Ifac mantém certificação do Ensino Médio através do Encceja

A partir das mudanças anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O Instituto Federal do Acre (Ifac) assinou Termo de Adesão ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Até o primeiro semestre deste ano, o Ifac expediu a certificação do Ensino Médio através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O fato é que com as alterações contidas na Portaria nº 468, de 3 de abril de 2017, o Enem servirá agora apenas para acesso ao Ensino Superior e não mais como certificado de conclusão do Ensino Médio.

A assinatura do Termo de Adesão do Ifac ao Encceja ocorreu no último dia 14 de julho e estabelece a parceria com o Inep para o processo de certificação, em substituição ao Enem. A partir de 2018 o Ifac realizará certificação do Encceja e cada campi será uma unidade certificadora, tornando o processo descentralizado.

Função social

Pró-reitora de Ensino (Proen), Lucilene Acácio, responsável por conduzir o processo junto ao Inep, destaca a importância do Ifac continuar realizando as certificações do Ensino Médio. “Esta será a primeira vez que o Ifac irá realizar a certificação através do Encceja. Com a parceria, o Ifac cumpre sua função social de atender o público de Educação de Jovens e Adultos que não teve escolaridade na idade certa”.

Lucilene Acácio diz ainda que o Encceja “é um exame que possibilita a avaliação de competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou nos processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais, entre outros”.

Segundo informações publicadas no site do Inep, o edital do Encceja Nacional será publicado nesta segunda-feira (24.07) e as inscrições serão realizadas no período de 07 a 18 de agosto de 2017, com a prova marcada para dia 8 de outubro 2017, sendo aplicada em 564 localidades em todo o Brasil.

No Acre, as provas serão realizadas nos municípios de Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Feijó e Rio Branco. No site do Inep estão contidas as informações sobre o cronograma, locais de prova e as áreas do conhecimento estabelecidas a partir do currículo da Base Nacional Comum, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s).

Certificações pelo Enem

O Ifac participa da certificação do Ensino Médio desde 2014, quando aderiu ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Até o dia 19 de julho deste ano, a instituição certificou 166 candidatos. Nesse número, de acordo com a diretora substituta de Políticas de Educação Profissional (Diped), Arteme da Costa Vasconcelos, não estão inclusas as Declarações de Proficiência.

A Diped é o setor responsável pela certificação do Ensino Médio no Ifac, e, de acordo com Arteme Vasconcelos, a emissão dos certificados tem sido um processo gratificante tanto para a instituição, quanto para os candidatos requerentes. “Para nós, porque somos os responsáveis pela expedição, registro e emissão do documento legal que dará aos solicitantes a possibilidade de prosseguir nos estudos. E para os solicitantes, porque a partir do recebimento do certificado, serão validados todos os conhecimentos previamente construídos, seja por meio formais de estudo ou não”.

Além das certificações expedidas normalmente, candidatos solicitam o documento, de forma urgente. “Frequentemente, o Ifac recebe solicitações dos candidatos aptos à certificação com base no resultado do Enem, em caráter de urgência, pelo motivo de aprovação em processos seletivos de ingresso em cursos de graduação”, diz a diretora.

Arteme Vasconcelos destaca que atuar diretamente com os processos de ensino da instituição faz desse um trabalho duplamente recompensado para quem está na diretoria. “Primeiro porque estas solicitações são, acima de tudo, o reconhecimento de que os candidatos aptos à certificação pelo Enem possuem, de fato, as competências necessárias ao prosseguimento dos estudos em outros níveis de ensino e, segundo, porque estamos cumprindo o nosso papel social enquanto instituição de ensino engajada e comprometida com a Educação”.

Instituto Federal do Acre

Sebrae firma parceria para implantação do Sebrae na Ufac

"Ao invés de procurar emprego, os jovens poderão ser os próprios geradores de emprego e renda”, disse Mancio Lima.

Na noite deste domingo (23), o reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Minoru Kimpara assinou um convênio com o Sebrae/AC para a instalação do Sebrae/LAB dentro da instituição.

O projeto inovador que já vem sendo implantado no estado, tem como objetivo cultivar ideias inovadoras dentro das empresas tradicionais e atuar no fomento às startups. 

O Sebrae/LAB também visa atender de forma personalizada as empresas que buscam inovação ou que pretendem desenvolver práticas modernas de negociação.

Para o superintendente do Sebrae/AC, Mâncio Lima Cordeiro, essa é uma oportunidade ímpar para que a Ufac e o Sebrae transformem um número significativo de alunos em empreendedores de sucesso.

“São mais de dois mil alunos que se formam por ano na Ufac, são jovens que estão em busca de emprego e de uma oportunidade no mundo competitivo dos negócios.

Com o Sebrae/LAB em funcionamento na instituição, esses estudantes terão uma visão mais ampla de mercado, ou seja, ao invés de procurar emprego, eles poderão ser os próprios geradores de emprego e renda”, disse.

O Sebrae/LAB oferece um atendimento criativo e dinâmico, para que os empresários consigam desenvolver ideias inovadoras, modelos de negócios sólidos e competentes, teste de hipóteses de viabilidade, resultando na criação de novas empresas e/ou processos, auxiliando, no crescimento da economia do estado.

Para o reitor da Ufac, Minoro Kimpara, a instalação do projeto na universidade é sinônimo de visão e uma oportunidade de empreendedorismo dinâmico aos alunos.

“É com muita alegria que a gente assina esse convênio que só vem pra somar ao conhecimento dos alunos, além de ampliar a visão dos mesmos, que estão sempre em busca de emprego e oportunidades no mercado.

Com o Sebrae/Lab, eles terão um uma nova concepção sobre o novo e fazer a diferença em suas profissões”, finalizou.

Reitor da Ufac e superintendente do SebraeFonte: Contilnet.com

“É uma experiência única para a gente”, diz professora do Quero Ler

Professora Miracélia Cardoso durante aula prática no Ciência Itinerante. A meta do governo do Acre é chegar a 60 mil novos leitores.

 Por Stalin Melo 

A edição do Ciência Itinerante de Tarauacá atraiu a atenção de muita gente, mas de um modo especial para professores e alunos do Programa Quero Ler, que no município pretende alfabetizar pelo menos seis mil jovens e adultos até o fim de 2018. 

Entre os que se encantaram com as atividades está a professora Miracélia Cardoso de Lima, que, além do Quero Ler, também dá aulas para turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “É uma experiência única para todos nós”, afirma.

Nesta quinta-feira, 20, segundo e último dia do Viver Ciência Itinerante de Tarauacá, ela aproveitou a oportunidade para realizar uma aula prática com os alunos, mostrando a metodologia que é utilizada em sala de aula para que eles possam aprender a ler e escrever.

Segundo ela, durante a visita dos alunos, o que mais chamou a atenção de todos, alunos e professores, foi o planetário, o espaço mais visitado do Ciência Itinerante. “Ficamos emocionados, porque era uma coisa que nunca tínhamos visto.

O próprio Viver Ciência é uma coisa nova, diferente, que a gente nunca tinha visto, e por isso toda essa experiência tem sido muito gratificante, não apenas para os alunos, mas para nós professores também”, disse.

Quero Ler

Mais de sete mil pessoas prestigiam primeiro dia do Viver Ciência em Tarauacá

Planetário foi um dos locais mais visitados no Viver Ciência de Tarauacá. Comunidade da escola indígena Kupy Kaxinawá também apresentou trabalhos.

Viver Ciência em Tarauacá

Pelo menos sete mil pessoas, entre estudantes e comunidade de um modo geral, fizeram questão de prestigiar o primeiro dia do Viver Ciência Itinerante, que ocorre nesta quarta e quinta, 19 e 20, na escola Djalma da Cunha Batista, em Tarauacá.

O Viver Ciência em Tarauacá é a terceira edição itinerante realizada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Esporte (SEE). A primeira edição foi em Brasileia e a segunda, em Sena Madureira.

Diversas atividades estão sendo desenvolvidas, como o planetário, onde os alunos têm a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o sistema solar e os planetas, ciência divertida para as crianças, um modo lúdico de aprendizagem, e também exposições e trabalhos de escolas do município.

Além da Djalma Batista, outras escolas como a Kupy Kaxinawá (indígena), Edmundo Pinto, Instituto São José, Rosaura Mourão, Tupanir da Costa, Delzuite Barroso, João Ribeiro e Plácido de Castro, também apresentam trabalhos dos alunos durante o Viver Ciência.

Quem também participa das atividades é o programa Quero Ler, que expõe o trabalho desenvolvido e cuja meta é alfabetizar mais de seis mil jovens e adultos somente no município. Para isso, nessa segunda fase, 1.194 estudantes estão matriculados, divididos em 93 turmas.

Durante a solenidade de abertura do evento em Tarauacá, o secretário de Educação e Espote, Marco Brandão, lembrou que tanto a comunidade escolar quanto os moradores de um modo geral compraram a ideia do Viver Ciência, o que fez com que resultado do trabalho fosse muito positivo.

“O Ciência Itinerante tem uma finalidade, que é fazer com que as escolas mostrem o que estão fazendo, mas ao mesmo tempo repensem o que estão fazendo, no sentido de trabalhar outras metodologias, de trabalhar outras formas de adquirir conhecimento”, afirmou o secretário.

Ufac abre a 10ª Semana Acadêmica de Ciências Sociais, em Rio Branco

A Universidade Federal do Acre (Ufac) abriu nesta segunda-feira, 17, a 10ª Semana de Ciências Sociais.

O evento, que ocorre no Teatro Universitário e no Centro de Convenções, vai até o dia 21, sexta-feira e contará com debates, palestras, minicursos e apresentações culturais.

Com o tema ‘’A não modernidade e as ciências sociais’’, o evento é aberto ao público, sobretudo, às pessoas ligadas ao ativismo cultural e político. De acordo com os organizadores, o objetivo do evento é fomentar debates sobre educação, cultura, justiça social, democracia, liberdade, diversidade, inclusão, política, tolerância, sexualidade, segurança, comportamento, trabalho, ética e direitos humanos, interpretando relatos e identificando fatos com base em múltiplas referências práticas, teóricas e metodológicas.

Segundo o doutor em antropologia política, professor Leonardo Lessin, coordenador da semana, o evento vai proporcionar um diálogo acadêmico, com a quebra de fronteiras entre os conhecimentos tradicionais e as produções de novos saberes, democratizando o espaço universitário. ” Quando falamos em modernidade, estamos falando em reconhecimento da diversidade social, das particularidades, sobretudo das minorias que sofrem com a violência consequência da exclusão. Como negros, mulheres, indígenas, comunidade LGBT”, afirma o professor. ” Cada um tem sua demanda especifica e é preciso que o estado reconheça essas minorias, para poder promover uma política de inclusão social”.

Para o professor, é importante que a academia reconheça o valor de outros saberes que não apenas o científico. “Estamos tratando com essas pessoas não necessariamente acadêmicas, mas que a instituição tem que reconhecer. A universidade de portas abertas para receber a sociedade, justamente com a função pedagógica e política de estar mostrando que existem direitos e é importante as pessoas saberem disso e lutarem por eles. ” conclui Lessin.

A abertura da 10ª Semana de Ciências Sociais acontecerá no Teatro Universitário a partir das 19h. O credenciamento será realizado, à tarde, no centro de convenções. Para maiores informações acesse a página do facebook do evento.

Ufac

Universidade é condenada por demorar 1 ano para entregar diploma

Empresa terá de pagar R$ 4 mil de indenização, à título de danos morais, por ter demorado um ano para entregar o diploma a formanda.

O 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco julgou parcialmente procedente o pedido feito no Processo n°0606837-46.2016.8.01.0070, condenando a universidade (E.D.E. S/A) a pagar R$ 4 mil de indenização, à título de danos morais, por ter demorado um ano para entregar o diploma a formanda (R.P. da S. B.).

A sentença, homologada pela juíza de Direito Lilian Deise, está publicada na edição n.° 5915 do Diário da Justiça Eletrônico (fl. 81). A magistrada compreendeu que “a demora na entrega do diploma da reclamante se deu por culpa exclusiva da ré, devido a falha na prestação dos seus serviços”.

Na peça inicial, a autora contou ter concluído o curso de Tecnologia em Segurança do Trabalho, em novembro de 2015, mas sem uma justificativa plausível a universidade a impediu de colar grau com seus colegas de turma em março de 2016, por isso, ela não tinha recebido seu diploma de conclusão, até ter entrado com a ação judicial.

Sentença

Logo no início da sentença, a juíza de Direito Lilian Deise, titular da unidade judiciária, julgou que a autora tem razão, pois a universidade não cumpriu com sua obrigação quanto à entrega do diploma da acadêmica.

Conforme destacou a magistrada: “(…) a partir do momento em que a ré coloca determinado curso à disposição dos seus alunos, torna-se responsável não apenas pela prestação do ensino e sua qualidade, mas também por lhes conceder meio para o exercício da profissão, qual seja, através de diploma devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação”.

Para Lilian Deise, a empresa “(…) atraiu para si a responsabilidade de emitir o diploma tão logo o curso fosse concluído, mostrando-se inadmissível que a aluna, após longo lapso temporal não tenha recebido o diploma, não podendo exercer a profissão e receber as vantagens para a qual se dedicou”.

Por isso, a magistrada ainda rejeitou a defesa, apresentada pela universidade, de que a aluna conseguiu colar grau especial e condenou a Instituição a pagar indenização. “A tese da reclamada de que a reclamante colou grau especial é irrelevante para o deslinde do feito, uma vez que não existia impedimento para a reclamante ter colado grau em março de 2016 conjuntamente com os demais alunos”, anotou a juíza.

diploma

Por GECOM – TJAC

Núcleo de Educação e Tecnologia Assistiva: mais uma conquista do ensino especial

No mesmo local, também funciona o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação (Naahs). Grupo Arte e Música leva alegria às classes escolares nos hospitais.

Núcleo de Educação 1

Atualmente, o Núcleo de Apoio Pedagógico Dom Bosco, inaugurado em 2010, acolhe alguns serviços ligados à Coordenação de Educação Especial do Acre, como as classes hospitalares e atendimentos domiciliares. 

Já o Centro de Apoio de Surdos e o Centro de Apoio Pedagógico para Deficientes Visuais ainda funcionam em locais distintos. A boa notícia é que com a construção do Núcleo de Educação e Tecnologia Assistiva (Neta), no mesmo terreno onde já funciona o Dom Bosco, todo e qualquer atendimento voltado a pessoas com deficiência será agregado ao local, graças ao investimento de quase R$ 2,5 milhões.

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Do total do recurso destinado à obra, R$ 1,7 milhão veio de emenda de Sibá Machado, enquanto deputado federal. Com a conclusão do Neta, a expectativa do governo é ampliar a capacidade de atendimento de oito para 14 mil pessoas em todo o estado.

Temos contado com o apoio incondicional dos órgãos de saúde, de assistência social e direitos humanos. O Ministério Público também é um grande parceiro para nos ajudar a resolver casos específicos que demandam soluções em conjunto.

Úrsula Maia

Núcleo de Educação

Trabalho semelhante na educação especial também tem sido realizado em Cruzeiro do Sul, com o Núcleo de Apoio à Inclusão da região. Assim, já se contabilizam mais de dois mil profissionais nessa modalidade de ensino em todo o estado.

De acordo com a coordenadora Úrsula Maia, a aplicação de novos investimentos na área são mais que uma conquista. “O Estado tem conseguido avançar e prova disso foi a implantação das salas de recurso com o direcionamento de um professor mediador e um assistente educacional, para receber alunos com necessidades específicas no contraturno das aulas. Com isso, tem-se a capacidade de garantir o bom atendimento nos núcleos e também no ensino regular”, frisa.

Inclusão é política pública

Para ampliar a qualidade dos serviços, nos últimos anos os profissionais do ensino regular também participaram de especializações financiadas pelo Ministério da Educação (MEC), além de permanecerem em processo constante de qualificação.

Segundo Úrsula, a parceria intersetorial com os demais órgãos públicos também tem sido fundamental no processo de fortalecimento do trabalho realizado pelo ensino especial.

“Temos contado com o apoio incondicional dos órgãos de saúde, de assistência social e direitos humanos. O Ministério Público também é um grande parceiro para nos ajudar a resolver casos específicos que demandam soluções em conjunto”, finaliza a coordenadora.

Na rede estadual, a política de inclusão se dá de duas formas: com a matrícula de alunos com deficiência para as salas de aula convencionais e também para alunos que necessitam de complementação da carga horária no contraturno. Em 2016, por exemplo, as escolas tiveram o total de 7.914 alunos matriculados nas duas esferas.

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Núcleo de Educação 2

Série sobre o Núcleo de Educação e Tecnologia Assistiva

Toda criança tem o direito à educação pública, assegurado pelo artigo 205 da Constituição Federal e reafirmado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, mediante a Lei n° 02/2001. O referido artigo infere a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Também compete ao Estado o atendimento educacional especializado a portadores de deficiência, preferencialmente no ensino regular.

No Acre, os investimentos em políticas públicas educacionais têm sido no sentido de cumprir as leis e diminuir as fronteiras de educação de qualidade para todos. Como resultado de mais uma conquista para o ensino especial no estado, o governo está investindo quase 2,5 milhões na construção do Núcleo de Educação e Tecnologia Assistiva (Neta).

A série a seguir aborda parte do trabalho desenvolvido pela equipe que integra a educação especial em Rio Branco e do público beneficiado por esses investimentos.

 Veja o Vídeo 

Texto de Rayele Oliveira || Fotos de Angela Peres || Diagramação de Adaildo Neto

Greve da Educação completa cinco dias na cidade de Tarauacá

Trabalho está paralisado desde a quarta-feira (5). Categoria reformulou proposta inicial e pede 6% de reposição salarial.

A greve dos professores e servidores de apoio da rede municipal de ensino de Tarauacá, no interior do Acre, completa cinco dias nesta segunda-feira (10). De acordo com o representante do movimento grevista, Lauro Benigno, a categoria fez uma contraproposta e aguarda parecer da prefeitura.

A paralisação das atividades iniciou na última quarta (5). Os funcionários reivindicam reposição salarial, redução da carga horária dos cargos administrativos e ainda reformulação do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR).

Inicialmente, os servidores pediram 10,67% de reposição enquanto a administração ofereceu apenas 3%, proposta que foi recusada. A categoria, então, reduziu o pedido para 7,5% e a prefeitura chegou a propor 5% – que também foi negado.

Benigno ressalta que, nesta segunda, uma reunião reduziu ainda mais o pedido do movimento grevista. “Fizemos um ofício dizendo que a antiga proposta havia sido recusada e reiterando uma nova proposta, de 6%. A prefeitura disse que deve dar um posicionamento”, complementa.

O secretário de Educação, Rosenir Arcenio, afirma que a administração municipal vai analisar durante toda a tarde e um resultado deve ser divulgado na terça (11). “Vamos sentar com a prefeitura, comissão e contabilidade para discutir. Eles querem 3% em julho e 3% em dezembro. Vamos fazer um estudo para viabilizar”, ressalta.

Em relação à carga horária do pessoal de apoio, os grevistas pedem uma redução de 40 horas para 30 horas. Todas as escolas municipais estão paradas. A categoria é composta por 400 professores e 200 outros funcionários.

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Greve dos professores em Tarauacá

Estudante Brasileiro ameaça professor em universidade de Medicina Boliviana

Caso o aluno que está por trás das ameaças não seja identificado, toda a turma de Medicina do quinto ano, ficará sem aula durante todo o ano de 2017.

Universidade Amazônica de Pando

Os reitores e vice-reitores da Universidade Amazônica de Pando (UAP) realizaram nesta quarta-feira (5), uma paralisação na instituição, após um estudante brasileiro fazer ameaças a um docente.

Por meio do WhatsApp, o aluno que supostamente seria brasileiro, diz ao professor que ele deve renunciar ao cargo na universidade até a próxima segunda-feira (10), caso contrário o criminoso que faz a ameaça promete matar a esposa e o filho do docente. Para provar que fará o prometido, o suposto aluno dá o endereço do local de trabalho do professor, em uma tentativa de intimidá-lo.

Os motivos da ameaça ainda não foram revelados, mas após uma longa reunião realizada na noite da última terça-feira (4), ficou decidido pela paralisação de advertência durante 24 horas até que o aluno se apresente ou algum dos seus colegas revele o autor das ameaças.

Caso o aluno que está por trás das ameaças não seja identificado, toda a turma de Medicina do quinto ano, onde o professor leciona, ficará sem aula durante todo o ano de 2017. Além disso, a direção afirmou que toda a grade que já estudada desde o primeiro ano de curso será cancelada. As decisões foram publicadas por meio de documento assinado por diversos docentes, além de reitores.

A notícia reverberou nos jornais bolivianos e os alunos estão apreensivos pelas medidas que a direção prometeu tomar.  À convite de todo o reitorado, os estudantes irão participar da reunião na noite desta quarta-feira (5), onde irão decidir o que fazer com o restantes das turmas.

Professores

Estudante brasileiro ameaça professor

 

Documento registra as medidas que a Universidade pode tomar

Com Informação contilnet

Escritor Ilan Brenman palestra para servidores da Educação do Acre

O evento foi realizado na tarde desta terça-feira, 4, no Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco. Nazareth Araújo destacou que o governo do Acre é um entusiasta das boas práticas educacionais.

 Por Concita Cardoso 

Escritor Ilan Brenman

“Formando leitores dentro da escola: como aproximar os livros das crianças e jovens do século XXI” foi o tema da palestra do escritor Ilan Brenman para professores, coordenadores pedagógicos e de ensino, além de gestores escolares da rede pública. 

A governadora em exercício Nazareth Araújo esteve presente e destacou que o governo do Acre é um entusiasta das boas práticas educacionais. “Investimos em práticas que contribuem para a inclusão por meio da educação. Ilan Brenman nos honra em vir ao Acre falar sobre uma nova abordagem para o jovem do século XXI que é tão desafiado pela inovação tecnológica, sem, no entanto, esquecer da importância da literatura para suas vidas”, disse.

Para Ilan Brenman, a literatura é tão essencial para as crianças como o respirar. “História faz parte da infância. Neste encontro, vou compartilhar meus conhecimentos do mundo da literatura, vou tentar contagiar os professores com a paixão que tenho pelas palavras e pelos livros. Quero mostrar a eles que, se não forem modelo de leitores, não adianta achar que literatura é importante. Não podemos esquecer que livro, leitura e desenvolvimento têm uma relação direta”, alertou.

Marco Brandão, secretário de Estado de Educação e Esporte (SEE), frisou que a leitura e a escrita são exercícios necessários para o desenvolvimento da consciência e das pessoas. “A literatura contribui não só para a formação da pessoa, para o mundo escolar, mas ela servirá para todas as áreas de nossas vidas. Mostrar isso é nosso grande intuito”, destacou.

Um pouco sobre Ilan Brenman

Ilan Brenman, conhecido como contador de histórias, é doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e psicólogo formado pela PUC. Ele é um dos principais escritores de literatura infantil do Brasil, ganhador de diversos prêmios, com mais de 60 publicações.

Desde 2011, os livros do escritor ultrapassaram as fronteiras brasileiras e hoje já são publicados na França, Itália, Alemanha, Polônia, Espanha, Portugal, Suécia, Dinamarca, México, Argentina, Coreia e China.

Atualmente Brenman percorre o Brasil e o mundo ministrando palestras e participando de feiras de livros em escolas, universidades públicas e privadas sobre temas contemporâneos nas áreas de cultura, família, literatura e educação.