Banco do Brasil anuncia investimento de R$ 142 milhões no Plano Safra no Acre

Recurso foi anunciado na Superintendência do Banco do Brasil. Do montante, R$ 142 milhões vão atender as demandas dos produtores do Acre.

 Por Maria Meirelles 

No Acre, Banco do Brasil 1

A partir de agora, os produtores rurais podem acessar os recursos do Plano Safra 2017/2018, disponíveis pelas linhas crédito do Banco do Brasil (BB), que, em parceria com o governo do Estado, anunciou nesta terça-feira, 11, o investimento de R$ 103 bilhões em todo o país. Do montante, R$ 142 milhões vão atender as demandas dos produtores do Acre.

Do total de recursos destinados ao fomento agrícola acreano, R$ 39 milhões visam suprir as operações de custeio e comercialização e R$ 103 milhões estão disponíveis para crédito de investimento agropecuário.

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Assim, os R$ 142 milhões ficam divididos da seguinte maneira: para o fomento da agricultura familiar são R$ 77 milhões, dos médios produtores são R$ 21 milhões e para a agricultura empresarial um total de R$ 44 milhões.

O superintendente do BB no Acre, Paulo Henrique Gomes Amaral, observa que em 2017 a instituição ampliou em 35% os recursos, se comparados os disponibilizados no ano anterior. “Vale ressaltar que a demanda dos produtores é que vai definir o nosso limite. Se tivermos uma demanda superior aos recursos disponíveis, vamos assegurar mais investimento.”

Entre os destaques do Plano Safra, observa-se a redução das taxas em um ponto percentual para linhas de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial.

José Carlos Reis, secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, ressalta a importância do mecanismo.

“O governador Tião Viana, desde o início de sua gestão, vem potencializando o setor da industrialização e as agroindústrias, como a Fábrica de Ração, de Aves, Suínos e Peixe, fomentando uma produção primária. O crédito é fundamental para custear essas ações, pois nós não conseguimos potencializar a agricultura sem crédito”, salientou.

Segundo o secretário de Estado de Produção Familiar, João Neto Thaumaturgo, a Seaprof atua em conjunto com a Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) no apoio aos projetos rurais, que subsidiam o acesso dos produtores as linhas de crédito.

“Os agricultores fomentam a demanda, e a nossa equipe técnica realiza levantamento na propriedade, sempre vinculando a aptidão do produtor para que possamos elaborar os projetos”, explica Thaumaturgo.

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Banco do Brasil

Em quase um ano, Delegacia de Homicídio registrou mais de 280 mortes

Dados são de julho do ano passado, quando a DHPP foi instalada, a junho deste ano. Polícia diz que 60% dos casos foram elucidados e outros aguardam material para conclusão.

Delegacia de Homicídio

Homicídio ocorreu na Rua Antônio Pessoa Jucá, bairro Montanhês (Foto: Aline Nascimento)

Em quase um ano, a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) atendeu mais de 280 assassinatos em Rio Branco. Destes, cerca de 116 ainda não foram elucidados e aguardam envio para o Judiciário. Os dados são de julho do ano passado, quando a DHPP foi instalada dentro da Divisão de Investigação Criminal (DIC), no bairro Cadeia Velha, até o final do mês de junho de 2017.

O coordenador daa DHPP, deledado Rêmulo Diniz, explicou que cerca de 60% dos homicídios foram elucidados, alguns casos encaminhados para a Justiça, e outros aguardam julgamento. Ainda segundo Diniz, os seis primeiros meses do ano registraram 149 mortes em Rio Branco.

“Dos 149 homicídios, 55 já foram remetidos para a Justiça e se tornaram procedimentos. Tenho mais 28 prontos em cima da minha mesa, o que dá 83 casos. Estamos com a autoria determinada [dos 28 casos], mas falta alguma coisa. Temos provas, a autoria, mas o processo ainda não foi concluído. Falta um laudo cadavérico, ouvir alguma testemunha que mora longe, tem a questão do deslocamento das equipes”, argumentou.

O delegado falou ainda sobre os casos de crimes que envolvem menores ou crianças que são encaminhados para a delegacia especializada do caso. Porém, os inquéritos envolvendo os adultos ficam com a DHPP. Diniz explicou como os inquéritos são separados.

“Envolvendo mulher vítima, fazemos tudo, mas os casos de crianças remetemos para lá. Elucidamos e encaminhamos para lá [Delegacia da Criança e Adolescente], mesmo tendo alguns maiores. Têm casos que elucidamos a autoria, mas descobrimos outros [envolvidos] e instauramos outros inquéritos, o que gera novos números”, avaliou.

O delegado diz ainda que atualmente a DHPP conta com 16 agentes de polícia, dois escrivães e dois delegados atuando nos casos. Porém, essa equipe está formada há apenas um mês e Diniz explica como funcionavam os trabalhos anteriormente.

“A secretaria saiu colhendo os policiais que tinha esse perfil. Eu mesmo fui advogado criminal, trabalhei no júri e tenho esse foco em homicídios. Atualmente, é uma equipe de 20 pessoas, mas não era essa estrutura no início. No decorrer de um ano, as equipes foram se atualizando de acordo com as necessidades e foi crescendo. Essa equipe que foi formada está a apenas um mês. Então, durante 11 meses, foram com um escrivão e um delegado, cinco agentes e foi crescendo”, afirmou.

Perícia

Há cerca de um mês, a Segurança Pública montou uma equipe de peritos para trabalhar diretamente com a DHPP. É a Seção Pericial de Homicídios (SEPH). Diniz explicou que os agentes vão aos locais de assassinatos e tentativas de homicídio para pegar imagens das câmeras de segurança, depoimentos e provas para prender os autores dos crimes ainda em flagrante.

“Antes era uma equipe para tudo e muitas das vezes já tinham quatro a cinco procedimentos. Aí o rabecão ia lá junto conosco, fazia o que tinha que fazer, retirava o corpo e o perito não ia porque não tinha equipe. Agora a equipe soube da morte, se desloca só para fazer isso. Foi criada uma estrutura de perícia somente para nós”, finalizou.

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Delegacia de Homicídio 1Do G1 Acre

Viatura da Polícia Militar capota ao tentar desviar de moto na via verde

Dos três ocupantes dois ficaram feridos com gravidade e foram levados ao Pronto Socorro.

Uma viatura do Quarto Batalhão de Polícia Militar com três policiais capotou na manhã desta terça-feira (11), em frente ao prédio da Polícia Federal, localizado na Verde, BR-364, em Rio Branco. 

De acordo com o comandante Souza Neto que esteve no local, os militares disseram ter tentado desviar de um motociclista e saiu da pista de se colocando em frente a viatura que estava em velocidade rumo a uma ocorrência.

Para não se chocar com a moto, o motorista que conduzia a viatura tentou realizar uma manobra e acabou capotando no meio da pista.

Dois policiais ficaram com graves ferimentos e após serem atendidos por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram conduzidos ao Pronto Socorro, o terceiro policial sofreu ferimentos leves.

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Viatura da polícia militarCom Informação contilnet.com

Brasiléia Sedia Curso da Estratégia Nacional de Segurança Pública

O curso que terá a duração de 10 dias será uma ação integrada envolvendo todas as instituições responsáveis pela segurança pública, inclusive com a participação das polícias da Bolívia e do Peru.

polícias da Bolívia e do Peru.

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Nesta segunda-feira, 10, foi realizado no CEDUP a abertura do curso da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras-ENAFRON, contando com a participação da Prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, Secretário de Segurança Pública do Estado do Acre, Emylson Farias, Comandante Geral da Polícia Militar do Acre Cel. Júlio César, representantes da polícia boliviana Cel. Gutierrez e do gabinete da Deputada Leila Galvão, senhora Luz Marina e demais autoridades das Polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e Federal, Corpo de Bombeiros, Companhia Especial de Fronteira, Detran.

O curso será realizado de 10 a 19 de julho, contemplando 35 agentes de segurança do Acre e países vizinhos Peru e Bolívia.

A Prefeita Fernanda Hassem agradeceu pela realização do curso ENAFRON na região “Sabemos que a segurança é uma área que necessita de esforços de todos e agradecemos aos atores que proporcionaram a realização do curso aqui nessa região que é bastante vulnerável por se encontrar em zona de fronteira.

Nos colocamos a disposição por compreender a importância dessa ação para a população. São investimentos como esse que fortalecem e garantem a segurança de todos”.

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Para o Secretário de Estado de Segurança Pública Emylson Farias “No curso da  ENAFRON serão abordados temas relacionados à operações de fronteira. Nesses 10 dias estaremos capacitando profissionais da área de segurança para que possam fazer operações específicas para atuação nas fronteiras, com a participação de inúmeros atores que em situações adversas, caso necessário, nós tenhamos a intervenção correta, com a boa técnica e doutrina apropriadas.

O objetivo é capacitar os nossos homens para que estejam bem treinados para momentos necessários”, finalizou o Secretário Emylson Farias.

O objetivo do curso é capacitar os integrantes das instituições de segurança para conheçam os detalhes dos crimes de fronteira. Os crimes têm práticas que vão se aperfeiçoando e por isso é importante uma atualização. 

Contrabando, tráfico de pessoas, de armas, animais e drogas são os principais crimes de fronteira e serão pautas no decorrer do curso. As instruções visam à melhoria da prestação de segurança pública para a  população residente na faixa de fronteira, através do fortalecimento da presença estatal, especialmente das instituições policiais.

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Fernanda Hassem 1 Fernanda Hassem 2 Fernanda Hassem 3 Fernanda Hassem 4 Fernanda Hassem 5 Fernanda Hassem 6 Fernanda Hassem 7

Adolescentes são internadas por furto de joias no município de Tarauacá

Infantes passarão por acompanhamento psicológico por equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

O Juízo Vara Única de Tarauacá julgou parcialmente procedente a representação do Processo 0500089-32.2014.8.01.0014, reconhecendo a prática do ato infracional cometido pelas representadas N.C.O. e M.S.R.,  análogo ao furto qualificado, descrito no artigo 155 § 4°, IV  do Código Penal.

Foi determinada a aplicação de medida socioeducativa de internação às duas adolescentes, por prazo indeterminado, nos termos do que dispõe o art. 122, inciso II, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com reavaliação a cada três meses, devendo a medida ser cumprida no Centro Socioeducativo (CSE) de Feijó.

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Na decisão, publicada na edição n° 5.913 do Diário da Justiça Eletrônico (3/7) (fls. 108 e 109), o juiz de Direito Guilherme Fraga determinou que os técnicos do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Feijó realizem acompanhamento psicológico das infantes, com apresentação de relatório psicossocial mensal.

Entenda o caso

A representação registrou que em setembro de 2014, as menores, agindo em comunhão de esforços e unidade de desígnios, subtraíram um mostruário de joias, contendo pulseiras, cordões e pingentes, pertencentes a vítima A.S.M., que possui uma oficina de conserto de joias.

Decisão

O juiz de Direito enfatizou que as adolescentes confessaram a prática do ato infracional em seus depoimentos judiciais. M.S.R. narrou que a vítima estava distraída, então pegaram a bolsa. Completou ainda que iam ficar com as joias para usar. A adolescente N.C.O. contou que foi a outra que pegou o mostruário, mas que dividiram os itens.

A vítima narrou ter sentido a falta do mostruário apenas no período da tarde e lembrou que uma das jovens tinha ido pela parte da manhã fazer o conserto de uma argola. Inclusive, que tinha perguntado se tinha ouro pra vender.

Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil recebeu a notícia que uma moça estava vendendo joias. Então, uma equipe foi a casa, onde foram encontradas as peças dentro de uma bolsa.

Outro agente disse que já conhecia as duas adolescentes por outros atos infracionais e que obteve informações de que as duas teriam sido as autoras do furto, pois estariam vendendo e doando a amigos.  Na casa de M.S.R., as peças em ouro foram encontradas na bolsa de bebê, filha da ré.

Deste modo, o magistrado assinalou que o dolo pode ser extraído do contexto probatório, bem como da confissão das adolescentes. “Acrescenta-se que o crime de furto se consuma quando ocorre a inversão da posse do bem subtraído. Bastando que o agente exerça a posse do bem, ainda que por um breve período, não se exigindo que aquela seja mansa e pacífica”, esclareceu.

Assim, devido a reiteração de condutas infracionais foi adotada a medida de internação, nos termos do inciso II do art. 122 da Lei nº 8.069/90.

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Menor infrator no Acre

Por GECOM – TJAC

Greve da Educação completa cinco dias na cidade de Tarauacá

Trabalho está paralisado desde a quarta-feira (5). Categoria reformulou proposta inicial e pede 6% de reposição salarial.

A greve dos professores e servidores de apoio da rede municipal de ensino de Tarauacá, no interior do Acre, completa cinco dias nesta segunda-feira (10). De acordo com o representante do movimento grevista, Lauro Benigno, a categoria fez uma contraproposta e aguarda parecer da prefeitura.

A paralisação das atividades iniciou na última quarta (5). Os funcionários reivindicam reposição salarial, redução da carga horária dos cargos administrativos e ainda reformulação do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR).

Inicialmente, os servidores pediram 10,67% de reposição enquanto a administração ofereceu apenas 3%, proposta que foi recusada. A categoria, então, reduziu o pedido para 7,5% e a prefeitura chegou a propor 5% – que também foi negado.

Benigno ressalta que, nesta segunda, uma reunião reduziu ainda mais o pedido do movimento grevista. “Fizemos um ofício dizendo que a antiga proposta havia sido recusada e reiterando uma nova proposta, de 6%. A prefeitura disse que deve dar um posicionamento”, complementa.

O secretário de Educação, Rosenir Arcenio, afirma que a administração municipal vai analisar durante toda a tarde e um resultado deve ser divulgado na terça (11). “Vamos sentar com a prefeitura, comissão e contabilidade para discutir. Eles querem 3% em julho e 3% em dezembro. Vamos fazer um estudo para viabilizar”, ressalta.

Em relação à carga horária do pessoal de apoio, os grevistas pedem uma redução de 40 horas para 30 horas. Todas as escolas municipais estão paradas. A categoria é composta por 400 professores e 200 outros funcionários.

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Greve dos professores em Tarauacá

Quantidade de divórcios no Acre aumenta 29% em um ano, aponta IBGE

Números são das Estatísticas do Registro Civil e levam em consideração os anos de 2014 e 2015. Casos foram encerrados em 1ª instância, diz estudo.

A quantidade de divórcios no Acre cresceu 29% entre os anos de 2014 e 2015, de acordo com dados das Estatísticas do Registro Civil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números dizem respeito apenas aos processos encerrados em 1ª instância.

Em 2014, o total de divórcios foi de 768, segundo o levantamento. Já em 2015, último ano pesquisado, a quantidade subiu para 995. Os processos consensuais representam a maioria dos casos nos dois anos.

Em 2015, foram 630 processos consensuais – um percentual de 63% em relação ao total. Os não consensuais representam 365 do total. Desses, a maioria foi requerida pela esposa – 206 dos casos. O restante – 159 processos – foi solicitado pelo marido.

A faixa etária mais comum em relação à abertura dos processos é a de 35 a 39 anos, tanto para homens, quanto para mulheres. Em 2015, foram 166 maridos e 187 esposas nessa faixa de idade que enfrentaram o divórcio.

As estatísticas, de acordo com o instituto, foram contabilizadas mediante as declarações de divórcios feitos nas Varas de Família, Foros, Varas Cíveis e Tabelionatos.

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divórcios no Acre Do G1 Acre

Jovem desparece em Rio Branco e mãe pede ajuda para encontra-la

A jovem desaparecida tem uma filha de apenas cinco anos e sofre e de transtorno bipolar.

A mãe de Ana Gabriella Malveira, de 26 anos, usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira (20) para comunicar o desaparecimento da filha e pedir ajuda para encontrá-la. A última vez que ela diz tê-la visto foi na última quinta-feira (6).

Dona Zilma Neves e a filha moram juntas no bairro Tucumã. A jovem desaparecida tem uma filha de apenas cinco anos e sofre e de transtorno bipolar. No dia do desaparecimento, a mãe conta que ela estava em casa com a família quando por volta das 19h saiu sozinha e não mais retornou ao domicílio.

“Escutei ela mexendo nos guarda roupas dentro quarto, deixou a filha na cama e depois escutei o barulho do portão batendo do lado de fora. Achei que ela tivesse ido trancar o portão, mas, na verdade saiu e não voltou mais para casa”, disse a idosa.

Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado na delegacia da Quarta Regional e a Polícia Civil se comprometeu em abrir uma investigação para chegar ao seu paradeiro.

Dona Zilma pede a cooperação da população e deixa um telefone para contato, caso alguém tenha informações sobre a localização da filha

Contato: 99987-1100.

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desaparecida

Com informações Contilnet

Relatório será levado à ONU: Brasil pode voltar ao mapa da fome

Fome volta a assombrar famílias brasileiras. Relatório de entidades da sociedade civil que será levado à ONU alerta que Brasil pode voltar ao mapa da fome.

Fome volta a assombrar famílias brasileiras

No armário suspenso sobre a geladeira quase vazia, sacos de farinha de milho empilhados de uma lateral a outra são a única abundância no casebre onde moram três adultos e uma criança, no alto de um morro do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

— Estamos comendo angu a semana toda. Ganhamos de uma vizinha. Mas é melhor angu do que nada. Carne, não vemos há meses — lamenta Maria de Fátima Ferreira, de 61 anos, enquanto abre as portas do móvel, como se precisasse confirmar seu drama.

Três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, o velho fantasma volta a assombrar famílias como a de Maria de Fátima. O alerta, endossado por especialistas ouvidos pelo GLOBO, é de relatório produzido por um grupo de mais de 40 entidades da sociedade civil, que monitora o cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030. O documento será entregue às Nações Unidas na semana que vem, durante a reunião do Conselho Econômico e Social, em Nova York.

Na casa de Maria de Fátima, a comida se tornou escassa depois que ela foi demitida do emprego de cozinheira na prefeitura de Belford Roxo, há oito meses. Os dois filhos mais velhos vivem de bicos, cada vez mais raros. Os três integram a estatística recorde de 14 milhões de desempregados, resultado da recessão iniciada no fim de 2014. Pesam ainda a crise fiscal, que tem levado União, estados e municípios a fazerem cortes em programas e políticas de proteção social, e a turbulência política.

— Quando o país atingiu um índice de pleno emprego, na primeira metade desta década, mesmo os que estavam em situação de pobreza passaram a dispor de empregos formais ou informais, o que melhorou a capacidade de acesso aos alimentos. A exclusão de famílias do Bolsa Família, iniciada ano passado, e a redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha para um país que trilhava avanços que o colocava como referência em todo o mundo — afirma Francisco Menezes, coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor da ActionAid, que participaram da elaboração do relatório.

Situação de insegurança alimentar

A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) é uma versão adaptada da produzida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos durante a década de 90. Ela vem sida aplicada pelo IBGE desde 2004 – a pesquisa mais recente diz respeito a 2013 – e, em 2019, serão divulgados os dados referentes a 2017 e 2018. Ao aplicar a Ebia, é possível classificar os lares de acordo com o grau de segurança alimentar, ou seja, se existe uma situação de conforto ou de medo e risco de ficar sem comer.

'Já deixei de comer para dar ao meu filho'

O custo de uma cesta básica

O custo de uma cesta básica no Rio, para uma pessoa consumir em um mês, chega a R$ 420,35

Foi a perda do emprego com carteira que levou a insegurança alimentar para o cotidiano da auxiliar de serviços gerais Andressa Gonçalves de Oliveira, de 24 anos, mãe de um menino de 8. Separada do marido, ela mora em uma casa inacabada em uma comunidade de Madureira. A empresa terceirizada na qual trabalhava começou a perder contratos, e ela foi demitida, há cerca de um ano. Passou a vender cafezinho em filas de seleção de emprego para aumentar a renda, restrita aos R$ 170 da pensão do filho. Consegue tirar mais R$ 150 por mês.

— Quando meu ex-marido atrasa a pensão ou quando não consigo atingir a meta do café, bate o desespero. Já tive de deixar de comer para meu filho não ficar sem comida — conta Andressa, que recebia R$ 390 de auxílio-alimentação no antigo emprego, além do salário de quase R$ 1 mil.

Lares chefiados por mulheres que, devido à perda do emprego ou de benefícios como o Bolsa Família, têm renda zero ou inferior a R$ 350 são recorrentes entre as famílias que passaram a ter dificuldades para comprar comida. O custo de uma cesta básica no Rio, com 13 tipos de alimentos em quantidades necessárias para uma pessoa, por um mês, chega a R$ 420,35, segundo o Dieese.

Explode procurapor benefícios Social

No país, 1,5 milhão de famílias tem direito a benefícios

No país, 1,5 milhão de famílias tem direito a benefícios maiores do que recebem – Domingos Peixoto

No ano passado, o presidente Michel Temer determinou um pente-fino para descobrir beneficiários que declaravam renda menor do que a real para continuar recebendo o Bolsa Família. O resultado, porém, foi a confirmação de um fenômeno de empobrecimento. Ao cruzar bases de dados, a fiscalização encontrou mais de 1,5 milhão de famílias que tinham renda menor que a declarada — haviam perdido o emprego, mas não atualizaram o cadastro — e, por isso, teriam direito a benefícios maiores do que recebiam. Isso corresponde a 46% dos 2,2 milhões de famílias que caíram na malha fina por inconsistência nos dados. E o prometido reajuste no benefício, que seria de 4,6%, foi suspenso no fim do mês passado pelo governo, por falta de recursos.

No Rio, a procura por inscrição no Cadastro Único do município, única forma de acessar o Bolsa Família, explodiu em 2016, ano em que a crise se aprofundou. No primeiro quadrimestre do ano passado, o número de novas famílias que entraram no sistema mais do que dobrou em relação ao mesmo intervalo de tempo de 2013, período anterior à recessão. Passou de 12,2 mil para 25 mil famílias. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram 19,4 mil famílias. Para a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, isso se explica pelo aumento do desemprego e pela crise do governo estadual, que tem atrasado o salário dos servidores, provocando um efeito dominó na economia local.

— Quanto maior a dependência do programa de transferência, maior a insegurança alimentar. Mas, com essa renda, as famílias conseguem ter a segurança de poder comprar algo todos os meses. É claro que essa quantidade de alimento não deve sustentar o mês todo, mas podem se programar — argumenta a nutricionista Rosana Salles da Costa, professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da UFRJ, e pesquisadora na área de segurança alimentar.

Ela acredita que a instabilidade financeira que atingiu essas famílias vai elevar, pela primeira vez, o número de lares brasileiros que passam fome — ou seja, que vivem em insegurança alimentar grave, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. De acordo com o IBGE, a proporção de lares que vivia nessa condição caiu à metade entre 2004, ano da primeira pesquisa, e 2013, dado mais recente, de 6,5% para 3,2%. Os próximos dados, referentes a 2017 e 2018, vão ser divulgados daqui a dois anos pelo instituto, após a conclusão da Pesquisa de Orçamentos Familiares para esses anos.

Alan Bojanic, representante das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação no Brasil, reconhece que há uma relação direta entre crises econômicas e o aumento da insegurança alimentar e pobreza. No entanto, diz ser otimista quanto ao Brasil se manter fora do mapa mundial da fome e avançar, melhorando a qualidade da alimentação de suas famílias.

'É pão de manhã, pão ao meio-dia e pão à noite'

A cada peça bordada Vanderléa tira R$ 4. Os R$ 150 ao final do mês

A cada peça bordada Vanderléa tira R$ 4. Os R$ 150 ao final do mês são sua única renda – Domingos Peixoto

Salchicha, ovo e pão são um banquete na casa de Vanderléa Gomes Santos, de 36 anos, mãe de dois pré-adolescentes, de 11 e 13 anos.

— Tem dia que é pão de manhã, pão ao meio-dia e pão à noite — conta ela, um pouco sem graça, mas sem interromper o vaivém da agulha sobre um pano preto que, depois de bordado, vai lhe render R$ 4 e ser aplicado sobre jaquetas vendidas em lojas de grife.

Vanderléa nem lembra mais da última vez que comprou uma peça de roupa para alguém da família. Desde que saiu do emprego de atendente de lanchonete, onde ganhava R$ 964 por mês, porque teve de cuidar do filho mais novo, mal faz dinheiro para comprar comida. Para pagar o aluguel de R$ 400 da casa onde moram em uma comunidade de Paciência, na Zona Oeste, conta com a ajuda da mãe.

— Antes de me separar, tínhamos casa própria. Mas meu ex-marido vendeu a nossa casa por R$ 50 mil e gastou tudo em droga — lamenta.

O bordado rende R$ 150 mensais. Essa é praticamente a mesma renda da família de Maria de Fátima Ferreira, de 61 anos, que recebe R$ 154 do Bolsa Família, já que a neta Roberta, de 6 anos, vive com ela:

— Na verdade, conto só com R$ 150, pois R$ 4 gasto com passagem. Na ida, pego carona com algum vizinho, mas, na volta, tenho de pegar ônibus.

Compra do mês só dura três dias

Maria de Fátima e a neta vivem com apenas R$ 154 do Bolsa Família

Maria de Fátima e a neta vivem com apenas R$ 154 do Bolsa Família – Domingos Peixoto

No último dia 28, pela primeira vez na semana o almoço não ia ser angu. Era dia de receber o benefício. Maria de Fátima foi direto ao supermercado e só comprou o que estava em promoção. Gastou R$ 79 com arroz, leite, óleo de soja, linguiça, chuchu, uma dúzia de ovos, cenoura, batata-inglesa e biscoitos e miojo para agradar a neta. Tinha feijão pronto, doado por uma amiga. Cozinhou arroz e fritou ovos.

— O problema é que a compra só dura três dias — relata.

Em Recife, a ONG Gestos, que trabalha com soropositivos, teve de reativar em 2016, depois de cinco anos de suspensão, o trabalho de arrecadação de alimentos. Segundo Alessandra Nilo, sócia-fundadora da entidade, que também ajudou a elaborar o relatório de monitoramento da Agenda 2030 da ONU, nas visitas às casas das famílias percebeu que faltava comida:

— Hoje fornecemos cestas básicas a mais de 30 lares de portadores de HIV.

Um dos beneficiados é Rubens (nome fictício), de 35 anos. Desde que descobriu ser portador do vírus, há cinco anos, perdeu o emprego e nunca mais conseguiu se recolocar. Vivia com um salário mínimo do auxílio-doença pago pelo governo. Em janeiro, foi chamado para perícia e teve o benefício cortado.

— Se você vier aqui em casa hoje, a minha geladeira está vazia. O preconceito e minha saúde frágil impedem que eu me mantenha empregado. Passo muitos dias internado em hospital — conta.

No Norte de Minas, o corte pelo governo federal do repasse de alimentos ao Quilombo Gurutuba, via Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, vem colocando em risco a alimentação das sete mil famílias locais, denuncia a coordenadora de Articulação do Centro de Agricultura Alternativa da região, Marilene de Souza. Procurado, o Ministério de Desenvolvimento Social não se manifestou.

Segundo dados da própria pasta, a compra de alimentos desse programa, para repasse gratuito a pessoas em situação de insegurança alimentar, restaurantes populares e cozinhas comunitárias, vem caindo desde 2013. O orçamento deste ano prevê compras de R$ 330 milhões, contra mais de R$ 800 milhões em 2012.

Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar

Valor (em milhões) investido pelo governo federal na compra de alimentos da agricultura familiar para destinar gratuitamente às pessoas em situação de insegurança alimentar, como de restaurantes populares e cozinhas comunitárias

Fome no Brasil

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social / oglobo.globo.com

Polícia Científica do Acre investe em tecnologia e recursos humanos

O trabalho dos peritos criminais ocorre nos bastidores de um fato, mas é essencial para efetivar a verdade e concluir o caso.

 Por Bleno Caleb 

Polícia Científica do Acre 3

Para chegar a provas contundentes, os peritos contam com recursos de ponta (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

O Departamento da Polícia Técnico-Científica (DPTC), subordinado à Secretaria de Estado da Polícia Civil, é responsável por transformar vestígios em provas concretas durante a investigação de um crime.

Como em um quebra-cabeça, cada peça é importante para ter a compreensão do fato. Nosso trabalho consiste em materializar a ciência em prova técnica.

Halley Vilas Boas, diretor-geral do DPTC

No Acre, os primeiros trabalhos periciais tiveram início em 1977. Nesses 40 anos, as investigações ficaram mais precisas e minuciosas e passaram a considerar os microvestígios encontrados no local do crime, como a impressão digital em uma arma de fogo e o material genético contido em uma gota de sangue. Durante esse tempo, foi fundamental o investimento em tecnologia e recursos humanos.

Márcia Parazzi, perita criminal do Laboratório de Química e Biologia Forenses do DPTC, lembra que até bem pouco tempo atrás os métodos e as máquinas responsáveis pelas análises eram precários e até insuficientes. Com o avanço tecnológico, os equipamentos diminuíram de tamanho e permitiram obter resultados mais rápidos. “Um exame que antes demorava três dias para ficar pronto hoje é concluído em três horas”, conta Márcia Parazzi.

Polícia Científica do Acre 2

Muitos desses policiais possuem título de mestrado e doutorado (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

Equipamentos para detecção de documentos falsos e substâncias químicas, por exemplo, variam de R$ 100 a 700 mil. Para lidar com equipamentos caros e executar trabalhos específicos, é imprescindível contar com profissionais qualificados de diferentes áreas de formação.

Biólogos, veterinários, profissionais da tecnologia da informação e das engenharias civil, florestal e elétrica atuam hoje na elaboração de laudos periciais. Muitos desses policiais possuem título de mestrado e doutorado.

Tecnologia a favor da investigação

Polícia Científica do Acre

No Acre, esse trabalho sempre foi inconteste. Não inocentamos o culpado nem julgamos o inocente.

Para chegar a provas contundentes, os peritos contam com recursos de ponta. Um exemplo é a luz forense, que identifica vestígios biológicos não vistos a olho nu, como manchas de sangue ou suor. Para ganhar mais agilidade e não perder nenhum detalhe, o scanner 3D captura a cena do crime e reproduz em imagens para análise no laboratório.

Além da agilidade e da segurança, a tecnologia permitiu humanizar o processo de investigação criminal, evitando outros métodos para obtenção de provas. As evidências são levantadas de forma científica e dão o rumo à verdade.

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Polícia Científica do Acre 4