Coluna do Crica

Bestene: “O PP terá chapas próprias para federal e estadual”

O PP foi outro partido grande da oposição a descartar uma aliança para a Câmara Federal e Assembléia Legislativa com o PMDB. “Nós trabalhamos para formar uma chapa de deputado estadual e de deputado federal, o PMDB como o maior partido da oposição deveria ter buscado novos quadros e ter montado as suas chapas próprias”, afirmou ontem o presidente do PP, José Bestene (foto). Ele defende que todos os partidos colaborariam mais para ajudar a candidatura do senador Gladson Cameli (PP) ao governo, tendo maior número de candidatos a deputado. Bestene mostrou como exemplo a última eleição para a prefeitura da Capital, quando a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) tinha um punhado de candidatos a vereadores e a aliança do PT mais de uma centena. Isso influência numa campanha, destaca. Bestene diz que, com candidaturas próprias é o único caminho para um partido crescer, e é isso que está fazendo o PP. A decisão do PP marchar só é unânime entre os candidatos do partido a deputado. O PP veio se somar ao DEM na defesa de ter chapas próprias na área proporcional.

PSDB TAMBÉM NÃO QUER COLIGAR COM O PMDB

O presidente do PSDB, Major Rocha, também deixa fora a hipótese de coligação com o PMDB, porque está avançada a discussão de uma aliança com o PSD e PR. Deixou isso claro durante a conversa de ontem com a coluna. Mas acha que o PMDB poderia ser o primeiro a dar o exemplo de unidade, obrigando o candidato ao Senado, Márcio Bittar (PDB), a levar para uma coligação o PPS-PTB e SOLIDARIEDADE, partidos com os quais tem afinidade política.

SOLIDARIEDADE

Rocha citou o caso do SOLIDARIEDADE, que é presidido por Márcia Bittar, mulher de Márcio Bittar. Por qual razão não trazê-lo para se coligar com o PMDB e ajudar a dar legenda aos peemedebistas? É a pergunta do Rocha. E que os dirigentes de outros partidos estão fazendo.

PP E O SACRIFÍCIO

O Major Rocha, entretanto, faz uma ressalva que, por ter a candidatura ao governo o PP deveria ser o primeiro a se sacrificar numa coligação com o PMDB. “Nós já entramos no sacrifício algumas vezes, por qual razão o PP não pode entrar”? É a indagação que deixou.

PESQUISA NO FORNO

O respeitado instituto DATA-CONTROL está prestes a entrar em campo com uma pesquisa para governador, senador, deputado federal e deputado estadual, abrangendo uma coleta de dados dos 22 municípios. Quando se realiza uma pesquisa num campo amplo o resultado é mais confiável.

DELTA EM 14 MUNICÍPIOS

Vamos dar os números da Pesquisa Estimulada da DELTA, publicada pela TV-GAZETA: Marcus Alexandre (36%), Gladson Cameli (35%) e Coronel PM Ulisses (6%). A princípio se trata de um empate técnico na essência. Pela primeira vez em todas as pesquisas realizadas até aqui o Marcus aparece liderando. A surpresa é o Coronel PM Ulisses com (6%), um número alto para quem ainda não massificou ser candidato ao governo. Massificando seu nome ao do candidato Jair Bolsonaro, cujas idéias defende, o Coronel Ulisses pode dar um salto. Em pesquisa acredita quem quer. E lembrar sempre que, pesquisa a mais de ano da eleição é palpite, como diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas pode se dizer que,  será uma eleição pegada e a ser decidida nos detalhes. Ainda falta se conhecer o candidato que sairá pela REDE, sigla da Marina.  

ATENÇÃO!

A partir de 1º de Janeiro todas as pesquisas terão que ser registradas e a pena é alta para quem não seguir a norma ou tentar fraudar pesquisas. E como aparece picareta em eleição!

PERDER DE POUCO

O candidato Gladson Cameli (PP), dificilmente, ganhará do prefeito Marcus Alexandre, na Capital. O Seu desafio será perder de pouco para cobrir a diferença nos municípios do interior.

FEIJÓ E TARAUACÁ

Na avaliação da cúpula do governo a situação eleitoral em Tarauacá é favorável a uma vitória do candidato do PT a governador, porque a prefeita Marilete Vitorino, não engrenou na gestão. Mas em relação a Feijó os petistas avaliam que a oposição ainda tem vantagem.

BASE EM MONITORAMENTO

Quando uma avaliação deste porte é feita pelos dirigentes petistas é com base em pesquisas internas. Feijó e Tarauacá foram municípios que praticamente garantiram a reeleição do governador Tião Viana. E hoje estão em mãos de prefeitos da oposição.

É MUITA ACOMODAÇÃO

Por mais que se tente não se consegue entender que um partido do porte do PMDB, o maior da oposição, não consegue formar chapas completas para Federal e Estadual e fica numa situação de andar implorando por uma coligação com os demais aliados da oposição, para salvar os poucos candidatos que tem a deputado federal e deputado estadual. Acomodou-se!

QUEM MANDA NO PDT?

O presidente do PDT, Luiz Tchê, deu um recado curto e grosso ao deputado Heitor Junior (PDT), de que as portas do PDT estão abertas a todos os parlamentares que queiram se filiar e avisou: “o partido não tem dono”. Heitor é contra a filiação de políticos com mandatos.

LONGE DA EXCOMUNHÃO

Não passou do confessionário a divergência entre o Bispo Don Joaquin Pertinez e o governador Tião Viana sobre as relações comerciais com o Hospital Santa Juliana. Ficou muito longe da excomunhão. As relações estremecidas e foram amainadas e reatadas.

NADA AO CURTO PRAZO

Não se trata de ser pessimista, não creio que da reunião que vai acontecer no Acre com as cúpulas do Judiciário, Executivo, Judiciário, MPF, presidente Temer presentes, possa sair alguma decisão que traga melhorias ao sistema de segurança a um curto prazo.

QUESTÃO FINANCEIRA

E que a implantação de um Sistema Nacional de Segurança pretendido não se monta da noite para o dia e requer muitos recursos. E o governo federal não está com os cofres cheios para uma viabilização rápida da idéia. Espera-se que não morra num Protocolo de Intenções.

INVESTIDAS FRACASSADAS

Muito embora esteja pensando correto na preservação dos espaços políticos do seu partido, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB), esbarrou na reação das siglas aliadas em não querer coligações para a Câmara Federal e ALEAC.  Todos com chapas próprias. E agora?

CLÁUSULA DE BARREIRA

Há ainda a questão da Cláusula de Barreira. Os partidos precisam ter 1,5% dos votos válidos para deputado federal em nove Estados, para não perderem o tempo no horário eleitoral e o Fundo Partidário. E simplesmente desaparecerem do mapa político. 

ACELEROU A MARCHA

A prefeitura de Rio Branco acelerou a marcha das suas equipes de tapa-buraco, trabalhando até na parte noturna. Tem que sair um pouco das vias dos corredores de ônibus e entrar nas ruas transversais, muitas com sérios problemas de conservação. E o inverno já deu as caras.

O INVERNO DIRÁ

Quem vem pela BR-364 de Cruzeiro do Sul a Rio Branco já elogiou o bom trabalho do DNIT em pontos que eram considerados críticos. O problema é que os recursos foram poucos e não vai dar para atacar problemas sérios em outros trechos da estrada. Mas, vamos acreditar na palavra do Superintendente Thiago Caetano, de que a 364 não fechará no pique do inverno.

MONTAR ACAMPAMENTO

O presidente do PP, José Bestene, promete que a partir da sua chegada em Rio Branco, o senador Gladson Cameli (PP) vai montar acampamento na Capital e passar a percorrer todos os seus bairros. Quer fincar bandeira no principal reduto eleitoral do PT.

VIROU BANDEIRA ESFARRAPADA

Na eleição do próximo ano, o PT não vai ter como colar a bandeira da corrupção na testa do candidato a governador da oposição, devido aos escândalos do governo Michel Temer. Como a oposição não conseguiu quando a Dilma era presidente. É bobagem entrar por este viés. Isso só seria possível se o PT estivesse incólume de denúncias na Lava-Jato e não está. Sua principal estrela, Lula foi condenado em um processo, está em grau de recurso, até o fim do ano deverá ser condenado em outro e tem mais meia dúzia para responder. Em se tratando de corrupção se um acusar o outro vai ficar no zero a zero. A disputa para o governo será em cima de temas paroquiais, como sempre ocorreu em todas as eleições. O resto fica por conta da melhor campanha. 

Coluna do Crica

DEM manda coronel cantar em outra freguesia

Telefone toca. É o presidente do DEM, Tião Bocalom, para descartar qualquer hipótese de aliança com o PMDB, para a disputa de vagas de deputado federal e deputado estadual. Desmonta assim o plano do Coronel Vagner Sales (PMDB), ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, de montar uma coligação com PMDB-DEM-PSDB para salvar as candidaturas dos deputados federais Jéssica Sales (PMDB) e Flaviano Melo (PMDB), já que o PMDB só tem ambos como candidatos, o que os deixaria sem legenda para a reeleição. Tião Bocalom nega ter acontecido alguma reunião da executiva do DEM para tratar do assunto. “Sei que apenas o Vagner falou com o Frank Lima, numa conversa individual”. A minha posição é que disputemos a eleição com chapas próprias para a Câmara Federal e Assembléia Legislativa. Defendo ainda que cada partido tenha a sua chapa. Bocalom diz que o DEM não se furtará a uma conversa com o PMDB, mas com a posição fechada de candidaturas próprias. O DEM está trabalhando sério para ter chapas competitivas à ALEAC e Federal. A posição de Bocalom empurra o PMDB para uma situação difícil.

A POLÍTICA É DINÂMICA

A política é dinâmica, já dizia o filósofo do Abunã, Rapirã e cercanias, ex-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Pereira. A pensar que, na última disputa da PRB, o PMDB vetou Tião Bocalom (DEM) para ser o vice da candidata a prefeita Eliane Sinhasique (PMDB), sob o falso argumento de sua rejeição ser alta. Agora está o PMDB de pires nas mãos atrás do DEM, para se salvar.

PP DESCARTA

O PP também tem posição fechada de não aceitar uma coligação com o PMDB. O deputado Nicolau Junior (PP) me disse que, uma aliança com o PMDB para a disputa da ALEAC está fora dos planos do seu partido. E tenho informação do deputado Gehlen Diniz (PP) que, o PP terá chapas próprias para a Aleac e para Federal. O que deixa o PMDB fora do contexto aliado.

VELHA MANIA DO PMDB

O uso do cachimbo deixa a boca torta. A velha mania do PMDB de não trabalhar novas lideranças para formar chapas para as disputas de estadual e federal e chegar no ano eleitoral impondo um chapão, para salvar os seus medalhões, parece que agora está dando errado.

FICA MUITO DIFÍCIL

Esta confusão toda deixa o candidato ao governo, senador Gladson Cameli, (PP), numa situação muito delicada perante o seu partido. Mesmo que imponha uma aliança com o PMDB, os atuais candidatos a ALEAC e Câmara Federal podem se rebelar e retirar seus nomes. E o Gladson não terá como impedir. Se isso acontecer o PP pode ficar sem chapas. Vai deixar?

TESE MAIS CORRETA

A tese que me parece mais correta é a defendida pelo deputado Gehelen Diniz (PP) de que cada partido da oposição teria que ter a sua chapa para a Assembléia Legislativa e Câmara Federal , porque seriam mais candidatos a pedir votos para a chapa majoritária.

UMA PERGUNTA AO PMDB

Antes de pressionar o PP, DEM, PSDB, para fazer uma coligação para a Câmara Federal, os caciques do PMDB não teriam que pressionar primeiro o candidato a senador Márcio Bittar (PMDB), para levar os partidos da sua afinidade, PPS-PTB e SOLIDARIEDADE para a aliança?

Entrando com a cara

E até porque o principal avalista da filiação do Márcio Bittar no PMDB para ser candidato a senador foi o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales. Até aqui o Márcio entrou só com a cara e a coragem no PMDB e não trouxe nenhuma soma com novas lideranças para o partido.

NÃO TEM COMO COMPOR

Um aliado do prefeito de Senador Guiomard, André Maia, revelou ontem num papo que não vê uma luz no fim do túnel para uma composição com o PP para apoiar o seu candidato a governador. Mais de uma dezena de denúncias já teriam sido feitas contra ele pelo vereador do PP, Gilson da Funerária, no MP.

O EXORCISTA ATUOU

A crise entre a Prelazia do Acre na pessoa do Bispo Don Joaquim e o governador Tião Viana, acabou em uma conversa entre ambos. O governo quitou uma parte da dívida com o Hospital Santa Juliana e todos passaram a comungar da mesma ceia. Para a glória do puxador das passeatas do PT, o Padre Asfury.

SITUAÇÃO CURIOSA

O PHS é um partido da FPA. O próximo presidente, Jarbas Soster, é justamente quem está acionando a Peixes da Amazônia em mais de 3 milhões de reais e ameaça pedir a falência da empresa, se a dívida não for quitada. Não deixa de ser uma situação política curiosa.

MELHOR NO CONTEXTO

O senador Sérgio Petecão (PSD) é quem melhor vem se colocando no contexto dos candidatos ao Senado pela oposição e por um motivo muito simples: não tem arestas. Ao contrário do candidato a senador Márcio Bittar (PMDB), que não consegue a simpatia dos aliados.

FESTA POPULAR

O senador Sérgio Petecão (PSD) aonde chega é uma festa popular porque fala a língua da classe C do eleitorado, que é a mais numerosa e essencial em uma eleição majoritária.

PROJETO PESSOAL

Um velho amigo do jornalismo traçou ontem numa conversa o exato papel da oposição, no Acre: “o principal adversário da oposição numa campanha é a própria oposição, porque cada um dos seus dirigentes tem o seu projeto pessoal e não pensa no coletivo”. Perfeito!.

ESPAÇO MAIS AMPLO PARA CRESCER

A candidata a deputada estadual Charlene Lima (PTB) tem muito mais chance de ampliar o seu eleitorado em Sena Madureira de que estivesse sendo apoiada pela prefeitura. É que livre tem muito mais chance de tornar plural o seu eleitorado, do que se estivesse presa a UM esquema fixo.

BOLA OU BURICA

É entendimento do pessoal do marketing do governo de que seria mais prudente a Delegada Carla Brito (PSB) não ser candidata a deputada estadual, porque poderá estar jogando fora uma carreira política. Se ganhar, tudo bem! Se perder, se descredencia de disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul em 2020. É bom lembrar que não terá os apoios que teve para prefeita.

O BURACO É MAIS EMBAIXO

Quem tem uma votação expressiva para a prefeito, geralmente, não consegue repetir a mesma votação para cargos proporcionais. Para prefeito existe todo um esquema pluripartidário de apoio ao seu nome, para deputado estadual é na Lei de Muricy.

E MUITO BEM VOTADO

Falo porque conheço a sua base de apoio: o deputado Daniel Zen (PT) deverá voltar ao parlamento com uma das maiores votações do seu partido. O seu prestígio cresceu muito na cúpula palaciana e na da prefeitura da Capital. E integra o grupo interno mais poderoso do PT.

CHAPA COMPLETA

Salvo algum ponto fora da curva deverá ser esta a chapa a ser apresentada pela FPA, no início do próximo mês: Marcus Alexandre (PT) para o governo, com Emylson Farias (PDT) de vice. Para o Senado, Jorge Viana (PT), com Nazaré Araújo (PT) como primeira suplente e Ney Amorim (PT), tendo Márcia Regina (PSB), na primeira suplência. E o jogo está feito.

TREMENDO EQUÍVOCO

É um erro de amador se partir para o ataque pessoal ao prefeito Marcus Alexandre (PT), como tentativa de lhe desgastar. Baixaria não rende votos. É só lembrar a eleição para o Senado. O que mais deu votos para o Gladson Cameli (PP) se eleger senador foram os ataques pessoais que sofreu no horário eleitoral, com a esquete do “Riquinho”. Transformou-se em vítima e a sua campanha virou um mamão com mel.

NUNCA CRIA IDENTIDADE

Não há que se condenar o DEM, o PP, por estarem trabalhando para terem chapas próprias para deputado estadual e deputado federal. O partido que pretende crescer tem que mostrar a cara na eleição ou ficará sempre na sombra de coligações, como parasita. Não cria identidade.

DEMOCRACIA COMPORTA DIREITOS

Uma democracia comporta direitos. Há quem defenda a direita e o papel de torturadores na Ditadura Militar. Há quem defenda ditadores e figuras cruéis da esquerda. Há quem defenda os ladrões da República. A democracia não pode ser capenga, pender somente para um lado. Se eu vejo um outdoor com uma figura histórica ou política que me causa repulsa, simplesmente ignoro e continuo a caminhar. No momento que parto para danificar ou queira impedir a manifestação estou saindo dos trilhos da democracia. A democracia não pode ser para só nos agradar. Ou então deixa de ser democracia e passa a ser uma ditadura de conduta. Toda a liberdade de expressão tem que ter mão dupla. O contraditório é essencial.

PMDB trabalha uma coligação com PSDB e DEM

PMDB trabalha uma coligação com PSDB e DEM

“O senador Gladson Cameli (PP), talvez pela sua juventude, não está exercendo a liderança que deveria ter na oposição como o nosso melhor nome para disputar o governo. Então não posso ficar parado”. A afirmação foi feita ontem à coluna pelo ex-prefeito Vagner Sales (PMDB). Ele criticou duramente o PP, por procurar se isolar tendo o candidato ao governo, fazendo pouco caso dos aliados. ”Estão completamente errados”! Vagner está tentando unir e formar uma chapa para a Câmara Federal com PMDB-PSDB-DEM. “Não só seria uma chapa forte, mas nos fortaleceria no debate com o PP no campo majoritário, como a escolha do nome para vice-governador. Já tive com a executiva do PSDB, com a do DEM e converso esta semana com o Tião Bocalon (DEM) e o Major Rocha (PSDB), disse. “Vamos aparar as arestas”. Acha que essa é uma ideia que vai dar certo, porque separados perderiam força no debate da chapa majoritária, enfatizou. Para Vagner não se trata de confrontar a candidatura do senador Gladson Cameli (PP), com outro candidato ao governo, vamos com o Gladson, mas temos quer ser visto com respeito no debate pré-eleitoral e na campanha. Jamais o PP nos deixará isolado, porque neste caso, o prejuízo para a candidatura majoritária será fatal, advertiu. Este fim de semana será de articulações para o fechamento e o anúncio da coligação.

UMA CHAPA CONSISTENTE

Caso aconteça a coligação DEM-PSDB-PMDB haverá condições de formar uma chapa muito competitiva para deputado federal. Teria nomes de peso como Flaviano Melo, Jéssica Sales, Alan Rick, Tião Bocalom, Major Rocha, entre outros que completariam a totalidade das vagas.

VOLTARIA A CENA

Com essa coligação voltaria á cena do debate quem será o vice do senador Gladson Cameli (PP). Como o nome do deputado federal Alan Rick (DEM) nunca foi visto com simpatia, mas como imposição, a coluna tem informação que apresentariam o do Tião Bocalom (DEM).

MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM

O médico Eduardo Veloso, cotado para vice da oposição, filiou-se ao PSDB.

PELO MENOS NÃO ATRAPALHARÃO

O comentário foi feito ontem por alguém que circula pelos corredores da prefeitura de Rio Branco: “os vereadores Célio e Clésio, do PSDB, se forem candidatos a deputado estadual, podem até não pedir votos para ao Marcus Alexandre para o governo, mas não atrapalharão por terem espaços na PMRB”. E nada mais disse e nem lhe foi perguntado.

PRESTÍGIO INCÓLUME

O diretor do DETRAN, Pedro Longo, perdeu a presidência do PSL, mas continuou com o seu prestígio irretocável com o prefeito Marcus Alexandre. É o único ex-presidente de partido que consegue manter uma secretaria de porteiras fechadas na prefeitura de Rio Branco.

DIÁLOGO TRUNCADO

Deputado Jenilson Lopes (PCdoB) – Vamos discutir uma coligação do PRB com o nosso partido, estamos abertos?

DIEGÃO (PRB)- Podemos discutir, mas depois que vocês retirarem a candidatura do Edvaldo Magalhães (PCdoB) a deputado estadual.

Jenilson deu um riso amarelo e a conversa cessou no empecilho colocado.

CHAPA PRÓPRIA

Essa dificuldade que o PCdoB está tendo em conseguir coligações com os chamados partidos nanicos esbarra justamente na candidatura do ex-deputado Edvaldo Magalhães, que é avaliado como um nome que já chega tomando uma vaga numa coligação. Não estão errados.

CONSENSO FORMADO

Tive a informação ontem que, não é apenas o deputado Heitor Junior (PDT) que cerrou a porta para a deputada Maria Antônia (PROS) entrar no PDT. Os dirigentes do PRB e PODEMOS, com os quais o PDT trabalha uma coligação, também dizem que, se ela vir acaba a conversa.

NÃO É EMPECILHO

Mas este cenário não é empecilho a uma possível reeleição da deputada Maria Antônia (PROS), que tem um sólido trabalho social e uma interação muito forte com o eleitorado do Juruá . Na última eleição disputou na coligação forte do PT e se elegeu bem votada.

OUTRA VOZ QUE SE SOMA

Sobre o debate de que o sistema público de saúde venha a ser gerido por Organizações Sociais, ou mesmo por gestões descentralizadas e autônomas, já deu certo em Sena Madureira, quando o hospital do município era administrado neste modelo, lembrou ontem, o deputado Nelson Sales (PP).

NOME NOVO NA DISPUTA

O deputado Lourival Marques (PT) admitiu ontem que estuda com carinho convites que lhe foram feitos por setores produtivos para que seja candidato a deputado federal na próxima eleição. Lourival entrará numa chapa para disputar com nomes como os de Sibá Machado, César Messias, Raimundo Angelim, Léo Brito e Perpétua Almeida. É algo desafiador.

ESFREGANDO AS MÃOS

Quem ficou esfregando as mãos foi a deputada Leila Galvão (PT) e os demais parlamentares que disputarão vagas de estadual pelo PT, porque Lourival Marques (PT), seria um nome forte para a reeleição, e deixará um espaço aberto.

INVANDIU AS RESIDÊNCIAS

Que cena mais triste a que aconteceu esta semana, com uma mulher grávida e seu bebê, sondo mortos por bandidos na sua própria residência e ferindo os demais familiares. A violência ultrapassou os muros da periferia e chegou no centro.Me recuso se contentar com gráficos de que Rio Branco não está entre as mais violentas do Brasil, a realidade que vivemos é outra, de uma cidade violenta sim e ao extremo, porque há poucos anos era pacífica.

NÃO É POR OMISSÃO

E não é por omissão do secretário de Segurança, Emylson Farias, que é esforçado, corajoso, faz questão de estar presente nas operações policiais. A PM também não é omissa. Acho que estamos perdendo a guerra no setor de inteligência e na falta de uma presença mais efetiva de policiais nas ruas, que se não resolve de todo, inibe. Mas o flanco continua sendo as fronteiras, abertas, por onde entram drogas e armas livres. Prova das AK-47 e AR-15, armas de guerras, aprendidas com os bandidos.

ARTICULAÇÃO GOVERNAMENTAL

A entrada do secretário de Saúde, Gemil Junior, no PRP, está sendo coordenada pelo governador Tião Viana. Não creio que o presidente do PRP, Julinho, dirá não ao Tião.

LIVRE PARA A DISPUTA

Com a sua condenação criminal em grau de recurso, o vereador Carlos Juruna, poderá sim ser candidato a deputado estadual, ao contrário do que alguns andaram afirmando a respeito.

CÂMARA CONTAMINADA

Quando vejo o vereador Emerson Jarude (PSL) protestando contra a enxurrada de sessões solenes na Câmara Municipal de Rio Branco, chega-se à conclusão que foi contaminada pela prática da Assembléia Legislativa. As sessões têm que ser destinadas aos debates e não para atos de elogios.

POR QUAL RAZÃO O PRIVILÉGIO?

Ninguém arrecada mais que as igrejas, principalmente, as evangélicas, daí porque não dá para se entender o motivo do privilégio pelo qual são isentas de impostos. Não há justificativa plausível para este benefício.

PREPARANDO A VOLTA

O ex-deputado Elson Santiago estava ontem pela Assembléia Legislativa e anunciando com quem conversava que será candidato novamente a deputado estadual. Falta definir ainda por qual partido. Deverá ser pela FPA, porque ocupa uma assessoria especial no governo.

PEDRINHO OLIVEIRA

O ex-vereador Pedrinho Oliveira, da família Petecão, será candidato a deputado estadual pelo PSD.

SEM QUALQUER CHANCE

Para o deputado Nicolau Junior (PP) não há a mínima chance do PP fazer uma coligação para deputado estadual com o PMDB ou outro partido. Alega que o PP tem uma chapa completa.

COSTURANDO O INTERIOR

O deputado Ney Amorim (PT) anda costurando bem seus apoios no interior. Ontem, para variar, havia mais um grupo de vereadores esperando para falar com ele. Isso é normal na ALEAC.

UMA LUZ PARA O PRÓ-SAÚDE

O secretário de Saúde, Gemil Junior, se somou ao deputado Daniel Zen (PT) no objetivo de que as UPAS e o PS possam ser geridos por Organizações Sociais, como forma de melhorar a gestão e redução de despesas. Disse ontem que já trabalha há quatro meses com uma equipe em cima da ideia, esteve em Goiânia por três dias para verificar unidades de saúde geridas por OS, para que o modelo venha a ser implantado no Acre. É uma forma moderna de administrar, que não teria inclusive a burocracia e as regras que tem o sistema de saúde sob o comando do governo para a compra de medicamentos. O governador Tião Viana está engajado na ideia e incentivado, porque quer deixar esta experiência de sucesso como legado da sua administração na Saúde. A defesa feita pelo secretário de Saúde, Gemil Junior, é perfeita, porque diminuiria o tamanho do Estado e colocaria o complexo sistema de Saúde nas mãos de organizações civis ou religiosas, como já acontece com sucesso no Hospital do Juruá. Lembra que neste sistema até os profissionais demitidos do Pró-Saúde poderiam ser absorvidos pelo novo modelo nas UPAS e PS. No Poder Público ou se busca a eficiência no atendimento, com modernidade ou se continuará com um antigo conceito de administrar.

Coluna do Crica

Um exemplo que deu certo

O Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, que é gerido por entidades religiosas com sucesso virou referência de gestão compartilhada com o Estado, dentro do sistema estadual de Saúde. Só quem o conhece pode aquilatar o seu funcionamento, sem apadrinhamento político, com as contratações de profissionais das mais diversas áreas só sendo efetuadas mediante comprovação da qualidade técnica. Não tem a figura do pistolão. O deputado Daniel Zen (PT) ao defender o modelo acha que, poderia ser estendido para outras unidades como as UPAS e o próprio Hospital das Clínicas. É uma proposta que fica para o próximo governante. Com este tipo de gestão evita-se o uso político das instituições de Saúde, que acabam entupidas de cargos de confiança para satisfazer o interesse de quem detém o mandato, sem ser necessário. E você diminui o gigantismo do Estado. A proposta do deputado Daniel Zen fica na mesa das boas sugestões.

CHAPINHA ABENÇOADA

O governador Tião Viana deu a benção: será formada uma chapinha com os partidos pequenos da FPA para a disputa de deputado federal, que está sendo articulada pelo PDT. Alguns nomes já confirmados: Henrique Afonso, Cristovão Pontes, Jesus Sérgio, Eber Machado, Cícero Furtado e Jarbas Soster, Manuel Marcos, entre outros postulantes. A perspectiva lógica é de eleger um Federal. Dois renderiam uma Missa em Ação de Graças rezada pelo Padre Asfury.

Chapão do PT

O chapão do PT será formado por Sibá Machado, Léo de Brito, Raimundo Angelim, César Messias e Perpétua Almeida. As duas chapas tendem a eleger quatro deputados federais. Esta é uma chapa de muito equilíbrio, todos integrantes sempre foram bem votados.

NÃO É UM DESASTRE

Existem gargalos no sistema estadual de Saúde. Agora mesmo faltam alguns medicamentos essenciais no Hospital do Câncer, por que as licitações para as compras ficaram desertas, ninguém apareceu. Alega-se que o governo custa a pagar. TFD não depende só da secretaria de Saúde, mas de vagas nos hospitais fora do Estado. Mas não se pode pegar o sistema como um todo e dizer que nada funciona, como seu ouve de parlamentares da oposição. O atendimento pode não ser o ideal, mas não é este desastre que é sempre anunciado na ALEAC.

GRUPO FORTE

Há um grupo forte fechando apoio ao nome do médico Eduardo Veloso para ser o indicado a vice na chapa do senador Gladson Cameli (PP). É um nome que cresceu e tomou corpo. Alie-se ao fato de ser muito amigo do candidato ao governo, o que é um ponto ao seu favor.

TE CUIDA, LEILA!

O deputado Lourival Marques (PT) anda se articulando entre os produtores que fornecem matéria prima para a ACREAVES e DOM PORQUITO, em Brasiléia, um dos redutos há muito cultivado pela deputada Leila Galvão (PT). Na política, na busca de votos, costuma valer a Lei de Muricy. É bom a Leila ficar bem atenta.

NÃO ESTÁ NO DÉBITO

A divulgação de que as estradas do Acre estão entre as piores do Brasil não está na conta do débito do DNIT e muito menos do Superintendente, Thiago Caetano. Isso se arrasta por todos os governos que passaram pelo Acre após a volta das eleições diretas. Para deixar claro.

PONTUANDO PARA NÃO SER MAL INTERPRETADO

No comentário de ontem sobre ideologias não me passou nem de leve ferir a honra do ex-deputado Edvaldo Magalhães, com o qual tenho boas relações. Quis me referir a bens, perfeitamente compatíveis com suas rendas ao longo da vida. E mostrar que na essência o comunismo praticado pela antiga União Soviética acabou. Foi basicamente isso. Se isso ensejou outra interpretação, minhas desculpas. O tenho sempre como um homem de bem.

O CORONEL ESTÁ BRABO!

O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, se prepara para dar um xeque-mate no PP. Procurou os dirigentes do DEM para uma conversa e avisou que, se o PP não vier para um chapão de deputado federal com o PMDB sairá candidato ao governo para espatifar o ninho da pata. E mostrou certidões negativas que nada impede juridicamente sua candidatura.

PÉ FINCADO

Acontece que o PP está com o pé fincado e ideia fixa de ter uma chapa própria para deputado federal. Já teria confirmado Nelson Sales, Vanda Denir, Rudiley Estrela, N. Lima e outros. E pelo que tenho ouvido o PP também não quer coligar com o PMDB para deputado estadual.

NÃO DUVIDO DE NADA

Conheço o Vagner Sales há mais de 30 anos. Se o PP não for para uma coligação com o PMDB, automaticamente, sua filha, a deputada federal Jéssica Sales (PMDB) e o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) ficam sem legenda para se reelegerem. A partir desta decisão podem esperar que ele dispute mesmo o governo ou tome uma medida mais drástica, que implodiria a oposição. Do Vagner não duvido de nada na política. É bom não testarem o coronel!

EM TEMPO

A Central de Transplantes do Acre, a única existente na Amazônia, completou o seu 27º transplante de fígado com sucesso. Poderia ser um número maior se as famílias que estão com alguém com morte encefálica optassem pelas doações de órgãos. Doar órgãos é salvar vidas.

NO 0800, NECAS!

Ontem na ALEAC estava numa roda de deputados da FPA e o assunto era o Senado. Um deles foi pragmático ao comentar a candidatura à reeleição do senador Jorge Viana (PT): “vou votar nele, mas trabalhar seu nome é outra coisa, no 0800 só trabalho para minha mãe e meu pai”.

VOTO DA SOBERANIA

O voto de ontem do Senado foi o da soberania. Foi o voto da Constituição Federal. O próprio pleno do STF já tinha decidido que cabe ao Senado analisar o afastamento de senadores pela justiça. Não foram votos para o Aécio Neves. O mandato foi mantido dentro do princípio legal.

APOIO OSTENSIVO

O polêmico Pastor Agostinho da Igreja Batista do Bosque confirmou ao governador Tião Viana que para a Câmara Federal apoiará o candidato palaciano Cícero Furtado. Agostinho quer corrigir uma situação desconfortante, quando levou Alan Rick no gabinete do governador e garantiu que ele não iria abandonar a FPA para entrar na oposição. Por isso o apoio ao Cícero.

NOME GARANTIDO

A coluna teve ontem a confirmação de que a vice-governadora Nazaré Araújo será a primeira suplente da chapa do senador Jorge Viana (PT). Não deixará de ser uma excelente escolha. É um nome limpo, de qualidade, e que pode agregar adesões no decorrer da campanha.

O fato do prefeito de Senador Guiomard, André Maia (PSD), ter dito a um amigo jornalista que seus candidatos ao Senado serão Sérgio Petecão (PSD) e Jorge Viana (PT), não significa que está cometendo traição partidária. Isso só ocorreria caso não apoiasse a reeleição do Petecão.

QUER CHUPETA COM MEL

O diretor do DETRAN, Pedro Longo, quer moldar uma chapa e alianças em que apareça como o privilegiado para se eleger. Se acha que alguma candidatura pode lhe fazer sombra, ele veta. Tenho ouvido muitas reclamações de dirigentes de partidos nanicos neste sentido.

FESTA DA FPA

Será no próximo dia 1º o anúncio oficial da candidatura do prefeito Marcus Alexandre ao governo do Estado. E é provável que venha já acompanhado do nome do vice, secretário Emylson Farias, que é a opção da simpatia do governador Tião Viana. Só uma zebra muda isso.

ERRO DE ESTRATÉGIA

Conversando ontem com uma das mais altas figuras da oposição, este explicou o motivo pelo qual o deputado federal Alan Rick (DEM) não foi escolhido vice na chapa do senador Gladson Cameli (PP): “seus aliados erraram no método, trocaram o convencimento pela pressão”.

“FOI UMA BOA CONVERSA”

Com a frase acima o prefeito de Epitaciolândia , Tião Flores, definiu ontem o seu demorado encontro no gabinete do deputado Ney Amorim, candidato a senador pelo PT.

GRANDE OPORTUNIDADE

Não é fácil. Nenhum governador sem prestígio conseguiria reunir num Estado pequeno como o Acre, que o governador Tião Viana já comparou em termos de violência à Medellín de Pablo Escobar, na década de 80, onde matanças aconteciam diariamente, conseguir trazer para uma reunião as cúpulas do Judiciário, Executivo, Legislativo, e MPF, e se incluindo o presidente Temer. É uma boa oportunidade para se cobrar que as nossas fronteiras sejam vigiadas por tropas federais com presença efetiva. Um momento como este, com a visibilidade que terá em toda mídia nacional é para se escancarar a fragilidade da fronteira com o Peru e Bolívia, que virou um corredor quase que livre para a entrada de drogas e armas. E que não ficam só aqui, são levadas para os grandes centros urbanos do país. Outra oportunidade igual a esta não teremos. Talvez, em outra geração. Aproveitemos, pois!

Coluna do Crica

Abram alas: Os leões rompantes pedem passagem

-Você leu a “Carta aos Acreanos”, assinada por integrantes do Movimento Liberal? Ligou perguntando um amigo jornalista. Não tinha lido e fui ler. A cada parágrafo me senti nas ruas de São Paulo, década de 60, vendo passar jovens imberbes do movimento de extrema direita radical Tradição Família e Propriedade, balançando grandes estandartes com o símbolo do Leão Rompante, e gritando lemas contra o comunismo. Comungavam da ideia integralista de extremismo radical do catolicismo. Plínio Salgado, o líder maior, e a sua “Ação Integralista Brasileira”, que marchava com seus seguidores aos gritos de Anauê! – “Vamos, irmãos”!, na língua Tupi, lembrava o gestual de saudação do líder fascista italiano Mussolini. A meta era o poder. Fracassaram. A história registra o Movimento Integralista, como nacionalista. Trechos da “Carta aos Acreanos” revive estas peças de um empoeirado museu político da história nacional. Dá as suas pinceladas de extremismo evangélico na defesa da família e seus valores. Desanca os governos do PT, no Acre, como esquerdizantes, socialistas e comunistas. O único comunista que conheço no atual governo está mais para um ávido capitalista com seus negócios imobiliários no Juruá, do que para comunista na essência da palavra: o secretário Edvaldo Magalhães. O PCdoB de comunista mesmo não tem nada. O Tião Viana comunista? O Jorge Viana comunista? O comunismo é um modelo econômico que fracassou em todo mundo. O Muro de Berlim já caiu. Acordem! A antiga União Soviética implodiu em várias repúblicas independentes. A China ser tachada de comunista? Não me façam rir! Ninguém é hoje mais capitalista que os chineses. Não votei no Lula, não vou votar, sou a favor da diminuição da idade penal, do fim do estatuto do desarmamento, das privatizações, do livre mercado, não sou da panelinha e nem do panelão do PT, mas se quiserem ganhar o poder na próxima eleição deixem de reviver estas velhas idéias mofadas pelo tempo. Respeito o direito de cada um ter o seu pensamento, mesmo discordando. Eu não consigo ver comunistas em cada canto da cidade, em secretarias deste governo, embaixo da cama, tramando com suas idéias bolcheviques para dominar o mundo. Comunista na essência da palavra: não conheço nenhum, no Acre. Procurem outros caminhos para derrotar o PT. O da inteligência das estratégias, porque a disputa a ser travada em 2018 pelo governo não será ideológica. Será o vermelho contra o azul. Não há lugar para o amarelo. Para não ser injusto: antes do PT chegar ao poder tinha um comunista no Acre, o Marcão do PCB, mas se aburguesou. Se aliançou.

CANDIDATURA ENCAMINHADA

O Coronel PM Ulisses me disse ontem que a sua candidatura ao governo está encaminhada, em conversas adiantadas para ser o candidato do presidenciável Jair Bolsonaro, no Acre. O lançamento está previsto para abril, com a vinda de Bolsonaro para fazer o ato de formalização. Ulisses elegeu como bandeira a Segurança. “Com um ano coloco nos eixos”, prometeu.

NENHUMA PALHA

O deputado federal Major Rocha (PSDB) disse que não vai mover uma palha para punir o casal Toinha Vieira e Zé Vieira, lideranças tucanas em Sena Madureira. E justifica: “eles não têm mandatos, um caso diferente do Rabêlo Goes e do Alonso Andrade, que estavam no mandato”.

BATENDO DE FRENTE

Esta posição do presidente do PSDB, deputado federal Major Rocha, bate de frente com segmentos do seu partido que querem a expulsão de Toinha Vieira e Zé Vieira, por declararem apoio à candidatura do prefeito Marcus Alexandre (PT) ao governo. Continuarão tucanos.

DIREITO DE ESCOLHA

O deputado federal Major Rocha (PSDB) defendeu que os partidos deixem o candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), escolher o nome para ser o seu vice sem nenhuma interferência partidária. “Tem que ficar livre para escolher alguém da sua confiança”, pontua.

UMA VOZ LÚCIDA

Até que enfim uma voz lúcida na oposição sobre a questão da indicação do nome para vice.

FUTEBOL E POLÍTICA

O candidato ao Senado, deputado Ney Amorim (PT), colou a sua campanha nas andanças do prefeito Marcus Alexandre. Seja na visita aos bairros e nas peladas das inaugurações de quadras. Jogaram até na preliminar da decisão do “Copão Comunitário”. São sortudos: ainda bem que não serão avaliados pelas suas qualidades futebolísticas, porque estariam perdidos.

ABACAXI AZEDO

O Polo Moveleiro e a Fábrica de Compensado de Tarauacá nunca funcionaram. E não há perspectivas que entrem em operação. Viraram elefantes brancos. E o nosso brioso secretário de Indústria e Comércio, Sibá Machado, não dá um pio sobre este abacaxi que recebeu e já azedou.

GANHAM PARA TRABALHAR

Não há justificativa para um cidadão com seu filho chegar 5 horas da manhã no Pronto Socorro e não encontrar um funcionário para fazer o encaminhamento ao médico. Pelo que eu soube, mandaram abrir sindicância administrativa. É o mínimo. Ganham em dias para trabalhar. A direção do PS tem sim que tomar providências. Está nas redes sociais. Os tempos são outros.

BEM MAIS FRÁGIL

Pelo que se tem lido na imprensa nacional, esta segunda delação contra o Temer é fraquinha, o delator Funaro se limita a sem nenhuma prova em dizer que “tinha certeza” que o dinheiro da propina era para o presidente. E você denuncia apenas por ouvir dizer. Aonde chegamos!

FORAM DO DEBATE

Caso o presidente do PP, José Bestene, não tivesse reunido os partidos aliados e jogado para o próximo ano a decisão sobre a escolha do nome do vice do senador Gladson Cameli (PP), até hoje o candidato a governador pela oposição estaria sofrendo pressões e com a faca no pescoço. Tinha se tornado uma pauta altamente negativa.

NEM UM CENTAVO FURADO

Perguntaram ontem sobre se me causaria surpresa se os candidatos a senadores do prefeito de Senador Guiomard, André Maia, fossem o Sérgio Petecão (PSD) e o Jorge Viana (PT). Resposta na ponta da língua: “nenhuma”.

BAFÃO DA SAÚDE

Ontem, na cúpula da saúde houve uma confusão com faíscas, desmaios, e até SAMU. A turma do deixa disso jogou água na fervura e os envolvidos já se entenderam. Mas foi um bafão!

TUDO CAMINHANDO

O médico Carlos Beirute vem fazendo contatos com amigos de vários municípios, para quando assumir o comando do PROS, no Acre, no próximo dia 29, já o faça com um grupo forte para uma festa de filiações. Beirute deverá ser candidato a deputado federal. O PROS será oposição.

TÍTULO NEGATIVO

O Acre apareceu em recente pesquisa sobre o sistema rodoviário como um dos Estados que tem as piores estradas do Brasil. Há mais de duas décadas tenta-se concluir a BR-364, e o que se vê são as ações de remendo á medida que trechos passam a dificultar o tráfego.

MANDA O PRESIDENTE

Nesta guerra entre o presidente do PDT, Luiz Tchê, e o deputado Heitor Junior (PDT), sobre a filiação de novos parlamentares no partido; acho que, o Tchê levará vantagem. É o presidente e amigo pessoal do Carlos Luppi, que é quem dá o tom do partido no cenário nacional.

MÉDIA DE 14

Estava semana passada comentando sobre se haverá ou não uma grande mudança na atual bancada da ALEAC, e a conclusão com colegas jornalistas é que no mínimo 14 dos atuais parlamentares deverão embarcar na balsa. Não será mais devido as coligações proporcionais.

PÉ NO PRP

O secretário de Saúde, Gemil Junior, deverá disputar a eleição para deputado estadual no PRP, que na última eleição não conseguiu eleger ninguém. Nunca tinha ocorrido. O caminho natural é mesmo um partido nanico, onde dependendo da chapa formada sempre costuma eleger um a dois deputados.

TOMOU O ESPAÇO

O Gemil Junior é um dos melhores secretários do governo Tião Viana. Nunca foge ao diálogo sobre um problema que lhe é levado. Não se esconde da imprensa. Na eleição para a ALEAC terá o apoio da Igreja Batista do Bosque e de muitos amigos que conquistou na Saúde.

CASA DE NOCA

A oposição precisa se entender se realmente pensa em tomar o poder do PT. Tá igual a Casa de Noca, onde todo mundo berra, todo mundo grita, se bagunça e ninguém consegue se entender.

LUZ VERMELHA

Acompanhado da vereadora Claudia (PT), o vereador Gilson da Funerária (PP) tiveram uma conversa à luz vermelha com o secretário Nepomuceno Carioca, que anda há tempos na sombra. Foram pedir ajuda porque toda denúncia que fazem contra o prefeito de Senador Guiomard, André Maia, não vai adiante. Bateram na porta errada: pelo que eu sei, o Carioca não tem poder sobre o MP. Na ocasião foi feito um convite formal ao vereador Gilson da Funerária para deixar o PP e filiar-se no PT. Pediu um tempo para dar a resposta.

MEDELLÍN É AQUI

Guardadas as devidas proporções – não estão ainda matando os políticos – o governador Tião Viana não pode ter a sua opinião contestada de que o Acre, principalmente, a Capital, vive um clima da cidade colombiana de Medellín da década de 80, sob o império do narcotraficante Pablo Escobar. Os números de mortes violentas já não aumentam em questão de dias, mas de horas. A polícia apreende drogas, desmantela quadrilhas, prende matadores, assaltantes, mas está impotente. Com a Polícia Federal e a PRF com contingentes diminutos e sem a presença das Forças Armadas com Postos de controle nas regiões de fronteira do Acre e do Peru, vamos continuar vivendo o clima de terror, medo de sair de noite e voltar para casa. Os bandidos estão soltos e as famílias presas em casas fortalezas com cerca elétrica, alarmes e cães. Enquanto o Exército não exercer no Acre o seu papel permanente de guardião das fronteiras, novas armas e carregamento de drogas continuarão a entrar no Estado e as facções se fortalecendo. Uma Política Nacional de Segurança que não inclua este ponto é chuva no molhado. Será mais um dos muitos protocolos de intenções que não passará de mero papel com assinaturas.

Coluna do Crica

Diálogo de surdos

Uma batalha vem sendo travada nos bastidores do PDT, entre o presidente Luiz Tchê, e o deputado Heitor Junior (PDT), por conta da formação da chapa para deputado estadual. Tchê diz que a porteira está aberta para qualquer parlamentar com mandato e promete reiterar e insistir no convite para que a bem votada deputada Maria Antonia (PROS) se filie na sigla. E avisa que Heitor Junior não manda no PDT. Heitor argumenta que tem mandato e promete barrar a entrada da convidada, nem que para isso tenha que recorrer á direção nacional do PDT. Justifica que, não se trata de temor da concorrente, mas que a filiação acabaria com a chapa do PDT e com a coligação que está sendo trabalhada com o PRB e o PODEMOS. As relações entre Heitor e Tchê, já estão espinhadas há bastante tempo. Agora com o episódio Maria Antonia, chegou ao seu pique. Travam um verdadeiro diálogo de surdos. O rompimento está escancarado. É bom lembrar que, a caneta está nas mãos do presidente Luiz Tchê. E que o PDT está ficando a cada dia que passa mais estreito para ambos, em permanente conflito.

SEM OLHAR A QUEM

O senador Jorge Viana (PT) não viu cores partidárias na destinação das suas emendas parlamentares para 2018. Alocou 14,7 milhões para os 22 municípios, sendo que do montante 7,3 milhões a serem aplicados na área de saúde. Não é normal. Na grande maioria das vezes, os deputados e senadores direcionam as suas emendas às prefeituras governadas por seus partidos.

FOGO DE PALHA

Aquela histeria política de levar o superintendente do DNIT, Thiago Caetano, a falar na ALEAC sobre como recebeu a BR-364 e os trabalhos para sua recuperação, não passou de fogo de palha. Até hoje a ALEAC não o convidou. E por conta disso, Thiago me falou que, cessou o compromisso de comparecer na data que, como convidado marcou. E tem sobeja razão.

TELHADOS DE VIDRO

A questão é mais profunda quando se entra no debate da BR-364. A ida do superintendente do DNIT, Thiago Caetano, á ALEAC, não seria o céu para a oposição, como muitos achavam. Se havia brecha para atacar os governos do PT, pela não conclusão da obra e o alto valor investido, há o lado de alguns dos empreiteiros serem ligados à cúpula oposição. Os telhados são de vidro.

UM NOME FORA DA PAUTA

A coluna tem informações cada vez mais consistentes de que, o vice na chapa ao governo do senador Gladson Cameli (PP) sairá de “escolha pessoal” e “não de imposições” políticas. E que a escolha não passaria por Mara Rocha (PSDB) e nem por Alan Rick (DEM). Estão fora da pauta.

UMA CHAPA DA PESADA

A oposição terá uma chapa da pesada para deputado estadual. Alguns dos nomes: Eliane Sinhasique, Gehlen Diniz, Hendi Lima, Antonio Pedro, Nicolau Junior, Roberto Duarte, Charlene Lima, Dr. Jeferson (Pururuca), André Hassem, Raimundo Vaz, Meire Serafim, Pedrinho Petecão, Jairo Carvalho, Luiz Gonzaga, Francineudo Costa e coronel Ulisses.

NÃO DEIXA DE SER VANTAGEM

Os seis deputados Nicolau Junior, Eliane Sinhasique, Hendi Lima, Luiz Gonzaga e Gehlen Diniz e Jairo Carvalho entram na vantagem de estarem num mandato e sua estrutura. O mesmo caso é o do vereador Roberto Duarte. Mas isso é em tese. As coligações serão fatores de decisão.

RESERVA SURPRESAS

O mandato ajuda, mas não é passaporte para a vitória. Muitas vezes, por estarem numa coligação de nanicos, nomes surpresas acabam ganhando a eleição dos chamados medalhões.

AS VOZES DO SILÊNCIO

Um fato que aflora nesta pré-disputa eleitoral é a falta de mobilização das mulheres de oposição ao PT, na busca de mais espaço no parlamento. Embora tenham invejável potencial no total dos votos. Fora as aguerridas Valdete Sousa e Joana Darc, o silêncio é tumular.

O ABRAÇO DOS AFOGADOS

A coligação que se anuncia entre PDT-PRB – PODEMOS para a disputa de vagas na Assembléia Legislativa, bem que poderia se chamar de “chapa do abraço dos afogados”. Estarão nela os deputados Raimundinho da Saúde, Heitor Junior, Juliana Rodrigues, André da Farmácia e Josa da Farmácia. E ainda o secretário Henri Nogueira. Destes, três se afogarão abraçados.

SOMENTE EM ABRIL

Não passa de balão de ensaio que o prefeito Marcus Alexandre antecipará a renúncia do cargo para fevereiro. Sairá somente em abril. De concreto é que no máximo até o fim do mês deverá ser anunciado, oficialmente, como o candidato ao governo da FPA. O que não será novidade.

SÃO FATOS

A deputada Leila Galvão (PT) deverá ser disparada a mais votada para a Assembléia Legislativa, na região do Alto Acre. Não é preciso nem bola de cristal. É que terminou a sua eleição e continuou com um trabalho político que não tem domingo e feriado. Isso é que rende votos.

RESMUNGOS DE BASTIDORES

Não tinha ouvido até bem pouco, como ocorre agora entre deputados da FPA, reações à indicação do secretário Emylson Farias (PDT) como vice do Marcus Alexandre. Acham ser temerária, pelo clima de violência. Mas, quem vai tirar o nome do colete é o Tião Viana.

TOMA UMA VAGA

Mas é bom esses deputados atentarem para um fato: se o Emylson Farias sair candidato a deputado estadual e com a mão do governador no ombro, belisca uma das vagas. Para estadual se o candidato tiver estrutura e a uma boa equipe de campanha torna-se forte.

A EXPERIÊNCIA CONTA NA POLÍTICA

O candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), acertou em montar uma equipe de conselheiros formada por ex-deputados federais, ex-secretários de Estado, porque na política a experiência conta muito. Quem é do ramo sabe o caminho das pedras.

ALGUÉM VAI SAMBAR NA MAIONESE

É improvável a hipótese que a FPA possa eleger cinco deputados federais, como alardeiam os otimistas de plantão. Deve fechar em quatro. São candidatos favoritos: Raimundo Angelim, Manuel Marcos, Sibá Machado, César Messias, Léo de Brito e Perpétua Almeida. Um vai sambar na maionese.

O MESMO NA OPOSIÇÃO

A oposição tem Flaviano Melo, Jéssica Sales, Alan Rick, Tião Bocalon, Carlos Beirute, Nelson Sales, Major Rocha e Marivaldo Melo, entre os mais notórios. Quatro sambam na maionese.

EM ALTA NO PODER

“Temos de reeleger o deputado Daniel Zen com uma boa votação. Tem tido uma postura irretocável na condução da escolha do candidato ao governo, sem abusar de ser o presidente do PT”. Ouvi a afirmação de quem tem café no bule dentro da estrutura petista de poder

DOIS BENEFICIADOS

Com a desistência do deputado Chagas Romão (PMDB) de disputar a reeleição dois deputados serão beneficiados: Manoel Moraes (PSB) e Antonio Pedro (DEM). É que Romão dividia com ambos os votos do colégio eleitoral de Xapuri. Estes votos agora ficarão soltos.

SÉRIAS DIFICULDADES

Esta na pauta do PSB, a discussão de possível coligação com o PCdoB. Com nomes de peso como o deputado Manoel Moraes e a Delegada Carla Brito, o PSB tem tido sérias dificuldades de montar uma chapa própria competitiva. Resta saber se o PCdoB embarca nesta canoa sem quilha.

CHAPÃO DE FEDERAL

No frigir dos ovos tanto a oposição como a FPA, acabarão por se juntar em chapões para disputar as oito vagas para a Câmara Federal. Em toda eleição há o ensaio para a formação de chapas alternativas dos nanicos, mas sempre esbarram na resistência dos caciques.

UM EXEMPLO PRÁTICO

O PMDB só tem dois nomes para a Câmara Federal, os deputados federais Flaviano Melo e Jéssica Sales. É fantasia se crer que o partido não fará pressão sobre o candidato ao governo, para a formação de um chapão. O apoio do PMDB à chapa majoritária é imprescindível.

NÃO É DE SE ACREDITAR

Não é de se acreditar que deste encontro de governadores, a cúpula do Judiciário, do MPF, o presidente Michel Temer, no Acre, possa sair algo de prático na área de segurança pública, como por exemplo ter postos de controle das forças armadas nas regiões de fronteira, por onde entram drogas e armas de forma quase que livre. A fiscalização atual é precária por falta de estrutura.

NÃO É UM BOM AMULETO

Em todos os atos que envolvam o esporte o prefeito Marcus Alexandre aparece com a camisa do São Paulo. O time, no momento, não é bom amuleto, luta para não cair para segunda divisão.

GRANDE PERGUNTA

A expectativa em torno do encontro que vai reunir no Acre o PIB da política nacional, não está só por conta de quais medidas concretas ficarão de saldo dos debates. O presidente Temer estará presente. No regional, a pergunta que não cala: o PT gritará o Fora Temer! Ou se calará por conveniência? Estamos bem perto de saber. Aposto na segunda hipótese.

A FESTA PREMATURA DOS AFOITOS

Enquanto a oposição se pega literalmente em debates estéreis, o seu principal adversário na corrida para o governo, prefeito Marcus Alexandre, vai comendo o mingau quente pela beirada. Faz política com foco. Como por exemplo, a promoção do Copão Comunitário, que chegou ao final com a participação de 166 times de bairros mais diversos, com 4150 atletas participantes. Lotando o “Arena da Floresta”, na decisão de sábado último. E com o Marcus envolvido diretamente. Um caminho que quarenta anos de jornalismo me ensinou foi o de não se deixar levar mais pelo emocional natural de quem começa na profissão. Analiso os fatos pela luz da razão. A eleição de 2018 não tem favorito. Se a oposição tem o seu melhor nome das duas últimas décadas como candidato ao governo, o senador Gladson Cameli (PP), a FPA tem o carismático Marcus Alexandre (PT), que se reelegeu com um caminhão de votos. Some-se a isso a poderosa máquina de fazer votos do governo, usada nas últimas eleições sem pudor. Paremos, pois, com o já ganhou. E a festa prematura dos afoitos cabos-eleitorais dos dois lados. A próxima eleição será decidida nos detalhes da campanha. Cessem os arroubos!

Coluna do Crica

Fora do debate do Pró-Saúde

O deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS) anunciou ontem após a saraivada de críticas que sofreu do vereador Jakson Ramos (PT) que, estará fora daqui para frente de qualquer processo que envolva o retorno dos que foram demitidos do programa Pró-Saúde, declarado ilegal pelo Ministério Público do Trabalho. Afirmou que tantas vezes forem necessárias irá à tribuna para criticar atos de secretários do governo. “O vereador Jakson se diferencia de mim por ser um puxa-saco do governo. O seu puxasaquismo é desproporcional ao seu tamanho”, pontuou o parlamentar. O deputado Raimundinho (foto) diz que faz questão de deixar bem claro aos ex-servidores demitidos que toda a responsabilidade para a volta deles ao trabalho está nas mãos do vereador Jakson Ramos (PT). Ele será o responsável único pelo que vier a acontecer, avisou. O caso do Pró-Saúde está em processo de reavaliação pela PGE.

DAQUI NINGUÉM ME TIRA

Conversei ontem com o deputado Jesus Sérgio (PDT). Negou que vá aceitar o convite para ser presidente do PSC, um partido nanico que somente existe no nome. Será candidato a deputado federal na chapa que está sendo montada pelo PDT, com pequenos partidos.

UM PROJETO RELEVANTE

O deputado Daniel Zen (PT) apresentou um Projeto de Lei instituindo que o dia 9 de setembro seja o “Dia da Conscientização e Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal”, que é uma doença congênita provocada pelo consumo de bebidas alcoólicas na gravidez, sendo a principal causa de retardo mental e de anomalias não hereditárias em crianças. O Projeto incentiva campanhas, atividades de conscientização e prevenção do consumo de álcool antes e durante a gravidez.

MELHOR OPÇÃO

Foi a melhor opção política que o deputado Jesus Sérgio (PDT) poderia ter tomado. Teria no PSC que começar do zero e conseguir candidatos para formar uma chapa para a Câmara Federal. Não conseguiria nomes competitivos. E o PDT se encontra com a chapa encaminhada.

NÃO HÁ COMO IMPEDIR

O vereador Joelso Pontes (PP), que foi liberado da prisão, me disse que trabalhará para conseguir uma Liminar que lhe permita retomar o seu mandato na Câmara Municipal de Brasiléia. Não há nem como lhe brecar, não existe contra ele uma sentença condenatória.

VENTO FAVORÁVEL
Das cinco denúncias que foram feitas contra o vereador Joelso Pontes (PP) o Ministério Público acatou apenas uma. E que pode ser derrubada em juízo. Sua volta ao mandato é um ato legal.

A BRIGA É FEDERAL

O Roberto da Princesinha tem o mérito de ter coletado as assinaturas para a formação do PROS, na sua fundação. Mas o problema é que com a nova legislação da cláusula de barreira um partido não pode ficar sem deputados federais, para não desaparecer, em 2018. E não viram na atual direção regional do PROS chance de eleger um Federal.

CIDADE DO MEDO

Em que pese a polícia não estar omissa, tem feito várias incursões no local, mas a “Cidade do Povo” virou um dos bairros mais violentos da Capital. Se fosse mantido um pequeno destacamento com mobilidade, daria para segurar os bandidos. Na parte noturna nenhum taxista aceita corrida para a comunidade. Foram muitos os que toparam e foram assaltados.

TENHO QUE DESTACAR

Sem entrar na discussão de demissões que aconteceram na Saúde, mas a contratação ontem de novos 300 servidores pelo governo para a Secretaria de Saúde é sim positivo. Num tempo de vacas magras e num Estado com um grande nível de desemprego não pode ser olvidado.

CHAPA DE PIT-BULL

Está em fase de amarração final a coligação entre PRB-PDT- PODEMOS. Isso significa uma chapa com os deputados Heitor Junior (PDT), André da Farmácia (PRB), Juliana Roidrigues (PRB), Raimundinho da Farmácia (PODEMOS) e Josa da Farmácia (PODEMOS). Ainda terão que completar a chapa com nomes medianos. De dois a três embarcam na balsa para Manacapuru.

QUESTÃO INSTITUCIONAL

Fui secretário de Comunicação de três prefeitos e de três governadores. Todos tinham a sua equipe de segurança pessoal e da própria família. Isso é inerente ao cargo. É institucional! Não se trata de abuso financeiro. Não há como criticar o Tião Viana neste ponto. É legal e necessário. Acontece também com ministros dos poderes, presidentes, não é invenção do Acre.

CABELOS BRANCOS

Alguns cabelos brancos começaram a aparecer ontem no presidente do PDT, Luiz Tchê, por conta de boataria nos bastidores da FPA que o vice do Marcus Alexandre poderá ser o deputado federal César Messias (PSB). Do jeito que o PSB é o queridinho da FPA, eu não me admiro.

TAMBÉM NÃO SERIA SURPRESA

E também não me causaria surpresa se for um vice do PT, mesmo isso sendo descartado pela cúpula petista. Em se tratado de política, pela minha experiência, nada mais me surpreende.

RISO DISFARÇADO

Quando eu vejo um candidato que não é do PT dizer que terá apoio prioritário do governo, me divirto e acho graça da sua ingenuidade. No PT, a primeira, a segunda e a terceira prioridade é eleger candidatos do partido. Escuto, dou um riso disfarçado e saio de fininho.

RUMO CERTO

O DEM parece que tomou o rumo certo e passou a dar exclusividade à formação de chapas para deputado federal e deputado estadual, depois de ver rejeitada a sua ação de impor um nome para ser o vice na chapa do candidato Gladson Cameli (PP). Cairam, enfim, na real.

GRANDE DESAFIO

Barulho o grupo das mulheres do PT faz até demais nas manifestações do partido. O desafio agora é mostrar que isso pode ser transformado em voto para eleger a candidata da categoria, a competente secretária Sawana Carvalho, que busca um mandato na Assembléia Legislativa.

DILEMA DA OPOSIÇÃO

A oposição vive um dilema na região do Alto Acre. Não tem um nome de densidade eleitoral que possa ser candidato a deputado estadual e ser apontado como forte concorrente.

CONVERSA ABERTA

O deputado federal Major Rocha (PSDB) dá como certa a candidatura do ex-superintendente do INCRA, Eduardo Ribeiro, a deputado estadual pelo partido, na eleição do próximo ano. Ribeiro diz que ainda está em análise ser ou não candidato a uma vaga na ALEAC.

PODE ATÉ NÃO CONCORDAR NO TODO

Com a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) se pode até não concordar no todo com as suas ações parlamentares, mas ninguém lhe pode tirar o mérito de ser uma das deputadas mais atuantes da bancada oposicionista. Sempre presente nos grandes debates.

A GRATA SURPRESA

Pelo PT, uma das gratas surpresas tem sido a atuação do deputado Daniel Zen (PT), pela inteligência do discurso, por contrapor a oposição com habilidade e dados concretos. O Zen é um nome que pode ser trabalhado pelo seu partido para disputar a PMRB em 2020.

GUERRA DE VERSÕES

Encontrei ontem com um peemedebista da velha guarda e chegou tocando no assunto das coligações. Para ele não há mistério e dificuldade: “o seu Márcio Bittar será chamado e obrigado a trazer os candidatos do SOLIDARIEDADE para uma aliança á ALEAC com o PMDB”.

APOSTAR NOS BURACOS

A construção de creches é de grande valia na área social. Nada contra a inauguração deste tipo de obra. Mas o prefeito Marcus Alexandre precisa também focar nos buracos que tomam os bairros centrais da cidade. Não estou nem falando de periferia, que deve estar bem pior.

NÃO PODERIA FICAR DE FORA

A vice-governadora Nazaré Araújo é um dos melhores quadros do PT. Por isso não consigo avaliar por qual motivo não foi preparada desde o início do mandato do Tião Viana para a disputa de um mandato. E num tempo em que pessoas de bem estão fugindo da política

HUMILDADE, POLÍTICA E ARROGÂNCIA

O candidato a governador pela FPA, Marcus Alexandre (PT), leva uma grande vantagem de preparar a sua campanha no cargo, realizando obras, fazendo favores, que mais tarde serão usados como moeda de troca por votos. Vai deixar o cargo em abril do próximo ano, mas até lá terá sedimentado o seu caminho nas ruas e vielas de Rio Branco. Seu desafio será o interior. E manter na Capital uma vantagem grande sobre o principal adversário, o que não conseguiu até agora, segundo mostram as pesquisas. Mas como a eleição nem começou este é um dado de momento. O problema é que os mais próximos da sua equipe acham que esta já é uma fatura liquidada e que por isso podem descumprir parcerias políticas e a palavra empenhada, isso é um grande equívoco. Costuma ser fatal. Um exemplo que o que é prometido tem que ser cumprido é a questão dessas famílias da Cidade Nova que fecharam ontem a ponte sobre o Rio Acre. Não concluíram obras, prometeram voltar, não voltaram, e veio o inverno causando sérios problemas às residências. Humildade, senhores! Arrogância não rima com política.

Coluna do Crica

Jackson Ramos: “Raimundinho da Saúde é o responsável pelo fim do Pró-Saúde”.

O vereador de Rio Branco, médico Jackson Ramos (PT), não suportou o discurso do deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS), ontem na ALEAC, trazendo para si os louros da reativação do diálogo entre PGR e os demitidos do programa Pró-Saúde e ligou para este colunista para registrar a sua indignação, pelo fato do parlamentar se vangloriar de um mérito que não lhe pertence: “quem está comandando as negociações com a categoria demitida sou eu, por determinação do governador Tião Viana, e todas as tratativas estão centralizadas na minha pessoa”. O próprio governo não quis o deputado Raimundinho como negociador, assegurou. Para Jackson, o único papel do parlamentar nesta história é o de ser o responsável pelo fim do Pró-Saúde: tudo só chegou ao patamar da ação do Ministério Público do Trabalho, que redundou no fim do programa, porque as denúncias iniciais contra o Pró-Saúde, sustentando sua ilegalidade, foram feitas pelo deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS), como é que agora ele quer aparecer na imprensa como salvador da Pátria? É a indagação que faz o vereador do PT. Jackson lembra ainda que, falta ao deputado Raimundinho mais coerência política: “um dia enche o governador de elogios e no outro de críticas, não tem posição política firme”. Jackson ficou de passar à imprensa todo avanço que tiver na negociação comandada por ele, entre a PGR e os advogados dos ex-servidores demitidos, para tentar um retorno aos cargos. Com a abertura das conversas acendeu uma luz no fim do túnel. Outra envolvida pelo governo nas negociações é a ex-secretária de Saúde, Suely Melo.

O que isso mostra?

O que a posição do comedido vereador Jackson Ramos (PT) mostra: que há um brutal descontentamento do governo com a posição de metralhadora giratória do deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS), com ataques virais aos secretários e ao governo Tião Viana. Lembrar que o vereador Jackson Ramos (PT) é um dos políticos mais próximos do governador. Daqueles que não marca audiência.

OBSERVAÇÃO DE UM LEITOR

Não há algo que tenho mais respeito do que o leitor. Um deles me mandou um comentário com observações a uma nota da coluna “Driblando a Crise”, sobre a contratação de300 servidores da Saúde, nesta quarta-feira, e que na sua avaliação não merece ser encarada com louvor, porque o governo antes de contratar os 300, demitiu 1.800 servidores do Pró-Saúde. Fica registrada a contestação.

COMENTÁRIO PONTUAL

Sobre a contratação de novos 300 servidores da Saúde, o comentário da coluna foi pontual, em cima do fato. E sobre os 1.800 servidores demitidos do Pró-Saúde a PGR abriu negociação com os ex-funcionários do programa para buscar um meio legal de retorno. É o que me foi informado. Faço apenas o comentário, quem tem de fazer a defesa do governo são seus assessores. A coluna é sempre aberta à opinião do leitor.

CENA CONSTRANGEDORA

Quem assistiu ao vídeo percebeu que o governador Tião Viana e o prefeito Marcus Alexandre não estavam à vontade ao servirem de garotos propaganda do presidente do PROS, Roberto da Princezinha, como forma de lhes dar apoio para continuar comandando o partido, que deverá mudar de presidência dia 29. Ambos não têm nenhuma influência na direção nacional.

COSTURADA PELO PETECÃO

A vinda do PROS para a oposição foi costurada pelo senador Sérgio Petecão (PSD), junto aos dirigentes nacionais da sigla, dos quais é amigo. O compromisso firmado é que o médico Carlos Beirute assumirá a presidência do PROS, mas terá que ser candidato a deputado federal.

Joelso foi solto

O vereador Joelso Pontes (PP) foi libertado ontem e hoje estará voltando à Brasiléia para entrar com uma ação e pedido de Liminar, para assumir as suas funções na Câmara Municipal de Brasiléia. Disse à coluna pouco depois de ser libertado que dará uma coletiva à imprensa para se defender das acusações que sofre.

MAMADEIRA VAI SECAR

Com a cláusula de barreira, todos os presidentes nacionais dos partidos nanicos estão exigindo que os diretórios regionais lancem candidatos à Câmara Federal, para que não acabem sem o grande filão, na próxima eleição: tempo de televisão e dinheiro do Fundo Partidário.

TOCANDO NA FERIDA

A deputada Juliana Rodrigues (PRB), sempre na defesa do consumidor, tocou na ferida ao criticar a medida adotada pelo Shopping Via Verde, de cobrar 7 reais pelo estacionamento, sem fracionamento. Lembra que não é dado retorno ao visitante como uma cobertura externa, o que leva a que no inverno os proprietários de carros a se molharem até chegar ao veículo.

MEDIDAS LEGAIS

A parlamentar prometeu estudar medidas para que a cobrança não seja unificada nos 7 reais, mas que os clientes do Shopping paguem apenas o tempo que usarem o estacionamento.

JOGO ABERTO

O prefeito de Epitaciolândia, Tião Flores, faz o jogo aberto da transparência. Levou o Conselheiro do TCE, Valmir Ribeiro, a uma visita aos ramais que recuperou e aos que estão sendo recuperados. Aproveitou a presença do Conselheiro no município para um seminário.

OS TEMPOS SÃO OUTROS

O prefeito Tião Flores sabe que os tempos são outros na gestão pública e quem não seguir na linha corre o risco de acabar, como vários ex-prefeitos que estão presos por improbidade.

SEM ESSA, GONZAGUINHA

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) poderia representar junto ao MP ou MPF, para que façam uma devassa na Peixes da Amazônia, na ACREAVES e na Dom Porquito, empresas com capital do governo e de órgãos federais, se provar haver ilegalidades. Mas propor uma CPI? CPI, embora seja uma das peças mais sérias de um parlamento, na ALEAC virou brincadeira.

NÃO OUVIU NINGUÉM

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) conseguiu aprovar a “CPI da BR-364” e até hoje não moveu uma palha para o seu funcionamento. A CPI da SEHAB está instalada e caminha para o fim do prazo renovado de funcionamento sem ouvir ninguém. Outra CPI vir é um despropósito, Gonzaguinha.

ATACANTE DA SELEÇÃO BRASILEIRA

É muito mais fácil eu ser contratado pelo Tite para atacante da seleção brasileira, do que o Deda, a deputada Maria Antônia e o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, acompanharem o PROS para oposição. O Deda adoça o café do governador Tião Viana, que tem como ídolo.

BEM CAPAZ!

É bem capaz do ex-prefeito Deda entregar os cargos de confiança que tem no governo do Tião, inclusive, o seu, para sair sem lenço e sem documento seguir o PROS na oposição. É melhor acreditar que Papai Noel existe e voa comandando um trenó puxado por renas.

TUDO RESOLVIDO

O presidente do PDT, Luiz Tchê, me disse ontem que a situação do deputado Jesus Sérgio (PDT) está resolvida é que será candidato a deputado federal prestigiado pelo partido. Não irá para o PSC.

UMA LOUCURA

Seria loucura entrar no PSC para ser o presidente de um partido que, no Acre, existe no nome.

QUESTÃO POLÍTICA

Ontem, um aliado da ex-prefeita Toinha Vieira (PSDB), explicou o motivo pelo qual, ela não apoiará o senador Gladson Cameli (PP) ao governo: “na campanha política para a prefeitura de Sena Madureira, ela foi ignorada toda a campanha. Não foi para a FPA em troca de favores, mas por mágoa pelo desprezo”.

POPULAÇÃO NO SEMI-ABERTO

A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) fez um discurso de revolta com o aumento das mortes violentas – mais de 12 – somente este mês. Nós vivemos em Rio Branco como num sistema prisional semi-aberto, trabalhamos de dia e nos recolhemos na noite, por causa da insegurança, protestou a peemedebista.

EMENDA VIRTUAL

Não sei para que, existem emendas parlamentares porque, geralmente, para os deputados da oposição, nunca são liberadas. E não é invenção do atual governo. Vem de outros. O protesto feito ontem pelo deputado Nelson Sales (PP) tem razão de ser. As emendas da ALEAC, são virtuais.

ELEIÇÃO COMPLICADA

O PT, que tinha como certa a eleição para a presidência Associação da Reserva “Chico Mendes”, pode depois de anos de poder perder para o candidato da oposição, que tem no morador Açucar um nome forte. A candidata do PT, Leila, foi impugnada por não morar na Reserva. Seria uma derrota emblemática para os petistas.

NÃO EXISTE JOGO DIFERENTE

Tem que se dar um desconto ao deputado Jenilson Lopes (PCdoB) por ser de primeiro mandato. Fica incomodado com as críticas da oposição, acha que os debates deveriam ser mais propositivos. Jenilson, oposição tem que ser crítica, quem tem de elogiar o governo são os parlamentares da sua base política. Sempre foi e sempre será assim.

COSTURANDO DIREITINHO

O deputado Ney Amorim (PT) tem costurado certo, as parcerias que apoiarão a sua candidatura a senador. Sabe que o momento é de conversa, muita conversa, e que a campanha para valer começa no próximo ano.

TUDO POR UM FEDERAL

Os presidentes nacionais dos chamados partidos nanicos estão se lixando para os presidentes dos diretórios regionais. Esta troca de comando que vem acontecendo nestas siglas é unicamente uma tentativa para saírem da eleição do próximo ano vivos. Precisam ter deputados federais. E 1,5% dos votos válidos para a Câmara Federal em nove Estados. Ao final da eleição de 2018 poderemos ter metade dos partidos nanicos fora do cenário político nacional. O que seria salutar para se iniciar o fim da venda de tempo eleitoral e de mamar no Fundo Partidário. Se bem que nenhum partido grande está com moral para apontar o dedo da moralidade contra os nanicos. E ai se encontra a Lava-Jato para confirmar que a bandalheira começa em cima.

Coluna do Crica

Driblando a crise com competência

Na maioria dos Estados está havendo demissão de servidores, os pagamentos dos que já são do quadro estão atrasados, e o pequeno Acre, neste ponto está driblando a crise, e contratando por concurso público, novos funcionários. Uma luta incessante do secretário Gemil Junior em organizar administrativamente a secretaria de Saúde para que isso se concretizasse, com aval do governador Tião Viana. Nesta quarta-feira 300 novos concursados estão assumindo em vários cargos no sistema de Saúde. Foram aprovados em 2013 e 2014. Já são mais de 2 mil servidores contratados pelo governo para a área de Saúde, o que colabora para melhorar a gestão. Essas contratações somente são possíveis porque há o equilíbrio das contas públicas. Num Estado em que não existem indústrias, o desemprego é alto, se ofertar empregos com estabilidade é para se registrar como um fato positivo, independente, de que partido esteja no poder. O ato de amanhã está acima da política e de ideologias, mas é de competência na gestão. Lembrar que não houve apadrinhamento, prevaleceu o mérito dos que vão assumir. São todos concursados.

COMISSÃO DOS NOTÁVEIS

A “Comissão dos Notáveis”, formada por Osmir Lima, Alércio Dias, Luiz Calixto, José Bestene e Normando Sales é quem está montando um diagnóstico do Estado, com técnicos de cada área, para orientar o candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP). Atuam também como conselheiros políticos. Todos foram deputados e ocuparam cargos relevantes no Executivo.

UM NOME PARA O TCE

Caso se concretize a hipótese do Conselheiro do TCE, Valmir Ribeiro, vir a ser o vice na chapa da oposição ao governo, um nome forte para ocupar a sua vaga no TCE é o do advogado Odilardo Marques. Foi o que ouvi ontem de quem transita bem entre as esferas do governo.

COM CONHECUIMENTO DE CAUSA

Conheço a estrutura de cada candidatura. Por isso não é arriscado avaliar que, não será fácil aos demais candidatos a deputado estadual pelo PT, desbancar os mandatos dos deputados Daniel Zen (PT), Leila Galvão (PT), Jonas Lima (PT) e Lourival Marques (PT). Todos sólidos

TAMANHO DO PCdoB

As fotos mostram de que tamanho ficou o PCdoB no interior, as reuniões com um público que cabe numa Van. Para quem já reuniu multidões em qualquer acontecimento que programasse é de se preocupar. Por isso é que os comunistas perderam seu papel de protagonistas na FPA.

QUARTA GERAÇÃO

Quem lê as entrevistas do deputado Jenislon Lopes (PCdoB) sobre a ferrovia dos chineses que cortará o Acre por Cruzeiro do Sul para chegar aos portos do Pacífico, fica a imaginar que a construção começa amanhã. Talvez, a sua quarta geração, no Acre, veja a obra inaugurada.

VIROU CARTA DECISIVA

Quando dá para a VEJA colocar o Jair Bolsonaro como capa da última edição e o detonar sem opção de defesa mais ampla é um sinal que a sua candidatura à presidência se consolidou para ir ao segundo turno. E quanto mais o tornarem de vítima, melhor para a sua campanha.

AO FINAL RECONHECE

Mas ao final reconhece que, com Lula prestes a sofrer novas condenações e ficar inviabilizado de disputar a presidência, o nome de Jair Bolsonaro passa sim ter chance séria de se eleger.

RESULTADO DO CALDO POLÍTICO

O fenômeno Jair Bolsonaro está mais centrado no desmoronamento das velhas oligarquias políticas, no descrédito da classe política, e por defender pautas populares, ocupou o vácuo.

NÃO TEM NOVATO

O que chama atenção na disputa das duas vagas do Senado é que não tem novato na corrida. Márcio Bittar (PSB), Sérgio Petecão (PSD), Ney Amorim (PT), Jorge Viana (PT) são todos especialistas em ganhar eleição. E também com estrutura de campanha. É um jogo que ainda nem começou, não saiu do vestiário e que tende a ficar mais embolado no curso da campanha.

CERTEZA ABSOLUTA

Ontem, tive a certeza de que o DEM está fora do jogo na indicação do vice da oposição.

TRATAR DA VIDA

O deputado federal Alan Rick (DEM), que faz um bom mandato, nem se discute; Tião Bocalom (DEM), que é um nome respeitável na política, tratem de desativar a hipótese de vice e focar nas suas candidaturas para a Câmara Federal. Já perderam muito tempo com este sonho.

ÚLTIMO CAVALO QUE PASSA

Para o ex-prefeito Tião Bocalom (DEM) a próxima eleição poderá ser o último cavalo que passa para conseguir um mandato. Com um mandato pode sonhar alto para 2020. Se mais uma vez ficar fora, naturalmente, o seu nome cairá na vala do esquecimento popular. É assim na política.

AMARRA BEM

A chapa de deputado estadual do PP tem nomes como os deputados Nicolau Junior, Wendy Lima, Gehlen Diniz e José Bestene e outros nomes mais medianos. Bestene, que estava atuando na política apenas como dirigente partidário está no jogo como forte candidato.

EDUARDO VELOSO

Outro nome que está muito falado para vice na chapa ao governo do senador Gladson Cameli (PP) é o médico Eduardo Veloso, que o tem acompanhado em todas as viagens pelo interior e são muito amigos, o que é um passo. Quem defende sua candidatura de vice argumenta ser uma cara nova e traria uma estrutura para a campanha, não entraria só com o nome.

NÃO QUER DIZER NADA

É uma tremenda bobagem se dizer que vice tem de ter mandato. Vamos dar um exemplo regional: JorgeViana (PT) não se elegeu governador com o Binho Marques, que nunca tinha disputado uma eleição, de vice?

POLÍTICA NA FAMÍLIA

A política está em família, o pai do médico Eduardo Veloso, o também médico Paulo Veloso, já foi vereador de Rio Branco. A roleta vai girar, façam seus jogos no Valmir Ribeiro ou no Eduardo Veloso para vice. Os fatos afunilam na direção dos dois nomes.

2020

Um das figuras mais importantes do PT me disse ontem que, em 2020, o candidato a prefeito de Rio Branco será do PT, mesmo o cargo estando sendo ocupado na ocasião pela professora Socorro Nery, que estaria efetiva. Aliás, se torna a prefeita efetiva em abril próximo.

O HOMEM DO PROS

O médico Carlos Beirute deverá assumir o comando regional do PROS, no próximo dia 29, em Brasília. Está sendo preparada uma grande festa para posse da nova direção, Em Rio Branco. Mas não aposte na permanência da deputada Maria Antonia (PROS). A deputada e o seu marido Deda não abandonarão a FPA. A família tem vários cargos de confiança no governo.

BATEDORES DE CARTEIRA

11 mortes violentas com execuções até no centro da cidade, somente este mês. É muito. Preocupante! É chegada a hora de apertar novamente o cerco prendendo os executores. Os membros do antigo “esquadrão da morte” do Acre, comparado com hoje, viram batedores de carteiras.

CANTIGA DE GRILO

O presidente do PDT, Luiz Tchê, bate num ponto principal para convencer deputados e lideranças sem mandato que querem disputar uma vaga para a Câmara Federal a entrar no PDT e compor uma chapinha: quem for para o chapão do PT é só para servir de escada.

NÃO É EXAGERO

Não chega a ser nenhum exagero do presidente Tchê, no chapão do PT, que tem Sibá Machado, Léo de Brito, Raimundo Angelim, Perpétua Almeida e César Messias já entra sabendo que, dificilmente, terá alguma chance de ganhar desse grupo de candidatos.

NÃO CONSIGO AVALIAR

O deputado Jesus Sérgio (PDT) está igual biruta de aeroporto, sem rumo definido. Uma hora é candidato à reeleição e na outra a deputado federal. A sua mais nova aventura anunciada tende ser um desastre: assumir a presidência do PSC, que, no Acre, só existe no nome, e sem uma expressão política. Teria que começar do zero e isso a menos de um ano da eleição.

MESMA PRESSÃO

O PSC lhe foi oferecido com a obrigação de eleger deputado federal. É como acertar na MEGA.

SEM NENHUM ARRANHÃO

Foi uma novidade a estratégia política armada pelo governador Tião Viana de colocar quatro nomes disputando a indicação para ser o candidato ao governo da FPA. Motivou o debate com plenárias em todas as regionais do Acre, sem um clima de confronto e serviu para movimentar a coligação. Os fatos que definiram o nome do candidato não foram nem os debates, mas as pesquisas realizadas, que colocaram o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT) na dianteira. É aguardar novembro, quando se dará o anúncio oficial da candidatura. Marcus deixará a PMRB no próximo mês de abril e assumirá para cumprir o restante do mandato, a vice Socorro Nery (PSB). Entrará no fogo cerrado de uma eleição que define os rumos do PT no poder.

Coluna do Crica

Não será nenhum mamão com mel

Pesquisa não decide eleição. Retrata um momento, que não necessariamente será o mesmo da campanha. Mas a última pesquisa publicada mostra o que vem se falando há bastante tempo aqui na coluna de que, a disputa do governo não será nenhum mamão com mel, como alguns deslumbrados ligados ao candidato petista se vangloriam. Não usem a mesma regra para medir a eleição para o governo de 2018 e a última disputa da prefeitura de Rio Branco, sob pena de sair um cálculo de pé quebrado. Esta a última pesquisa aponta que, apenas 8 pontos separam o candidato Marcus Alexandre (PT), no seu principal reduto, a Capital, do seu adversário, o senador Gladson Cameli (PP). Quase um empate técnico. É pouco, muito pouco, para quem tem muitas obras na cidade e cedo está nos bairros. Mas, como disse o Lula: “obras não ganham eleição”. É preciso, pois, dizer a alguns assessores do Marcus que uma disputa eleitoral se ganha nas urnas e por isso não se pode balançar a bandeira da vitória antecipadamente. Esta tese de que a imagem do Temer será colada no candidato da oposição é completamente furada. Porque se for isso, a recíproca tem que ser verdadeira, com o Lula e Dilma na testa do petista. Se aplica ao Temer, Lula e Dilma a velha história do sujo e o mal lavado. O que vai decidir será a empatia que os candidatos conseguirem com o povo, na campanha. Fora isso são arroubos.

TAMBÉM NÃO FOI BOA

A pesquisa também não foi nada alentadora para o candidato a senador Márcio Bittar (PSB), que obteve apenas 9% no primeiro voto para o Senado e 14% no segundo voto. A questão é que a candidatura do Bittar não encontra eco nos demais partidos da oposição, está bem claro.

MESMA LADAINHA

O que tenho visto de políticos dos partidos maiores da oposição é o Márcio Bittar (PMDB) não sendo citado como referência nem para o primeiro e nem para o segundo voto. É seu dilema. Pode até reverter, mas sua candidatura está hoje restrita aos muros do PMDB. Ou ultrapassa os limites ou a sua eleição ficará muito difícil. O teto do PMDB não é suficiente para lhe eleger.

CITADO INDEVIDAMENTE

Vamos fazer uma correção: a Denúncia do MPF contra o prefeito Marcus Alexandre (PT) por suposta improbidade quando estava no DERACRE, não envolve o deputado Nicolau Junior (PP). Seu nome foi citado indevidamente em publicações sobre o caso. O acusado é um familiar.

SEMPRE É ASSIM

Essa questão de Rejeição em pesquisa tem um dado interessante. Dentro dos números da Rejeição estão as citações pelos principais adversários. É um balizador que não é exato. A Dilma tinha 52% de Rejeição e acabou ganhando. O desastre do seu mandato é outra história.

BEM NA FITA

O deputado federal Major Rocha (PSDB) apareceu bem na fita na última pesquisa. Mesmo não sendo candidato a senador, mas sim à reeleição, ficou com o alto número de 19% de aceitação. Isso retrata que está muito bem no eleitorado da Capital, o maior colégio eleitoral.

CARA DA OPOSIÇÃO

Isso pode ser perfeitamente explicado. São votos da oposição. Nenhum oposicionista retrata tanto a cara dos que são contra o PT do que o deputado federal Major Rocha (PSDB)

BEM ENCAMINHADO

Está tudo muito bem encaminhado para que o ex-vereador e médico Carlos Beirute venha a ser o novo presidente do PROS, após superar alguns percalços. A única exigência da direção nacional é que seja candidato a deputado federal. Este será um aperto em todos nanicos.

COMEÇAR DO ZERO

Carlos Beirute terá que começar do zero. Pode montar o projeto com os nomes do PR, que debandaram após a última eleição municipal, por não concordarem com atos da direção regional. Já é um caminho.

QUESTÃO DE VIDA OU MORTE

É que com a cláusula de barreira já valendo para a eleição de 2018, os partidos para sobreviverem terão de ter 1,5% dos votos válidos para a Câmara Federal em nove Estados. Se não conseguirem, eles perderão o tempo de televisão e acesso ao Fundo Partidário, morrem por inanição.

LIQUIDA METADE

Por muito tempo os chamados “partidos nanicos” conseguiram brecar, nas tentativas de Reforma Eleitoral, a cláusula de barreira, porque sabiam que a exigência seria fatal. Metade ou mais dos nanicos sairão de cena após a eleição do próximo ano. Isso é bom para depurar.

MUITO MAL À DEMOCRACIA

Fica ingovernável para qualquer presidente tocar algum projeto, por melhor que seja, sem não negociar com o caminhão de “partidos nanicos” que existe hoje no Congresso Nacional.

DADO COMO CERTO

Muito citado nos últimos dias o nome do Conselheiro do TCE, Valmir Ribeiro, como muito forte para ser indicado como vice na chapa do senador Gladson Cameli (PP) ao governo. Se isso acontecer vai abrir uma disputa pela sua vaga No TCE dentro do governo, que fará a indicação.

ALTAMENTE RESPEITÁVEL

A citação do seu nome está apenas no campo da especulação partidária, mas o Conselheiro Valmir Ribeiro não é nenhum neófito em política, já foi deputado estadual e era bem votado.

PRÓXIMO ANO

Prevalece dentro da oposição a posição da maioria partidária de que a decisão só venha a acontecer no início do próximo ano. Foi um ato sensato por desativar o debate, que vinha causando sérios desgastes, pelas várias tentativas de imposição goela abaixo de nomes.

QUANDO NOVEMBRO FINDAR

Até o fim de novembro estarão oficializados os nomes de Marcus Alexandre (PT) como candidato a governador e o do secretário de Segurança, Emylson Farias (PDT) como vice.

COM RESPALDO

Quem vai se encaminhando para buscar a reeleição com respaldo de um belo trabalho na área de saúde é o deputado Heitor Junior (PDT). Tem sido incansável na defesa da causa dos portadores de hepatites, não só em falas na ALEAC, mas em atos que beneficiam os doentes.

NÃO FICARÁ PASSÍVEL

Não esperem que o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) fique passivo com o PMDB estagnado, sem conseguir chapas próprias para deputado federal e deputado estadual. Podem apostar que pressionará o PP por uma coligação nas duas áreas. Não tenho a menor dúvida!

CANDIDATURAS COMO MISSÃO

O PT só tem como candidatos a deputado federal Sibá Machado, Léo de Brito e Raimundo Angelim. E o César Messias (PSB) que não terá para onde ir. O senador Jorge Viana (PT) diz que a chapa terá que ser completada por petistas que serão candidatos por missão, apenas para ajudar. Popularmente se chama isso na política de “buchas de canhão”.

ESQUEÇAM A VICE

Os dirigentes do DEM tratem de esquecer a possibilidade de indicar um vice na chapa da oposição ao governo e continuem o trabalho de ter chapa própria para deputado federal e deputado estadual. Aliás, já era para terem interpretado os claros sinais que não há simpatia.

BOM CAMINHO

A baderna política hoje chegou a um ponto que se algo não fosse feito logo mais se teria 50 “partidos nanicos” no Congresso Nacional. Hoje, com cerca de 30, já fica ingovernável se o presidente não montar um balcão de negócios para atender as suas gulas. A questão é que estes partidos não existem como forma de tornar mais amplo o debate político, mas são criados apenas para favorecer os seus criadores. A cláusula de barreira virá como uma guilhotina na eleição do próximo ano. Mais da metade dos nanicos não sobreviverá, antes tarde do que nunca. Vamos começar a trilhar pelo bom caminho da depuração partidária.