A batalha de quem aguarda por um transplante de medula

Apenas cinco mil de sangue são coletados para serem enviados para análise genética.

 Por Álefe Souza 

Débora aguarda pelo transplante de medula

Débora aguarda pelo transplante de medula (Foto: Angela Peres)

A expressão popular “é como encontrar agulha em um palheiro” pode definir a dificuldade da busca de quem precisa de um doador de medula óssea compatível para transplante, já que a probabilidade é de uma em um milhão.

A dona de casa Maria Luíza Silva, mãe de Débora, três anos, sabe bem o peso dessa probabilidade. Aos seis meses de vida, Débora foi diagnosticada com leucemia, câncer maligno que ataca os glóbulos brancos (leucócitos), causando anemia, infecções e hemorragias, além de dores nos ossos e articulações, quando não há evolução do tratamento por meio de medicamentos.

Moradora de Rodrigues Alves, Maria Luíza se mudou para Rio Branco com Débora e o outro filho para iniciar o tratamento da menina no Hospital do Câncer de Rio Branco (Unacon). Desde então, a criança tem passado por uma série de internações e tratamentos, pois a doença já apresentou recorrência por duas vezes.

“Infelizmente o irmão da Débora não é compatível e, pelo que a médica nos explicou, o tratamento não está surtindo o efeito desejado, então a única saída no caso dela é o transplante”, conta a mãe.

Agora, mãe e filha enfrentam uma corrida contra o tempo e encontram na fé a aliada para enfrentar a doença. “Minha esperança é de que um doador adequado seja encontrado antes que seja tarde demais, mas eu creio que vamos achar. Minha filha é cheia de vida e quem olha para ela nem acredita que está doente, porque é muito sorridente, apesar de tudo o que passa.”

Acre tem menos de cinco mil doadores cadastrados

O transplante de medula, tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos e responsável pela fabricação das células sanguíneas, é um procedimento utilizado em casos de doenças que comprometem a produção de sangue pelo tecido, como leucemias, aplasia da medula óssea e outras doenças genéticas.

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) é responsável por realizar cadastro de doadores de medula. Para se tornar um doador é necessário ter entre 18 e 55 anos e estar bem de saúde.

O doador preenche a ficha cadastral e passa por uma coleta de sangue que é enviada para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), no Rio de Janeiro.  Os dados são cruzados com os dos pacientes que estão na fila de espera para verificar compatibilidade.

Caso o possível doador seja encontrado, ele e o paciente passarão por avaliação médica, para então serem feitos a coleta e o transplante.

Até abril de 2017, constavam no sistema 4,8 mil doadores cadastrados, número baixo, levando-se em consideração a população do Acre – cerca de 800 mil habitantes. O Redome também aponta que cerca de 20 pessoas aguardam na fila de espera estadual por um transplante desse tipo.

A gerente de captação do Hemoacre, Quésia Nogueira, explica por que é necessário um número elevado de doadores.  “Quem necessita de um transplante de medula tem 25% de chance de encontrar doador compatível entre familiares, porém a maior parte não encontra. Por esse motivo, é necessário um grande número de doadores registrados para que a chance dos pacientes aumente”.

Segundo Quésia, é importante salientar, para quem deseja se tornar um doador, que a medula não é afetada durante o transplante. “Não há risco de ficar paralítico como alguns acreditam e nem vai fazer falta ao organismo do doador o material que for retirado, pois a medula se regenera rapidamente”, explicou.

Prefeitura realiza campanha de vacinação contra gripe em Brasiléia

A prefeitura de Brasiléia através da Secretaria Municipal de Saúde vem realizando no município a campanha nacional de vacinação contra a Influenza (gripe).

A campanha, que tem como público alvo crianças a partir de 06 meses e menores de 05 anos de idade, gestantes puérperas (até 45 dias após o parto) e idosos com 60 anos ou mais, vem acontecendo em todo o Brasil desde o ano de 2010.

Aqui no município de Brasiléia os coordenadores da campanha estimam vacinar aproximadamente 5.100 pessoas, entre áreas urbana e rural.

A campanha teve seu lançamento oficial no dia 17 de abril, e como já é de rotina, os profissionais da saúde foram os primeiros a serem vacinados.

A vacinação irá até o dia 26 de maio. Para atender o maior número possível de cidadãos, os vacinadores estão indo as residências ministrar a vacina no público alvo.

A vacina está disponível em todos os postos de saúde do município e na zona rural em pontos estratégicos, que serão divulgados pela Secretaria de Saúde através de todos os meios de comunicação e redes sociais.

“Essa campanha é realizada todos os anos, e é muito importante para a população do município, pois previne a gripe. Ao contrário de muitos boatos, a vacina não tem nenhuma contraindicação.

Nesta reta final da campanha, os nossos agentes estão indo nas residências dos populares para ministrar a vacina.

Por conta desses boatos, algumas pessoas têm demonstrado um certo receio em tomar a vacina, principalmente os idosos, mas estamos aqui para afirmar, mais uma vez, que a vacina previne a gripe e não gera nenhum tipo de efeito colateral”, afirmou Joe Weider, coordenador da imunização do município de Brasiléia.

vacinação contra a Influenza gripe

Foto: da Internet

Acre é o único da região Norte com posto de coleta de leite humano

O Acre é o único Estado da Amazônia que conta apenas com um posto de coleta de leite humano, mostra RBLH.

O Amapá, Estado com características parecidas com as do Acre, possui um banco de de leite humano (BLH) e dois postos de coleta de leite humano.

Os dados são da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que tem no Acre a Maternidade Barbara Heliodora relatada como o único posto de coleta.

A situação dos estoques de leite materno foram lembrados nesta terça-feira, 16, durante lançamento da Campanha Doe Leite Materno, do Ministério da Saúde.

O MS sustenta que amamentação é o principal fator de redução da mortalidade na infância e, por isso, a campanha prevê o aumento do número de novas doadoras voluntárias, bem como do volume de leite humano coletado e distribuído aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso, internados no Brasil.

coleta de leite humano

Vídeo: A saúde auditiva e a emoção de quem voltou a ouvir

O som de uma música, do canto dos pássaros, o barulho ensurdecedor do trânsito durante um engarrafamento ou mesmo a emoção motivada por um grito de gol no rádio ou na televisão.

Saúde

Teste da orelhinha identifica, de forma precoce, possibilidades do bebê ter alguma deficiência auditiva (Foto: Júnior Aguiar)

Os sons fazem parte da nossa rotina diária. Acostumamos, desde crianças, a nos comunicar e nos orientar pelos sons. Agora, experimente fazer um teste. Tape os ouvidos e tente passar algum tempo sem ouvir. Com toda a certeza, a vida vai ficar muito difícil.

Infelizmente, para muita gente, essa experiência é bem real. São pessoas que vão, aos poucos, perdendo a audição.

Segundo o IBGE, mais de 1% da população brasileira, o que representa mais de dois milhões de pessoas, têm algum tipo de deficiência auditiva. No Acre, há três anos, o governo do Estado desenvolve um programa de saúde auditiva no Hospital das Clínicas (HC) que tem devolvido a dignidade e a qualidade de vida a milhares de acreanos que sofriam com a perda da audição.

O intenção do programa de saúde auditiva é diagnosticar quaisquer possíveis chances de uma deficiência auditiva já nos primeiros dias de vida. Para que isso aconteça, é realizado um exame conhecido como teste da orelhinha, que deve ser realizado até o terceiro mês de vida de um bebê.

“A política de saúde auditiva começa na triagem auditiva neonatal. O objetivo é fazer um diagnóstico precoce para que tenhamos mais possibilidades de tratamento”, destaca o médico Luiz Avelino, um dos coordenadores do programa.

Acompanhamos, durante um dia, a realização de testes com crianças no HC. A fonoaudióloga Karime Bouchabki explica como funciona o exame. “Realizamos o teste com um equipamento portátil e digital. Não dói e nem o neném é furado. Colocamos uma sonda na pontinha do ouvido do bebê que vai emitir ondas sonoras. O teste serve para avaliar a via auditiva e saber se há alguma alteração. Se o bebê não passar no exame, encaminhamos para um otorrinolaringologista que vai solicitar exames complementares.”

Desde 2014, já foram realizados mais de 10 mil testes da orelhinha em bebês no Hospital das Clínicas.

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“Não tem sensação melhor que voltar a ouvir”, diz paciente

O programa de saúde auditiva vai além do teste da orelhinha. Nos corredores do Hospital das Clínicas onde são realizados os atendimentos da saúde auditiva é fácil encontrar histórias tristes de perda de audição, com um final feliz.

Uma delas é de Rafaela Diógenes. “Um dia começou um ruído no meu ouvido e uma tontura contínua. Fiz vários exames e foi quando o médico descobriu que eu tinha uma doença auditiva, hereditária e que, aos poucos, eu ia perder a audição. Foi exatamente o que aconteceu nos últimos cinco anos até eu descobrir esse programa”.

Rafaela conta que se excluiu da sociedade por causa do problema. “Eu tinha vergonha por não escutar bem”. Agora, usando um aparelho auditivo doado pelo governo, ela se emociona ao falar sobre o sentimento de voltar a ouvir. “Esse programa está fazendo muita gente sorrir de novo. Não tem sensação melhor que voltar a ouvir com clareza”.

Outro depoimento que demonstra a grandeza do programa de saúde auditiva vem da professora Francisca Lima. Sua família possui uma doença que vai provocando a perda da audição com o passar dos anos. “A minha mãe e minhas irmãs ficaram surdas com a chegada da velhice. Fui professora durante 23 anos e fui obrigada a sair de sala quando comecei a perder a audição. Sofri muito preconceito por não ouvir direito”.

Doença hereditária levou a perda da audição de Francisca que recebeu o aparelho e voltou a ouvir (Foto: Júnior Aguiar)

Francisca, depois dos exames, recebeu um aparelho auditivo. “O mundo se abriu de novo pra mim. Quando coloquei o aparelho, três meses atrás, foi um impacto.

Lembro da emoção de ouvir os pingos de água caindo da torneira. Hoje, voltei a ter prazer em coisas simples como ir a um churrasco com os amigos e conseguir ouvi-los e interagir”.

 Veja o Vídeo 

Sala de audiometria identifica perda auditiva

Aos 93 anos, Raimundo sorri: “Tem coisa melhor que ouvir?” (Foto: Abaixo) A necessidade do uso de um aparelho auditivo é verificada durante um exame realizado em um espaço chamado de sala de audiometria, como explica a fonoaudióloga Tereza Medeiros.

“Aqui nós avaliamos a audição, o quanto o paciente escuta e a partir daí identificamos se há algum problema.”

Foi exatamente esse exame que identificou a perda de audição do aposentado Raimundo Nascimento, prestes a completar 93 anos de vida.

Dono de uma lucidez impressionante para a idade, seu Raimundo era só ansiedade para experimentar o aparelho. “Agora vou conseguir ouvir direitinho. Tem coisa melhor do que a gente ouvir? Isso é bom demais”.

Texto: Leonidas Badaró |Fotos: Junior Aguiar |Diagramação: Adaildo Neto

UPA do 2º Distrito homenageia profissionais da Enfermagem

Parte dos mais de 100 técnicos de enfermagem e enfermeiros que prestam serviço na UPA do 2º Distrito.

 Por  Leônidas Badaró 

Saúde no Acre

Ana Cláudia Onofre, coordenadora de enfermagem da UPA, destaca a importância dos profissionais (Foto: Leônidas Badaró)

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito irá realizar várias atividades no decorrer dos próximos dias em alusão à Semana de Enfermagem. A programação é uma forma de homenagear os técnicos de enfermagem e enfermeiros que são de extrema importância para o atendimento em saúde com qualidade.

Na manhã desta segunda-feira, 15, os profissionais da unidade foram recepcionados com um café da manhã como reconhecimento do trabalho. Na UPA do 2º Distrito prestam serviço 19 enfermeiros e 91 técnicos em enfermagem.

São profissionais como a enfermeira Maria Rosa da Silva, que há sete anos trabalha no local. Perguntada sobre qual a melhor parte da profissão, a resposta vem na ponta de língua: “O melhor é cuidar da vida de outras pessoas. É você se sentir importante ajudando quem precisa. Eu me sinto muito feliz com isso”.

Um grande mural de fotos registrou diversos momentos do trabalho de técnicos e enfermeiros (Foto: Leônidas Badaró)

O exemplo de dedicação de Rosa à enfermagem é o que leva jovens como Janaína e Larissa, estudantes de enfermagem e estagiárias na UPA, a ter a certeza de que escolheram a profissão certa. “Escolhi enfermagem porque gosto de cuidar das pessoas e ser solidária”, afirma Janaína Moura, que está a seis meses de concluir o curso.

Já Larissa Meireles afirma que o estágio confirmou mais ainda a vocação. “Esse contato com o paciente tem sido uma novidade pra mim e tem sido muito importante para confirmar que era exatamente isso que eu quero como profissão.”

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre possui 837 técnicos em enfermagem e 452 enfermeiros, distribuídos pelas unidades de saúde atendendo a população em todo o estado.

Ana Cláudia Onofre, coordenadora de enfermagem da UPA, fala sobre a importância do trabalho desenvolvido por esses profissionais. “Nós trabalhamos uma obra-prima que é o ser humano. Então, nesta semana procuramos discutir a valorização e a importância da nossa profissão.”

As atividades da Semana de Enfermagem vão até o dia 19 deste mês.

Família pede ajuda para criança com “Microcefalia” em Epitaciolândia

Essa é a Manu, ela tem 11 anos, mora no bairro José Hassem, em Epitaciolandia e precisa urgente de ajuda.

Emanu

Emanuelly Vitória tem "Microcefalia e síndrome de Seckel", por isso precisa fazer diversos exames (como tomografia, eletrocardiograma, entre outros) na cidade de Rio Branco, além disso, precisa comprar diversos remédios e Fraudas tamanho "G".

O preocupante é que seu quadro clínico tem piorado, de um tempo pra cá, e ela vem ficando bem doentinha. Infelizmente, sua família não possui condições de arcar com todas essas necessidades nesse momento tão crucial.

Portanto, essa princesa está precisando de acompanhamento Neuro, fonoaudióloga, cardiologista, oftalmologista, entre outras e cada consulta custa 300 reais, dependendo de quais seja. Seus pais não tem condições para arcar com tudo sozinho No Momento.

Se alguém puder ajudar por favor entrar em contato com a mãe da criança Wanda Oliveira pelo Cel: (68) 99905-9311 ou pode chamar pelo WhatsApp deste número. Não importa como seja, qualquer ajuda será bem-vinda. Caso possa contribuir para os exames e remédios, seguem os dados para depósito.

Vanda

Se você puder fazer doações de Fraudas "G" pedimos que deixe na clínica ODONTOBIO (ao lado do hotel Epitácio Palace Próxima à igreja Católica de Epitaciolandia).

Banco do Brasil

Conta Poupaça

Agência 3952-7

Conta 18854-9

Evanda Oliveira do Nascimento (mãe da criança) 

WhatSapp (68) 99905-9311

Emanu 1

Dia D de vacinação contra a gripe será realizado neste sábado

Vacina pode reduzir em até 45% dos casos de internação por pneumonia e 75% dos agravos da influenza.

 Por Álefe Souza 

O “Dia D” de vacinação contra a gripe influenza será realizada em todo o país neste sábado, 13. Em Rio Branco, a abertura será na Unidade de Saúde da Família Adalberto Aragão, a partir das 8h, e todos os centros de saúde do município estarão funcionando para oferecer a vacina das 7 às 13h.

Também serão instalados três postos de vacinação no Terminal Urbano, no centro da capital, e nos supermercados Araújo Mix e Atacadão. A campanha se estende até 26 de maio.

No Acre, a campanha foi antecipada pelo governo do Estado para o início de abril. A meta para este ano é imunizar 225.135 pessoas e alcançar a cobertura de 90% de cada grupo elegível. Para isso, foram disponibilizados 117 postos fixos de vacinação, 51 postos móveis, 671 profissionais – entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, administrativos e de apoio – e 92 meios de transportes (carros, barcos, motos e outros).

Podem tomar a vacina idosos a partir de 60 anos, trabalhadores em saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), portadores de doenças crônicas não transmissíveis, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e professores da rede pública, privada e de todos os níveis de ensino.

“A população deve estar consciente de que a vacina reduz a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, portanto é imprescindível buscar os postos de vacinação”, disse a gerente da Divisão de Imunização e Rede de Frio, Maria Auxiliadora de Holanda.

Pessoas com reação alérgica relacionada ao ovo de galinha e seus derivados e que apresentaram reações em doses anteriores não devem tomar a vacina. Caso apresente febre moderada ou grave, é recomendado não tomar.

Saúde

Brasiléia: Governo vai convocar todos os aprovados em concursos da Saúde

A informação foi dada após a posse de novos 113 trabalhadores que atuarão em Rio Branco.

 Por Marcelo Torres 

Uma notícia que pode agradar os candidatos listados em concursos da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre): o secretário Gemil Júnior está trabalhando para que todos os aprovados em certames da instituição sejam convocados. 

A intenção do gestor estadual já está sendo estudada junto à Secretaria da Gestão Administrativa (SGA) e Gabinete do Governador.

Segundo o secretário, as novas chamadas de aprovados também vão contemplar os municípios do interior, o que será uma grande ajuda às unidades de saúde.

“Essa convocação que fizemos foi para a Capital, mas temos também uma prioridade para o Alto Acre (Brasiléia). Já levantei a demanda de cada cidade, e certamente o governo está trabalhando.

Essas chamadas que queremos fazer vão ajudar e muito as unidades de saúde, no fluxo dos atendimentos e na qualidade dos serviços”, explica.

Gemil Júnior também destacou o empenho do Governo do Acre para manter em dia os serviços ofertados pela pasta, em Rio Branco, e municípios. “Nós temos um olhar sensível à saúde.

O governador Tião Viana tem uma história com isso. É um compromisso manter e melhorar a cada dia mais a Saúde. Mas, reitero, tudo precisa ser feito com responsabilidade”, completa.

Reposição de servidores

Em fevereiro, o Ministério Público Estadual (MP/AC) apresentou determinação ao Estado do Acre encaminhando pela demissão de 277 trabalhadores irregulares da Sesacre.

Dos demitidos, informou o secretário Gemil Júnior, o número de convocações já é maior. “Com as convocações de agora, ultrapassamos esse número. Tenho um empenho firme nisso!”, finaliza.

Saúde no Acre

Governo reforça saúde do Acre com posse de novos servidores

O governo do Estado deu nesta terça-feira, 9, mais uma prova da eficiência na gestão dos recursos públicos.

 Por Leônidas Badaró 

governo do Estado

Empossada como técnica em enfermagem, Maria Gorete Gomes levou toda a família para prestigiar o momento (Foto: Diego Gurgel)

Em solenidade no Teatro Plácido de Castro, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) deu as boas-vindas a 113 novos profissionais aprovados em concurso público e contratados de forma efetiva.

A posse foi de muita emoção para quem esperava ansiosamente pelo momento de fazer parte do quadro permanente de servidores públicos da saúde.

É o caso da técnica em enfermagem Maria Gorete Gomes, que levou toda a família para prestigiar sua posse. “É uma felicidade total. É o momento mais esperado da minha vida profissional. Agradeço a Deus e a minha família.”

Entre os profissionais das diversas áreas empossados estava a fisioterapeuta Helen Maria Araújo, que definiu o momento como a realização de um sonho. “Não existem palavras, é um momento muito especial. Agora é honrar com essa oportunidade e atender à população da melhor forma possível.”

A felicidade dos servidores empossados ao lado do secretários de Saúde e de Gestão Administrativa (Foto: Diego Gurgel)

Novos profissionais se somam aos mais de cinco mil servidores da Saúde

Os 113 servidores empossados farão parte da segunda maior secretaria da administração pública estadual. A Sesacre tem mais de cinco mil profissionais espalhados por todo o estado.

Durante a solenidade de posse, a secretária de Estado de Gestão Administrativa, Sawana Carvalho, explicou qual o diferencial do governo do Acre, que mesmo em um momento de crise, quando vários estados do país estão com dificuldades de honrar com o salário do funcionalismo, o Acre realiza concursos públicos, como os recentes das polícias militar e civil, e empossa novos servidores.

“O nosso segredo é uma política pública adotada com seriedade. A partir do momento que em 2015 e 2016 fizemos ajustes nas despesas do estado, conseguimos contemplar os servidores públicos e a população. Quanto mais servidores, melhores serão os serviços oferecidos à nossa comunidade”, destaca.

O reforço no atendimento à população na área da saúde foi comemorado pelo gestor da pasta Gemil de Abreu Júnior, que destacou o esforço do governo na contratação dos novos servidores. “Esse é um momento extremamente marcante para a saúde. Estamos empossando profissionais em um momento de crise, de dificuldade financeira. Isso só comprova o compromisso que tem a gestão do governador Tião Viana com a população acreana.”

Em menos de 60 dias, o governo do Estado empossou 271 novos servidores da saúde aprovados em concurso público.

Participaram ainda da solenidade de posse o deputado estadual Heitor Júnior e o vereador Jackson Ramos.

Profissionais de Saúde levam esperança a pacientes com câncer

Receber um diagnóstico de câncer nunca é fácil, especialmente sendo de um filho de dois anos.

Saúde

Edileuza Rocha sabe bem o que é isso. Em 2010, a mãe do pequeno Thalisso Rocha, recebeu a notícia de que ele estaria com leucemia e pouca possibilidade de cura.

“A minha primeira reação foi de choque, mas no meu coração acreditei que meu filho iria sobreviver sim”, conta. Depois da descoberta, começaram os primeiros capítulos difíceis dessa história.

“Foram dois anos e meio de tratamento. Por quatro meses – noite e dia – fiquei sem poder sair do hospital, larguei mão de emprego e de tudo pra cuidar do meu filho. Foram dias de angústia por ver o sofrimento dele, por que um câncer adoece toda uma família que quer ajudar, mas se sente impotente”, declara.

Equipe da Unacon está em contato com muitos casos de famílias diariamente (Foto: Angela Peres)

Como o caso dessa família, há diversos outros com os quais a equipe do Hospital do Câncer de Rio Branco se depara constantemente. Entre muitas definições, no dicionário, empatia se refere à capacidade de compreender sentimentos ou reações do outro e conseguir imaginar-se no lugar dele. Para os profissionais que atuam no serviço de Oncologia no Acre, o termo vai além do seu significado, por ser vivido diariamente na prática, quando buscam proporcionar mais qualidade ao atendimento prestado a pacientes que encaram a luta contra o câncer.

O hospital é cadastrado no Ministério da Saúde como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e foi inaugurado em 2007, tendo como público-alvo pacientes com a confirmação do diagnóstico. Se antes a maioria dos diagnosticados precisava ser encaminhada para tratamento fora, hoje eles têm a prestação do serviço público no próprio estado, próximo ao ambiente familiar e a uma equipe multidisciplinar que os assiste composta por especialistas, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, além de cirurgiões oncológicos.

Quem doa tempo também doa vida

A técnica fala do amor pela profissão (Foto: Angela Peres)

“Só vou para casa pra dormir”, relata Júlia Albuquerque, técnica de enfermagem da Unacon há cinco anos. Casada e mãe de quatro filhos, em 2004 Júlia sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) por conta de um aneurisma. Naquele ano, foram três meses de total dependência física da família até se recuperar do ocorrido.

Segundo ela, o momento difícil a fez valorizar mais a vida e despertou para ir em busca da formação profissional na área que sempre quis atuar. “Eu sempre quis uma forma de ajudar as pessoas. Como acredito que tudo na vida tem um propósito, foi na minha angústia que me determinei a me engajar nessa missão de servir, que faço com tato amor”, diz.

Do contato diário com a profissão, Júlia tira a seguinte lição: pode faltar tudo, menos o amor e a capacidade de ouvir. E conclui: “Senti na pele o que é precisar de fato de alguém e dos serviços médicos. É algo que abate, angustia e debilita. Até o tom que se usa pra falar pode determinar a reação de um paciente. É pensando nisso que todos os dias eu entrego o meu melhor ao próximo, sem discriminações”.

Já o enfermeiro Márcio Rodrigues, na Saúde há 11 anos, descobriu no Hospital do Câncer maior afinidade com pacientes adultos e idosos. Na lida com a média ambulatorial de 200 pacientes atendidos por semana na unidade e com as demandas espontâneas do serviço paliativo, Márcio compõe a equipe que leva atendimento até a casa de pacientes em fase terminal. E afirma que o serviço público o levou a compreender, de fato, de que trata a profissão de prestar assistência às pessoas.

Ele explica o quanto pode ser desafiador ajudar pessoas que encararam diferentes estágios do tratamento. “Na quimioterapia a gente tenta fazer com que o paciente tenha uma boa adesão ao tratamento e aos poucos se recupere. E no paliativo o desafio é levar condições para que o paciente tenha o máximo possível de qualidade de vida, já que se encontram mais debilitados”, comenta.

Para Márcio, a oncologia é uma área que traz vínculo com o paciente (Foto: Angela Peres)

Estar diante de quem luta pela vida é, sem dúvida, ter muitas reflexões ao longo do tempo de profissão: “Não é fácil lidar com a intimidade das pessoas, pois isso faz criar vínculos emocionais e às vezes conhecer a realidade social e familiar dos outros é algo que nos choca profundamente.

Também é desgastante quando precisamos lidar com o luto das famílias quando alguém não resiste. Por outro lado, viver isso no dia a dia torna qualquer um mais humano, o que é recompensador”.

Doutora Valéria e a difícil missão de salvar crianças

 Veja o Vídeo 

 

Há dez anos na Unacon, a médica Valéria Paiva acompanha a rotina diária de famílias que precisam lidar com o tratamento contra o câncer infantil desde o diagnóstico. Ainda durante a formação, ela já planejava a especialização na área de Oncologia Pediátrica. “Que árdua missão! É como vencer um leão por dia”, descreve.

Atualmente, a oncologista faz o acompanhamento de aproximadamente 300 crianças, entre as que chegam ao hospital diariamente e as que venceram a doença. Mãe de duas crianças e conhecedora da dor de já ter perdido um filho, Valéria revela que seu trabalho diário se resume em fazer sempre a mesma promessa aos pais: dar o melhor de si para, juntos, lutarem pela cura.

“E quando ela não vem, é como se levasse também um pouco de mim, um filho meu. Essas horas difíceis às vezes me levam a querer desistir, mas sei que é uma missão divina continuar buscando os diagnósticos de cura, o que nos compensa, melhora e engradece nossa humanidade”, diz.

A médica busca sempre dar o melhor de si para que a cura venha (Foto: Angela Peres)

Ao falar de casos que marcaram sua trajetória profissional, ela enfatiza que toda criança é um ser especial, todo pai é forte na hora de lutar por um filho, toda fé é uma esperança e toda cura pode ser vista como milagre. “A medicina é a ciência de cuidar, no entanto, nem sempre vai resolver o problema. É o amor e a empatia que nos levam a acreditar na vida enquanto existir a mínima possibilidade”, conclui.

Thalisso e a família venceram

Depois de enfrentar o tratamento, Thalisso venceu a leucemia. Quanto à superação, Edileuza atribui ao apoio da família, aos cuidados médicos e à fé. “Hoje eu sei que precisava passar por todos esses momentos pra saber que meu filho é um anjo pra eu cuidar, um presente divino pra me fazer feliz. Foi difícil, mas vencemos”, comemora.

Para a alegria da família do pequeno – hoje com oito anos de idade – em 2013, uma de suas irmãs seria compatível como sua doadora de medula. O que nem foi preciso. Uma série de exames realizados antes do procedimento apontou que não existiam mais células cancerígenas, e era tudo o que essa mãe esperava saber.

Texto: Rayele Oliveira || Foto: Angela Peres || Design: Adaildo Neto