Teste: quem é o assassino na imagem abaixo? Descubra aqui a resposta

Esse tipo de desafio acaba intrigando a cabeça de muitos internauta, como na imagem vista abaixo.

No Facebook, acabou surgindo uma nova ‘moda’ na qual as pessoas compartilham uma imagem e consequentemente tem que deduzir o que está nela. 

Enquanto a resolução do problema para algumas pessoas é bem fácil, para outras acaba sendo um enigma muito difícil de decifrar. No entanto, o leitor da Blasting News poderá ver a resolução do problema logo abaixo.

Primeira suspeita a mulher muçulmana

Muitos internautas nem precisaram olhar por muito tempo a imagem para apontar para a mulher muçulmana, pois ela seria a única que poderia entrar no banheiro feminino sem levantar suspeitas.

Muitas pessoas também levaram em consideração a religião da mulher, que pode ser o islamismo, há um certo preconceito por trás disso.

Talheres faltando na mesa

O personagem da imagem 4 está comendo o pão com a mão. O mais curioso é que está faltando uma faca na mesa, seria a faca que está ensanguentada no chão do banheiro e a arma do crime?

Personagem número um

O primeiro personagem está demonstrando grande preocupação enquanto come, e se o leitor prestar bem a atenção na imagem, a sua cadeira está um pouco torta, dando a impressão que acabará de levantar da cadeira.

O verdadeiro assassino é revelado

O personagem número 4 se reparar bem está com sua camisa rasgada. O homem pode ter entrado em luta corporal com a vítima, sem contar com a ferida que está no pescoço que pode ter sido em decorrência da vítima ter resistido ao ataque do homem.

Deve-se considerar também que a camisa do rapaz é um tom vermelho muito próximo do sangue, ou seja, o sangue não ficaria tão evidente na camisa do rapaz. Outra coisa para se levar em conta é a proximidade da mesa do personagem número 4 com o banheiro. Sendo assim, deduzimos que o assassino da mulher no banheiro é o personagem de número 4.

Importância dos jogos na fase adulta

Vale a pena ressaltar que Jogos como esse ajudam a melhorar o raciocínio. Na fase adulta das pessoas, os jogos, além de exercitar o cérebro, ajudam também a relaxar. Um dos jogos mais utilizados nessa idade é o baralho, que ajuda a ter uma capacidade de observação melhor. É importante deixar evidente que nada que faz a pessoa viciar faz bem a saúde, por isso, não é indicado jogar apostando qualquer tipo de valor, seja dinheiro ou coisas materiais.

Por pensadoranonimo.com

Mercale se destaca na contratação de pessoas com deficiência e funcionária com Down

A embaladora de produtos Larissa Araújo, de 23 anos, portadora de Síndrome de Down, trabalha há quase 6 meses.

Larissa disse que gosta de ter por perto o apoio dos colegas: “Adoro trabalhar aqui. Amo todo mundo”. Foto: Reprodução

Crescendo significativamente nas vendas de produtos em geral, o Supermercado Mercale, antes de completar 1 ano de fundação, destaca-se em uma área pouco incentivada no ramo de empresas privadas: a inclusão no corpo de funcionários.

A embaladora de produtos Larissa Araújo, de 23 anos, que tem síndrome de down, trabalha há quase 6 meses no supermercado e, de acordo com o gerente de Recursos Humanos (RH), Jônata Zanconatto, a funcionária desenvolveu muitas de suas habilidades físicas e comportamentais dentro do setor.

“Larissa chegou aqui por meio da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE), com algumas dificuldades físicas e, a partir do contato com outros funcionários, desenvolveu algumas habilidades de forma surpreendente”, destacou.

Zanconatto disse que Larissa não subia as escadas sozinha e só conseguia executar os serviços a partir de comandos. No passar dos dias, foi se habituando ao espaço e já consegue trabalhar sem as orientações: “A empresa, quando contratou, sabia das condições e das limitações que estão presentes na vida de uma pessoa com síndrome ou deficiência. Mas, acima de tudo isso, se preocupou em incluir e resgatas os aspectos preservados”.

Sobre isso, a jovem, em poucas palavras, falou do entusiasmo de trabalhar e do gosto de ter por perto o apoio dos colegas. “Adoro trabalhar aqui. Amo todo mundo”, enfatizou.

A fiscal que acompanha os trabalhos de Larissa, Eline Farias, disse que consegue perceber o desenvolvimento da parceira e destaca a importância de ter um empreendimento que inclui, agrega e proporciona um espaço de crescimento. “Quando vejo Larissa trabalhando, com todas as suas limitações, consigo ver que todos nós temos as nossas, mas, diferente deles, não aproveitamos o que temos. Larissa é excepcional”, concluiu.

O Mercale tem hoje um corpo de funcionários com mais de 10 pessoas com deficiências variadas. “Acreditamos nesse projeto e precisamos mostrar para a sociedade de que todos têm direitos iguais e podem crescer num ambiente que beneficie a todos”, finalizou Zanconatto.

Gerente de Recursos Humanos (RH) do Mercale, Jônata Zanconatto, e Larissa Araújo. Larissa Araújo, 23 anos, é portadora de Síndrome de Down e trabalha como embaladora de produtos / Foto: Reprodução

Síndrome de Down, outras deficiências e o mercado de trabalho

A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo.

Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

O artigo 27 da convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos das pessoas com deficiência, estabelece que todos têm direito a oportunidades iguais de trabalho.

Muitos países, assim como o Brasil, contam com uma legislação trabalhista que favorece a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, seja através de cotas ou de subsídios para as empresas contratantes.

A legislação estabeleceu a obrigatoriedade de as empresas com cem (100) ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência. A reserva legal de cargos é também conhecida como Lei de Cotas (art. 93 da Lei nº 8.213/91). A cota depende do número geral de empregados que a empresa tem no seu quadro, na seguinte proporção, conforme estabeleceu o art. 93 da Lei nº 8.213/91:

I – de 100 a 200 empregados ……2%

II – de 201 a 500 ……………………3%

III – de 501 a 1.000 …………………4%

IV – de 1.001 em diante …………..5%

PUBLIEDITORIAL

Se o Acre era da Bolívia e foi anexado pelo Brasil, onde entra o Peru nessa história?

Sobre mapas, fronteiras, Petrópolis e outros Tratados Internacionais relacionados ao território do Acre.

No mapa é possível perceber que a maior parte do território acreano fazia parte, na verdade, do Peru

Em 17 de novembro os acreanos comemoram o feriado estadual em alusão ao Tratado de Petrópolis, acordo entre Brasil e Bolívia pelo qual o território do Acre passou a ser oficialmente brasileiro em 1903. Sobre isso: “Lamento muito que o Acre foi comprado em troca de um cavalo”, disse o presidente boliviano Evo Morales, durante coletiva de imprensa na 4ª Conferência de Cúpula União Europeia-América Latina/Caribe em maio de 2006, na Áustria.

Contudo, a versão de Morales não tem fundamento histórico e serviu apenas como anedota para ocupar as penas e tinteiros dos historiadores brasileiros durante um tempo. Desta história a maioria dos acreanos estão carecas de saber. Entretanto, se olharmos com atenção o mapa do Estado do Acre, é possível perceber que a parcela de território acreano que pertencia à Bolívia é bem pequena em relação à parte que era peruana.

Inicialmente, cabe destacar que a anexação do Acre representa a fronteira-final do Brasil em direção ao oeste e também um esforço hercúleo da diplomacia nacional. Se no dia 17 de novembro o Acre para e celebra um tratado internacional referente aos limites territoriais, por que não para também na data de outros acordos tão importantes quanto? O objetivo deste artigo é mostrar que o processo de anexação do Acre ao Brasil começou bem antes de o que se imagina e não terminou em 1903, mas sim em 1909.

De onde viemos?

As regiões do Iaco, Baixo e Alto Acre realmente eram pertencentes à Bolívia até 1903, entretanto, na prática eram mais brasileiras que qualquer outra coisa. A despeito disso, depois de Sena Madureira e Manoel Urbano, oficialmente as terras onde hoje estão o Acre eram do Peru.

Além disso, principalmente no Vale do Juruá, uma das formas de povoamento e exploração econômica criaram uma fronteira diferenciada, sendo necessárias outras negociações. Cabe destacar que os limites territoriais do Peru com a Bolívia também não eram muito precisos antes do Tratado de Petrópolis

Quando se fala em limites territoriais na região amazônica, em especial no Acre, a disputa é bem anterior até ao “descobrimento do Brasil”. Sendo assim, para entender como viemos parar aqui, é importante abordar rapidamente os diferentes tratados internacionais e nações envolvidas na questão.

Brasil x Espanha

Em 1492 navegadores europeus teriam chegado oficialmente ao continente americano pela primeira vez. Detalhe para o oficialmente, já que esse pioneirismo é muito questionado na atual historiografia. Pois bem, o navegador genovês Cristóvão Colombo teria “descoberto” a América durante uma missão do reino Espanhol para chegar às Índias. Com isso a Espanha reivindicaria para si a posse do novo continente.

Todavia, o reino de Portugal, outra importante potência militar e comercial da época, também reivindicou o direito de navegar e explorar as novas terras. Por conta disso, em 4 de junho de 1494 Espanha e Portugal firmaram o Tratado de Tordesilhas. Nesse acordo, uma linha imaginária a 370 léguas de Cabo Verde serviria de referência para a divisão, de forma que as terras a oeste desta linha ficaram para a Espanha, enquanto as terras a leste eram de Portugal. Essa divisão deixou o mapa desta forma:

Linha do Tratado de Tordesilhas estabelecida em 1494, antes do “descobrimento” do Brasil

Inicialmente se pensou que, com a divisão proposta, Portugal teria feito um péssimo negócio e ficado só com pequenas ilhas e água, o que teria mudado drasticamente em 1500. Os navegadores portugueses, diga-se de passagem, os melhores da época, haviam supostamente se perdido no mar enquanto viajavam rumo às Índias, daí então teriam ido parar na América por engano e “descobriram” o Brasil, uma terra que já lhes pertencia desde 1494. Que coincidência, não?

Guerra dos Tronos

Começa aqui a primeira questão de fronteira na Amazônia, pois de acordo o Tratado de Tordesilhas essa região era toda Espanha. Desta forma, os portugueses ocuparam a costa brasileira e poderiam, em tese, explorar só até onde hoje é o Centro-Oeste. Contudo, essa divisão só fez sentido até 1580, com o início do União Ibérica.

Para resumir o que aconteceu nesse importante evento histórico, destaco que o rei de Portugal na época, Dom Sebastião, sumiu em combate na África e não deixou herdeiros. Por conta disso, abriu-se uma sucessão turbulenta no trono português e a coroa a acabou indo parar com o rei da Espanha, Felipe II, que era primo de Dom Sebastião e acabou unificando os reinos na marra. Com isso, a linha de Tordesilhas deixa de fazer sentido, facilitando a penetração dos portugueses na Amazônia.

Com a unificação das coroas espanhola e portuguesa, a linha do Tratado de Tordesilhas deixava de fazer sentido

Durante esse tempo outros reinos tentaram invadir o Brasil, como a França e a Holanda. A União Ibérica durou até 1640, quando os portugueses conseguiram o trono de volta, expulsaram os rivais de boa parte de suas colônias e se separaram da Espanha. Entretanto, as fronteiras agora eram outras e novos tratados internacionais foram necessários para definir os limites entre as Américas espanhola e portuguesa.

Depois de muitas disputas entre os reinos, utilizando o instituto jurídico do uti possidetis, no qual a terra pertence a quem de fato ocupa, foi assinado em 13 de janeiro de 1750 o Tratado de Madrid, que consolidou a presença portuguesa na Amazônia e acabou deixando o mapa mais parecido com que é hoje. Detalhe: a região onde hoje é o Acre continua juridicamente fora do território brasileiro. Antes do final do século XVIII, outro acordo seria assinado entre Portugal e Espanha sobre as fronteiras de suas colônias na América do Sul, o Tratado de Santo Idelfonso, em 1° de outubro de 1777.

O desenho das fronteiras no Tratado de Madrid em 1750 consolidou a região amazônica como colônia portuguesa

A Era das Revoluções

Com o alvorecer do século XIX, novos eventos históricos abalaram as relações internacionais e a forma como o poder se organizava no mundo. A Independência dos Estados Unidos da América em 1783 e a Revolução Francesa em 1789 desencadearam uma série de consequências que não tardariam a reverberar na América do Sul.

No desenrolar da Revolução Francesa e com a fase imperial de Napoleão Bonaparte, todos os monarcas europeus tremeram na base. Por conta disso, para não ser trucidado pelos franceses a família real portuguesa acabou tendo que fugir para o Brasil em 1808. Esse evento histórico contribuiu para que a América Portuguesa criasse uma unidade e desse os primeiros passos rumo à independência da metrópole em 7 de setembro de 1822, mantendo-se como uma só nação, o Império do Brasil.

América do Sul em 1837, o Acre ainda não faz parte do Brasil

Enquanto isso, a América Espanhola, que já era fragmentada em diversos vice-reinos, iniciou suas revoluções de independência e se tornou mais dividida ainda, em diversas repúblicas independentes, porém sem estabilidade política. Desta forma, o Peru conquista sua independência em 28 de julho de 1821 e a Bolívia um pouco mais tarde, em 6 de agosto de 1825.

Agora as negociações sobre a Amazônia e o Acre não são mais problema de Portugal e Espanha, mas sim da tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia. Assim como as leis em sentido estrito, os tratados internacionais têm vigência por tempo indeterminado e só deixam de valer quando outro acordo é assinado tratando sobre o mesmo assunto. Sendo assim, para todos os efeitos, vigorava o Tratado de Santo Idelfonso (1777) e juridicamente o Acre não fazia parte do Brasil.

Guerra do Paraguai e o tratado da amizade

Como mencionado no início, na região amazônica, por mais que fosse oficialmente estrangeira, os brasileiros pareciam não hesitar e ocupar e explorar economicamente esta região. Do ponto de vista histórico e geográfico, ainda que se houvesse má-fé na posse destas terras, essa ocupação é até justificável, pois as fronteiras eram muito voláteis e de difícil precisão. Destacando-se que até aqui os tratados eram sempre para regular as ocupações brasileiras e aumentar ainda mais as fronteiras deste país.

De qualquer forma, com as novas nações independentes querendo exercer a sua soberania, o Tratado de Santo Idelfonso perdia força e outros acordos precisavam estabelecer novas fronteiras. As negociações até aconteceram no início do século, mas Brasil e Bolívia tinham outras questões urgentes para resolver.

Redimencionamento das fronteiras brasileiras, em especial com o Tratado de Ayacucho

Foi só com a eclosão do Guerra do Paraguai em 1864 que o Império do Brasil precisou reestabelecer suas negociações com a Bolívia para evitar que os bolivianos se aliassem ao inimigo. Daí então, depois de muita diplomacia e novas negociações, foi assinado o Tratado de Ayacucho em 23 de novembro de 1867, no qual, entre outras cláusulas, as fronteiras na Amazônia eram redesenhadas e a Bolívia aceitava manter a neutralidade na guerra.

Nas palavras de Leandro Tocantins, no primeiro volume da sua obra “Formação Histórica do Acre”, tanto o Brasil como a Bolívia firmaram o acerto de Ayacucho para assuntos muito além da fronteira do que aquela obscura linha onde nasceria o Estado Acre.

Comentou o historiador:

“Os dois países assinaram o Tratado de Ayacucho sem conhecerem um palmo da geografia daquele gigantesco e desértico espaço […] Não tinham (Brasil e Bolívia) a menor ideia do valor dessas terras, nem podiam prever o seu futuro, que a borracha (nessa época significava apenas um artigo de exportação amazônica, para satisfazer à curiosidade e ao uso elementar dos povos de uns tantos países) lhes asseguraria no correr dos tempos.”

Bolivian Syndicate

A Bolívia sabia que o Acre lhe pertencia, porém não tinha interesses econômicos exploratórios na região. Inclusive este território constava no mapa dos vizinhos até o fim do século XIX como “tierras non descubiertas”. Os brasileiros, por sua vez, nunca deixaram de ocupar a região, o que se intensificou ainda mais com a grande seca do Nordeste em 1877, que durou três anos e atingiu a região que hoje abrange 6 Estados nordestinos mais o norte de Minas Gerais.

A província do Ceará foi a que mais sofreu com a falta de água, o que intensificou a migração desses brasileiros à Amazônia e consequentemente para a região onde hoje é o Estado do Acre. Essa migração, aliada ao início da exploração econômica do látex em grande escala, deu início ao que alguns historiadores chamam de Primeiro Ciclo da Borracha (1879-1912).

O Acre dificilmente seria anexado ao Brasil se não fosse a importância econômica da borracha a partir do século XIX

O desenvolvimento tecnológico e a Revolução Industrial, na Europa, foram o estopim que fizeram da borracha natural, até então um produto exclusivo da Amazônia, um produto muito procurado e valorizado, gerando muitos lucros e dividendos a quem quer que se aventurasse neste comércio.

As casas aviadoras de Belém e Manaus investiam pesado com capital estrangeiro para explorar a borracha. Este seria o momento perfeito na qual a Bolívia teria a oportunidade de lucrar com este território até então esquecido. Uma das primeiras tentativas de exercer sua soberania no Acre, antes do Bolivian Syndicate, foi abrir um posto aduaneiro na cidade de Porto Alonso (atual Porto Acre) em 1899.

O Acre virou um país

Já era tarde, os vales dos rios Acre, Purus e Iaco já estavam sendo ocupados e explorados economicamente pelos brasileiros há muitos anos. Foi então que se intensificaram as disputas por este território. Vale lembrar que em 14 de junho de 1989 o espanhol Luiz Galvez chegou a declarar o Estado Independente do Acre, uma tentativa de utilizar a jurisprudência internacional do caso Uruguai e transformar o Acre em um país.

O Acre como país só deu certo na cabeça de Galvez, pois o Brasil ficou do lado da Bolívia e assinou um tratado de paz em 15 de março de 1900. Armistício que durou até os brasileiros ficarem sabendo do Bolivian Syndicate, um consórcio entre investidores ingleses e norte-americanos que firmou um acordo com a Bolívia em 1901 para arrendar o território do Acre por 30 anos para extrair borracha.

Estátua do líder da Revolução Acreana, José Plácido de Castro, no Centro de Rio Branco

O governo brasileiro continuava aceitando que o Acre era da Bolívia, mas não aturava o arrendamento. Poderes Legislativo e Executivo se mobilizaram, então o ministro das Relações Exteriores, o famoso Barão do Rio Branco, arquitetou diversas negociações Washington. A essa altura a opinião pública já estava em polvorosa, as tensões em torno da questão foram o estopim da Revolução Acreana.

O Tratado de Petrópolis

Para tentar encerrar a questão. Foi assinado em 17 de novembro de 1903 o Tratado de Petrópolis, no qual o Brasil aceitava pagar 2 milhões de libras esterlinas à Bolívia, além de mais 200 mil libras de indenização ao Bolivian Syndicate pelos investimentos já realizados.

Portando, a incorporação do Acre, foi, de fato, uma compra. Além do dinheiro pago, o Brasil se comprometeu a construir em se território a ferrovia Madeira-Mamoré, na qual a Bolívia teria livre-trânsito, juntamente, com os rios, para acesso ao oceano. Não parou por aí, o Brasil ainda teve que ceder terras, cláusula nunca antes aceita pelo Barão do Rio Branco.

Parte da historiografia boliviana considera que todo este território onde hoje é o Acre seria seu e foi cedido para o Brasil em 1903 com o Tratado de Petrópolis. O mapa abaixo ilustra quais os territórios que seriam originalmente da Bolívia, mas que foram perdidos para os vizinhos. Reparem que todo o Acre, inclusive a parte Peruana, teria sido cedida ao Brasil em 1903. Observe o mapa abaixo extraído deste artigo na Wikipédia, que acredito ter se equivocado historicamente e geograficamente sobre a questão do Acre.

A Bolívia perdeu cerca de 80% do seu território original em disputa com os seus países vizinhos

Deixaram o Peru de fora

Com o Tratado de Petrópolis, aparentemente, a questão territorial do Acre estaria resolvida. Entretanto, restava ainda as negociações com o Peru, que não tinha participado do Tratado de Ayacucho em 1867 e ainda tinha diversas disputas territoriais com Bolívia da época em que as duas nações ainda eram colônia da Espanha. Sendo assim, negociar com o Peru seria negociar com a Bolívia novamente.

Conforme mencionado anteriormente, o último tratado internacional referente às fronteiras na região amazônica foi o de Santo Idelfonso (1777), no qual, segundo os peruanos, as regiões coloniais que corresponde aos vales dos rios Juruá, Tarauacá, Purus e Envira faziam parte de onde mais tarde seria o Peru como nação. Conforme é possível observar em um mapa do país pouco tempo depois da sua independência em 1821.

Peru pouco tempo depois de conquistar a sua independência

Pois bem, agora o Barão do Rio Branco tinha outro abacaxi para descascar. Sobre esta situação, o ministro das Relações Exteriores do Brasil vislumbrava três desfechos prováveis:

1°) O Peru ligava-se ao Brasil contra a Bolívia, o que custaria ao Brasil ceder, pelo menos, a região do Alto Juruá, ocupada há muitos anos pelos brasileiros. Aqui o Peru sairia ganhando enquanto Bolívia e Brasil perdiam.

2°) O Peru liga-se à Bolívia contra o Brasil, deixando os brasileiros no prejuízo.

3°) A Bolívia ligava-se ao Brasil contra o Peru. O que não iria mudar nada para o Peru.

Por isso Rio Branco optou por primeiro resolver as questões com a Bolívia antes de fechar negociações com o Peru. Lembrando que sobre a mesma região já tinham sido assinados os Tratados de Ayacucho (1867) e o de Petrópolis (1903), que seria o desfecho da história, caso o Peru ainda não estivesse reivindicando suas terras coloniais, ainda do Tratado de Santo Idelfonso (1777).

O Brasil não aceitaria abrir mão das regiões do Alto Purus e Alto Juruá, pois ainda que esses territórios não tivessem justo título para serem nossos, a diplomacia brasileira utilizava já desde o Tratado de Madrid (1750) o argumento jurídico do uti possidetis, princípio do direito internacional que, em disputas envolvendo soberania territorial, reconhece a legalidade e a legitimidade do poder estatal que de fato exerce controle e ocupa a região, explorando-a economicamente, politicamente ou militarmente.

Cabe destacar que o Brasil se comprometeu a negociar com o Peru, o artigo 8º do Tratado de Petrópolis traduz espírito do Itamaraty em tal sentido: “A República dos Estados Unidos do Brasil declara que ventilará diretamente com a do Peru a questão de fronteiras relativa ao território compreendido entre a nascente do Javari e o paralelo de 11 º, procurando chegar a uma solução amigável do litígio, sem responsabilidade para a Bolívia em caso algum”.

Modus vivendi Brasil-Peru

Por ter ficado de fora das negociações até então, criou-se esse discurso simplista de que o Acre era da Bolívia e foi comprado pelo Brasil. A História tradicional, quando manifestada na forma de discurso dominante, é por essência ufanista, ou seja, serve para a autovalorização de um povo ou nação. Por isso, é muito mais cômodo a quem está no poder unificar as origens do povo que ele comanda em torno de um discurso unitário.

No caso do Acre, a história de que somos um povo descendente de bravos nordestinos que fizeram uma Revolução armada para que hoje este território fosse brasileiro. Além disso, um povo da floresta que desde sempre soube explorar os recursos naturais sem destruir, tendo quase uma relação de “desenvolvimento sustentável” nos seringais.

Entretanto, essa questão Acre-Peru macula esse discurso oficial e torna mais difícil explicar de maneira resumida a História do Acre. Uma questão muito peculiar da vivência entre brasileiros e peruanos na fronteira oeste era o caucho, uma forma diferente de extrair látex para a fabricação de borracha. Para o Peru, o Juruá e Alto Purus não eram “tierras non descubiertas”, os caucheiros já estavam por lá desde meados do século XIX.

Acontece que, enquanto o seringueiro fixava moradia nas colocações no meio da floresta e conseguia extrair o látex de várias árvores sem matar a planta, na fronteira Acre-Peru os caucheiros derrubavam a árvore inteira, deixavam o látex escorrer em uma vala ao redor, colhiam o que precisavam e partiam para outros territórios. Porquanto borracha e caucho criavam formas diferentes de vida, uma fixava moradia nos seringais e a outra era a dos “caçadores de árvores”.

Croqui do Tratado de Petrópolis e negociações com o Peru pelo território do Acre

Não podemos esquecer que tanto caucheiros como seringueiros tiveram que promover verdadeiros genocídios indígenas, tendo em vista que, por mais que as grandes nações firmassem acordos sobre fronteiras, para saber até vão os seus limites e determinar quem vai cobrar os impostos, estas regiões não eram desabitadas. Os ocupantes originais foram, em um número consideravelmente grande, escravizados ou mortos.

Hasta el tratado siempre

Daí se fez necessário o modus vivendi em 1904. Diplomaticamente, modus vivendi é um instrumento que estabelece um acordo internacional de natureza temporária ou provisória, pretendido ser substituído por um acordo mais significativo e completo, como um tratado. Normalmente é informal, e nunca requer ratificação legislativa. Armistícios e instrumentos de rendição são exemplos típicos de modus vivendi.

Nota de 1000 cruzeiros com a foto em homenagem ao Barão do Rio Branco, o “Leopardo Político”

O Peru também tentou envolver o governo norte-americano na questão de limites no Acre, visando apoio diplomático a favor de suas pretensões territoriais. Contudo, diferentemente no caso Brasil-Bolívia, não tinham investimentos dos Estados Unidos como o Bolivian Sydicate. Então os EUA preferiram manter a neutralidade.

Inconformado, o governo peruano anunciou que o país preparava resistência com a “injusta agressão do Brasil”. Bem como ventilou na imprensa que o Brasil estaria se mobilizando militarmente para resistir e uma II Guerra do Acre poderia acontecer. Por sua vez, Rio Branco preferiu não comentar essas especulações do Peru e seguiu na diplomacia. A Capital do Estado do Acre não tem esse nome por acaso.

“O Brasil quer a paz. Basta, para isso, que o Peru o respeite como respeitou até há pouco. Não é muito que se exija do Peru a desistência do domínio sobre populações brasileiras […] Pode acreditar que nessa ocasião não lhe faltará o aplauso dos Estados Unidos agora recusado à sua obra de espoliação”, disse Rio Branco em 7 de agosto de 1904.

“O BRASIL VAI PERDER O ACRE”

Essa foi uma manchete do jornal Diário do Comércio em dezembro de 1908, pois nos últimos cinco anos as relações internacionais tinham esquentado cada vez mais entre Peru e Brasil. O Congresso do país vizinho chegou a autorizar a compra de modernos navios e canhões da Alemanha, com a intenção de promover o conflito armado no Juruá. O barão do Rio Branco usou todas as estratégias que tinha em Washington, o Peru resistia e até apelidou o diplomata brasileiro de “leopardo político”.

Os peruanos recorreram em corte arbitral em Buenos Aires alegando que, pelos limites acertados com a Bolívia em 1851, esta parte do Acre que estava em litígio lhe pertencia desde sempre, portanto não poderia ter entrado na negociação entre Brasil e Bolívia. “O Tratado de Petrópolis será anulado pela arbitral argentina”, diziam os vizinhos.

A notícia repercutiu nacional e internacionalmente, diversos artigos foram publicados em jornais da época refutando a versão dos peruanos, afinal, o Brasil não assinou esse tratado em 1851 e porquanto não estaria obrigado a cumprir. Inclusive pareceres do famoso jurista Clóvis Bevilaqua, autor do Código Civil Brasileiro de 1916, foram publicados no Jornal do Comércio em 1908 alegando que:

“Há regras jurídicas de caráter internacional e outras menos extensas, de aplicação restrita, e neste caso está a regra res inter alios [só funciona entre as partes], justamente a que se aplica no caso sub judice em Buenos Aires. Não sendo o Brasil nem cessionário nem sucessor da Bolívia, a decisão arbitral não lhe poderá atingir. É res inter alios. É um erro, portanto, dizer que o Árbitro argentino vai decidir se o Acre é ou não peruano. O que ele vai fazer é fixar os limites entre o Peru e a Bolívia, segundo os títulos espanhóis que apresentaram.”

Bevilaqua não errou no seu parecer. Em 9 de julho de 1909 a corte argentina deu sua sentença, o juiz não achara nas razões de ambos os países fundamentos precisos para dar ganho de causa a um ou a outro, então o presidente da Argentina “salomonicamente” dividiu o território. Vários trechos da Bolívia passaram a ser peruanos, o que caousou mais confusão. O Brasil, no entanto, não fora atingido pela sentença, mantendo os termos do Tratado de Petrópolis.

Croqui das negociações entre Brasil e Peru em torno da questão do Acre

Contudo, esse evento gerou uma crise diplomática Bolívia-Argentina-Peru, qualquer movimento brusco poderia causar uma nova guerra, sendo que a região tinha saído de um a em 1883, quando a Bolívia perdeu o mar para o Chile. Mesmo nessa tensão, o Barão do Rio Branco conseguiu que fosse aprovado em 8 de setembro de 1909 o Tratado do Rio de janeiro, o que os jornais qualificavam como: “O mais sério, o mais difícil, o mais delicado dos nossos Tratados de Limites”.

Alguns documentos dessa negociação estão até hoje classificados como “ultra-secretos”, sendo até alvo de polêmicas durante a tramitação da Lei de Acesso à Informação em 2011. O Itamaraty entedeu que a divulgação dessas informações pode gerar novos conflitos diplomáticos.

Valeu a pena?

O ano de 1909, não o de 1903, marca o fim do drama que a História armou em torno das fronteiras do Acre. “O drama da linha verde. Rio Branco transformou-a de linha singela no triângulo verde que é o mais difícil e belo trabalho diplomático do Deus Terminus das fronteiras nacionais”, escreveu Leandro Tocantins.

Segundo o IBGE, em 2015 o PIB do Estado do Acre foi de 13,459 bilhões, ficando na 25° posição, acima de dos Estados do Amapá e de Roraima. Depois de tudo isso, ainda se fala hoje em dia que seria melhor “devolver o Acre para a Bolívia”, mas a primeira pergunta a se fazer é: “Até a parte que era do Peru?”.

Não encontrei dados que confirmem essas informações, mas figuras importantes na região Amazônica, como o escritor Márcio Souza e o político Jarbas Passarinho, afirmaram que o valor pago pelo Brasil no Tratado de Petrópolis foi ressarcido em 3 ou 4 anos de arrecadação decorrente da exploração da borracha na região.

Além de todo o esforço diplomático, a indenização aos investidores do Bolivian Sydicate seria equivalente a aproximadamente 50 milhões de reais em valores atuais. Enquanto os 2 milhões de libras esterlinas pagos à Bolívia no Tratado de Petrópolis seriam equivalentes a quase 820 milhões de reais em 2017, de acordo com os sites Historical currency converter e Calculadora do Cidadão. Qual cavalo teria esse valor?

Arquivos da negociação do Acre estão em sigilo até hoje, apesar de existirem várias obras a respeito.

Ricardo Bispo, contilnetnoticias.com

Acreano Francimar “Bodão” encara americano Gian Villante no UFC 220, em Boston

Esta é a terceira luta confirmada com lutadores brasileiros para o evento, que será realizado em janeiro de 2018, nos Estados Unidos.

O UFC anunciou mais uma luta com brasileiro para o card do UFC 220. Trata-se de Francimar Barroso, que enfrentará o norte-americano Gian Villante em duelo pelos meio-pesados, no dia 20 de janeiro, em Boston.

O lutador “Bodão” busca se recuperar de derrota sofrida no UFC Roterdã, em setembro deste ano. Na ocasião, o Brasileiro perdeu por decisão unânime para o austríaco Aleksandar Rakic.

Situação parecida vive Gian Villante, que vem de dois reveses seguidos. O últimos deles em julho, frente a Patrick Cummins, quando foi derrotado na decisão dividida dos juízes.

Esta é a terceira luta confirmada com lutadores brasileiros para o card do UFC 220. Anteriormente, o UFC já havia anunciado os duelos entre Islam Makhachev e Gleison Tibau, nos pesos-leves, e Dustin Ortiz e Alexandre Pantoja, no peso-mosca.

Quem é Bodão?

Dono do nocaute mais rápido da história, Francimar Bodão é um dos lutadores de MMA com maior notoriedade do Brasil. Nascido no Acre, em uma colocação chamada Patoá, interior do município de Xapuri, ele viveu seus primeiros anos com mais oito irmãos, pai e mãe.

Aos seis anos de idade, os pais decidiram se mudar para a comunidade da Sibéria, local em que todos os filhos pudessem ter acesso aos estudos. Considerada uma criança levada, o mais velho dos meninos sempre se envolvia em briga na escola. Foi quando, aos 10 anos, viu uma academia de artes marciais que lhe chamou a atenção.

Francimar passou a frequentar a academia em todo o contraturno escolar. Logo, estava ajudando a puxar treino junto com o professor e viajar para Rio Branco para outras competições. Aos 18 anos, percebeu que não tinha mais condições de arcar com as despesas de viagem e decidiu se mudar de vez para Rio Branco.

“Foi uma época difícil. Eu trabalhava a madrugada inteira como segurança de festas e treinava durante o dia. Saía andando do Tancredo Neves, onde morava com minha irmã, até o centro. Era uma rotina puxada, mas eu tinha o ideal de chegar longe, e isso me dava forças”, afirma o lutador.

Aos 20 anos, teve sua primeira competição nacional, na qual venceu o já renomado lutador Antonio Pezão. A luta garantiu que seu nome fosse reconhecido nesse meio, principalmente na Região Norte. Com isso, passou a dar aulas em uma acadêmia de Brasileia e, após seis meses, surgiu o convite para ir até Fortaleza (CE), lutar em uma competição regional do Nordeste.

Lá, morou por dois anos e depois decidiu mudar-se para Porto Alegre (RS), local em que ficou por um ano e meio. Voltou ao Acre para visitar a família e logo surgiu a oportunidade para ir até o Rio de Janeiro. Com as competições em diversas cidades brasileiras, passou a ser reconhecido também internacionalmente. Lutou em diversos locais, como Estados Unidos, Oriente Médio, Holanda e Emirados Árabes, local em que conseguiu o recorde de nocaute mais rápido da história do MMA: 2,5 segundos.

A convite do príncipe da Jordânia, mudou-se por dois anos para aquele país, onde treinava o exército e dava aulas particulares à equipe da corte. “Foi neste momento que percebi o quão longe já tinha chegado. Com o salário, consegui me estabelecer, comprar um carro, apartamento e fazer minhas economias”, conta Francimar.

Hoje Bodão tem 37 anos de idade, ostentando um cartel de 19 vitórias e apenas 6 derrotas no MMA. Ele tem um centro de treinamento em Rio Branco em tem conseguido se manter em alto no nível no Ultimate Fighting Championship (UFC), o maior evento de lutas da atualidade.

Com informações do UFC e da Agência de Notícias do Acre

Chegou em Brasiléia e Epitaciolândia uma forma de anunciar o seu negócio

A Verde Pão Propaganda é uma franqueadora no seguimento de marketing em saco de Pão.

A Propaganda em saco de pão, já imaginou como seria incrível colocar o seu anúncio no café da manhã do seu cliente ? Pois então chegou a hora de você também anunciar a sua empresa, através da propaganda em saco de pão.

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Além do setor urbano, nossa distribuição alcansa também a população da zona rural. Seu negócio fica conhecido por toda parte da Cidade.

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Jovem acreano vira fenômeno com mais de 17 milhões de visualizações

Com suas rimas rápidas e um senso de humor criativo, o jovem Raylton Soares, que soma 27 vitórias em competições de rimas no Acre, em pouco tempo se tornou um fenômeno da internet.

jovem Raylton

Com 120 mil inscritos no seu canal do YouTube e mais de 110 mil seguidores na sua página do Facebook, o M’c, conhecido na rede como o “Rei das Histórias”, começou a gravar os seus vídeos de forma amadora na Batalha da Ponte, evento realizado por mcs e grupos de HIP HOP locais, periodicamente embaixo da Ponte Metálica (Juscelino Kubitschek), no centro da capital acreana.

Sendo uma das principais referências para os mcs locais e um pioneiro no seu estilo único de contar histórias engraçadas por meio da rima, o jovem de 18 anos que é seguido por uma legião de fãs atualmente mora em Goiânia, onde dá continuidade ao seu trabalho gravando vídeos diariamente com temáticas diversificadas e interagindo com internautas.

“Quando criei o meu canal em 2014, o intuito era divulgar de forma simples o meu trabalho. Comecei postando músicas, batalhas de rimas, entre outros conteúdos e rapidamente tudo mudou”, declarou o jovem que ficou surpreendido com a rápida repercussão do seu conteúdo na rede.

O acreano Raylton Soares

Sobre a sensação de ser reconhecido pelo seu público na web Raylton Soares, afirmou ser inexplicável. “Estão me acompanhando em todas as redes sociais. Uma verdadeira explosão.

É um público formado por várias idades. São crianças, jovens e adultos que diariamente me enviam mensagens de apoio incentivando o meu trabalho”, afirmou.

Raylton Soares, que conversou com a nossa equipe de reportagem pela fanpage @Noticiasdoacre no Facebook, pretende voltar ao estado em breve,  para participar da maior competição de rimas do Acre. O evento ocorre em julho na Expoacre.

 Veja o Vídeo 1 

 Veja o Vídeo 2 

Raylton Soares

Nesta quarta-feira sensacional lançamento do loteamento Jardim Imperial em Epitaciolândia

Atualmente, existem milhões de brasileiros que sonham com o seu imóvel próprio,mas, por um motivo ou por outro, vivem adiando a realização desse sonho.

E nesta quarta-feira (15) acontecerá a sensacional inauguraçãodo Loteamento Jardim Imperial no município de Epitaciolândia, um dos mais modernos loteamentos habitacionais da região e ao alcance do seu bolso para você realizar o sonho de ter o seu imóvel.

Um lançamento da empresa JMS, e excelente empreendimento para quem deseja morar ou investir em um imóvel seguro. Com lotes a partir de 250 m², terrenos residênciais e comerciais planejados, infraestrutura completa, com rede de esgoto e água, iluminação e ruas pavimentadas.

O loteamento Jardim imperial fica localizado próximo ao Fórum e ao Corpo de Bombeiros de Epitaciolândia. E você poderá reservar o seu através dos telefones 3546-3000 ou 99606-2000 e se preferir pode fazer os planos de financiamento direto com a loteadora sem consulta no SPC/SERASA, mais informações acesse o site www.imobiliariajms.com.br e faça o seu melhor investimento.

“Loteamento Jardim Imperial, o seu futuro agora ao alcance de suas mãos!”

Amazônia ajuda a salvar o planeta – Artigo de Elson Martins

Um dos nove estados da Amazônia Legal no Brasil, o Acre tem reconhecimento internacional na agenda da sustentabilidade.

O norte-americano Daniel Nepstad, diretor executivo do Earth Innovation Institute, da Califórnia, considera-o “vanguarda da redução de carbono”.

O cientista se refere ao fato de o estado ser pioneiro na implementação de políticas de mitigação das mudanças climáticas, pois vem reduzindo significativamente suas emissões de CO2, ao passo que desenvolve sua economia com base sustentável, valorizando povos e comunidades tradicionais. “Países do mundo todo estão de olho no estado para ver como se faz isso”, diz.

No site do Earth Innovation Institute, Nepstad assinou um artigo no qual afirma que “as florestas tropicais saudáveis são essenciais para a resolução das alterações climáticas”.

O líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988, foi quem apontou esse caminho. Ele recomendava aliar desenvolvimento, sustentabilidade e preservação na região. Após sua morte, foi aprovada a criação das reservas extrativistas e adotada a base das políticas hoje implementadas.

O Acre tem mantido 87% de floresta primária em seu território, sendo 47% de terras protegidas por lei, chamadas de unidades de conservação, e as terras indígenas; e uma estrutura de governo e políticas voltada para o desenvolvimento de baixas emissões e alta inclusão social. Entre 2003 e 2012, reduziu cerca de 62% da taxa de desmatamento, enquanto a população e a economia cresceram.

A partir do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE), que é um instrumento de desenvolvimento centrado na perspectiva da sustentabilidade, houve avanços significativos na gestão dos recursos naturais, na governança rural e no desenvolvimento de economias de base florestal.

Acre na ponta

“O primeiro estado pronto a receber investimentos da Califórnia é o Acre, no sudoeste da região amazônica. Durante uma visita recente a esse estado brasileiro, onde presto serviços no comitê de ciência do programa estadual de mudança climática, fiquei inspirado pelo notável progresso que foi feito na construção de uma nova economia de baixo carbono”, informa Nepstad.

“O Acre está mantendo as florestas em pé ao mesmo tempo em que produz mais alimentos na terra já desmatada, aumentando suas exportações de peixe, carne de porco, frango, castanha-do-brasil e borracha nativa para outros estados. Está criando empregos e novas fontes de renda para os povos indígenas do estado, seus seringueiros e pequenos agricultores”, acrescenta.

Esse cenário é reflexo de um conjunto de políticas implementadas no estado a partir do ZEE. Um exemplo é a criação do Sistema Estadual de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA), através da Lei nº 2.308/2010, que prevê incentivos para a redução das emissões de carbono por desmatamento e degradação florestal (REDD +), e segue a trajetória para se tornar um dos programas jurisdicionais de REDD+ mais avançados do mundo.

O primeiro Programa executado no âmbito desse Sistema é o ISA Carbono, configurado como programa inovador de REDD+ com abrangência jurisdicional no Acre. Um importante impulso para a sua implementação veio em 2012, através da iniciativa Global REDD Early Movers, REM, (do Banco de Desenvolvimento KfW da Alemanha).

Com apoio do REM, o Estado tem beneficiado as famílias que produzem de maneira sustentável, seja com a coleta de castanha, corte do látex, manejo florestal de baixo impacto, recuperação de áreas alteradas e piscicultura, ocasionando a redução do desmatamento anual e, consequentemente, a emissão de toneladas de carbono para a atmosfera, tornando o Acre o primeiro estado do Brasil a realizar REDD+.
Importância ecológica

Convidado de Honra do 16º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que ocorreu em Rio Branco (AC) no dia 26 de outubro deste ano, o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, deixou registrado para os participantes do evento uma declaração histórica: “Aqui no Acre, na Amazônia Legal, temos as maiores cadeias de florestas, a maior biodiversidade e as maiores reservas de água do mundo. Sem a Amazônia Legal, sem o Acre e seus países vizinhos, não podemos ganhar a luta contra a mudança do clima. Sem a preservação da Amazônia, não iremos ganhar essa luta”, disse Witschel.

O fórum reuniu gestores dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Todos eles participam a partir desta semana, na Alemanha, da Conferência do Clima (COP23) que começou no último dia 6, na cidade de Bonn. Durante o evento, será realizado também um momento dedicado aos estados da Amazônia Legal, o Amazon-Bonn.

O Earth Innovation Institute também participará da Conferência e no próximo dia 12, a ONG organiza o evento “O Desafio Balikpapan: um quadro global para o desenvolvimento de baixas emissões em regiões tropicais”.

O governador Tião Viana estará presente neste debate, que discutirá os mecanismos de ação dos estados membros da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (tradução de Governor’s Climate and Forests Task Force [GCF]) até 2020.

Extrativistas lucram com a extração de óleos e ajudam a conservar a floresta

Há 30 anos, a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) contribui com avanços científicos e tecnológicos no estado.

 Por Rayele Oliveira / Assessoria 

Na área da pesquisa com oleaginosas, comunidades extrativistas têm sido beneficiadas com a comercialização de insumos florestais para a produção de cosméticos, fitoterápicos e até gastronômicos.

De acordo com a diretora-técnica Silvia Basso, uma das propostas do Laboratório de Produtos Naturais (LPN) foi estudar, inicialmente, espécies não-madeireiras abundantes na região amazônica, a exemplo da copaíba, murmuru, açaí, buriti e castanha. Mas logo o projeto foi ampliado e incluiu outras espécies, como a andiroba, cocão, patauá, ouricuri, tucumã, cupuaçu e bacaba.

“O desafio maior a princípio era trabalharmos um ciclo que desse possibilidade de encontrarmos metodologias de rastreabilidade das espécies, e foi assim que iniciamos um trabalho de campo para mapeamento, identificação botânica e perfil químico, até chegarmos às capacitações junto às comunidades”, explica Silvia.

Via de mão dupla

Os estudos resultaram na consolidação da parceria com a comunidade, que passou a receber capacitação da equipe técnica para a utilização de boas práticas de extração da matéria-prima. Por não ser uma instituição apta a comercializar, a Funtac emite laudo de qualidade dos óleos para que estes possam ir para a indústria de insumos.

Atualmente, o termo de cooperação técnica envolve quatro cooperativas: a Coopfrutos, de Mâncio Lima, Cooperiaco, de Sena Madureira, Coopercintra, de Rodrigues Alves, e Caet, de Tarauacá. Além dessas, há atividades desenvolvidas com cinco associações espalhadas pelo Juruá.

A utilização dos óleos se dá em maior parte na área de cosméticos. A exemplo da Cooperativa Nova Cintra, que já tem contrato de venda de insumo com duas empresas de São Paulo e Belém. Em Rio Branco, a indústria Sabonetes da Amazônia também comercializa produtos para a rede hoteleira, que são resultado do repasse de tecnologia feito pela Funtac.

“Na área de gastronomia essas matérias-primas também têm se tornado um potencial econômico muito forte, temos como exemplo no estado empresas como a Cooperacre e a Olam, do grupo Miragina, que utilizam o óleo da castanha e tem grande aceitação no mercado nacional”, acrescenta a diretora.

Além das transferências tecnológicas, outros avanços podem ser destacados como estudos que apontam a possibilidade de utilização de resíduos e produção de éster, uma espécie de subproduto dos óleos para outros fins.

“O mais importante de se destacar é que o Estado tem visto o potencial dessas comunidades e tem buscado, por meio de projetos, financiamentos e investimentos para subsidiar esse trabalho de parceria que vem dando certo”, finaliza.

Incentivos financeiros

O aporte de recursos alcançados via projetos governamentais tem sido essencial para a ampliação da estrutura das cooperativas extrativistas, que são fundamentais no processo das políticas voltadas à baixa emissão de carbono.

Por meio do programa REM* do banco alemão KfW, por exemplo, o Acre já recebeu o incentivo de R$ 100 milhões, que viabilizaram o fornecimento de bolsas para agentes florestais de 32 áreas indígenas, a construção de viveiros e produção de mudas para os sistemas agroflorestais no estado.

Cooperativas como a Nova Cintra, em Rodrigues Alves, também receberam subsídios para capital de giro para a aquisição de matéria-prima por meio do programa, o que de acordo com José de Lima Queiroz, tesoureiro da Coopercintra, impulsionou a produção.

“Os incentivos foram bastante significativos, porque além de valorizarmos as pessoas que estão lá dentro da floresta, ajudamos a incrementar renda dentro da própria comunidade, porque hoje a cooperativa compra o coco pra extrair a manteiga do murmuru de 120 famílias no Alto Juruá e de umas 123 famílias do baixo Juruá. Desde 2016, temos contrato formalizado para venda externa de pelo menos 10 toneladas/ano”, informa.

COP 23

Os resultados de investimentos em projetos que visam a conservação ambiental, a exemplo das experiências com os ativos amazônicos, serão apresentados durante a 23ª edição da Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP), que teve início na segunda-feira,6, em Bonn, na Alemanha.

A COP é um evento internacional significativo em termos de negociações globais em favor de estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. E desde 2014 o Acre vem mostrando seu pioneirismo em políticas de desenvolvimento sustentável.

Na COP 20, no Peru, o governador Tião Viana falou sobre a criação do Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA), discutiu sobre os desafios e a escala de desenvolvimento de baixas emissões de carbono por meio de sistemas jurisdicionais e formalizou o compromisso da contínua redução do desmatamento no Acre.

No ano seguinte, durante a COP 21 realizada em Paris, o estado ganhou reconhecimento internacional pela aplicação de salvaguardas socioambientais no programa ISA Carbono. A entrega da certificação REDD+SES foi feita em Paris pela Aliança para Conservação da Biodiversidade e do Clima (do inglês CCBA).

*REDD for Eerly Movers (REDD para pioneiros) é um programa bilateral de cooperação internacional que disponibiliza pagamentos por resultados de emissões de carbono reduzidas, geradas pela redução do desmatamento.

“É revolucionário”, afirma Tião Viana sobre projeto social em Cruzeiro do Sul

Logo que terminou a apresentação do coral, o governador Tião Viana afirmou que esse projeto que parte da sociedade “é revolucionário”.

 Por Arison Jardim 

Possivelmente uma das formas mais eficientes em combater o consumo e tráfico de drogas no país, a música, arte e educação são fontes de inspiração para 320 jovens do “Musicalizando Pessoas com Amor”, do Conservatório Musical do Vale do Juruá.

Após cumprir agenda de fortalecimento da segurança no Juruá, com entrega de viaturas e qualificação de 32 policiais militares para a promoção a cabo nesta sexta-feira, 3, em Cruzeiro do Sul, o governador seguiu para o Conservatório.

Para Viana, as duas ações são totalmente interligadas. Ele afirma que a arte é uma grande alternativa para combater a violência no país. “O resultado desse trabalho social é isso, crianças encantando o mundo com sua musicalidade. Isso alimenta a alma e a espiritualidade. Só assim que o mundo vai mudar, com cultura, arte, esporte e a integração da solidariedade”, disse.

O governador garantiu ainda apoio para o projeto e aproveitou a oportunidade para convidar que os jovens se apresentem em Rio Branco, durante o período natalino, e em escolas do estado.

O Conservatório Musical é um projeto idealizado pelo promotor de Justiça do Ministério Público Estadual (MPAC) Iverson Bueno e do sargento Alexandre Sérgio, do 61º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), de Cruzeiro do Sul, que é maestro e foi um beneficiário de projeto social no Rio De Janeiro, sua cidade natal.

“Nosso grande foco, desde o início, foi tirar as crianças do mundo do crime e das drogas. A música transforma vidas, quando a criança tem envolvimento com a arte fica mais difícil ser seduzida pelo crime”, afirmou Bueno. Ele explicou ainda que além dos 320 alunos, outros 300 jovens já estão em uma lista de espera para participar do projeto também.

O promotor afirma que, atualmente, há também uma banda de jazz e uma das ideias futuras é a criação de uma orquestra sinfônica em Cruzeiro do Sul. O espaço foi cedido pelo Educandário de Cruzeiro do Sul, que durante a solenidade de inauguração do conservatório assinou termo de cessão de posse do imóvel, para que o MPAC administre o espaço pelo período de 20 anos. O Poder Judiciário também vem auxiliando, com a liberação de verbas em parceria com o Educandário.