MPAC instaura inquérito para garantir tratamento do SUS a adolescente

Inquérito é instaurado para garantir tratamento de saúde pelo SUS para adolescente em Brasileia.

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio do promotor de Justiça Substituto Aurê Ribeiro Neto, converteu uma notícia de fato em inquérito civil para garantir tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a um adolescente com problemas alérgicos, morador do município de Brasileia.

Segundo o promotor, o menino precisa tomar a vacina Anti Estroficos, e em razão da falta da medicação adequada, ele tem apresentado hematomas e caroços pelo corpo, tendo inclusive, um dos rins afetado.

Aurê Ribeiro destacou que, como estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), adolescentes devem receber absoluta prioridade na execução dos atendimentos e serviços de saúde, bem como ter assegurados o direito e proteção à saúde mediante a efetivação de políticas públicas.

Em ofício enviado ao MPAC, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) alegou que o fármaco não faz parte da lista de medicamentos do SUS, e por isso, não compõe a relação dos remédios do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica.

Foi expedida notificação para que o representante da Secretaria Municipal de Saúde compareça à Promotoria no dia 18 deste mês. A intenção é resolver o problema utilizando, inicialmente, mecanismos extrajudiciais e, dessa forma, garantir o medicamento ao solicitante.

Kelly Souza – Agência de Notícias do MPAC

“Tem doador para todo mundo, o que não tem é doação”, diz especialista

“Não existe uma indústria que produza os órgãos. Eles são um produto natural, da indústria divina. Esses órgãos vêm de pessoas que já encerraram sua passagem com esse mundo, por morte encefálica, que é a verdadeira definição de morte.

“O gesto de amor de uma família, que mesmo em seu momento de dor, autorizou a doação, salvou a minha vida”, diz Silvania Rossetto (Foto: Júnior Aguiar)

Entendemos a dor das famílias, que muitas vezes ficam à espera de um milagre, mas quando não há mais nenhum tipo de atividade cerebral, a situação é irreversível, ressalta o cirurgião hepático, Tércio Genzini.

A frase dita por uma das maiores autoridades em transplantes de fígado no país, é um choque de realidade que acende a necessidade de uma maior conscientização sobre a importância da doação de órgãos para salvar e garantir uma melhor qualidade de vida em pacientes, que em muitos casos, acabam não resistindo a espera, e morrem na fila de transplantes.

Genzini é responsável pelas equipes de transplantes do Acre e do Hospital Bandeirantes, em São Paulo,  realizou palestras essa semana durante a Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, “Setembro Verde”.

“Então, é através da informação, da conscientização, que vamos reverter a recusa familiar. É exclusivamente através desse gesto de amor, que outras pessoas que aguardam na fila de transplantes vão poder ter uma nova chance de vida”, completa Genzini.

A doação de órgãos salvou a vida de Silvania Rossetto. Durante o evento, realizado pela Secretaria de Gestão Administrativa (SGA), Fundação Escola do Servidor Público do Acre (Fespac) e a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), ocorrido no auditório do Sebrae, ela falou sobre o que passou fazendo hemodiálise.

“Foram 11 anos ligada à máquina, passando mal, vivendo mal. Imagina neste calor e não poder se quer beber água. É um sofrimento imenso, que se atenua ainda mais pela incerteza de não saber até quando seus órgãos vão suportar aquela condição. Há seis anos ganhei um rim, uma nova oportunidade de vida, que veio através da doação de uma criança de sete anos. Hoje sou militante da causa, levo a conscientização da doação de órgãos por todos os cantos que passo, pois foi um gesto de amor de uma família, que mesmo em seu momento de dor, autorizou a doação e salvou a minha vida”, diz emocionada.

Recusa familiar é a maior barreira

Palestra da programação do “Setembro Verde” foi realizada no auditório do Sebrae (Foto: Júnior Aguiar)

No Acre, a recusa para doar um órgão chega a 70%. As famílias não autorizam a retirada de órgãos que poderiam salvar até três vidas e melhorar a qualidade de vida de outras cinco pessoas. Em 2016, mais de duas mil pessoas que estavam na fila de transplantes em todo país, morreram. Dessas, 82 eram crianças.

Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), que divulgou que no mesmo ano, as centrais estaduais de transplantes identificaram mais de 10 mil pessoas que tiveram morte encefálica e poderiam ser doadoras.

“O profissional que faz a entrevista familiar tenta dar conforto, acolhimento e informação. Vale lembrar que ele vai estar diante de pessoas que estão sofrendo porquê perderam alguém que amam. Mas é preciso que as decisões também sejam tomadas na hora certa, porque aquele corpo que teve morte encefálica vai durar poucas horas ou poucos dias. Mas a decisão final cabe da consciência e do coração de cada um, por isso é tão importante o esclarecimento sobre o assunto”, esclarece o médico.

Galgando ano a ano avanços até na medicina especializada, o Acre cresceu e apareceu. Hoje é o estado que mais realiza transplantes de fígado na Amazônia, sendo procurado por pacientes de outras regiões para a realização de transplante. Além dos 305 procedimentos realizados pelo Hospital das Clínicas, em Rio Branco, outros 300 pacientes receberam órgãos via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Sesacre.

“Quando surgiu a ideia de transplante de fígado no Acre, não só os acreanos, mas o Brasil inteiro questionou isso. Até mesmo grandes especialistas no assunto diziam que não seria possível fazer transplante de fígado no Acre, que era um estado muito pequeno, que não tinha condições estruturais. Mas posso confessar, que dos pouco mais de mil transplantes que minha equipe fez desde 1996 até agora, os que eu tenho mais orgulho de ter feito são os daqui do Acre. […] E hoje o Acre é a referência em transplantes de fígado na Região Norte”, lembra Genzini.

 Veja o Vídeo 

Mais uma vida salva graças aos transplantes realizados no Acre

Já estava quase tudo certo para que a filha de Antônia Rosa Alves, 45 anos, fizesse a última tentativa para não perder a mãe. Ela ia tentar ser a doadora de parte do seu fígado, já que a mãe estava na fila de transplantes havia quase um ano.

A diarista, moradora de Brasileia, lutava contra as hepatites B e D fazia cerca de dois anos. Paciente do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco, Antônia já havia tido duas chances de passar pelo transplante, mas em todas as vezes os exames demonstravam incompatibilidade entre o órgão do doador e ela.

“Minha filha fez o teste de compatibilidade e deu positivo, então ela estava decidida a doar um pedaço do fígado dela para mim. Ela iria fazer alguns exames complementares quando recebi a ligação da Central de Transplantes dizendo que havia um fígado disponível. Foi um alívio muito grande e ao mesmo tempo veio o medo de não dar certo de novo, mas eu vim e dessa vez deu tudo certo, graças a Deus”, disse Antônia.

A cirurgia foi realizada na última sexta-feira, 8, no HC. Agora, Antônia aguarda a avaliação com equipe médica para poder ter alta e continuar o tratamento, mas já faz planos para o futuro.

“Eu vou trabalhar na obra da minha igreja porque agora eu sei que é vida nova pela frente. Tenho duas datas de nascimento para comemorar a partir de agora, pois eu sei que eu nasci de novo com esse transplante. Só tenho a agradecer a quem doou, porque é uma atitude muito nobre e a toda a equipe do SAE e do transplante que fez tudo o que pode, desde o começo, para que eu pudesse ter minha saúde de volta”, comemorou, emocionada.

Esse é o 26º transplante de fígado realizado no Acre. Durante o primeiro semestre de 2017, o estado apresentou elevada taxa de transplantes hepáticos (14, 7 procedimentos por milhão de habitantes) e permanece como o único estado da Região Norte a realizar o procedimento, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

O Acre já realizou mais de 600 transplantes. Foram feitos 305 procedimentos pelo Hospital das Clínicas e outros 300 viabilizados via Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

Governo convoca nesta quinta mais 307 novos servidores efetivos para saúde

Com essa nova convocação, já são mais de 2,1 mil profissionais chamados pelo governo Tião Viana para tomar posse em cargos efetivos na Saúde.

A Notícias do Acre errou ao divulgar a quantidade equivocada na somatória dos convocados do concurso para a Saúde. São 307 e não 174 como informamos anteriormente. Pedimos desculpas aos leitores.

O Governo do Acre publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira, 14, a nomeação de 307 aprovados em concursos públicos dos anos de 2013 e 2014 que farão parte do quadro efetivo de servidores da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). Com essa nova convocação, já são mais de 2,1 mil profissionais chamados pelo governo Tião Viana para tomar posse em cargos efetivos na Saúde.

As nomeações contemplam os cargos de auxiliar e técnico de saúde bucal, técnico em enfermagem, enfermeiro, radiologia e laboratório, motorista de ambulância, assistente social, biomédico, fisioterapeuta, educador físico, farmacêutico, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, odontólogo, endodontista, químico, contador e economista.

Os novos servidores serão lotados nas unidades de saúde dos municípios de Rio Branco, Acrelândia, Brasileia, Bujari, Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Rodrigues Alves, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá, Plácido de Castro e Porto Walter.

Os certames realizados pelo Estado são gerenciados pela Secretaria de Gestão Administrativa (SGA). Nos editais publicados nesta quinta-feira constam todos os procedimentos a serem tomados para investida nos cargos.

Sawana Carvalho, titular da SGA, explica que as convocações atendem parte da demanda do serviço público de saúde e que, consequentemente, resultarão na melhoria da qualidade do atendimento.

“São servidores que se juntam aos profissionais que já trabalham nas unidades de saúde de todo o Estado. Mais trabalhadores que estarão a serviço da população. Com essa convocação o governo amplia em mais R$ 1 milhão a folha de pagamento”, lembrou.

Os candidatos nomeados terão até 30 dias para apresentação dos documentos referentes aos cargos e a efetiva assinatura do Termo de Posse.

Campanha de Multivacinação vai oferecer quase 20 tipos de vacina

Trabalho começou nesta segunda-feira (11) e se estende até o próximo dia 22. Crianças e adolescentes menores de 15 anos compõem o público-alvo.

Campanha Nacional de Multivacinação começou nesta segunda-feira (11) nas cidades acreanas com quase 20 tipos de imunizações. O trabalho, segundo a Coordenação do Programa Nacional de Imunização (PNI) no estado, se estende até o dia 22 deste mês.

A coordenadora do PNI, Dora Holanda, salienta que a iniciativa visa atualizar toda a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas, de acordo com ela, são disponibilizadas em todos os postos de saúde do estado. O 'Dia D' da campanha ocorre no sábado (16).

“O objetivo é resgatar as crianças e adolescentes não vacinados ao identificar os que estão com o esquema incompleto. Nós ficamos preocupados porque pessoas de países com surto [de alguma doença] podem entrar no Brasil e, se nossas crianças não estiverem vacinadas, doenças que já foram erradicadas acabam sendo reintroduzidas”, diz.

Por isso, Dora ressalta a importância de levar o público-alvo para tomar as vacinas. “Queremos sensibilizar os pais ou responsáveis para que, nesse período de campanha, crianças que não foram vacinadas de janeiro até agora sejam protegidas para evitar as doenças imunoprevisíveis”, acrescenta a gestora.

Vacinas disponíveis

Crianças: BCG, hepatite B, penta, VIP, VOPb, rotavírus humano, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral, tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada), DTP, hepatite A, varicela.

Adolescentes: hepatite B, febre amarela, tríplice viral, dT, dTpa, meningocócica C conjugada, HPV e varicela.

Do G1 Acre

Governo garante entrega de 90 milhões de preservativos

Em agenda no Ministério da Saúde (MS) em Brasília nesta segunda-feira, 11, o governador Tião Viana tratou sobre a prorrogação do contrato do órgão com a empresa Natex.

 Por Arison Jardim 

O acordo prevê a entrega de 90 milhões de preservativos produzidos com látex natural, extraído em sua maior parte por seringueiros em Xapuri.

A secretária adjunta do MS, Sônia Brito, informou que o parecer sobre a prorrogação foi positivo e que o próximo passo agora é traçar um plano sobre a produção. Desde maio deste ano, a fábrica entrega diretamente as demandas contratadas para Rondônia, Mato Grosso, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo. Em julho, mais de 1,5 milhão de unidades foram entregues em Rondônia.

“Esta parceria com o MS fortalece a cado ano o trabalho da Natex, que é o ponto final de uma cadeia produtiva diretamente da floresta. Recentemente, representantes da ONU [Organização das Nações Unidas] estiveram no Acre para planejar um novo modelo de ação para a indústria”, afirma o governador, explicando que a indústria representa um modelo de economia sustentável tanto ambiental quanto social.

A fábrica é responsável pelo fornecimento de 15% dos preservativos distribuídos pelo ministério em todo o Brasil. Emprega mais de 120 funcionários diretamente e possui 700 famílias extrativistas cadastradas para o fornecimento do látex. O contrato entre a fábrica e o MS se dá por intermédio da Fundação de Estado de Tecnologia do Acre (Funtac).

Emendas parlamentares

Ainda em Brasília, o governador tratou com o secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Natalino Oldakoski, sobre a liberação de emendas e convênios de parlamentares para o setor de Pequenos Negócios no Acre.

Maternidades participam de projeto que aprimora modelo de atenção ao parto

Representantes do Acre durante assinatura do termo de adesão ao programa em Brasília.

 Por Álefe Souza Assessria 

A Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, e os hospitais Santa Juliana, também na capital, e da Mulher e da Criança, em Cruzeiro do Sul, estão entre as 96 unidades de saúde do Brasil que receberão financiamento do projeto Apice On (Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia).

A iniciativa do Ministério da Saúde (MS) em parceria com várias entidades, entre elas a Fiocruz, vai qualificar e ampliar a atenção obstétrica e neonatal em hospitais de ensino e universitários ou que atuam como unidade auxiliar de ensino.

O projeto foi lançado oficialmente em 17 de agosto último, em Brasília, quando foi firmado o Termo de Adesão ao programa com as secretarias participantes. O Acre foi representado pelo secretário adjunto de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Raicri Barros, e diretoras das unidades participantes do estado, além de representantes da Rede Cegonha.

O objetivo do Apice On é aprimorar o modelo de atenção ao parto, nascimento e abortamento, por meio de oficinas e capacitações de profissionais e estudantes, além de ampliar a integração entre ensino e serviços de saúde. Serão investidos R$ 13 milhões de reais até 2020.

Para a coordenadora de Saúde da Mulher do MS, Esther Vilela, a iniciativa consolida o aprendizado prático da assistência ao parto. “Ao integrar o projeto, o hospital assume o compromisso de aprimorar a prática de cuidado baseada nos direitos das mulheres e dos bebês, baseado nas melhores evidências científicas disponíveis”, explicou Esther.

Um dos requisitos básicos para a adesão ao projeto é o compromisso de constituir um grupo especial, com atuação especifica e estratégica, constituído por profissionais dos serviços e indicado pela direção do hospital por sua atuação técnica.

“Esse requisito tem como objetivo induzir que as unidades participantes estruturem ou fortaleçam a gestão participativa para, assim, possibilitar a construção coletiva de práticas de saúde mais acolhedoras, chegando assim aos resultados esperados no campo da Atenção, Ensino e Formação e Gestão”, destacou Ráicri Barros.

Governo garante mais medicamentos para municípios do interior

Veículo da Sesacre (foto abaixo) sendo carregado com os medicamentos e materiais para entrega no interior.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Departamento de Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica, realiza a entrega de lotes de medicamentos e materiais de saúde para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) das regiões do Tarauacá/Envira e Vale do Juruá.

Os medicamentos, liberados pelo Ministério da Saúde, contribuirão com os serviços que são oferecidos pelas unidades e serão encaminhados a partir desta segunda-feira, 11, para Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Rodrigues Alves, Porto Walter e Tarauacá.

Nos lotes enviados estão itens como contraceptivos e cerca de 27 mil repelentes em spray que vão ser entregues a mulheres grávidas atendidas pelas unidades de saúde desses municípios. Os repelentes são usados para o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue e do vírus zika.

Outro material de destaque é a entrega de estetoscópios de pinard. São cerca de 75 equipamentos, que têm por finalidade constatar a cada consulta a presença, o ritmo, a frequência e a normalidade dos batimentos cardíacos fetais.

Serão entregues também cadernos de atenção básica e atenção ao pré-natal de baixo risco, manuais técnicos de gestação de alto risco, guia técnico de testes rápidos de gravidez e norma técnica para atendimento às mulheres com gestação de bebês anencéfalos.

“Esses medicamentos e materiais são importantes para que as unidades básicas de saúde possam atender a população de seus municípios com mais qualidade”, destaca João Paulo Silva, diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dape) da Sesacre.

Mutirão de cirurgias será realizado no Hospital Raimundo Chaar em Brasileia

Expectativa da equipe é a de realizar mais de 40 procedimentos em dois dias no Hospital Raimundo Chaar em Brasileia.

O feriado prolongado será de trabalho para a equipe de cirurgias da Central de Regulação Estadual, que estará em Brasileia nesta quinta e sexta-feira, 7 e 8, para realizar mais um mutirão de cirurgias gerais.

Os procedimentos serão no Hospital Raimundo Chaar. Estão previstos mais de 40 procedimentos de hérnia e vesícula. A equipe é composta por três cirurgiões, três auxiliares, dois anestesistas e oito profissionais de apoio.

“Com certeza serão dias de muito trabalho para levar à população de Brasileia que aguarda por esses procedimentos qualidade de vida e diminuir o tempo de espera pelas cirurgias.

A equipe só tem hora pra começar, mas não tem hora pra terminar”, disse Edna Monteiro, da equipe de Regulação de Cirurgias.

Os mutirões de cirurgias que vêm sendo realizados em alguns municípios do Acre são parte do Plano de Cirurgias Eletivas, trabalho integrado da Central de Regulação do Hospital das Clínicas (HC) e do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) para diminuir o tempo de espera e evitar o deslocamento dos pacientes à capital.

O próximo mutirão já tem data marcada. Nos dias 22 e 23 de setembro, pacientes de Sena Madureira serão atendidos.

Profissionais do Mais Médicos no Acre participam de encontro

Médico Osvaldo Leal é um dos tutores dos profissionais que chegam por meio do Mais Médicos. Já são 165 profissionais no Acre do programa Mais Médicos.

Médicos estrangeiros e brasileiros formados em outros países que integram o Programa Mais Médicos, e que chegaram nos últimos meses ao Acre para reforçar o atendimento em saúde à população, participaram de um encontro presencial com os tutores responsáveis pelo programa no Estado, os professores-doutores Oswaldo Leal e Rodrigo Silveira.

De acordo com a coordenadora da Comissão Estadual do Mais Médicos, Márcia Andréa, os supervisores/tutores são de fundamental importância não apenas para orientar os estrangeiros em questões culturais, mas também para discutir com eles as atividades que serão desenvolvidas ao longo do curso de especialização, por meio da internet, além do apoio e orientação sobre as necessidades de cada município.

“Esse foi o primeiro encontro presencial com os tutores que são responsáveis pelas ações de coordenação, monitoramento e acompanhamento desses profissionais que vão atuar no interior do Estado. Esse suporte é muito importante no plano de trabalho, nas atividades a serem executadas pelos médicos participantes do programa”, destaca Márcia Andréa.

Na semana passada, o Ministério da Saúde (MS) enviou ao Acre mais sete profissionais que compõem o programa Mais Médicos, todos de nacionalidade cubana, que vão trabalhar em postos de saúde de Rodrigues Alves (1), Marechal Thaumaturgo (1), Porto Walter (2), Acrelândia (1), Assis Brasil (1)e Santa Rosa (1)

A médica acreana formada há um ano na cidade de Cochabamba, na Bolívia, Ana Carolina Cavalcante e há quatro meses atuando pelo Mais Médicos no posto de saúde do recanto dos Buritis, em Rio Branco, conta que a experiência tem sido positiva.

“Estou há quatro meses pelo programa e tenho gostado muito, especialmente por ser daqui e já conhecer a realidade do Estado. Esse é um programa corajoso, tendo como grande parte de seu desafio as localidades de difícil acesso. Por isso é tão essencial para a manutenção das condições de saúde da nossa população, no que se refere à promoção e à prevenção”, destaca.

Ao todo, o Acre tem 165 profissionais do Mais Médicos, programa criado pelo governo federal para fortalecer a atenção básica de saúde em municípios que mais necessitam de assistência médica.