Projeto traz para Brasiléia aulas gratuitas de Hip Hop

Hip Hop é o nome usado para designar um movimento cultural surgido em Nova Iorque nos anos 70.

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O projeto Cultura e Comunidade vai oferecer para jovens de 07 a 15 anos de idade, aulas gratuitas de Hip Hop . As aulas acontecerão no Centro da Juventude em Brasiléia em dois horários: de 08:00 às 10:00 e no período da tarde de 15:00 às 17:00 horas. Os interessados devem entrar em contato através dos telefones 9966 9149 e 9993 5138, ou procurar no Centro da Juventude, que fica localizado próximo ao Estádio Municipal. O projeto é financiado pela Fundação de Cultura Elias Mansour e conta com o apoio de diversas instituições e paceiros. Os jovens Julio Cesar e Jerson Mesquita são os responsáveis pela execução do projeto.

O que é o Hip Hop?

Hip Hop é o nome usado para designar um movimento cultural surgido em Nova Iorque nos anos 70. Em termos músicais, engloba o Rap e o Scratching. O primeiro caracterizado pela vocalização contínua, em forma de discurso sincopado cujos temas versam por regra à denúncia de problemas sociais, o segundo pela a utilização de excertos de discos, que se fazem avançar e recuar manualmente, criando uma composição nova atravessada pelo som do scratch (arranhar) do vinil, estando também associado a um tipo de dança, o Breakdance, que teve a sua honra de glória em meados dos anos 80 e caiu entretanto em desuso (talvez porque, como o nome indica, o break, que significa partir, implicasse nos seus praticantes sérios riscos e lesões).
O Graffiti, pinturas, assinaturas, e murais de rua, geralmente feitos com spray é outra forma de expressão ligada ao Hip Hop, que criou também, em termos de moda, um estilo muito característico, marcado pela a utilização de roupa de corte desportivo (incluindo fatos de treino, camisolas de alças e ténis, muitas vezes desapertados), quanto mais larga melhor. As calças, invariavelmente com aspecto de terem sido compradas dois números acima do adequado ao seu portador devem ser usados sem cinto, a cair pelas ancas abaixo (não raro a roçar a linha pública). Uma particularidade que, garantem os especialistas, teve a sua origem nas prisões americanas onde os reclusos, por lhes serem confiscados os cintos, se habituam a usá-las desse modo, transportando para a ruas, quando libertados, esse novo “look”.

Por: Joseane Pimente=Nossa Terra

Vídeo=Flagrante ponte e levada pelas águas do Rio Canamã

Flagrante sobre o Rio Canamã em Colniza no exato momento que ônibus passa.

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Um cinegrafista amador que estava em um ônibus que por pouco não foi levado pelas águas, flagrou o exato momento que a ponte sobre o Rio Canamã foi levada pelas águas.
Dois segundos após o motorista da empresa TUT arriscar e passar pela ponte sentido Colniza a mesma cedeu completamente.
A preocupação já atinge Colniza, que espera nas próximas horas um posicionamento das autoridades sobre as providências que serão tomadas.
A ponte fica cerca de 60 km de Colniza. Veja o flagrante registrado pelo passageiro. Em breve novas informações.

No AC, catador de latinha monta barraca e dorme em praça pública

Família diz que já tentou ajudar o catador que tem problemas psicológicos.

Pedro dorme todas as noites em barraca na praça do Manoel Julião (Foto: Tácita Muniz/G1)

Pedro dorme todas as noites em barraca na praça do Manoel Julião (Foto: Tácita Muniz/G1)

Pedro abandonou sua casa em Xapuri para viver nas ruas de Rio Branco.

Quem passa pela conhecida praça dos taxistas, no bairro Manoel Julião, em Rio Branco, bem cedo  fica curioso ao se deparar com uma barraca improvisada montada em meio à praça, logo ao lado de um lanche no bairro. De acordo com os taxistas e donos de lanche, a barraca é montada toda a noite e desfeita logo pela manhã, assim que o dia amanhece. Pedro Barroso Matos, de 52 anos, é quem dorme no local. A irmã dele, que não quis se identificar, diz que ele vive dessa forma por opção.

Pedro é natural do município de Xapuri (AC), distante 188Km da capital acreana. De acordo com a irmã, ele veio para Rio Branco após ter sido agredido por um vizinho na cidade. Além disso, os problemas psicológicos sofridos  por Pedro teriam tido uma piora nos últimos quatro meses. “Ele se afastou da família. Quando chegou aqui, morava com minha irmã, mas de repente surtou e disse que todos eram seus inimigos e por opção resolveu viver assim”, disse.

Durante o dia, Pedro recolhe latinha pelas ruas da capital. Apesar de receber benefício pelas condições psicológicas, a irmã do catador diz que ele reluta a receber qualquer ajuda da família. “É muito complicado lidar com ele. Apesar dele não mexer com ninguém e ser tranquilo, não aceita nossa ajuda. Ele não troca uma palavra comigo”, relara a irmã.

Homem dorme em barraca no Acre (Foto: Tácita Muniz/G1)
Ao amanhecer, Pedro recolhe sua barraca e a guarda em um pequeno depósito disponibilizado pela própria irmã, que mora em frente à praça que o irmão escolheu passar as noites. “Apesar dele estar na rua e ser perigoso, eu fico até mais tranquila porque pelo menos consigo vê-lo, está perto”, explica.

O catador de latinhas não fala com ninguém. Ao tentar iniciar uma conversa com Pedro, ele diz que prefere não falar. A irmã diz que apesar de ter uma casa e receber seu dinheiro, ele optou por viver da forma que está hoje. “Nós não sabemos mais o que fazer. Se fomos no hospital, eles não internam, apenas dão uma dosagem de remédio e depois liberam. Nós controlamos o dinheiro dele, damos uma quantia para alimentação e quando ele precisa de algo compramos e damos como presente. Só assim ele aceita o benefício que já tentou até cancelar”, disse.

Homem dorme em barraca no Acre (Foto: Tácita Muniz/G1)

De acordo com a irmã, Pedro já fugiu até da casa da mãe e que a família se incomoda muitas vezes com o julgamento das pessoas que não conhecem a história do catador. “Já recorremos até à Justiça, mas não encontramos saída. Às vezes as pessoas nos julgam, mas seria o maior prazer para mim tirá-lo daqui, mas ele não quer e tenho medo que ele se sinta mais pressionado e vá embora para mais longe da gente”.

Apesar do período ruim do estado de saúde psicológico de Pedro, a irmã acredita que ele vai superar essa fase ruim. “Isso aí não é  para toda a vida, já teve período dele ficar na casa dele tranquilo e apesar de tudo ele é muito trabalhador. Infelizmente ele se distanciou da gente e hoje quem consegue  ter um diálogo com ele é só a minha irmã mais nova. Mas nosso sonho era ajudá-lo e tirá-lo dessa situação. Mas é muito complicado”, ressalta.

Tácita Muniz Do G1 AC

Haiti, Acre e Copa 2014: histórias e terremoto, entre a fé e o futebol.

Após tragédia, haitianos entram de forma descontrolada no Brasil em rota que passa pelo Acre.

Haitianos trabalharam nas obras do Mineirão, inaugurado no início de 2013 (Foto: Lucas Catta Prêta / Globoesporte.com

Haitianos trabalharam nas obras do Mineirão, inaugurado no início de 2013 (Foto: Lucas Catta Prêta / Globoesporte.com

Alguns trabalham nas obras dos estádios que receberão jogos do Mundial

“O jornalismo esportivo nos reserva o privilégio de conviver, […], com os sentimentos maiores e menores do ser humano. Prepare, amigo, a sua alma para o patético e para o lírico, para o amargo e para o sublime, […], o homem odeia, castiga e perdoa. No esporte, como na vida, não há vitórias nem derrotas definitivas”. As palavras do acreano Armando Nogueira fazem acreditar que o esporte é capaz de ir além do que se imagina. E como é. É capaz de ligar três realidades completamente diferentes, de misturar pessoas e de nos fazer sonhar. O Haiti, o Acre e a Copa do Mundo de 2014 têm uma relação de dor, fé e a esperança que o futebol pode proporcionar.

A presença de trabalhadores haitianos foi confirmada nas obras da Arena da Amazônia, em Manaus, e Arena Pantanal, em Cuiabá. Os imigrantes também ajudaram na construção do Mineirão, em Belo Horizonte, e Arena Beira-Rio, em Porto Alegre. Eles entraram no país por Brasiléia (AC), Tabatinga (AM) e outras rotas.

Segundo a Unidade Gestora da Copa (UGP Copa), do Amazonas, atualmente, a Construtora Andrade Gutierrez conta com 54 haitianos trabalhando como funcionários terceirizados e 14 como funcionários diretos no canteiro de obras da Arena da Amazônia, todos recebendo salário superior ao piso mínimo estabelecido por lei. A Construtora Mendes Júnior, responsável pela Arena Pantanal, informou que 140 imigrantes do Haiti trabalham na obra atualmente. No Beira-Rio, são nove funcionários haitianos, todos contratados por empresas terceirizadas. Após a conclusão do estádio, os trabalhadores serão transferidos para outras obras.

Entre a desconfiança dos 22 mil habitantes do pacato município de Brasiléia, no interior do Acre, que faz fronteira com a Bolívia, e um futuro incerto, mais de 16.100 imigrantes já passaram pelo estado para entrar no Brasil, segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos. A tríplice fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia, no Acre, é, há três anos, a principal porta de entrada dos haitianos, que começaram a chegar em dezembro de 2010, depois do terremoto que matou mais de 200 mil pessoas no país caribenho.

FOTOS: imagens do cotidiano dos imigrantes no município de Brasiléia (AC)

Em Brasiléia, haitianos conhecem o mascote da Copa de 2014 (Foto: Amanda Borges/G1)

Em Brasiléia, haitianos conhecem o mascote da Copa de 2014 (Foto: Amanda Borges/G1)

Durante esse tempo, a rotina é a mesma: eles chegam, buscam a regularização dos documentos de imigração e vão para as grandes cidades do país em busca de um emprego e boas condições de vida. Alguns entraram pelo Acre e hoje estão ajudando a construir um dos maiores eventos que o país vai receber na década: a Copa do Mundo de Futebol. Porém, enquanto uns trabalham nas obras dos modernos estádios para receber os jogos, outros continuam chegando em Brasiléia, com o mesmo sonho.

Fã de grandes jogadores do Brasil e da Seleção comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o haitiano Wisly Delva, 30 anos, chegou em Brasiléia, localizado a 265km de Rio Branco, capital do Acre, no dia 24 de janeiro. Do Haiti ao Brasil, ele encarou uma viagem de sete dias e gastou cerca de R$ 6 mil. Especializado na área de construção civil, ele sonhava em trabalhar nas obras dos estádios que vão receber jogos da Copa do Mundo.

img_3173– Não tenho nenhum amigo que esteja trabalhando nessas obras, mas queria estar lá. Sou fã do Brasil, dos jogadores… Ronaldo, Neymar, Cafu, Roberto Carlos… Acredito que o Brasil vai ser o campeão porque tem jogador para ganhar – apostou Delva, que deixou a família no Haiti e busca em terras brasileiras uma oportunidade de ter uma estabilidade financeira.

Mackson Joseph, 36 anos, cursava engenharia elétrica em uma universidade do Haiti. Há um mês em Brasiléia, ele pretende terminar o curso, mas por enquanto vai trabalhar em outra área. Joseph foi um dos selecionados para prestar serviço em um supermercado em Anápolis (GO).

– Tenho amigos que trabalham em obras de estádios em São Paulo e Rio Grande do Sul. Também queria estar lá, mas não consegui – completou Joseph.

Enquanto permanecem na terra de Armando Nogueira, os imigrantes buscam na fé uma forma de seguir em frente. Entre as milhares de malas, roupas e colchões velhos espalhados no abrigo onde estão, chama a atenção a religiosidade. É comum vê-los deitados lendo a bíblia. Mais comum ainda é o tradicional culto evangélico, realizado todos os domingos (veja o vídeo ao lado). Fieis e sonhadores, eles querem esquecer o passado e começar de novo em uma realidade ainda desconhecida.

ROTA, ABRIGO E TRABALHO

info_haitianos_no_acreO cotidiano da pequena Brasiléia mudou há três anos. No município, um abrigo mantido pelos governos do Acre e federal acolhe os imigrantes. No início, eram somente haitianos. Hoje, segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a fronteira conta com a chegada de haitianos, senegaleses, dominicanos e outras nacionalidades.

– Eles pegam um voo para o Panamá, de lá seguem de avião para o Equador, e depois de ônibus até Iñapari (Peru), fronteira do Brasil. Eles pegam um táxi e vem para Brasiléia, o que dá cerca de 110km. O Brasil está recebendo haitianos pela questão imigratória. Não podemos fazer nada. Nós trabalhamos com a questão dos direitos humanos, mas questão de documentos não é com a gente. Desde de dezembro de 2010 já se passaram mais de 16 mil imigrantes. No Brasil eu acho que tem mais de 30 mil – explicou o coordenador do abrigo, Damião Borges.

No começo, a população do município ‘abraçou’ a causa e mostrou solidariedade com a situação dos imigrantes. Porém, o tempo passou, as coisas não mudaram e a permanência dos ‘visitantes’ tem gerado incômodo em parte dos moradores de Brasiléia.

– A população ajudou muito pensando que seria passageiro, mas hoje virou rotina e a já está irritando muito. A pessoa reclama que vai ao banco e está lotado, vai na Receita… Ou seja, em todo lugar que vai fica lotado. Entre imigrantes já teve briga, mas entre brasileiros e imigrantes não. Sou daqui, mas evito ir nos lugares para não entrar em choque com a população. Me afastei de muitos lugares que eu ia antes para não ter que ouvir algumas coisas.

Hoje, o abrigo, que foi construído de forma provisória em um antigo clube de dança, tem capacidade para receber 400 pessoas, mas quase mil imigrantes estão no local. Este é o sexto lugar que eles ficam na cidade. O governo gasta R$ 12 em refeição para cada um. Ou seja, apenas em comida, são gastos cerca de R$ 12 mil por dia e R$ 360 mil por mês. A rotina é praticamente a mesma: enquanto uns saem, outros chegam. A média é de 50 por dia.

– Eles vêm porque foi colocado que aqui pagam em dólar, que é uma maravilha. De cada dez que chegam, a gente pergunta a profissão. Eles só têm duas, construção civil e comerciante. Eles falam isso porque a construção civil é mais fácil, mas é pesada. E a mulher é só comerciante, o que dificulta porque espaço para mão de obra é masculina. As empresas têm reduzido as contratações agora porque está tendo muito problema. A cada dez que eles levam, cinco desistem do trabalho em 30 ou 90 dias. É R$ 800,00 o custo mínimo para uma empresa levar um daqui. Eles abandonam porque não têm o hábito de trabalhar.

Abrigo com capacidade para 400 pessoas recebe quase mil imigrantes (Foto: Amanda Borges/G1)

Abrigo com capacidade para 400 pessoas recebe quase mil imigrantes (Foto: Amanda Borges/G1)

Além da construção civil, empresas de abatedores de aves e bovinos são as que mais contratam os imigrantes. Desde a chegada até a saída de Brasiléia, eles passam cerca de 25 a 30 dias no abrigo do município. Os estados que mais recebem são Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. De acordo com o superintendente do Ministério do Trabalho do Acre, Manoel Neto, quase 11 mil imigrantes tiraram carteira de trabalho no estado.

 Brasiléia, AC

Menina de 4 anos perde a vida ao tentar salvar duas criança no AC

As três crianças brincavam no local quando a parente, a estrutura começou a tremer.

As três crianças brincavam no local quando, sem razão aparente, a estrutura de concreto, ferro e telhas começou a tremer, antes de desabar/Foto: Selmo Melo/Agência ContilNet

As três crianças brincavam no local quando, sem razão aparente, a estrutura de concreto, ferro e telhas começou a tremer, antes de desabar/Foto: Selmo Melo/Agência ContilNet

Uma criança de 4 anos morreu neste sábado (22), após ter a cabeça esmagada por um pedaço de concreto que caiu junto com a cobertura de uma lan house localizada na travessa da Judia, no bairro Recanto dos Buritis.

tragediacapaNo momento do acidente, outras duas crianças, de 2 e 3 anos, sobrinho e primo da vítima, respectivamente, brincavam na área coberta do prédio onde funciona a referida lan house e um lanche.

As três crianças brincavam no local quando, sem razão aparente, a estrutura de concreto, ferro e telhas começou a tremer, antes de desabar.

“Corre que tem bicho aí embaixo da cobertura”, teria gritado Maria Clara para as duas crianças menores, segundo testemunhas, ao perceber o barulho.

Os dois meninos sofreram ferimentos leves nos braços, pernas e costas, mas Maria Clara, que teria ficado mais atrás para alertá-los, foi atingida na cabeça por um pedaço de concreto e não resistiu ao ferimento, vindo a falecer no interior da ambulância do suporte avançado 01 do Samu.

As outras duas vítimas foram socorridas pelo Samu e levadas para o Pronto Socorro de Rio Branco. As três crianças costumavam brincar sempre juntos.

A família não registrou queixa na policia já que o prédio pertence a um parente das crianças, que não sabia que a estrutura apresentava problemas e que ficou muito abalado com o ocorrido.

Da Redação Com  Agência ContilNet

Homem desenterra cadáver para ter relação íntima.

Ato íntimo não foi concluído porque caixão era pequeno demais.

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Um homem que tentou fazer sexo com um cadáver depois de cavar a sepultura foi preso ao ser encontrado dormindo no caixão. Chin Chean, de 47 anos, foi pego depois que aldeões viram seu pé fora da sepultura. Eles avisaram à família da adolescente de 17 anos que havia sido enterrada a um dia.
 
O homem de Camboja admitiu que tentou ter relações íntimas com o cadáver, mas como o caixão era muito pequeno, não conseguiu concluir o ato. Cansado, ele resolveu dormir sobre o caixão, e acabou passando a noite toda no cemitério onde foi encontrado e detido.

Fonte: Daily Mail

Cachorro é resgatado após ser castrado com faca em Rio Branco

Animal segue internado em estado grave.

cachorro foi castrado com faca por homem de 54 anos (Foto: Luciana Souza/ Arquivo pessoal )

Cachorro foi castrado com faca por homem de 54 anos (Foto: Luciana Souza/ Arquivo pessoal )

Suspeito foi encaminhado à Defla e depois liberado.

Um cão vira-lata foi encontrado gravemente ferido na manhã deste sábado (22) no bairro São Francisco. De acordo com denúncia no Centro de Controle de Zoonoses, o cão foi castrado por um homem bêbado que com usou uma faca para fazer o procedimento no animal e depois o abandonou na rua.

O animal foi resgatado pela Sociedade Amor a Quatro Patas e encaminhado ao veterinário. Segundo a voluntária Danielle Castro, presente no momento do resgate, o cachorro estava com toda a região genitália ferida e exposta.

“Com os moradores ajudando a gente conseguiu achar o animal lá por dentro do bairro. Ele estava bem machucado, o caso dele é bem grave, ele estava com todo seu órgão genital arrancado e sangrando muito”, conta.

O acontecimento foi registrado no 5º Batalhão da Polícia Militar. O suspeito foi preso acusado de maus-tratos e ferimento por arma branca, mas já foi liberado. Segundo a voluntária, os casos de castração sem veterinário estão acontecendo com frequência no começo deste ano.

“Normalmente nesta época as fêmeas estão no cio, então as pessoas leigas tentam castrar o animal para tentar evitar a fuga do animal e não pode, tem que ser só o veterinário [que faz esse procedimento]”, explica.

A associação informou ao G1 que o animal segue internado em uma clínica veterinária em estado grave.

Cachorro foi encaminhado para uma clínica e está em estado grave (Foto: Luciana Souza/ Arquivo pessoal)

Cachorro foi encaminhado para uma clínica e está em estado grave (Foto: Luciana Souza/ Arquivo pessoal)

Amanda Borges Do G1 AC

Homem cura por meio de reza e plantas medicinais em reserva no AC

Famílias isoladas em Sena Madureira recorrem a ‘médico da floresta’.

Idoso diz conseguir espantar dores do corpo e da alma (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Idoso diz conseguir espantar dores do corpo e da alma (Foto: Rayssa Natani/ G1)

“Se não tiver fé, nada funciona”, diz rezador da Cazumbá-Iracema.

Óleo da Copaíba é remédio mais utilizado e receitado por 'curandeiro' (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Óleo da Copaíba é remédio mais utilizado e receitado por ‘curandeiro’ (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Para a comunidade residente da Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema, no município de Sena Madureira (AC), distante 136 km de Rio Branco, o idoso Leonardo Vieira, de 70 anos, é como um médico, e a floresta uma farmácia natural. ‘Curandeiro’ ou ‘rezador’, como é chamado, seu Léo diz ser capaz de curar de dores físicas a ‘doenças da alma’ com o auxílio de reza e plantas medicinais.

No quintal de casa, ele faz suas consultas e cultiva algumas das plantas utilizadas como remédio. Folha de pinhão roxo nas mãos, pés sempre descalços e a oração na ponta da língua, ele inicia um ritual de cura. Depois de uma conversa prévia com o enfermo, ele se prepara para atuar. Tira o boné, utilizado com frequência pelo homem, as sandálias e arranca do pé uma folha de pinhão.

Apesar de demonstrar certa resistência para revelar os segredos de seu ofício, ele diz que cada coisa possui um significado especial. “O pinhão-roxo, com três pontas, que eu uso para fazer a reza em quem precisa, representa a santíssima trindade. Os pés devem estar em contato direto com a terra, de onde recebo força. Minha cabeça também deve estar livre”, diz.

O mistério em torno do processo faz parte da tradição. Vieira explica que de acordo com sua crença, a ‘força da cura’ é muito poderosa e deve ser resguardada. “Se eu for ensinar para alguém, eu perco a minha força. A força da cura só pode ser transmitida de rezador para rezador. E aquele que transmite seus ensinamentos para outro, automaticamente perde seu poder”, diz.

Foi assim há 40 anos, quando o idoso recebeu os conhecimentos de uma mulher, também moradora do lugar. “A força só pode ser passada de uma mulher para um homem, ou de um homem para uma mulher”, revela mais um segredo. “Durante um ano, ela me repassou os conhecimentos sobre as plantas, e rezas que eu tinha que fazer todos os dias, sem perder uma noite, até me tornar um rezador”, relembra.

Curandeiro Acre (Foto: Rayssa Natani/ G1)Leonardo reza em criança com folhas de pinhão roxo (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Dom de Deus

Para Vieira, ser curandeiro não foi uma escolha,  mas um dom entregue por Deus. “Eu sempre gostei de ajudar o próximo. Desde o pequeno, ao grande. Isso contribui para o meu oficio. Mas acredito que recebi um dom e apenas o venho desenvolvendo ao longo da vida. Fico feliz em ser útil para as pessoas que precisam”, diz.

E o dom de seu Léo favorece a todos na comunidade, que é isolada. O único posto de saúde existente no Núcleo do Cazumbá, onde moram 40 famílias, entre elas a do idoso, não funciona. Para chegar até a área urbana de Sena Madureira em busca de atendimento médico, é preciso enfrentar duas horas de viagem de voadeira [barco a motor muito veloz] pelo rio Caeté.

Elisângela Silva é uma das moradoras do núcleo. Vizinha e nora do rezador, ela diz ter um enorme sentimento de gratidão pelo homem que já curou seus dois filhos pequenos. “Os meninos estavam cheios de caroços pelo corpo e todos pensavam ser catapora. Levei no seu Léo, ele disse que era um chamado ‘mal de reza’. Ele os curou, e graças a Deus não foi preciso ir até a cidade”, conta.

Curandeiro Acre (Foto: Rayssa Natani/ G1)Defumação com folhas brancas leva a doença para longe, diz Rezador  (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Remédios

“Para cada dor, há um remédio”, diz Leonardo. Na mata, o óleo da Copaíba é o mais utilizado e receitado pelo curandeiro. Os próprios moradores da reserva, em sua maioria extrativistas, furam o caule da árvore até o centro e coletam o líquido produzido como mecanismo de defesa do vegetal, contra pragas naturais, como cupim. Um cano de PVC é implantado para que na próxima coleta não seja necessário um novo furo.

Léo explica que o óleo tem ação antiinflamatória e é utilizado externamente e também internamente, porém em quantidade pequena. “O óleo da copaíba serve para quase tudo. Para infecções, dores e inflamações. Mas ele é muito forte e deve ser utilizado com cuidado”, alerta.

Para as ‘doenças do espírito’, a principal receita é defumação com folhas brancas. “A fumaça leva a doença para longe”, explica o homem. Ele destaca que tudo quanto há na natureza, pode ter uma utilidade, mas para quem deseja a saúde, só há um remédio mais eficaz. “Das plantas que nós temos por aqui, as que não servem para uma coisa, servem para outra. Mas a fé é o mais importante de tudo isso. Se não tiver fé, nada funciona”, conclui.

Rayssa NataniDo G1 AC

‘Tentamos criar uma rotina’, diz casal lésbico em abrigo em Rio Branco

Casal está há 20 dias em abrigo público devido a cheia do Rio Acre.

Pela primeira vez casal fica desabrigado durante alagação (Foto: Rayssa Natani / G1)

Pela primeira vez casal fica desabrigado durante alagação (Foto: Rayssa Natani / G1)

Rita de Cássia e Luciana Alves estão juntas há 10 meses.

Há mais de 20 dias morando no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, devido a cheia do Rio Acre, na capital acreana, Rita de Cássia e Luciana Alves Pereira, ambas com 19 anos, estão pela primeira vez vivendo a realidade de quem mora em área que alaga.

Namorando há 10 meses, elas mudaram-se do Vila Acre para o bairro da Base este ano, após receber a proposta de dividir apartamento com duas amigas. Elas estavam vivendo no local há um mês quando ocorreu primeira alagação deste ano, no inicio de fevereiro. Na mudança para o abrigo, muitas coisas se perderam. “Perdemos a cama, o motor da geladeira quebrou”, disse.

“A gente nunca tinha vindo para o abrigo antes, é o primeiro ano aqui, morávamos em uma área que não alagava antes. Mudamos porque fica mais perto da cidade. Nós já morávamos juntas e recebemos o convite para dividir o aluguel, então fomos morar lá. Não estávamos nem com um mês no lugar quando alagou”, conta Rita.

Na capital, o Rio Acre transbordou duas vezes este ano, sendo que nesta sexta-feira (21), apresentou a cota de 15,22 metros na medição das 18h. Algumas famílias chegaram a retornar para seus lares quando o rio ficou abaixo da cota de alerta, de 13,50 metros, durante a ‘Operação Volta para a Casa’ que ocorreu no último dia 12, mas Rita e Luciana não fizeram parte deste grupo e permaneceram no Parque de Exposição.

No abrigo, o casal divide o box com mais duas amigas e procuram criar uma rotina em meio a difícil situação. “No box é muito quente. A gente passeia, participa de alguma programação no Parque, procuramos saber as notícias em relação ao rio. Limpamos, lavamos roupa, tentamos criar uma rotina”, diz Rita.

Ela afirma que precisa lidar com conflitos de convivência com as companheiras de box e demais vizinhos e que nessas horas é necessário paciência e muita conversa. “Sempre rola, eu não sou de aguentar humilhação, se a pessoa vier me humilhar, eu não deixo. Só conversando mesmo e chamando o pessoal da assistência social para mediar”, conta.

Rita espera conseguir outro lugar para morar com a companheira, através de algum programa de habitação. “Espero que alguém consiga tirar as pessoas que precisam desses lugares e dar algo melhor para a gente, porque nós somos seres humanos e precisamos de um lugar para morar”, afirma Rita. 

Rita e Luciana tentam criar uma rotina em abrigo público (Foto: Rayssa Natani / G1)Rita e Luciana tentam criar uma rotina em abrigo público (Foto: Rayssa Natani / G1)
Veriana Ribeiro Do G1 AC

Globo Repórter em 1982, Enchente em Porto Velho e Guajará-Mirim

Assista a reportagem da jornalista Lena Frias

Assista abaixo a reportagem de 1982 no Globo Repórter

A situação de calamidade vivida por moradores de Guajará-Mirim e Porto Velho em 1982 com as cheias do rio Madeira e diversos outros rios foi tema de uma matéria especial no Globo Repórter daquele ano. A reportagem foi feita pela jornalista Lena Frias e a apresentação de Sérgio Chapelin. 

Em fevereiro deste ano a situação volta a se repetir, ainda com menos intensidade, mas a população está em alerta com as cheias que assolam os municípios. 

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 Por Rul.com.br