os pedidos feitos pelos autores da ação, decidindo: a) suspender a decisão exarada pela Direção Central do SINTEAC, que anulou as eleições do Núcleo de Epitaciolândia ocorrida no dia 04 de agosto de 2017, suspendendo-se, por conseguinte, as eleições marcadas para 10 de novembro de 2017; b) conceder aos autores o prazo de 10 (dez) dias para entrega de todos os documentos previstos no artigo 56 do Estatuto do SINTEAC, consignando que, superado o óbice, fica desde já determinado a posse imediata da Chapa 2, Nova Gestão, SINTEAC em Ação, e de todos os seus membros, na Direção do Núcleo de Epitaciolândia.

Importante dizer que o descumprimento de tal decisão, pelo SINTEAC, ensejará o pagamento de multa no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

A ação está sendo patrocinada pelo advogado Thalles Vinícius.

Faculdade é condenada por cobrar dívida de R$ 30 a ex-aluno

Inscrição do nome da parte autora nos órgãos de proteção ao crédito foi admitida como indevida pelo Juízo.

Um débito de R$ 30 fez com que a União Educacional do Norte inscrevesse o nome de E.V.A. nos órgãos de proteção ao crédito. Contudo, o ex-aluno concluiu seus estudos em 2010 e a notificação foi realizada no final de 2016. Desta forma, Juizado Especial Cível da Comarca de Sena Madureira julgou parcialmente procedente a reclamação contida no Processo, para determinar a faculdade a indenizar o reclamante em R$ 4 mil.

A decisão, publicada na edição n° 5.983 do Diário da Justiça Eletrônico (fl. 284 e 285) da última sexta-feira (13), condenou a instituição a ressarcir os danos materiais em dobro, sendo R$ 60, cancelar débito existente e retirar bloqueio indevido no nome do demandante.

Decisão

Ao analisar o mérito, a juíza de Direito Andrea Brito, titular da unidade da unidade judiciária, observou ser patente o pedido de repetição de indébitos e de indenização por danos morais ser acolhido, pois a reclamada não apresentou qualquer prova em contrário das alegações iniciais ou mesmo provou a inexistência do ato ilícito comprovada nos autos.

A conduta praticada pela reclamada foi considerada abusiva, já que não respeitou os ditames e princípios normativos do Código de Defesa do Consumidor, por isso enseja indenização por danos morais, “que contemplam a efetiva prevenção e reparação”.

Em audiência de instrução e julgamento, o reclamante esclareceu os fatos narrados na inicial e informou nunca ter recebido qualquer cobrança quanto a valores em aberto. A magistrada ressaltou que o prestador de serviços tem responsabilidade objetiva pelos danos causados ao consumidor, decorrentes das “Informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”.

Da decisão cabe recurso.

Por GECOM – TJAC

Governo lança edital para educadores indígenas do Quero Ler

O lançamento do edital contou com a presença de indígenas e autoridades locais. O governo do Acre lançou na manhã desta segunda-feira, 16, o edital para alfabetizadores indígenas do Programa Quero Ler.

 Por Mágila Campos Agencia 

O evento realizado na Casa Civil representa um marco na educação do Estado, pois visa contratar profissionais indígenas para educar estudantes em suas próprias comunidades.

Durante a solenidade Tião Viana disse que o edital é uma forma de garantir a alfabetização dos povos indígenas e honrar com o compromisso histórico de valorizar a cultura e os saberes dos povos tradicionais da Amazônia.

“Dizem que a maior dívida do Brasil é a moral com os povos indígenas. E aqui no Acre nós estamos ajudando a romper essa escuridão e essa dívida histórica com as nossas comunidades ao valorizar a educação escolar desses povos”, ressalta o governador.

Josias Kaxinawa disse que ao abrir um processo seletivo somente para professores indígenas, o governo está dando um grande passo a nível nacional. “O Acre é pioneiro nas lutas das causas indígenas e esse edital é uma prova de que o Estado é sensível ás nossas necessidades, e por isso se destaca no cenário nacional quando o assunto é valorização das populações tradicionais ”, destaca.

O edital

O edital contempla 34 terras indígenas em 12 municípios acreanos. Com isso, o Programa de Alfabetização vai abrir 212 turmas para beneficiar diretamente 2.120 alunos.

Marco Brandão, secretário estadual de Educação e Esporte (SEE), lembrou que o Quero Ler está levando a alfabetização para todas as regiões acreanas. “Este é um ato histórico para o Acre, porque é um edital exclusivo para professores indígenas que irão alfabetizar os adultos de suas aldeias respeitando as particularidades de cada povo”, destaca.

As inscrições para alfabetizadores poderão ser feitas nos núcleos da Secretaria de Educação nos municípios de abrangência do certame. Começam no dia 20 de outubro e vão até 20 de novembro. O edital e as informações completas encontram-se na página da SEE. http://see.ac.gov.br/portal/

Quero Ler

O Quero Ler visa erradicar o analfabetismo na região até 2018.  Até o momento, mais de 22 mil jovens  e adultos foram alfabetizados em diferentes localidades. Outros 15 mil estão matriculados, no momento.

“Estamos vendo na prática uma ação concreta rumo à melhoria do ensino nas nossas aldeias, pois será uma oportunidade de docentes indígenas lecionarem para estudantes indígenas”, explica Zezinho Kaxinawa, assessor de assuntos indígenas do Acre.

A rotina de uma professora e o amor pela educação em uma escola rural

Adriana Uchoa quer seguir os passos da jovem professora Ytawana. Ytawana, de 19 anos, optou por ser professora da escola na comunidade rural.

As sandálias deixadas do lado de fora representam um ritual de demonstração de respeito pela escola que lhes proporciona o ingresso no mundo do conhecimento. Do lado de dentro, os pequenos estudantes assistem, concentrados, os ensinamentos da jovem professora.

A turma estuda na escolinha de madeira chamada de Aderaldo Cordeiro Brasil, situada na Comunidade Alagado, no Ramal Jarinaua, zona rural de Rio Branco.

É nela que em uma tarde chuvosa a professora Ytawana Souza, de apenas 19 anos, leciona para seus 16 alunos do ensino fundamental. A turma é a sua primeira experiência onde está há menos de um ano lecionando.

Os alunos são moradores da comunidade e de vilarejos vizinhos da escola, que antes funcionava em outro lugar e foi construída no local com o material da antiga escola, para ficar mais próximo dos estudantes.

Da cidade para a região, o visitante gasta em média quatro horas e meia de carro, no verão. No inverno, o percurso é mais longo. Segundo Ytawana o acesso é uma das maiores dificuldades do ensino na localidade, principalmente para manter professores.

Ytawana é a única professora do local. Moradora de uma comunidade vizinha, ela conta que o primeiro motivo que a fez seguir a carreira foi porque viu que a comunidade necessitava de alguém que fosse da localidade ou próxima a ela.

“Estudei a minha vida toda na zona rural e sei o quanto é ruim quando não vem professor, a gente chega a atrasar até seis meses, e não queria que essas crianças passassem pelo que passei, porque a escola é a única esperança de futuro que elas têm”, conta.

A professora ainda não tem formação de nível superior e explica que o segundo motivo foi por ver na profissão uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. “Aqui é muito difícil arrumar um emprego, porque não tem, só na agricultura mesmo, daí quando surgiu essa vaga resolvi arriscar”, conta.

Dificuldades

A escola é uma das 50 escolas rurais que serão reconstruídas. Mas, por enquanto, a sala de aula ainda é simples, de madeira, e com pouca infraestrutura, mas Ytawana conta que tem o essencial para ensinar. “Não temos muita estrutura física, mas temos o mais importante, a vontade de aprender dos nossos alunos e o professor, né?! Acho que isso é mais valioso que uma escola com tecnologia onde os alunos não querem saber de nada e o professor está lá só por está”, enfatiza.

Otimista, Ytawana conta que a maior dificuldade é no deslocamento tanto dela quanto dos alunos no período do inverno amazônico. “Da minha casa pra cá [escola] eu gasto meia hora de moto quando o ramal tá seco, mas quando chove só dá pra vir a cavalo que dá uma hora e meia, e a pé demora muito mais”, diz.

Ainda de acordo com a professora, quando as chuvas ficam muito fortes é necessário interromper as aulas, porque como o próprio nome diz o ramal fica inundado. “Hoje, aqui, por exemplo, estou dando o contraturno, porque com as chuvas as aulas atrasaram e os alunos não podem sair prejudicados”, conta.

Indagada se compensa os sacrifícios para lecionar na zona rural, ela responde com um sorriso tímido. “Com certeza, só em ver eles aprendendo a ler e a escrever vejo que todas as dificuldades valem a pena, não tenho a menor dúvida”, diz olhando para a turma como se tivesse orgulhosa de seus pupilos. “Às vezes, eu até penso em desistir, mas quando vejo eles chegando aqui com uma a alegria sem tamanho, não tenho coragem e esqueço tudo”,  afirma Ytawana.

Influência

A pequena Adriana Uchoa de 10 anos, é uma dessas estudantes que enche a sala de esperança. Carismática e curiosa ela conta que adora a tutora e que também quer seguir a mesma profissão. “Quando eu crescer eu vou ser professora, porque eu quero ensinar os meus irmãos a ler e escrever como eu”, diz.

Se Adriana se tornar professora como sua mestre, ela terá alunos não só em casa, mas quem sabe, na própria escola onde estuda, já que segundo Leandro Ciqueira, coordenador de zoneamento rural a instituição será umas das 50 da zona rural que serão reconstruídas.

Se Adriana se tornar professora como sua mestra, ela terá alunos não só em casa, mas quem sabe, na própria escola onde estuda.

Texto e Fotos: Mágila Campos || Diagramação: Andrey Santana/Secom

Estudante da faculdade meta conta como tentou tirar a própria vida

Dija fala da depressão, de como chegou a tentar tirar a própria vida e pede desculpas a familiares e amigos. 

A Estudante Dija Cavalcante, 20 anos, que cursa engenharia ambiental na Faculdade Meta em Rio Branco, escreve ao blog do Accioly e conta sua própria experiência de ter tentado ao suicídio. 

Leia o texto abaixo 

SUICÍDIO por depressão não é “ceninha”, não é drama.

As pessoas não decidem tirar a própria vida por um momento de Raiva ou angústia, é algo que fica ali martelando. 

Há 6 meses eu venho lutando contra meus pensamentos pessimistas, tranquei a faculdade, voltei pra casa dos meus pais, convenci a todos que eu estava voltando para casa por motivos financeiro. Achei que perto da família eu voltaria a ter pensamentos alegres. Mas, baladas, farras, amigos, perdem completamente a graça quando você chega em casa e se depara com quem realmente é um fracasso e começa se achar feia, achar que os amigos não gostam mais de Você, que pra família você saturou e suas qualidades não cobrem seus defeitos. então, começa a imaginar que sua família seria mais perfeita sem Você. Sem o fracasso que você é. 

Você pode ter um milhão de amigos, uma família perfeita e um pensamento suicida. O pensamento sempre será mais forte. 

As pessoas sempre falam: Ah! ela é tão alegre! Vive fazendo as pessoas rirem, sai bastante, tem uma família perfeita, não tem motivos pra tirar própria vida. Só quer chamar atenção, drama, uma boa pisa resolve isso. Uma boa máscara sempre cai bem. 

A verdade é que ninguém conhece o coração nem o pensamento de ninguém.

A depressão chega sem avisar e quando você vê já faz parte de você. 

A maioria dos suicídios acontecem por falta de compreensão. 

Aceitem as pessoas como elas são. Julguem menos e  entendam mais. 

Eu não nasci pra ser engenheira. O Victor não nasceu pra ser médico. A Vitória gosta de sair pra festa. A Karol só quer um amor verdadeiro. A Terezinha só quer ser bombeira. A Mayane um emprego. Willi só quer morar só. 

E EU?

Eu só queria poder ser eu. Sem julgamentos, sem pressão. Não quero ser rica. Não quero ser linda. Não quero um carro do ano, nem a melhor e mais cara roupa. Eu só quero ser a Dija. Que faz piadas com comidas, que é idiota, que é babaca e que não liga pra isso ou para aquilo. 

Eu só quero ser EU. O Verdadeiro Eu. 

Eu sempre estava sorrindo, fazendo os outros sorrirem, resolvendo problemas de amigos e apodrecendo por dentro. 

Dia 11/10/2017 eu tentei SUICÍDIO e  fui socorrida a tempo. 

Havia o salmo 23 no bolso do short que eu estava usando, creio que ele me salvou. 

Todos os meus amigos deixaram isso em off a pedido da família. Estou em recuperação, sob efeito de remédios.

Venho através desse desabafo pedir desculpa a todos os meus amigos e perdão a minha família. 

E falar pra minha família e amigos que nesse momento de tornaram poucos, que amo vocês. 

E pedir ao pais, filhos, amigos, população em geral  que conversem mais, compreendam mais, sem aparências.

Sejam essência.

O mundo precisa disso. 

Eu renasci…

Fonte: portaltarauaca.com

Crianças desmaiam durante temporal em Rio Branco e são levadas à UPA

‘Desespero’, diz inspetora. Apesar do susto, ninguém se feriu e as crianças passam bem. Temporal deixou rastro de destruição em Rio Branco.

O forte temporal que caiu em Rio Branco na tarde desta sexta-feira (6) não causou apenas estragos na cidade. Na escola Escola Áurea Pires Montes de Souza pelo menos quatro crianças desmaiaram durante o vendaval e tiveram que ser levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Sobral.

A inspetora da escola, Raimunda Lima Vieira do Nascimento, relata os momentos de medo que funcionários e alunos passaram no momento da chuva.

“Foi um terror, muito desespero por parte das crianças e de todos nós, porque a gente tinha que socorrer eles e ao mesmo tempo pavor. Era muito vento, começou uma chuva muito forte com gelo, e os meninos gritando se agarrando com a gente, passando mal. As crianças desmaiaram”, conta.

Ela afirma que tentaram acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não foram atendidos e as crianças foram levadas à UPA pelos próprios funcionários. “O Samu não teve como vir e os próprios funcionários levaram,”, diz.

Apesar do susto, ninguém se feriu e a chuva deixou apenas danos materiais. “Uma mangueira caiu em cima do telhado e o vendaval arrancou telhas”, finaliza a inspetora.

Do G1 Acre

Mantida condenação de faculdade por omitir informação à acadêmica

Instituição não era credenciada pelo MEC para atuar na atividade acadêmica.

Os membros da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais da Comarca de Rio Branco decidiram negar o pedido de Apelo n°0600953-36.2016.8.01.0070, mantendo a condenação de uma faculdade, a pagar para acadêmica R$ 5.900 de danos materiais e R$ 4 mil de danos morais, em função de a empresa omitir informação em não ser credenciada para atuar pelo Ministério da Educação (MEC) à acadêmica.

Na decisão, publicada na edição n°5.973 do Diário da Justiça Eletrônico (fl.20) o relator do recurso, juiz de Direito Fernando Nóbrega, reconheceu ter ocorrido falha na prestação do serviço por parte da faculdade quando descumpriu seu dever de informar à aluna quanto sua situação irregular.

A empresa entrou com Apelação pedindo a reforma da sentença, emitida pelo 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco, almejando que os pedidos da acadêmica sejam considerados improcedentes ou alternativamente argumentando pela redução do valor indenizatório.

Decisão

Logo no início de seu voto, o juiz-relator Fernando Nóbrega rejeitou os argumentos apresentados pela faculdade, asseverando que “a ré ofertou curso de graduação, porém restou demonstrado que atuou no mercado sem jamais ter obtido o indispensável credenciamento perante o Ministério da Educação, não sendo, por isso, considerada Instituição de Ensino Superior pelo MEC”.

O magistrado também negou o pedido de redução do valor da indenização, e votou por manter a sentença por seus próprios fundamentos. Essa decisão foi seguida, à unanimidade, pelos demais membros da 1ª Turma Recursal, os juízes de Direito: Maria Rosinete e Marcelo Coelho.

Por GECOM – TJAC

Educação realiza ações pedagógicas na zona rural do Riozinho do Rola

Entrega de material e merenda na escola Manoel da Cunha Neto, às margens do Riozinho do Rola. Além das ações pedagógicas, houve também a entrega de merenda e de materiais de apoio.

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), realizou o Segundo Itinerante, um conjunto de atividades nas escolas rurais de difícil acesso do Acre. 

Sob a orientação da Coordenação de Ensino Rural da SEE, as atividades foram realizadas pelos assessores pedagógicos Maurisete Fernandes, Benedita Mourão, Paulo Souza e Josiléia Silva, sob a orientação do coordenador de gestão Leandro Cerqueira.

O Segundo Itinerante foi realizado nas escolas rurais Verdes Florestas, Oriente, Pracaúba, Manoel da Cunha Neto e Recife I. No verão amazônico, o acesso se dá pelos ramais Jarinal (cuja entrada é no km 70 da Transacreana), Oriente e Nova Olinda e, no inverno, pelo Riozinho do Rola.

Nelas funcionam, além das salas multisseriadas, também o Programa Asas da Florestania, oportunizando, inclusive, o ensino médio para os jovens dessas localidades. Ao todo, são mais de 300 alunos que não precisam sair de suas comunidades para avançar nos estudos.

Embora essas escolas estejam dentro dos limites de Sena Madureira, elas são assistidas pela equipe de Rio Branco. “Aqui na capital realizamos essas atividades itinerantes, mas o acompanhamento pedagógico é feito em todos os municípios do nosso estado”, explica o coordenador de Ensino Rural, Ricardo Oliveira.

Ouvindo a comunidade

Além do acompanhamento, o professor Ricardo Oliveira aproveitou a oportunidade para se reunir com a comunidade na Escola Pracaúba e ouvir as demandas e os anseios da comunidade, o principal deles diz respeito ao transporte, uma vez que muitos alunos chegam a andar mais de 10 km para estudar.

Ele explicou que a SEE já realizou a medição da rota a ser feita (em torno de 34 km diariamente) e a aquisição do veículo já está em processo de licitação. Agora, segundo Oliveira, é esperar os prazos legais. “Se ninguém contestar o resultado, até o fim de setembro já teremos o resultado”, afirmou.

Oliveira aproveitou a reunião para elogiar o empenho e dedicação dos professores e alunos, que demonstram muito interesse na aprendizagem. “A gente percebe que aqui nesta localidade o processo de ensino-aprendizagem está acontecendo”, disse.

Amor à Educação

Na escola rural Pracaúba, o amor pela educação pode ser visto pela dedicação dos professores Antônio José Diniz e Silvana Diniz. São casados e trabalham na comunidade há quatro anos, desde a inauguração em setembro de 2013.

Eles ministram aulas dentro do Programa Asas da Florestania. Ela para uma turma de sétimo ano do ensino fundamental e ele para uma turma do primeiro ano do ensino médio. Além de professores, também são ministros da palavra na Igreja Nossa Senhora da Conceição que, na semana, funciona como sala de aula.
Não estão sozinhos. Outro casal que dedica seu tempo à educação é o Eliudes de Matos Silva e Elizabete Rodrigues. Eles são casados há três anos e trabalham na Escola rural Recife I, considerada a mais distante e a de acesso mais difícil. “A gente vai na cidade apenas uma vez por mês”, comenta Eliudes.

Embora estejam na localidade há apenas um ano, Elizabete diz que está gostando de dar aula no local. “A gente aprende muito com eles e também é mais valorizado, por isso quando a gente chega na cidade já dá vontade de voltar”, faz questão de dizer.

Na Recife I estudam 61 alunos, em dois turnos de aulas (manhã e tarde). Elizabete e Eliudes ministram aulas dentro do Programa Asas da Florestania para os sexto e sétimo anos do ensino fundamental e também para turmas multisseriadas.

Jeza, a faz-tudo

Nas escolas de rurais, sobretudo as de difícil acesso, é preciso amor e dedicação para que a educação possa acontecer. Na escola Pracaúba, uma dessas pessoas é a Maria José Maciel do Nascimento, a Jeza.

Há cinco anos ela trabalha como servente da escola, mas também é responsável pela merenda. Também é a “médica”, faz parte do grupo de dança da comunidade e até ajuda nas tarefas escolas dos alunos.

Jeza nasceu na própria comunidade e antes de ser a “faz tudo” da Pracaúba, ela trabalhou como professora do programa de alfabetização Mova e como Agente Comunitária de Saúde (ACS), então contratada pelo município de Sena Madureira.

“Eu estudava, fazia o primeiro ano do ensino médio, mas tive que parar por enquanto, porque aqui a gente faz de tudo um pouco, até ‘médica’ e ‘psicóloga’ a gente é para os alunos”, faz questão de dizer.

Um exemplo de vida

Para quem acha que estudar não vale a pena, que já não dá mais tempo para se alcançar os objetivos de vida, precisa conhecer a história da dona Cecília Figueiredo da Silva, de 56 anos.

Ela nasceu no seringal Sacado, colocação Maloca, no município de Sena Madureira. Por muitos anos, faltou a ela a oportunidade de estudar. O tempo passou, casou e teve que criar os filhos e netos.

Agora, a sua realidade é um pouco diferente e as condições da educação também. Por isso, ela se sente à vontade para estudar com crianças que poderiam muito bem ser seu netos em uma sala multisseriada. Ela faz o quarto ano do ensino fundamental I e não pensa em parar.

Mãe de três filhos, ela quer chegar longe. O ensino médio não é o seu limite. Sonha em fazer uma faculdade ainda. “Meu pai não deixou a gente estudar porque lá no [rio] Iaco era muito longe da escola, mas agora estou lutando para conseguir”, disse ela.

Texto e Fotos de Stalin Melo|| Diagramação de Adaildo Neto

Crianças são liberadas após incêndio atingir escola em Rio Branco

Fogo iniciou na sala de depósito da escola, segundo direção. Assim que foi constatado o fogo, crianças foram retiradas.

Incêndio atingiu depósito de escola no conjunto Tucumã (Foto: Lillian Lima/Arquivo pessoal )

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas na escola municipal Maria Olívia Sá De Mesquita, no conjunto Tucumã, em Rio Branco. Crianças de 3 a 7 anos tiveram que ser liberadas após o incêndio, que iniciou na sala de depósito de material didático da escola.

Segundo o Corpo de Bombeiros, um curto-circuito em um ventilador foi o responsável pelo fogo.

“Na hora que percebemos a fumaça, já fomos tirando as crianças de dentro da escola na maior urgência. Fomos abrindo as janelas, porque foi muita fumaça. As crianças estavam indo pro lanche na hora que percebemos o incêndio”, conta a coordenadora administrativa Maria José.

Ela diz ainda que a escola não sofreu muitos danos estruturais, pois o fogo foi rapidamente contido pelo Corpo de Bombeiros e também pela comunidade.

“Como é uma sala de depósito, ela fica trancada e demoramos a perceber. Mas, graças a Deus o fogo foi contido rápido e não tivemos grandes perdas”, destaca.

Do G1 Acre