Marido flagra esposa o traindo em casa.

O caso ocorreu essa semana e a repercussão tomou conta das redes sociais.

OSMAIRO VALVERDE

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O marido conseguiu flagrar o momento exato da traição. A mulher, aterrorizada, vira-se para a câmera enquanto o amante veste-se e foge por um dos quartos.

O marido diz: “Esse vídeo para a internet”. A mulher, desolada, desespera-se com a possibilidade de ver sua vida exposta na rede mundial de computadores e suplica que ele não faça isso.

As imagens são fortes e levantam a questão central abordada por alguns antropólogos que afirmam que o ser humano não é monogâmico em sua essência.

Um estudo realizado na Universidade Católica do Distrito Federal, conduzido por Alexandre Damasceno, mostrou que 18,3% dos homens casados em Brasília já tiveram relações sexuais fora do casamento e que 11,2% das mulheres também já “pularam” a cerca na capital federal.

Um dos principais motivos apontados são brigas, diferenças no apetite sexual, horários incompatíveis ou até mesmo pelo simples fato da mulher estar amamentando ou estar grávida.

FONTE= Jornal Ciência

O homem que vive sem dinheiro= Passou quase 3 anos sem gastar

Saiba como Mark Boyle passou quase 3 anos sem gastar (ou ganhar) nenhum centavo

FONTE=FOLHA SOCIAL Por Guilherme Rosa, Revista Galileu

 

0,,68135449,00 (1)Mark Boyle é um irlandês de 32 anos que decidiu romper com a sociedade atual e o que considera seu principal símbolo: o dinheiro. Formado em administração de empresas, há 4 anos ele tomou uma atitude radical e passou a viver sem um tostão no bolso. Ele mora no campo, come o que planta, toma banho em um rio, cozinha em uma fogueira e abdicou das mordomias da vida moderna. E tem mais: ele quer que você também siga seu estilo de vida. 

 
Boyle tomou essa decisão depois de ver como estamos levando o planeta para o buraco. Segundo o ativista, nossa economia estaria destruindo a natureza e arruinando a vida de nossos semelhantes. E a culpa de tudo estaria no dinheiro, que cria uma distância entre o homem e os produtos que ele consome. “Não vemos o efeito de nossas compras no ambiente. Não sabemos por quais processos os produtos passaram, quais os danos que eles causaram. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido”, disse à GALILEU. 
 
Apesar de evitar a civilização moderna, Boyle não é nenhum ermitão. De um computador carregado a energiasolar, ele mantém um blog atualizado para propagar as suas idéias e juntar possíveis adeptos. Em 2010, ele lançou o livro The Moneyless Man (que foi lançado em julho no Brasil pela editora Best Seller, com o título de O homem sem grana). Até o final do ano, ele deve lançar mais um livro no Reino Unido. 
 
Há 6 meses, Boyle retrocedeu um pouco em suas convicções e voltou a lidar com o vil metal. Mas ele diz que tem um objetivo nobre: vai construir uma comunidade que siga seu estilo de vida, onde todos terão acesso aosalimentos, e o dinheiro não terá valor algum. Durante uma visita à casa dos pais, para onde foi de carona, Mark Boyle conversou por telefone com a revista GALILEU. Foi um lance de sorte, já que ele se livrou de seu celular no ano passado. Veja a entrevista: 
Quanto tempo você viveu sem dinheiro? 
0,,68135395,00Foram dois anos e meio, quase três. Eu vivi num pedaço de terra, onde cultivava minha própria comida. Eu uso um pouco de energia solar para o meu laptop, que é o único modo de me comunicar com o resto do mundo – eu tenho que conseguir mostrar às pessoas que é possível viver sem dinheiro. Tomo banhos em um rio aqui perto. Uso materiais da natureza no meu dia-a-dia: escovo meus dentes com ossos de animais misturados com sementes. 
 
Mas como é sua rotina? Como foi seu dia hoje, por exemplo? 
 
Foi bem normal na verdade, sempre me fazem essa pergunta. Eu coletei frutas, tomei banho no rio… Tem alguns dias que passo inteiro plantando, outros colhendo. Em alguns outros eu recolho lenha. Daí volto a plantar. Meu dia-a-dia é basicamente ir atrás das coisas essenciais sem gastar dinheiro. E isso exige habilidades muito básicas. Além dessas coisas, também fico cuidando da comunicação, falando com a mídia. Sabe, minha história fez sucesso nos jornais daqui e acabei dando muitas entrevistas. Escrevo bastante, acabei de terminar de escrever um segundo livro que será lançado no final do ano. Mas, ao mesmo tempo em que cuido dessas coisas, tenho que sobreviver. 
 
O que fez você seguir esse estilo de vida? 
 
Eu estava em uma época de questionamentos, pensando sobre todos os problemas do mundo: destruição das florestas, trabalho forçado, extinção dos recursos da natureza. Estava pensando nos problemas ecológicos e sociais, em quais deles eu poderia trabalhar, e percebi que todos têm um denominador em comum. Eles são causados pelos vários graus de separação entre o consumidor e o que ele consome. A gente não sabe por quais processos os produtos passam, quais os danos que eles causam. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido. Aí eu percebi que o dinheiro era um fato muito importante dentro disso, ele nos separa do que consumimos. 
 
Minha primeira ideia foi falar sobre as conseqüências do uso do dinheiro, porque todos sabemos de seus benefícios, mas ninguém fala de suas conseqüências. Mas depois de 6 meses discorrendo sobre isso, vi que eu deveria dar o exemplo. Acredito muito na frase de Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Se eu vou falar disso, o mínimo que eu deveria fazer é viver isso. Acho que dinheiro nos causa danos de várias formas. Combinado com outros fatores econômicos, como a divisão do trabalho e economia de larga escala, está destruindo a natureza, porque não vemos os efeitos de nossas compras no ambiente.
 

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Você é formado em administração de empresas. Isso tem alguma coisa a ver com o rumo que tomou? 
 
Claro. Compreender como tudo funciona foi muito crucial. Quanto mais você entende de economia e dos processos envolvidos, mais você percebe que é insustentável. Durante 4 anos estudando economia, eu nunca ouvi falar do mundo real. Ninguém fala de pessoas, solo, oceanos, florestas. Só aprendemos teorias e equações, sem nos importar com o mundo real e com o fato de o estarmos destruindo. Isso me deu uma ideia das falhas básicas do nosso modelo econômico. O que estou tentando fazer é criar uma nova história, explorar um novo modelo que não seja tão dependente do dinheiro, baseado na comunidade e na relação com a terra. 
O que sua família pensou dessa mudança? 
0,,68135415,00Eles me deram muito apoio. De inicio, eles não falaram muito sobre isso, porque foi uma mudança muito súbita. Mas hoje eles me dão apoio total, vêem que o mundo fica cada vez pior. Quanto mais conversamos, mais eles percebem que nos próximos cem anos as coisas vão ficar muito difíceis, inclusive para seus futuros netos. 
 
Nos últimos meses você voltou a lidar com dinheiro. Por quê? 
 
Estamos começando um projeto de comunidade onde possamos viver 100% da terra. Onde possamos viver de um modo que não haja trocas. Vamos plantar comida e dar cursos para quem não souber plantar. Os cursos serão livres. As pessoas que forem para os cursos também irão produzir as comidas nessa terra. Queremos mostrar um outro modo de viver junto, de produzir as comidas de que precisamos. A intenção não é só reduzir nosso impacto no planeta, mas queremos fazer uma economia baseada no “dar”. Não acreditamos no “dar” condicional, que é o “trocar”, o “eu te dou isso se você me der aquilo”. Esse é um jeito muito cruel de viver. Não precisamos sempre receber algo em troca. 
 
Você acha seu movimento vai ganhar mais adeptos? 
 
Em 2008, quando a crise estourou, o movimento cresceu muito. E agora cresce bastante em países como Grécia e Portugal. É interessante ver que, quando a economia normal se deteriora, as pessoas começam a procurar por outros modos de viver. Estamos crescendo bem rápido. Quando tudo começa a dar errado, as pessoas procuram por um modo de se salvar. É por isso que estou tão ocupado hoje em dia, as pessoas querem saber sobre isso. Muitos querem saber como viver sem dinheiro, já que não têm dinheiro. 
 
E você acha que dá pra todo mundo viver assim? 
 
Acho que precisamos de uma transição. Precisamos mostrar as conseqüências ecológicas e sociais de nossa economia atual. Acredito que as pessoas vão entender que largar o dinheiro é o único jeito sustentável de viver. Acho que viveremos uma transição para sermos menos dependentes do dinheiro, para restabelecermos nossa conexão com a comunidade e com a terra sob nossos pés.

 

Banco toma propriedade de agricultor por dívida de R$ 1.300 Reais

“Eles chegaram de manhã, com a polícia e nos tiraram à força…Todo dia me lembro da minha propriedade.

Reprodução: Youtube

Reprodução: Youtube

O agricultor Marcos Winter de 69 anos de idade, de Matos Costa-SC, emprestou R$ 1.300,00 reais do Banco do Brasil, não conseguiu pagar porque teve uma grande perda no ano, em face de chuvas e outros contratempos. O banco cobrou a dívida e em dado momento ajuizou ação. Durante a ação, o antigo advogado do agricultor, cometeu diversos erros o que contribuiu para a perda da propriedade. Após toda a tramitação do processo, o Banco do Brasil botou a propriedade em leilão, a qual foi arrematada na época por um valor muito abaixo do que valia antes. Hoje, a propriedade deve valer cerca de R$ 250 mil reais.
 
O despejo e a tristeza
 
E, seguindo os trâmites ‘legais’, dada sentença contra o agricultor, o TJ-SC determinou o despejo que foi tremendamente difícil para o senhor de 69 anos de idade e sua família, os quais desde então moram de favor num local cedido temporariamente por uma igreja evangélica.
 
Alegações da advogada atual do agricultor
 
Segundo a advogada Danielle Masnik, que pegou o caso, a cobrança foi ilegal porque a dívida já havia sido prescrita. Além do que, o TJ-SC simplesmente ignorou os argumentos dela baseados na constituição federal onde trata da proibição da penhora bens essenciais para a manutenção da família, também não acatando argumentos para anulação da ação. Hoje, a propriedade está sob posse de uma outra advogada que a arrematou em leilão.
 
O mais absurdo
 
O mais louco e absurdo disso tudo é que a dívida era de R$ 1.300 (já tinha até sido prescrita, parece), e não poderia ter sido pego toda a propriedade da família que valia muito mais, e sim apenas o correspondente ao valor da dívida, na pior das hipóteses.
 
“Seu eu devesse toda a propriedade até nem dizia nada, mas só devia R$ 1.300”, disse o agricultor em meio à lágrimas.
A propriedade foi tomada e leiloadaO imóvel foi arrematado, em segunda praça pelo preço de R$ 14.250,00 (quatorze mil duzentos e cinquenta reais) (fls. 74/75). (Jus Brasil)

Atualmente, segundo a advogada atual Danielle Masnik, eles aguardam o julgamento de um recurso especial no STJ interposto pela pessoa que arrematou a propriedade e que pode ou não determinar a reintegração de posse  em favor do agricultor.

Antes

“Eles chegaram de manhã, com a polícia e nos tiraram à força…Todo dia me lembro da minha propriedade”, chora o pobre homem.

“Ele tinha animais e nem deu tempo, nem deixaram ele tirar os bichos, apenas colocaram tudo numa carroça e o mandaram embora sob ameaças de agressão e de prisão”.

VEJA O VÍDEO

Campanha na internet

Por favor, se você assistiu este vídeo e se comoveu com a história triste do agricultor Marcos Winter, 69 anos, de Matos Costa (SC), compartilhe o vídeo com seus contatos, ou se você conhece algum Juiz ou Desembargador em Santa Catarina, por favor envie o vídeo para ele. Não podemos permitir que uma família seja tirada de sua propriedade, e jogada na rua, por um erro jurídico.
 
Apelamos ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ, e as pessoas de bom coração, para que este erro seja reparado com urgência.
 
Se você é jornalista, radialista, blogueiro, por favor fique à vontade para usar estas informações, produzir matérias ou apenas compartilhar o vídeo.

Por Folha Centro Sul / TV Portal

Padre de Rio Branco explica sobre o verdadeiro sentido do Natal

‘Sociedade muitas vezes esquece o sentido’, diz padre Jairo Coelho.

Padre Jairo afirma que a festa natalina só tem sentido se Jesus Cristo for lembrado (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Padre Jairo afirma que a festa natalina só tem sentido se Jesus Cristo for lembrado (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Ceia, árvores, decoração e troca de presentes. O Natal é o período em que tradicionalmente ocorre as reuniões de família e amigos. Porém, para o padre Jairo Coelho, de Rio Branco, não se pode esquecer o verdadeiro sentido da comemoração: o nascimento de Jesus Cristo.

“É um Deus que por amor à humanidade se torna um de nós, assumindo as nossas dores, fraquezas e pecados, embora nunca tenha pecado”, diz. Para ele, o equívoco que existe na data é que o espírito comercial prevalece sobre a história do filho de Deus.

“O Papai Noel acabou se tornando mais importante do que Jesus Cristo, que é o aniversariante. A sociedade hoje, muitas vezes, esquece do verdadeiro sentido do Natal”, explica Jairo.

O padre afirma ainda que é necessário resgatar esse verdadeiro sentido da festa, para que todos possam ter algo correto para celebrar e não apenas participar de uma festa cultural. “O Natal surge com o espírito religioso, para celebrar o nascimento”, acrescenta.

Jairo Coelho aponta que para esse resgate, é necessário dar atenção à educação das crianças. Somente dessa forma, a sociedade pode retornar às práticas tradicionais de celebração da festa natalina.

“Se nós não educarmos as crianças com esse verdadeiro espírito do Natal, aos poucos Deus será um mero desconhecido. E outros personagens acabam se tornando mais importantes do que Ele”, orienta.

Não que a troca de presentes nas comemorações de final de ano sejam erradas. Para o padre, é válido confraternizar. O que não pode esquecer é a finalidade da reunião e que o primeiramente o presente recebido foi a dádiva de Deus. “O presente se torna significativo se eu primeiramente reconheço que recebi o presente de Deus, que foi Jesus Cristo”, finaliza.

Caio Fulgêncio Do G1 AC

‘Eu também era marcado para morrer’, diz primo de Chico Mendes

Raimundo Mendes de Barros se tornou seringueiro para defender a floresta.

Raimundão se emociona ao falar de companheiros que morreram como Chico Mendes (Foto: Yuri Marcel/G1)

Raimundão se emociona ao falar de companheiros que morreram como Chico Mendes (Foto: Yuri Marcel/G1)

Yuri Marcel Do G1 AC

Quem vê Raimundo Mendes de Barros, aos 68 anos, trabalhando em sua área dentro da Reserva Chico Mendes, em Xapuri (AC), fica com a certeza de que é um sobrevivente. Não só por ter escapado com vida dos conflitos entre seringueiros e fazendeiros que ocorreram no Acre entre as décadas de 1970 e 1980, mas também por ver nele um defensor do extrativismo como fonte de renda dentro da reserva, hoje ameaçada por criações de gado e desmatamento.

O ativismo ambiental Raimundo vem de família. Ele é primo do líder seringueiro Chico Mendes, cujo assassinato completa 25 anos neste domingo (22), e conta que não teve dúvidas quando, em 1979, largou o emprego que possuía na extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) para se tornar seringueiro. “Vim para a floresta para poder lutar contra a destruição dela”, conta.

Raimundo logo se envolveu com os sindicatos de trabalhadores rurais que se fortaleciam nas cidades do interior do Acre, mesmo diante do poderio dos fazendeiros locais. Ele mesmo se considera um sobrevivente ao lembrar emocionado das mortes de diversos amigos, como os sindicalistas Wilson Pinheiro, morto em 1980 dentro do sindicato em Brasiléia, Ivair Higino morto em junho de 1988, e Chico Mendes, morto em dezembro do mesmo ano.

“Foram momentos difíceis, muito tensos. Eu sou um privilegiado, porque, depois de 25 anos [da morte] do Chico, estou dando esse depoimento. Eu também era um dos marcados para morrer. Foram muitas noites sem dormir, de muito cansaço, de risco de vida na caminhada. Porque a pistolagem era muito grande. Tive sorte de não ser vítima da covardia, nem da crueldade do latifúndio. O Chico não teve a mesma sorte, nem Wilson e os outros companheiros. Eu sou um privilegiado por estar vivo e desfrutar do que sangue desses companheiros produziu”, salienta.

Mesmo com tantas mortes, ele não acredita, no entanto, que a resistência dos seringueiros tenha sido em vão. “Não estávamos lutando sem razão. A prova é tanta que o mundo hoje reconhece o trabalho do Chico Mendes, a luta em defesa do planeta. Eu me emociono porque era para o Chico, o Wilson e os outros companheiros estarem aqui com a gente. Mas valeu a pena porque construímos algo que não tínhamos no passado e estamos construindo a nossa cidadania”, reflete.

Após 16 anos como vereador, Raimundo resolveu largar tudo novamente e voltar para a Reserva Chico Mendes (Foto: Yuri Marcel/G1)

Após 16 anos como vereador, Raimundo resolveu largar tudo novamente e voltar para a Reserva Chico Mendes (Foto: Yuri Marcel/G1)

Vida nova

No ano em que Chico Mendes foi morto, Raimundo foi eleito pela primeira vez para a Câmara de Vereadores de Xapuri. Ficou no cargo durante 16 anos, tendo os direitos dos trabalhadores rurais como principal plataforma política. Agora, no entanto, resolveu voltar para a floresta levando a família consigo e não ser mais candidato.

Em uma área dentro da Reserva Chico Mendes, unidade de conservação ambiental cuja criação foi incentivada pela luta dos seringueiros acreanos, Barros conta que a vida dos “povos da floresta” está muito diferente daquela que ele conheceu ainda criança.

“Estou tendo a oportunidade de estar no ambiente que nasci e me criei. Na época em que eu era jovem, a floresta era farta, mas muito explorada. Patrão explorava no peso, preço da borracha e da mercadoria. Nós não tínhamos oportunidade de saber o que era serviço público. Hoje somos autônomos, vendemos [borrachas e outros produtos] para quem paga melhor. É um ambiente onde o estado se faz presente. Hoje se assiste televisão, estamos ligados no mundo, nossos filhos estudam perto de casa”, ressalta.

Seringueiro reclama da entrada de gado na reserva e cobra mais fiscalização (Foto: Yuri Marcel/G1)

Seringueiro reclama da entrada de gado na reserva e cobra mais fiscalização (Foto: Yuri Marcel/G1)

Dificuldades

Mesmo com a modernidade chegando ao seringal, alguns problemas ainda persistem. Há seringueiros que vivem em pontos mais distantes dentro da floresta e ainda sofrem com o isolamento, como conta Raimundo. “Essa lentidão se dá por termos um estado pobre e por causa da distância de onde estão nossos companheiros. Eu acredito que, por isso, nem todo o povo, está servido como estamos por aqui [em Xapuri]”, acrescenta.

Outro problema que preocupa Raimundo é o crescente aumento no número de criações de gado dentro da Reserva Chico Mendes, que tem contribuído para o desmatamento com o objetivo de criar áreas de pasto. “Isso prejudica nossa reserva. Muitos dizem que o latifundiário não existe mais dentro na área, mas o que não existe mais é a sua pistolagem. Agora ele está usando os próprios seringueiros que não sabem que o que nós conquistamos, que foi fruto de muita luta”, comenta.

Raimundo conta que tem pressionado a associação dos moradores da reserva a ser mais dura na fiscalização, porém, reclama não tem conseguido a resposta que considera adequada. “A alegação é que tem pouca gente para cuidar. Enquanto isso, companheiros nossos estão vendendo suas colocações [área ocupada por cada seringueiro] para pessoas de fora que nada têm a ver com extrativismo”, lamenta.

'É uma poupança', diz Raimundo sobre plantio de seringueiras e castanheiras em sua área (Foto: Yuri Marcel/G1)

‘É uma poupança’, diz Raimundo sobre plantio de seringueiras e castanheiras em sua área (Foto: Yuri Marcel/G1)

‘Poupança’ florestal

Enquanto uns estão deixando a reserva ou utilizando-a para criar gado, Raimundo permanece com a crença que o extrativismo é o caminho. Em uma área dos 300 hectares de terra que ocupa dentro da reserva, ele começou a aproveitar áreas que foram degradadas anteriormente para fazer diversos tipos de plantação, como melancia e milho.

Mas o que chama mesmo atenção é outro tipo de plantação. Na colocação, existem 1.500 seringueiras e castanheiras, todas cultivadas por ele. A expectativa é que em cinco anos as seringueiras já comecem a produzir látex, que poderá ser vendido para a Fábrica de Preservativos Masculinos Natex, que também fica em Xapuri. “É uma espécie de poupança que estou fazendo para meus filhos”, conta o companheiro de Chico Mendes que resolveu ficar na floresta até o fim de sua vida.

Após 25 anos, viúva de Chico Mendes diz não perdoar assassinos

Ilzamar Mendes relembra vida ao lado do ambientalista. Fotos mostram o cotidiano de Mendes em Xapuri, AC.

Chico Mendes trabalhando em corte de seringa (Foto: Arquivo Pessoal)

Chico Mendes trabalhando em corte de seringa (Foto: Arquivo Pessoal)

Yuri Marcel Do G1 AC

Um tiro de espingarda calibre 22 disparado na noite do dia 22 de dezembro de 1988 matou o ambientalista Chico Mendes, deixando sua mulher Ilzamar Mendes viúva e os dois filhos do casal, Elenira e o Sandino, órfãos de pai. Vinte e cinco anos depois, Ilzamar conta que a dor diminuiu, mas a saudade continua, assim como a incapacidade de perdoar os assassinos.

“Infelizmente eu ainda não estou preparada para dizer ‘eu perdoo’. Não desejo mal, mas não quero nenhum contato, nem aproximação. Que eles vivam em paz e que a justiça seja feita. Porque se a do homem falhou, ou é falha, a de Deus não falha. Se eles ainda não pagaram o que fizeram comigo e meus filhos, com certeza da justiça divina eles não vão escapar”, desabafa.

A viúva diz que encontrou no legado deixado pelo marido força para continuar. “A gente convive com a saudade. O Chico está sempre nas nossas memórias. Todos os dias, toda a data de aniversário dele, nas conversas com a Elenira e o Sandino, ele sempre vai estar presente. Mas o que faz a gente conviver com a perda é o legado que ele deixou. São vários ‘Chico Mendes’ no Acre, no Brasil e no mundo que abraçaram esta causa, esta luta que o Chico começou”, diz.

Chico Mendes e Ilzamar no dia do casamento (Foto: Arquivo Pessoal)

Chico Mendes e Ilzamar no dia do casamento(Foto: Arquivo Pessoal)

Reencontro

Ilzamar relembra que conheceu o seringueiro ainda criança. “Ele foi meeiro do meu pai. Foi ele quem me alfabetizou, eu e meus seis irmãos. Por alguns anos, ele se afastou, na época que começou a montar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, com o Wilson Pinheiro [que seria presidente do sindicato]. Depois de anos, a gente se reencontrou de novo. Veio o namoro e, após três anos, o casamento”, relembra.

De acordo com a viúva, Chico Mendes era uma pessoa especial, humilde, carinhosa e dedicada à família. Por causa dos compromissos com o sindicato e a luta pela preservação da floresta, ele viajava muito, chegando a passar até um mês fora de casa. Ilzamar, no entanto, diz que era compreensiva. “Sempre entendia esse lado, estava ajudando, aguardando com muito amor e carinho”, diz.

Perseguição

Entre as décadas de 1970 e 1980, com a chegada ao Acre dos “paulistas”, como eram chamados os pecuaristas vindos das regiões Sul e Sudeste do país, começaram os conflitos de terra no estado. Os fazendeiros haviam comprado áreas de floresta dos antigos donos dos seringais e tentavam expulsar os seringueiros que viviam nesses locais para derrubar árvores e transformar as áreas em campos de pasto. Os seringueiros reagiram e alguns perderam a vida por isso, sem que os culpados fossem punidos.

Chico Mendes incomodava cada vez mais os fazendeiros da região, seja realizando “empates”, como eram chamadas as manifestações promovidas pelos seringueiros para impedir derrubadas, ou denunciando a devastação da floresta amazônica para instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso, as ameaças a ele e sua família aumentavam.

“A perseguição era constante, [a ponto] de eu ver os pistoleiros em frente a nossa casa, todos armados. Estacionavam as caminhonetes, sentavam na carroceria, levantavam a blusa e mostravam o revólver. Eu via que realmente a qualquer hora ia acontecer o pior com o Chico”, lamenta a viúva.

Dias contados

Ilzamar relata que, nos dias que antecederam a morte de Chico Mendes, ele já dizia que estava com os dias contados. “Em 15 de dezembro, dia do aniversário dele, ele me chamou até o quarto, sentou as crianças no colo, olhou para nós três e disse que aquele seria o último aniversário que passaria conosco. E isso foi ruim. Era uma facada no peito por saber que aquela pessoa que tanto você ama, que desenvolvia um trabalho importante, tanto para o Acre, como para o Brasil e para o mundo, estava sendo perseguido e ameaçado de morte”, conta.

Ilzamar confessa que o medo de perder o marido fez com que ela tentasse convencê-lo a fugir. “Falei pra ele: ‘largue tudo, abandone tudo que você faz e vamos embora’. Aí, ele olhou para mim e disse: ‘para onde? nós não temos para onde ir embora’. Eu rebati: ‘vamos morar em um seringal bem longe, com 4 dias de viagem no meio da mata pra que ninguém possa te encontrar’. Aí ele falou: ‘não posso fazer isso porque não vou trair os meus companheiros e a minha causa é justa. Eu sei que, se não valer a pena pra mim, vai valer para os nossos filhos e para todas as outras crianças que vão aprender sobre toda a luta que eu defendo'”, relembra.

Chico Mendes em momento de descontração com a família (Foto: Arquivo Pessoal)

Chico Mendes em momento de descontração com a família (Foto: Arquivo Pessoal)

Morte

Ilzamar conta que, como a casa em que moravam não tinha banheiro interno e ela já vivia com medo, sempre deixava um balde com água dentro da residência para que Chico Mendes não precisasse sair para tomar banho. Porém, na noite do crime, o seringueiro decidiu tomar banho nos fundos de casa e levar junto o filho Sandino, que tinha então dois anos, mas Ilzamar não deixou. “Pedi o Sandino e tirei do colo dele. Quando eu tentei caminhar até a sala, em um espaço de tempo de menos que dois minutos, ele foi atingido no peito.”

No momento em que viu o marido caído, a mulher conta que, apesar do desespero, já sentia como se soubesse que aquilo ia acontecer. “Por tudo que ele já vinha me falando, tudo que eu já estava vendo. Quando eu ouvi o tiro, a sensação foi a mesma de quando acontece o que já era esperado”, diz.

Chico Mendes ao lado da mulher e da filha Elenira (Foto: Arquivo de família)

Chico Mendes ao lado da mulher e da filha Elenira (Foto: Arquivo de família)

Darly e Darci

Nos dias que se seguiram à morte de Chico Mendes, houve comoção mundial pela partida do seringueiro. Diferente dos casos de outros líderes sindicais mortos no Acre dos anos 80, os suspeitos de planejar e matar Mendes foram logo identificados e presos. Eram eles o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho Darci Alves Ferreira. A viúva de Chico Mendes, entretanto, chegou a pensar que eles sairiam impunes. “Na hora eu até achava, a exemplo de outros casos como o do Ivair [Higino, morto em junho de 88] e do Wilson Pinheiro [morto em junho de 80], que todos ficariam impunes.”

Darly e Darci foram condenados em 1990 a 19 anos de detenção. Eles fugiram da prisão em 1993, e foram recapturados em 1996. Em 1999, Darly saiu do presídio para cumprir o restante da pena em prisão domiciliar, alegando problemas de saúde. Darci, no mesmo ano, ganhou o direito de cumprir o restante da pena em regime semi-aberto.

Porém, mesmo com a condenação de Darly e Darci, Ilzamar não acredita que todos os responsáveis pela morte do marido tenham sido punidos. “Na minha opinião, existem pessoas por trás de tudo isso que deveriam ter sido investigadas e presas. Porque o Darcy disparou a arma, o Darly organizou, mas a gente sabe que existiam outras pessoas. Não eram só eles que estavam interessados na morte do Chico”, ressalta.

Ela lamenta ainda que os condenados não tenham cumprido toda a pena em regime fechado. “O Darly passou muito pouco tempo na cadeia, ficou foragido. O Darcy também. Hoje, infelizmente, eles circulam livremente na cidade de Xapuri, onde a gente tem o desprazer de conviver em restaurantes, fila de banco, na praça. Aonde a gente vai. Quem perdeu uma pessoa tão querida, que tanto nos faz falta, fomos nós: eu e meus filhos, companheiros e o movimento que o tinha como uma base maior dessa luta.”

Filha de Chico Mendes tem ‘lembranças’ da morte do pai

Filha de Chico Mendes lembra morte do pai 25 anos depois. Elenira Mendes diz ter perdoado assassinos.

Elenira Mendes (dir.) em evento em homenagem a Chico Mendes (Foto: Diego Gurgel/Arquivo Pessoal)

Elenira Mendes (dir.) em evento em homenagem a Chico Mendes (Foto: Diego Gurgel/Arquivo Pessoal)

Yuri Marcel Do G1 AC

Elenira Mendes, a filha do meio do líder ambientalista Chico Mendes, tinha apenas 4 anos quando viu o pai ser morto, no dia 22 de dezembro de 1988. Vinte e cinco anos depois, ela tomou para si a missão de manter vivos os ideais de preservação do meio ambiente defendidos pelo seringueiro.

“Infelizmente, a única lembrança que eu tenho do meu pai é do momento em que ele foi assassinado. É uma lembrança muito vaga, mas é aquilo que eu tenho na minha memória. Aquela confusão, ele caído no chão, muito sangue, aquele corre-corre, minha mãe comigo e com meu irmão. São lembranças terríveis, mas são as lembranças que eu compartilho”, diz Elenira.

Ela conta que crescer sem o pai não foi fácil, principalmente porque foi obrigada a conviver com a curiosidade que o caso despertava. “Digo que eu não tive uma infância porque sempre tinha alguém especulando, sempre havia alguém fazendo eu ‘voltar a fita’ e contar tudo que aconteceu naquela noite. Foi terrível viver a infância e adolescência com isso”, afirma.

Elenira (esq.) e o irmão Sandino ainda crianças em Xapuri (AC) (Foto: (Arquivo de família))

Elenira (esq.) e o irmão Sandino ainda crianças em Xapuri (AC) (Foto: (Arquivo de família))

A filha de Chico Mendes

Elenira conta que por muito tempo não teve noção do tamanho da luta do pai. “Naquela época, a única coisa que eu sabia era que eu tinha sido criada sem o meu pai. A única lembrança que eu tinha dele era ele ali morto no chão por causa dessa luta em defesa da floresta, em defesa dos seringueiros, dos extrativistas, então, isso pra mim foi uma coisa muito confusa em grande parte da minha vida”, diz.

Segundo ela, foi só quando chegou aos 18 anos que ela começou a perceber a importância dos ideais do líder seringueiro. Para isso, acabou contando com a ajuda do próprio pai.

Elenira conta que recebeu três fotos dela ainda pequena e, no verso, o pai escrevera uma dedicatória para ela. Em uma delas estava escrito “dizeis a vanguarda da esperança. Elenira darás continuidade um dia à luta que teu pai não conseguirá vencer”. A outra mensagem dizia “teu destino estará selado nunca será igual ao do seu pai”. Uma terceira dedicatória dizia “aqui o riso da esperança e a bandeira do amanhã, que o destino saiba te decifrar e a felicidade poder te dar”. Para a filha de Chico Mendes, “foi como um despertar, foi o que eu precisava ouvir dele.”

Naquele momento, Elenira diz que se deu conta que o pai deu a vida para poder mudar os rumos do Acre. “Assim, eu não podia viver com aquela imagem do homem que morreu ali, mas como aquele homem que estava ‘germinando’ na consciência das pessoas uma nova forma de economia, uma nova forma de sociedade. Como índios e seringueiros já tinham começado há muito tempo”, diz.

Memória

Em 2006, Elenira criou o Instituto Chico Mendes, com o objetivo de manter viva a memória do pai. Segundo ela, as ações da instituição são focadas principalmente nas novas gerações.

“Para manter a memória dele vivo, a defesa desse legado tem que partir da juventude. Então sempre todos os trabalhos que eu fiz, até hoje, foram muito focados para os jovens, para as crianças. Em uma de suas entrevistas meu pai disse: ‘olha, se não tirarem a minha vida, daqui algum tempo eu vou cansar, então essa luta tem que ser dos jovens. Eles têm que continuar essa causa e nós temos que preparar esse mundo para os nossos filhos, para os nossos netos”, afirma.

Elenira considera esse trabalho difícil. “É uma luta constante para associar o desenvolvimento econômico com o social e com o ambiental. Nós temos que viver essa luta e trabalhar esses pontos para que haja um equilíbrio no planeta”, diz.

Para ela, o mais importante é fazer com que as pessoas se sintam parte da história. “Não é uma coisa só voltada ao Chico Mendes, mas voltada à nossa própria história”, afirma.

Chico Mendes na casa da família em Xapuri (AC) (Foto: (Arquivo de família)

Chico Mendes na casa da família em Xapuri (AC) (Foto: (Arquivo de família)

‘Uma forma de conhecê-lo’

Muito pequena quando Chico Mendes foi assassinado, Elenira conta que encontrou nos vídeos antigos dele uma forma de se aproximar e ter uma noção de quem era seu pai.

“Eu sempre vejo os vídeos das entrevistas dele. É uma forma de conhecê-lo, pois eu tinha 4 anos quando ele foi assassinado. Cresci tendo uma imagem do meu pai e, na verdade, era tudo ao contrário. Ele tinha uma ideia, tinha um sonho e deixou um legado. Quando eu me sinto fraca, as palavras dele me fortalecem”, diz.

Perdão

Nos dias que se seguiram à morte de Chico Mendes houve comoção mundial. Diferentemente de outros líderes sindicais mortos no Acre dos anos de 1980, os suspeitos de planejar e matar Mendes foram logo identificados e presos. Eram eles o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho Darci Alves Ferreira, ambos condenados.

Elenira, ao contrário da mãe, diz já tê-los perdoado pelo crime. “Pela minha formação cristã, acredito no perdão. É uma coisa muito difícil, mas se eu não perdoasse, não conseguiria viver livre”.

Casal troca alianças completamente nus em acaba preso

Caso aconteceu na última quinta-feira nos Estados Unidos.

Depois de interrogatório, eles foram liberados com notificação policial. Leia mais em: http://www.techmestre.com/casal-troca-aliancas-de-casamento-completamente-nus-em-frente-prefeitura-e-acaba-preso.html#ixzz2o0siMtxi

Depois de interrogatório, eles foram liberados com notificação policial.

Uma mulher se casou sem roupa em frente à prefeitura de São Francisco, nos Estados Unidos, na última quinta-feira (19) e acabou se dando mal. 
 
A ativista do nudismo Gypsy Taub estava usando apenas um véu quando se casou com Jaymz Smith, que também estava nu. Porém, depois da cerimônia, que contou com a participação de uma banda e de curiosos, os noivos foram detidos

Fonte: Daily Mail

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Aposentada sofre fraturas ao ser pisoteada por porco de 267 quilos.

Mulher quebrou pulso e teve joelho esmagado pelo animal.

porco 274 kilosUma idosa de 74 anos sofreu fraturas depois de ser pisoteada por um porco de incríveis 267 quilos. Mary Smith, de 74 anos, foi esmagada pelo animal selvagem quando ela alimentava os animais em uma pequena propriedade.

 
“Eu estava preso na lama e não podia me mover. Meu joelho direito foi esmagado e meu pulso esquerdo quebrado.” A aposentada foi internada por 12 dias, e agora se recupera em casa. 

Fonte: Metro

Igreja Universal É Condenada A Devolver Mais De R$ 74 Mil A Fiel

Justiça considerou que valor concedido a pedido de pastor comprometeu o sustento da doadora

biblia do dinheiroA Igreja Universal do Reino de Deus terá de devolver a uma fiel arrependida uma doação de mais de R$ 74 mil, em valores de 2004, a serem corrigidos, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do dia 3 de dezembro, divulgada nesta terça-feira (17). O ministro Sidnei Benetti manteve decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) que considerou que houve queda no padrão de vida da doadora.

A fiel alegou que foi pressionada pelo pastor por meio de ligações e visitas a sua casa a doar o valor, obtido em seu trabalho como contadora, em duas parcelas, no ano de 2003. Depois disso, entrou em depressão, perdeu o emprego e passou por dificuldades financeiras. Ela entrou com processo em 2010 para anular a doação. 

Para a igreja, a fiel tinha capacidade de reflexão e discernimento e, como o ato estava vinculado ao contexto religioso, ficaria impossibilitada a intervenção estatal no caso.

O TJ-DF apontou violaçãodo artigo 548 do Código Civil, que configura nula a doação de todos os bens sem reserva parte ou de renda para suficiente para a subsistência do doador. A decisão afirma que “dos autos se extrai um declínio completo da condição da autora, a partir das doações que realizou em favor da ré, com destaque para a última, que a conduziu à derrocada, haja vista que da condição de profissional produtiva, possuidora de renda e bens, passou ao estado de desempregada, endividada e destituída da propriedade de bem imóvel”.

A igreja alegou ao STJ que não se tratava de doação universal porque a fiel manteve um imóvel, um carro e parte da renda do trabalho. Porém, o ministro Sidnei Beneti, considerou que, haveria necessidade de reexaminar as provas do processo, o que não é permitido em caso de recurso especial e decidiu manter a determinação anterior.

informações ig