Mais de 50% dos homens acima de 50 anos tem disfunção erétil

Dr. Roberto Vaz explica em entrevista exclusiva para a Fórum, com muita clareza e objetividade, tudo sobre disfunção erétil, um problema que atinge a maioria dos homens acima de 50 anos.

O médico explica em detalhes, com linguagem fácil e acessível, questões como a sensibilidade da prótese peniana, seu custo, até as causas da impotência.

Tudo o que você sempre quis saber sobre disfunção erétil e prótese peniana, mas tinha vergonha (ou não) de perguntar, o Dr. Roberto Vaz explica em entrevista exclusiva para a Fórum, com muita clareza e objetividade. Desde questões como a sensibilidade da prótese peniana, seu custo, até as causas da impotência são contadas em detalhes e linguagem fácil e acessível.

O Dr Roberto Vaz Juliano é urologista, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, membro do Instituto de Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, professor da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC e responsável pelo grupo de Medicina Sexual e Reprodutiva.

Fórum – As estatísticas são muitas e, em alguns casos se contradizem. Qual a porcentagem, afinal, de homens com disfunção erétil hoje no Brasil?

Roberto Vaz Juliano – Nós temos um estudo brasileiro semelhante ao americano que diz o seguinte: aos 50 anos, mais da metade da população, cerca de 52% dos homens, têm alguma disfunção erétil. Destes, 10% têm uma disfunção considerada grava. Já aos 70 anos, isso aumenta paras os 70%. O envelhecimento tem muito a ver com a disfunção erétil.

Fórum – O quanto essas estatísticas são confiáveis? Há, como alguns colegas afirmam, uma quantidade grande de homens que não procura ajuda por vergonha? Este fator subnotifica esses números?

Roberto Vaz Juliano – Essa estatística é confiável, feita com acompanhamento de homens normais, sem queixa alguma. Não são homens que procuram médico. Mas, realmente ainda existem preconceitos e dificuldades, não só dos homens, mas também dos médicos. Alguns médicos esperam os pacientes falarem do assunto. A gente tem estimulado, inclusive na faculdade, que eles tomem a iniciativa, perguntem para os pacientes. Agora, felizmente, este preconceito tem diminuído. Cada vez mais homens com este problema procuram médicos.

Roberto Vaz Juliano – Você deve considerar a disfunção erétil como um sintoma. Uma dor de cabeça pode ser sinusite, câncer no cérebro, enxaqueca. A disfunção erétil é igual. Pode ser, por exemplo, um problema de relacionamento. O paciente pode não se dar bem com a parceira do ponto de vista da erotização, apesar se dar bem pessoalmente. Outras vezes por cansaço ou falta de amor e daí para a frente tem o envelhecimento. E têm muitas outras causas. Um parceiro que tem enfisema pulmonar, por exemplo, ele não consegue ficar deitado. Ele não tem capacidade física para ter relações. Há outras doenças que podem provocar a disfunção, como a AIDS, cirrose, doenças hepáticas, insuficiência renal, leucemia, tuberculose entre outras.

Fórum – E a insuficiência coronária?

Roberto Vaz Juliano – A insuficiência coronariana também pode provocar a disfunção. Das pessoas que têm insuficiência coronariana, 30% delas têm dificuldade de ereção. A obesidade é outro fator de risco. E aí, tem também o cigarro, que aumenta a lesão do vaso e, com isso, aumenta as chances da pessoa ter entupimento da artéria. E, além disso, agudamente ele também provoca vasoconstrição. Você fumar um cigarro antes de ter uma relação, por exemplo, não é uma boa ideia.

Fórum – No caso do Alexandre Frota, ele pleiteou do seu plano de saúde o implante de uma prótese inflável, pois, de acordo com o seu médico, a outra, que mantém o pênis permanentemente ereto, além de provocar intercorrências, é constrangedora quando se usa, por exemplo, na praia. Quantos modelos, afinal, existem? Existe algum que seja ideal ou isto varia de acordo com o caso? Ou até com o preço?

Roberto Vaz Juliano – Existem próteses de vários tipos: as rígidas, as semirrígidas e as infláveis. Não há uma melhor ou pior. Depende de cada caso. É como se você me pedisse uma sugestão de carro e eu te dissesse: “Compre uma Ferrari”. Mas, quando chega a Ferrari você acha que o porta-malas é pequeno. É questão de adequar. Vou te dar exemplos. Têm pacientes que tomam banho em banheiro público e preferem prótese ocultável. Outros podem ter um problema na mão, uma artrose, uma dificuldade para inflar a prótese. Então, para este paciente uma prótese semi-rígida seria mais eficaz.

Fórum – E com relação aos preços?

Roberto Vaz Juliano – Realmente existe o problema do custo. A agência Nacional de Saúde não liberou a prótese inflável. Ela custa muito mais caro do que uma prótese semi-rígida. Uma semi-rígida de qualidade custa em torno de R$ 5 mil. Uma inflável vai para R$ 60 mil. Ela realmente tem um custo alto. Eu entendo a posição dos planos de saúde e da Agência Nacional, pois o custo é muito elevado mesmo. Você tem que considerar a questão financeira.

Fórum – E a sensibilidade? Um homem que tem a prótese tem a mesma sensibilidade de quando não tinha?

Roberto Vaz Juliano – Sim. A prótese só vai garantir que a pessoa tenha a rigidez suficiente para a penetração. Ela não muda a sensibilidade, nem a ejaculação e nem o desejo. Se o paciente tem uma parceria boa, uma cabeça boa, ele vai ter uma relação muito satisfatória. Se você usa uma prótese, você vai ter rigidez na hora em que você quiser. Então você vai ter relações três vezes por dia, mas você não tem vontade de ter relações três vezes por dia. Então você não vai gozar três vezes, pois não é o seu desejo. Isso pode ser uma complicação. Às vezes você quer ter, mas a parceira não vai querer ter tantas relações. Alguns pacientes se queixam que a cabeça do pênis fica um pouco mais fria, outros que diminui o pênis, mas a princípio ela não mexe em nada.

Fórum – Estamos em pleno novembro azul, campanha que é uma das prioridades da Sociedade Brasileira de Urologia. Há alguma relação entre a impotência e a prevenção às doenças urológicas, inclusive o câncer de próstata?

Roberto Vaz Juliano – Elas ocorrem paralelamente. A hiperplasia benigna da próstata, o câncer de próstata e a disfunção erétil são doenças do envelhecimento, portanto há relação. Elas acontecem paralelamente. Podem também ter relação causal. O câncer de próstata eventualmente pode ultrapassar os limites da próstata e ter comprometimento dos vasos e artérias e vir a provocar dificuldades de ereção.

Por Julinho Bittencourt / revistaforum

Acre realiza mais um transplante de fígado no fim de semana

“Se a população compreendesse a grandiosidade do que estamos realizando no Acre, salvando e mudando vidas, não teríamos tanta recusa em doar órgãos no Estado.”

A frase é da coordenadora da Central de Transplantes do Acre, Regiane Ferrari, ressaltando que, proporcionalmente, o Acre, único estado da Região Norte com programa de fígado ativo, realiza mais transplantes do que a Grande São Paulo.

Não por acaso, o estado vem se destacando nos últimos anos entre os que mais realizam transplantes de fígado por milhão de população (PMP). No sábado, 11, o sucesso de mais uma cirurgia tirou da fila de transplantes Josuel Alves da Silva, de 53 anos.

O paciente, que sofria de disfunção hepática, aguardou por quatro meses o procedimento. A doação veio por meio de um gesto de amor da família de um homem de 27 anos, natural de Goiânia (GO), que faleceu vítima de acidente de trânsito.

O fígado foi transportado por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), chegando durante a madrugada de sábado.

De 2006 para cá, 11 anos desde a criação da Central de Transplantes, o Acre já realizou 316 transplantes apenas no Hospital das Clínicas. Desse total, 28 foram de fígado, 89 de rim, e 199 de córneas.

Somando com os mais de 300 acreanos que foram transplantados via TFD (Tratamento Fora de Domicilio), o estado já contabiliza mais de 600 procedimentos.

Fonoaudióloga alerta sobre os cuidados com a saúde auditiva

Só em 2016, foram feitos mais de 3,6 mil testes de orelhinha em recém-nascidos.

O dia a dia tem sido cada vez mais barulhento. Seja no trânsito com as constantes buzinas de carros, o som das máquinas pesadas trabalhando nas obras, o movimento nas ruas com pessoas conversando em tom alto, ou mesmo o uso de fones de ouvidos e equipamentos eletrônicos. A verdade é que tudo isso traz a sensação que o “volume da vida” aumentou ao longo dos anos.

Com uma rotina de ruídos diários, que muitas vezes não se sabe nem de onde vem tanto barulho, é preciso alguns cuidados com essa “overdose sonora”. Voluntária ou involuntariamente, o excesso de sons chega aos ouvidos e pode acabar trazendo sérios riscos para a saúde auditiva.

Neste dia 10 de novembro, dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) faz um alerta sobre a importância dos cuidados com a audição. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15 milhões de brasileiros têm alguma perda auditiva. O nível seguro de som para a audição humana é de até 65 decibéis, de acordo com especialistas.

A deficiência auditiva pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, é possível ser detectada nos primeiros dias de vida e ser tratada com sucesso. Por isso o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor é tão importante. Na pesquisa da perda auditiva, há exames adequados para todas as idades.

A fonoaudióloga Karime Bouchabk, especialista em audiologia, explica que quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Ela ressalta a importância de realizar o teste da orelhinha nos primeiros três meses de vida do bebê, pois detectando a surdez, a adaptação de prótese auditiva é mais fácil de ocorrer, ou o implante coclear, dependendo do tipo e grau da perda auditiva.

“Com essa protetização, não haverá um prejuízo referente ao desenvolvimento de linguagem e fala da criança. Por isso é tão importante realizar o teste da orelhinha nos primeiros meses de vida. Alguns traumas acústicos também podem afetar a audição, o certo é procurar um fonoaudiólogo para a realização de exames para detectar possível perda auditiva”, destaca.

Programa Saúde Auditiva

No Acre, dados da Sesacre apontam que cerca de 70 mil pessoas sofrem com surdez total ou parcial. Para atender esses pacientes, há três anos no Acre, o governo do Estado desenvolve um programa de saúde aditiva, que funciona no Hospital das Clínicas (HC).

A intenção do programa é diagnosticar quaisquer possíveis chances de uma deficiência auditiva já nos primeiros dias de vida. Com isso, o Estado assegura atendimento gratuito e especializado aos portadores de surdez parcial ou total, com a entrega de próteses auditivas aos pacientes, além de cirurgias de implante coclear (procedimento cirúrgico de alta complexidade).

Desde 2014, já foram realizados mais de 10 mil testes da orelhinha em bebês no HC. Além disso, o programa já entregou quase 5 mil aparelhos auditivos para pacientes em todo o Acre.

Novembro Azul: um alerta para os cuidados com a saúde do homem

Quase um terço dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico regularmente (saúde preventiva). Quando adoecem então, a recusa é ainda maior em buscar atendimento nas unidades de saúde.

Consequência disso, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é que eles vivem em média sete anos a menos que as mulheres.

Novembro, é o mês de conscientização da saúde do homem, incluindo a prevenção e o combate ao câncer de próstata. No Acre, de acordo com dados do Hospital do Câncer, em 2016 foram catalogados 56 casos de câncer de próstata (primeiro tipo mais comum entre os acreanos).

Só neste ano, até outubro, já foram registrados 52 casos. Nos últimos dez anos, 185 pacientes foram a óbito em decorrência da doença.

Visando os cuidados com esse público, desde o dia primeiro do mês intitulado “Novembro Azul”, em todos os municípios do Acre, as ações da campanha estão sendo desenvolvidas para estimular a população masculina a superar a vergonha em relação ao assunto e cuidar da saúde.

Aspectos culturais, como o machismo, têm causado diagnóstico tardio e maior dificuldade no controle da doença, segundo o urologista Mauro Trindade, que também atua como técnico da Divisão de Saúde do Homem da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). “É preciso quebrar as barreiras socioculturais que existem, sejam elas por medo, tabu ou machismo. A consequência disso é um diagnóstico tardio de uma doença, que se tratada no início teria mais chances de cura”, destaca.

Deixando o medo de lado

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que 20% dos pacientes são diagnosticados em estágio avançado da doença, o que faz com que a taxa de mortalidade chegue a 25% dos pacientes.

Além do alerta com a prevenção, para estimular os homens a procurar os centros de saúde, em Rio Branco, a prefeitura ampliou o atendimento em algumas unidades como parte da programação do “Novembro Azul”.

Na capital acreana, os homens podem procurar atendimento em uma das 42 Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou nas 5 Unidades de Referência de Atenção Primária (Urap) e 8 Centros de Saúde.

Na próxima sexta-feira, dia 10, por exemplo, a UBS Luana de Souza Freitas, no bairro Conquista, realizará durante toda a manhã, ações de saúde voltadas para o público masculino.

Ainda como parte da programação da campanha, a Sesacre também ampliou, em novembro, as cirurgias de vasectomia que estão sendo realizadas todas as terças-feiras, no Hospital das Clínicas.

Estado do Acre deve fornecer cadeira de rodas motorizada para paciente

Ente Público deverá conceder equipamento motorizado à paciente sob pena de multa diária de R$ 500.

A 2ª Câmara Cível denegou o efeito suspensivo e indeferiu o pedido de antecipação da tutela recursal apresentados no Agravo de Instrumento, pelo Estado do Acre. Desta forma, está mantida a obrigação do Ente Público em conceder uma cadeira de rodas motorizada à E.M.G., sob pena de multa diária de R$ 500.

A desembargadora Regina Ferrari, relatora do processo, destacou que a agravada está aguardando em fila de espera desde julho de 2016, o que evidencia a grave violação à dignidade da paciente e inaceitável a prorrogação dos infortúnios decorrentes da ausência do equipamento. A decisão foi publicada na edição n° 5.991 do Diário da Justiça Eletrônico (fl. 7 e 8).

Entenda o caso

O agravante enfatizou não existir omissão de sua parte em relação à paciente, que está devidamente cadastrada na Oficina Ortopédica do Acre, encontrando-se em 58º lugar na fila de espera. Informou ainda que no procedimento licitatório resta pendente unicamente as providências administrativas junto aos fornecedores.

O Estado do Acre alegou haver exorbitância do valor da multa, pois acarretaria o desvio de recursos destinados à sociedade, argumentou também sobre a necessidade de dilação do prazo para cumprimento da decisão.

Decisão

A desembargadora anotou que a agravada sofre de tetraplegia e necessita de cadeira de rodas motorizada para se locomover, conforme declaração médica. Então, a decisão recorrida está alicerçada diretamente no princípio constitucional da dignidade da pessoa humana e no dever estatal de prestar assistência integral à saúde.

A relatora salientou que, apesar da informação institucional comunicar ser breve o recebimento do equipamento, pelo fato de a agravada está na fase de encerramento da respectiva licitação, não é razoável supor que, até agora, muitos meses depois, ainda não se tenham realizado todos os procedimentos necessários à aquisição.

“Desde a expedição decorreu tempo suficiente inclusive para a entrega dos equipamentos pelo fornecedor, motivo pelo qual não se justifica o pedido de dilação formulado pelo Estado do Acre”, asseverou Ferrari.

Em seu voto, assinalou ser adequada à fixação de multa diária para garantir o cumprimento de obrigação imposta à Administração Pública, especialmente em matéria de direitos fundamentais à vida e à saúde. O valor da multa estabelecida para o caso de descumprimento da obrigação observa o caráter coercitivo da penalidade.

Por fim, esclareceu que o valor fixado de R$ 500 por dia não apresenta qualquer exorbitância, estando dentro dos parâmetros atualmente fixados e aceitos pelo Tribunal, e adequados ao princípio da razoabilidade, assim como a limitação estipulada na decisão recorrida a R$ 5 mil.

Por GECOM – TJAC

Uso de remédio como Omeprazol dobra risco de câncer no estômago, diz estudo

Um medicamento muito usado em todo o mundo para tratar refluxo ácido, gastrite e úlceras estomacais está associado a uma doença ainda mais grave.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Hong Kong e da University College London, as drogas do grupo de inibidores de bomba de próton (IBP), como o Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol, podem aumentar em até 2,4 vezes o risco de desenvolver câncer de estômago.

Apenas no Reino Unido, são mais de 50 milhões de prescrições desse tipo de remédio todos os anos. A descoberta já tinha sido identificada pelos acadêmicos, mas nunca em um estudo que em que se eliminou uma bactéria então suspeita pelo desenvolvimento da doença.

De acordo com os pesquisadores, depois que a bactéria Helicobacter pylori foi removida, o risco de câncer estomacal aumentou na mesma dosagem e duração do tratamento com medicamentos anti-refluxo.

Eles recrutaram 63 mil adultos e compararam o uso do IBP a um outro medicamento, conhecido como H2, que também limita a produção de ácido estomacal. Os participantes selecionados foram tratados entre 2003 e 2012 e depois acompanhados por cientistas até desenvolverem câncer de estômago, morrerem ou chegarem ao final do estudo, em 2015.
Durante esse período, 3.271 pessoas receberam IBP por quase três anos, enquanto 21.729 participantes tomaram bloqueadores de H2. Um total de 153 pessoas desenvolveram câncer de estômago.

Enquanto os bloqueadores de H2 não aumentaram o risco de câncer no estômago, os IBPs mais do que dobraram as chances. Para quem fez uso diário, o risco foi 4,55 vezes maior do que para aqueles que precisaram do remédio semanalmente. Quando ministrado por mais de um ano, o risco de câncer de estômago aumentou cinco vezes, enquanto as chances foram oito vezes maiores após três anos ou mais.

O estudo recomenda aos médicos que tenham “cautela quando prescrevem IBP para uso de longo prazo, mesmo após a erradicação bem-sucedida de H plyori”.

Ao jornal “The Guardian” o professor de farmacoepidemiologia da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Stephen Evans, disse que “muitos estudos observacionais encontraram efeitos adversos associados aos IBPs”.

“A explicação mais plausível para a totalidade da evidência sobre isso é que aqueles que recebem IBPs, e especialmente os que continuam a longo prazo, tendem a estar mais doentes de várias maneiras do que aqueles para quem esses remédios não foram prescritos.”

Por UOL

Saúde prepara encontro com secretários municipais de todo o Acre

O Ministério da Saúde, por meio de um convite da Secretaria do Estadual de Saúde (Sesacre), realiza na próxima terça-feira, 7, no auditório da Secretaria de Estado da Fazenda, o I Encontro Interfederativo de Gestores Municipais de Saúde.

 Por Maxmone Dias 

O evento será a oportunidade para que os secretários de saúde de todos os municípios acreanos, coordenadores de atenção primária e vigilância epidemiológica, equipes técnicas, gestores e demais profissionais da saúde possam conhecer a política nacional de atenção básica que recentemente passou por modificações.

Valéria Morais, gerente da Divisão de Atenção Primária da Sesacre, ressalta a integração da atenção básica e a vigilância em saúde, que é a principal novidade. “A nova política nacional de atenção básica agora faz essa integração. Antes, esses serviços eram separados e por meio do encontro, os secretários poderão conhecer essa integração e efetivar os serviços de saúde que são oferecidos pelas equipes de atenção básica”.

Além de conhecer a reformulação da Política de Atenção Básica, o evento também vai servir de espaço para discussões mais aprofundadas sobre o tema, para que assim todos possam planejar e aplicar as ações em seus municípios, assegurando que os usuários da saúde pública tenham serviços com mais qualidade.

Saúde apóia mobilização de combate à violência contra a mulher

Foi realizado a primeira reunião entre os representantes da Rede Acreana de Mulheres e Homens e a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para discutir a parceria nas ações dos “16 dias de combate à violência contra as mulheres”.

As atividades acontecem de 20 de novembro a 6 de dezembro com uma extensão programação. Na Sesacre, haverá apoio do programa Se Liga Aí, que forma jovens multiplicadores que realizam um trabalho de conscientização com outros jovens em assuntos como consumo de drogas e álcool, sexualidade, violência e questões de gênero.

A partir do dia 20 de novembro, ações simultâneas serão realizadas para falar sobre a violência de gênero, principalmente voltada para a violência contra a mulher, serão escolhidas oito escolas de ensino médio para debater sobre o assunto e ainda, serão realizadas ações dentro dos institutos sócio educativos.

O coordenador do Se Liga Aí, Antônio Neto, fala da importância da participação do projeto nesse evento. “Quando nos convidaram, ficamos muito felizes. Queremos mostrar que os adolescentes não comungam com a prática de homens que cometem violência contra as mulheres.”

Quase 800 mamografias foram realizadas em 21 dias do Outubro Rosa

Mulheres atenderam o chamado do Outubro Rosa e estão indo ao Cecon fazer o exame de mamografia.

Em apenas 22 dias, o Centro de Controle Oncológico do Acre (Cecon) realizou 784 exames de mamografia, um número recorde para a unidade que é referência no diagnóstico do câncer de mama e do colo de útero no estado.

De acordo com a gerente do Cecon, Priscila Murad, a procura pelo exame está tão grande, que a unidade está agendando o atendimento para as pacientes que não podem esperar para serem atendidas no mesmo dia.

“Pedimos a compreensão das nossas pacientes, pois em virtude do movimento atípico no Cecon, acabou gerando uma demora no atendimento no mesmo dia. Na última sexta-feira, por exemplo, foram mais de oitenta mulheres aguardando por atendimento e todas foram atendidas e algumas agendadas para os dias subsequentes, mas quem espera é atendida sim”, garantiu.

Priscila Murad também disse que o atendimento sem agendamento será estendido para o mês de novembro, devido a grande demanda.

A direção da unidade implantou o atendimento sob livre demanda em virtude do Outubro Rosa, movimento mundial dedicado à prevenção do câncer de mama.

A dona de casa Sebastiana Alves, 62 anos, mora no Bujari e veio nesta terça-feira, 24, a Rio Branco, para fazer o exame. Mesmo com a fila grande que se formou no Cecon, ela disse que só sairia quando realizasse o exame. “Vai demorar um pouquinho, mas já estou aqui, vou aguardar um pouco, porque é necessário fazer o exame.”

Já Maria Francisca da Silva, 57 anos, pediu folga no trabalho para comparecer ao Cecon. Apesar de achar ruim o tempo de espera, também preferiu esperar. “Não posso faltar muito ao trabalho, então vou ficar aqui e fazer o meu exame.”

Portadores de Hepatites Virais do Alto Acre agora terão amparo jurídico

Aconteceu na noite de sábado dia 21 de outubro no auditório do SEBRAE em Brasiléia uma Cerimônia de Fundação da Associação dos Portadores de Hepatites do Alto Acre – APHAA.

A associação que foi registrada em cartório no dia 18 de julho deste ano, agora existe de fato e de direito, para ser a grande aliada dos inúmeros portadores comprovadamente infectados com o vírus das HEPATITES e com as centenas de pessoas que ainda vivem cada dia sem saber que estão doentes.

A Cerimônia de fundação da APHAA contou com a participação de representantes das vigilâncias sanitárias dos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, as senhoras Débora e Solange, respectivamente.

Quem também abrilhantou a Solenidade foi o casal Deda e Maria Antonia, o ex prefeito de Rodrigues Alves juntamente com sua esposa que é deputada estadual são os padrinhos dessa nova entidade.

A APHAA é uma Associação não governamental e sem fins lucrativos, com número ilimitado de sócios e duração por tempo indeterminado.

É também parte da missão da APHAA advogar pela causa, divulga-la e criar maneiras para que os portadores já diagnosticados possam recorrer a tratamentos e se curar.

Pessoas físicas e jurídicas que tenham interesse em participar da APHAA podem se associar.

A Presidente da APHAA, Neiva Badotti, falou muito emocionada sobre esse sonho realizado. “A nossa Associação veio para manter viva a busca pelo tratamento e erradicação dessa doença que afeta a maioria das famílias da nossa região do Alto Acre e do nosso estado.”

Fazem parte da diretoria da Associação: Neiva Badotti (presidente), Raimunda Lima (vice presidente), Francisca Natividade, Jacks Aroldo, Daniel Gaba, Avany Alves e Silvia Badotti.

A Fundação da Associação contou ainda com o apoio incondicional de Francisco Antonio (franco), Dr. Geraldo Matos (advogado), Dr. Aldo Damian (médico infectologista) e de Valéria Aquino (Cartório Aquino).

Missão

Identificar os portadores de Hepatites Virais na região do Alto Acre, orientá-los e os encaminhar para tratamento, além de levar conhecimento à população sobre a doença.

Visão

Erradicar as Hepatites Virais no Alto Acre e salvar vidas enquanto há tempo.

Valores

Humanidade, filantropia e dedicação à causa.